segunda-feira, 14 de julho de 2008

No dia da tomada da Bastilha... o xadrez está na rua!



A tomada da Bastilha é, seguramente, um dos dias mais importantes da história da humanidade. No dia 14 de Julho de 1789, os parisienses "sans-culotes" (literalmente, sem calções, a roupa da moda entre os aristocratas franceses), ocuparam aquela fortaleza que havia funcionado como prisão política, cimentando uma Revolução que mudou a configuração do mundo, marcando a transição do Estado Absoluto para o Estado Constitucional.

Actualmente, o dia 14 de Julho é, por este motivo, o principal feriado francês.
Por cá, o dia 14 de Julho de 2008 levou o xadrez aos portuenses. Divulgado nas ruas da cidade, o Campeonato Nacional de Xadrez Feminino iniciou-se nas instalações do Complexo Desportivo do Monte Aventino, tendo atraido a atenção de uma equipa do Jornalismo Porto Net.



A primeira jornada decorreu com normalidade, com boas partidas, algumas surpresas e numa sala dignificante, com material condigno nas mesas, nos tabuleiros, nos relógios, nas peças... e no equipamento das jogadoras!



E se pensam que o calçado da Bianca é mera coincidência, vejam o modelo da Ashley:



Quanto à Inês, na primeira jornada defrontou a Bianca Jeremias, n.º 5 do ranking (1990, Albufeira), mas embora tenha jogado com o estilo que a foto documenta, não conseguiu evitar a derrota.


Deve ser fácil perdemo-nos num tabuleiro daquele tamanho, não?
Só passar o olhar da ala de Dama para a ala de Rei deve ser uma canseira... :)


A prova pode ser acompanhada nos sites Chess-Results (emparceiramentos, resultados, performances...) e Xadrez Feminino (crónicas, biografias, fotos...).

domingo, 13 de julho de 2008

Prato do dia: Espetada


As brancas jogam e ganham material.


O último desafio foi decifrado pelo Manuel Dias. Classificação actualizada na caixa à direita.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Relógio Digital DGT960 (Fischer Random)


€ 29,95 na loja (holandesa) da DGT

O relógio digital DGT960 é a última novidade da Digital Game Technology. Trata-se de um relógio dobrável (!) que, quando fechado, é pouco maior que um telemóvel, e foi baptizado 960 porque, além das tradicionais funcionalidades de um relógio digital, o aparelho pode sortear uma das 960 posições iniciais da variante Chess960, também conhecida por Fischer Random.

Esta variante, apresentada em 19 de Junho de 1996, em Buenos Aires - Argentina, por Bobby Fischer (para muitos, o melhor jogador de sempre), é muito semelhante ao xadrez clássico. Todavia, a posição inicial das peças não é pré-definida, sendo, antes, sorteada. O objectivo de Fischer era eliminar a preponderância que a teoria das aberturas tem no xadrez moderno e que ele considerava prejudicar a criatividade e o talento. Para mais informações, vê a entrada da Wikipedia (em inglês) ou experimenta jogar, por exemplo, no FICS (Free Internet Chess Server).


A um preço também interessante, a "Mundo do Xadrez" está a vender tabuleiros em madeira da Rechapados Ferrer.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Final do Torneio FootEvents (Futsal)

Sara

Como nem só de xadrez vive o homem, nem a mulher, a proposta para esta sexta à noite envolve táctica e estratégia mas num tabuleiro diferente do habitual. A Sara e a sua equipa de futsal - a Flubis MaiaFit, composta maioritariamente por jogadoras do Fluvial - vai disputar a final do torneio FootEvents com a equipa All Blacks (que, como o nome deixa adivinhar, é composta maioritariamente por jogadoras de rugby).

Equipa de futsal feminino do Fluvial
A partida será às 22h00, no pavilhão da escola Francisco Torrinha, à Av. Marechal Gomes da Costa.
Se quiseres assistir a este encontro, avisa!


Claque actual: Tiago Pinho, Joana Silva, Davide Nabais [actualização: Rita Barros e António Pinho; Depois de começar a perder 1-0, o Flubis deu a volta ao marcador, primeiro com um golo da Sara - dedicado à claque -, ainda na primeira parte, e depois com um segundo em cima dos 40 minutos, marcado pela Diana.]

Vida e Desporto

Nadar para fora e contra a corrente
José Manuel Constantino (ex-presidente do IDP), in Colectividade Desportiva, 10 de Julho de 2008

Declaração prévia: o que se está passar com o futebol e respectivos órgãos dirigentes é suficientemente grave para merecer a censura e reprovação públicas. O governo tem a obrigação de avaliar a natureza das ocorrências e adoptar os procedimentos previstos no ordenamento jurídico de modo a salvaguardar os interesses e as competências públicas delegadas na FPF. Dito isto é preciso nadar para fora. Para fora do futebol e para fora do desporto. E contra a corrente. Para não cair no ”meiinho” para onde a hierarquização mediático/social nos quer empurrar.

Nestes tempos conturbados do futebol luso ocorre-me com frequência o velho princípio de que o desporto é um reflexo da sociedade. Escrevi intencionalmente desporto porque o que se passa com o futebol só é diferente na escala, na dimensão e na visibilidade. Tudo o resto se pode passar em outras modalidades. Basta que deixem de ter pouco de desporto e façam o “up-grade”: muito de “produto”, ”negócio“, ”espectáculo”, ”indústria” e vocábulos equivalentes. E que passem a ter um escrutínio e interesse públicos como tem o futebol.

Dito isto vale a pena acrescentar algo mais: o que se passa com o futebol em nada é substancialmente diferente, a não ser para os distraídos, do que por aí anda no resto do país. Se fosse possível fazer um ranking da “gravidade dos factos” o futebol perderia. E dou por mim não a defender o futebol, mas a criticar aqueles que não querem olhar para o país para além do futebol. É que os dirigentes do futebol não são nem mais sérios, nem mais incompetentes que os seus homólogos de outros sectores da sociedade. Respiguemos factos recentes. (...)

Perante este descalabro ético que sector da sociedade portuguesa tem autoridade moral para dar lições ao futebol?
Não se trata de branquear ou aligeirar o que se passa no futebol. O que passa com o futebol e com o organismo de justiça é grave. Mas não é de todo diferente do que se passa com o país. De resto é cada vez mais nítido que o direito serve para muitas coisas mas nem sempre para a administração da justiça. No desporto e fora dele.

O que está doente não é futebol. Se fosse só o futebol o problema seria apesar de tudo bem mais fácil de resolver. (...) É o país que está doente. E em vez de diagnosticar o que está a ocorrer limitamo-nos a seguir a onda do que mais se fala. A seleccionar sintomatologias em função do que é mediaticamente relevante. A solução vai invariavelmente para o reforço dos meios legais e similares.

E para o desporto tudo agora se parece resumir a um novo edifico de magistratura: o Tribunal Arbitral. Será sério, honesto e imune a influências e poderes. Não será deste mas de outro mundo. Terá uma vocação e bênção divinas? Oxalá assim seja. Mas cá para mim há uma pequena coisa bem mais importante de discutir e mais difícil de debelar: o carácter. O carácter das pessoas. A sua formação e honorabilidade. Aquilo de que são ou não capazes de fazer. Os valores e os princípios que norteiam as suas condutas. Não do que apregoam. Nem do que rezam ou juram. Mas do que fazem. Em casa, no emprego, na sociedade. E deixem de pedir ao desporto o que ele por si só não tem capacidade de fazer: o de regenerar a sociedade!


Texto integral aqui.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

A partida de Geri

"A partida de Geri" (Geri's game) é um mini filme da Pixar Animation Studios, uma empresa especializada em animação computorizada em três dimensões que, há mais de quinze anos, produz pequenos filmes e anúncios para televisão. Mas não só. Associada à Walt Disney Pictures produziu blockbusters como Toy Story 1 e 2, Antz, Monstros e Companhia, À Procura de Nemo, Os Super-Heróis ou, mais recentemente, Ratatouille.

"A partida de Geri" foi o primeiro filme da Pixar a utilizar uma tecnologia especial que transmite maior realidade à pele e às roupas dos personagens. Da autoria de Jan Pinkava, que também escreveu Ratatouille, em 1997, esta obra recebeu um Óscar na categoria de Melhor Filme de Animação.

O filme dura cerca de 5 minutos e conta a estória de uma partida de xadrez jogada, num parque vazio durante o Outono, por Geri (com óculos) contra... ele próprio (sem óculos)! Dado o valor imenso do prémio - uma dentadura! - o jogo desenvolveu-se com grande intensidade, tendo-se decidido com um elemento táctico inovador: a simulação de um ataque cardíaco.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Campeonato Nacional Feminino 2007/2008

WIM Catarina Leite, 2002, ÉvoraWFM Ariana Pintor, 2162, PortoWFM Ana Baptista, 2137, OdivelasWFM Margarida Coimbra, 2093, LisboaBianca Jeremias, 1990, AlbufeiraFilipa Ribeiro, 1425, EspinhoInês Messeder Ferreira, 1341, PortoDiana Nogueira, 1247, PortoBeatriz Silva, 1190, GaiaAna Mendes, 1431, MatosinhosSelecção Nacional Feminina - 2006: Ana Baptista, Ariana Pintor, Catarina Leite (capitã) e Margarida Coimbra

O Campeonato Nacional Feminino 2008 decorrerá no Complexo Desportivo do Monte Aventino, de 14 a 20 de Julho, numa organização da AXP de parceria com a FPX e apoios da Porto Lazer, da Câmara Municipal do Porto, do IDP e do Hotel AC Porto, e contará certamente com as melhores jogadoras nacionais, nomeadamente as que constituem a selecção nacional feminina que participará brevemente nas Olimpíadas 2008 a realizar em Dresden, na Alemanha.
in www.xadrezfeminino.com

Neste novo site podemos encontrar informações sobre a Selecção Nacional Feminina, o Campeonato Nacional Feminino e as biografias de algumas jogadoras nacionais, incluindo a da Inês que irá participar na prova.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

"Quando queremos inventar... sai miniatura" - por GM Russowsky na Casa do Xadrez

Este desafio vem a propósito da partida apresentada na mensagem anterior e que, nos próximos dias, será aqui comentada.

Nessa partida, o Joaquim B Pinho, jogador que deve ter uma força de jogo real a rondar os 2000 pontos, jogou com Jorge Guimarães - um dos melhores jogadores do país, embora não participe muito em competições. Para tentar sobreviver à abertura, o Joaquim Pinho optou por uma linha pouco conhecida (bem, na verdade, não faço ideia do que aquilo é :) Assemelha-se a uma Índia Velha, mas não sei se será. Talvez seja o sistema JBP!) e conseguiu manter a partida igualada durante a primeira fase do jogo.

Este post que agora reproduzo [Não Visitem Já o Original pois Está Lá a Solução!]- publicado originalmente no blog Casa do Xadrez, na sexta-feira, pelo GM Russowsky - evidencia o que pode acontecer quando o feitiço se vira contra o feiticeiro...

Quando queremos inventar... sai miniatura
por: António Russo

Todos sabem que quando defrontamos um jogador teoricamente mais forte, temos de tentar fazer algo fora do normal para conseguir ganhar o jogo.
Se jogarmos aberturas ou variantes conhecidas, é certo e sabido que a maior experiência do adversário vai ditar lei. O ELO não é tudo, mas para alguma coisa serve.
Este preâmbulo tem como objectivo introduzir o tema para o que aconteceu na 8º ronda [do Torneio de Mestres 2007/2008] quando ocorreu o embate entre o Vice-Campeão Mundial sub 16, o MF Ruben Pereira [2413], e o MN Carlos Carneiro [2215].
Os quase 200 pts de diferença de Elo (a favor do Ruben) iriam certamente com o decorrer da partida ditar a lei do mais forte.
O MN Carlos Carneiro tentou algo de novo e "inventou" uma variante na Siciliana.
Se corresse bem, até poderia ter ficado na história como a variante "CêCê" da Siciliana; como correu mal, fica na história como não se deve jogar a Siciliana...
Aqui fica a miniatura para conferir, e para não jogar assim de pretas.




As duas próximas jogadas das brancas obrigaram as negras a abandonar. Consegues descobri-las?
(é possível fazer lances no tabuleiro. para mais info, carreguem no "I" do canto inferior esquerdo)

Dica: Lembrem-se do princípio que diz que "não se deve sair cedo com a Dama..."
Ajuda: Para abrir as hostilidades, que tal Bb4?

domingo, 6 de julho de 2008

Eu bem queria assistir às provas...


Esta semana decorreram no Hotel AS Lisboa os Torneios de Mestres e de Honra. Ontem e hoje, no mesmo local, joga-se a Final 4 da Taça de Portugal, na qual participa o Grupo de Xadrez do Porto.

Daí que, na semana passada, quando estive em Lisboa a realizar a segunda bateria de exames, tivesse decidido que, se passasse à terceira e última fase - que seria ontem - iria ficar alojado no Hotel daquelas competições. A minha ideia era assistir à última jornada dos torneios de Mestres e de Honra na sexta e ver a final da Taça de Portugal domingo, já que no sábado teria que realizar o meu exame.

Consultei a página do hotel - onde só estão divulgados os preços praticados... em 2006!! (€70,50 o quarto duplo) - mas, como tinha lido o Aditamento ao Regulamento da Taça de Portugal e sabia que a FPX tinha protocolado com o hotel condições especiais para acompanhantes, enviei um email à Federação na madrugada de quinta-feira.

Nesta mensagem perguntava se as condições especiais de alojamento para acompanhantes (€ 65,50 por quarto duplo, com pequeno-almoço) eram extensíveis a pessoas sem qualquer ligação às equipas, apontando que sou jogador federado e sócio do GXP.

Logo no início da manhã de quinta-feira, a FPX respondeu-me, informando-me que sendo sócio do GXP e xadrezista reunia condições para beneficiar daquelas condições.

Respondi ainda naquela manhã, uma hora depois de receber o email, alertando para um pormenor que me pareceu importante e que não tinha informado antes: que o motivo principal da minha ida a Lisboa era a realização de um exame no sábado à tarde; que apesar de ser sócio do GXP, não iria assistir à meia-final nem à final da Taça; que o meu interesse pela estadia não era devido à Taça de Portugal mas aos torneios que estavam a decorrer. Terminava solicitando confirmação de que podia beneficiar das ditas condições.

Na sexta-feira à tarde, antes de ir para Campanhã, sem ter podido concluir a reserva do alojamento via FPX, tentei fazê-lo no site do hotel. Todavia, o link "Reservas Online" só pisca: quando é accionado dá uma mensagem de erro!
Ainda assim, apontei o n.º de telefone do Hotel, para onde liguei. Contudo, ninguém atendeu o meu telefonema.

Chegado ao Oriente, apanhei um taxi. Destino: Hotel AS Lisboa, na Av. Almirante Reis. Quando lá cheguei vi, logo no átrio, uma tela com partidas e, numa mesa, em frente a um computador portátil, estava o Jorge Guimarães. (Que na meia-final de ontem, aviou o Joaquim Brandão de Pinho, num encontro em que o Vale de Cambra limpou o GX Porto pela margem máxima).


Nos próximos dias vou tentar anotar esta partida que me parece muito interessante.

Infelizmente, isto foi tudo o que vi das provas nos breves instantes em que estive no Hotel.

É que, apesar de ser um cliente altamente motivado para ali pernoitar, coisa que já tinha planeado desde há vários dias, o senhor que me atendeu conseguiu convencer-me a não querer lá ficar, nem que me pagassem.
Depois dos cumprimentos da praxe, questionei o senhor da recepção sobre a lotação do hotel, tendo sido informado que havia quartos livres. Entretanto, como estava a atender uns hóspedes, pediu-me para aguardar. Passados uns instantes, fui atendido por um colega seu que, depois de confirmar novamente que havia quartos livres, me disse bruscamente que "para esta noite só lhe posso fazer € 125 pelo quarto duplo".

Absolutamente surpreendido com a diferença de preços, perguntei se havia alguma razão especial para aquele preçário. Que não, respondeu-me com alguma rispidez, que era o preço para aquela noite.

Aquela conversa à laia de segurança de discoteca a negociar o consumo mínimo não me caiu bem. Mas pior ficou quando o informei que esse preço era muito diferente daquele que estava anunciado no site e das condições protocoladas com a FPX. O funcionário desdenhou esses preços: "Mas falou com a Federação?" Sim, embora não ao ponto de ter acertado a reserva e efectuado o pagamento, disse-lhe, notando o aceno de cabeça e a contracção da face naquela última parte.
"Pois então nada feito", grunhiu ele. E à minha réplica que acentuou que me estava a propor o dobro do preço, limitou-se a empertigueitar "Olhe, por que é que não reservou na internet?"

Mais pela atitude do que pelo conteúdo - se bem que a pergunta é idiota: ele devia saber melhor do que eu que o site do hotel não está funcional na parte das reservas! -, limitei-me a trocar um olhar com a minha namorada e tendo percebido que nenhum de nós estava para aturar aquele cromo, limitei-me a dizer "olhe, até à próxima!" e, pegando na mala, saimos.

Metemo-nos no metro em direcção ao Rossio e a sorte sorriu-nos, e de que maneira, logo no primeiro hotel em que entrámos: o Métropole, em plena Praça do Rossio.



A entrada do Métropole é bastante sóbria. Uma porta não muito larga, protegida por um toldo arqueado com o nome do Hotel, dá acesso a um corredor estreito. As únicas informações disponíveis são de que se trata de um hotel de 3 estrelas e que a recepção fica no primeiro andar. Todavia, a entrada, apesar de exígua, é toda em granito o que lhe dá um ar acolhedor.

Chegados à recepção, ficamos a saber que havia um quarto livre e que o melhor preço possível era o tabelado para empresas - € 100. Ainda assim, a Irene disparou um desarmante "Diga-me sinceramente: aqui à volta, conseguimos dormir por menos desse preço?".

Talvez surpreendido, ao olhar para aqueles dois turistas carregados e já com gotas de suor no rosto, o senhor da recepção foi de uma atenção extrema. Pegou no telefone e começou a ligar para a concorrência, para ver se havia quartos livres com preços para um jovem casal. E na verdade arranjou! Mas aquela atitude foi decisiva para lá ficarmos.
E foi a melhor decisão que podiamos ter tomado.
Tendo manifestado a nossa intenção de ali pernoitar, o recepcionista deu indicação para que nos mostrassem o quarto, e , dizendo que apenas fez o que gostava que lhe fizessem a ele, informou-nos que ainda iria falar com a responsável máxima do hotel.


Subimos ao terceiro andar eo quarto era absolutamente FA-BU-LO-SO, enormíssimo, com vista para a Praça do Rossio e com o Castelo em fundo.

Regressámos à recepção para confirmar a estadia, caso a Directora do Hotel não visse inconveniente em que ficássemos no único quarto livre. E para essa ocasião estava reservada a cereja no topo do bolo: fomos brindados com um desconto sobre o preço de empresa, especialmente autorizado pela responsável máxima do estabelecimento. Quando voltámos ao quarto e vimos o preço "normal" para a "época alta" que tinha começado no dia 1 de Julho... verificámos que o preço que nos fizeram equivalia a um desconto de 50% face ao preço tabelado para esta época do ano.

Programado não poderia ter corrido melhor.
Acabámos por jantar na baixa, onde também demos umas voltas, e com o passar do tempo e um exame no dia seguinte, a chatice que tinha ocorrido no AS Lisboa acabou por se tornar numa pequena peripécia anedótica e o xadrez deixou de ser prioridade. Se bem que mesmo neste particular, fiquei servido:


Não vêem um tabuleiro de xadrez no chão da Sala de Estar do Métropole? =D
(e no móvel dos livros e dos jogos estava lá um jogo de xadrez, em plástico, pequeno mas jogável)

Não é uma das hipóteses analisadas na Ala de Rei mas não deixa de ser um caso curioso em que as circunstâncias afastaram da modalidade dois espectadores altamente motivados...
Quanto à reserva via FPX, ainda hoje aguardo pelo email da federação que confirme a minha estadia no local da prova.

E quanto ao concurso, que finalmente terminou - 6 meses e 8 provas após o seu início -, correu bem, embora provavelmente não o suficiente: correu bem porque das 1300 almas que o iniciaram, fiz parte das 183 que chegaram ao fim por nunca ter tido classificação inferior a 10; não o suficiente porque é provável que não consiga uma das 99 melhores classificações, as únicas que garantem desde logo uma vaga no curso que se inicia em Setembro. Resta esperar mais umas semanas...

Entretanto, a partir do próximo fim de semana, podemos retomar os nossos encontros de xadrez "offline". E já sabem: mesmo que a FPX continue a organizar as provas na Av. Almirante Reis, vale a pena ficar no Métropole. Até porque não vos disse tudo mas podem ficar com uma ideia se vos disser que ficarão por cima do Café Nicola, em frente à pastelaria Suiça e ao lado do Teatro Nacional D. Maria II...

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Jorgievsky é o novo Campeão Distrital Absoluto!

Jorge João Viterbo Ferreira, 2002, sub-14, Dias Ferreira


O título de Campeão Distrital Absoluto do Porto, época 2007/2008, foi justamente conquistado pelo nosso amigo Jorgievsky.
Foi o corolário de um ano de progressão extraordinária do Jorge em que, além de centenas de pontos elo, se notam inúmeros torneios disputados, vários primeiros lugares e classificações de topo, alguns resultados espectaculares (como o empate com o GM Liuben Spassov no Internacional Cidade das Burgas e, cof! cof!, o empate comigo no Internacional da Figueira da Foz =D ;) :) :P ), tudo alicerçado num trabalho intenso orientado pelo treinador António Caramez que, curiosamente, foi o finalista vencido do match de atribuição do título de Campeão Distrital Absoluto.


Eu com cabelinho à membro da Juventude Centrista, o Caramez e o Jorgievsky, após o Torneio da Fontes deste ano, absolutamente dominado pelo Mestre e o Pupilo que terminaram 100% vitoriosos. Foram os maiores da minha rua!


Fico muito satisfeito por, depois de referências como o António Silva ou o Marco Viela, continuar a ter no meu distrito um Campeão que sabe que para jogar xadrez, mais do que dominar a técnica do jogo, é preciso ter e saber tratar o adversário. Está de parabéns, juntamente com os pais, treinador e colegas de equipa. E pode ser que surpreenda o país escaquístico que ainda não atentou convenientemente no actual vice-campeão nacional sub-14...



O jovem disse ao abade do mosteiro:
"- Gostava muito de ser monge mas não aprendi nada de importante na vida. Tudo o que os meus pais me ensinaram foi a jogar xadrez que não serve para a iluminação. Além do mais, aprendi que qualquer jogo é um pecado."
- Pode ser um pecado mas também pode ser uma diversão e quem sabe se este mosteiro não está a precisar um pouco de ambos - foi a resposta.
O abade pediu um tabuleiro de xadrez, chamou um monge e mandou-o jogar com o rapaz. Mas, antes da partida começar, acrescentou:
"Embora seja preciso diversão, não podemos permitir que toda a gente fique a jogar xadrez no mosteiro. Há outras coisas importantes a fazer. De maneira que aqui ficará apenas o melhor jogador; se o nosso monge perder, sairá do mosteiro e abrirá uma vaga para ti."
O abade falava a sério. E o rapaz sentiu que jogava pela sua vida e sentiu gélidas gotas de suor a descerem-lhe pelas costas...
O tabuleiro tornou-se o centro do mundo. O monge saiu mal da abertura e o rapaz espremeu-o como uma cobra pitão no meio-jogo. Num momento de alívio da pressão que sentia, enquanto esfregava as mãos nos joelhos, passou os olhos de relance pelo adversário e reparou no seu olhar. A partir daquele momento, o rapaz deixou de jogar os melhores lances: afinal de contas preferia perder porque achava que aquele monge seria mais útil ao mundo no mosteiro do que ele.
De repente, o abade atirou o tabuleiro ao chão:
"Tu aprendeste muito mais do que te ensinaram" - disse. "Concentraste-te o suficiente para vencer, foste capaz de lutar pelo que desejavas. Depois, tiveste compaixão e disposição para te sacrificares em nome de uma nobre causa. Sê bem-vindo ao mosteiro porque sabes equilibrar a disciplina e a solidariedade."


... o Jorge não vai para o mosteiro. Vai jogar a Fase Preliminar do Campeonato Nacional Absoluto de Xadrez, para a qual se apurou meritoriamente, e se tudo correr normalmente as feras nacionais vão sentir no capado a força do seu xadrez.

Metáfora Xadrezística


Na secção "Sobe e Desce" do site Mais Futebol, Pedro Jorge da Cunha atribuiu um sobe a José Mourinho que está "de regresso para agitar o calcio". A crónica termina do seguinte modo:

A Serie A é a liga de todas as tácticas, sucedânea das concepções do argentino Helenio Herrera e, mais recentemente, de Giovanni Trapattoni, Fabio Capello e Marcello Lippi. Todos fervorosos ditadores da contenção e rigidez, todos viciados em vitórias. Como Mourinho, de resto. No país do calcio, os peões, os jogadores, são animais competitivos. Ferozes, inquebrantáveis, cirúrgicos. E José Mourinho é o mestre do xadrez futebolístico. Por tudo isto estou certo que esta relação tem tudo para dar certo. Para alívio de muitos e infortúnio de outros tantos.

Não estava certo de que José Mourinho fosse o mestre do xadrez futebolístico. Por isso fui olhar para o actual Campeão do Mundo, o Grande Mestre indiano Vichy Anand.









Parece que o jornalista não anda longe da verdade! :)

Migração de "Erros na Abertura"

Aqui fica a colectânea dos quatro "erros na abertura" publicados no outro blog.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Migração de "Desafios"

"Quando encontrares um bom lance, procura outro melhor!"
Karpov-Nunn
Mónaco, 1995
Ref. 0301

Jogam as brancas:

O ex-Campeão do Mundo GM Karpov não era jogador para se contentar com o evidente...

E o foi o Bruno quem acertou esta:
"1. Cxc4 Db4 (única) 2. Cxd5 com ganho de peão e cavalo em vez de qualidade, uma vez que descobre um ataque na dama através do bispo". Faltou apenas dizer que depois da Dama fugir, 3. Cf6+ ganha mais material.



"É mais fácil atacar quando não há defesas."
Menchik - Graf
Semmering, 1937
Susan Polgar Blog

Jogam as brancas:


Ajuda:
Reparem que o roque negro está debaixo de um ataque intenso: dois bispos, um cavalo e a dama é muita gente! O rei negro não tem os seus defensores nas melhores posições (o roque está debilitado com um peão em g6 e outro em h5, não há um bispo em g7 - está em d7 - nem um cavalo em f6 - está em g4 -, ou seja, há casas que deviam estar protegidas e não estão...). Por último, não se esqueçam que "é mais fácil atacar quando não há defesas".
Não é fácil (basta ser um puzzle da GM Susan Polgar) mas não é impossível descobrir a solução.

Aqui fica a solução apresentada pelo André (1 ponto), com a justificação melhorada pelo Bruno (0,5 pontos): 1. Td7 para a dama sair da diagonal h2-b8 (Se as negras não jogarem 1. ... Dxd7, então 2. Txe7; excepto se 1. ... Dxh2+, caso em que se segue 2. Dxh2 Cxh2 3. Txe7 Cxf1 4. Txb7 e o Cf1 não tem casas de fuga). Na variante principal, depois de 1. Td7 Dxd7 2. Dxh5 (as negras já não podem responder com Dxh2+) e se 2. ... Bxg5, 3. Dh8++; se 2. ... gxh5, 3. Bh7++



"Toma lá, dá cá!"
Lobron - Lutz
Alemanha, 1998
Ref. 0401

Jogam as brancas:

Qual é a melhor forma de as brancas tirarem proveito do seu peão passado?


Um ponto para o Bruno: 1. Bb3! (as pretas devem decidir entre perder a dama ou continuar o jogo normalmente) Dxb3 2. Dg6+ Rh8 3. Dxf8+ Rh7 4. Df8 assegurando a promoção.



Revisão :)
Nuno Guerreiro (2092) - António Garcia (1979)
Lisboa, 2007
RPX 1, p. 41

Jogam as brancas:


A última secção "Amadores em destaque" da recém-criada Revista Portuguesa de Xadrez (ler n.º 0) foi dedicada a Nuno Guerreiro, "o jogador do top-100 nacional que mais subiu na lista de elo FIDE de Janeiro, com um aumento de 57 pontos! (...) [Actualmente é ] jogador do Núcleo de Xadrez de Faro, foi Campeão Algarvio esta época e em 2000/2001 e foi Campeão Nacional Sub-20 em 2002/2003". Este desafio foi retirado de uma partida sua jogada no Circuito do Belenenses o ano passado.

Há um lance que ganha a partida. Qual e porquê?
Se aprenderam qualquer coisa com os desafios anteriores, não precisam de ajuda para este...


Solução (Bruno Guinapo): 1. Dc3!! 1-0 (para expulsar a dama negra da diagonal a3-f8). Se 1. ... Dxc3 2. Ce7+ Rh8 3. Cxf7#



Desafio de 30 de Maio
GM Joerg Hickl (2605) - MF Raul Garcia (2269)
XXXV Olimpíada - 1.ª jornada, Bled, 2002
3.º tabuleiro do Alemanha - Andorra
Ref. 6/701


As brancas jogam e ganham.


A melhor resposta: Tiago (1 ponto) - 1. f8=D Rxf8 2. Tf7#



Bem defendido ou com falta de ar?
Szabo - Donner
Suécia, 1955
Ref. 0801


As brancas jogam e ganham.


Solução do Diogo (o Bruno também acertou - 1 ponto para cada) - As pretas sofrem de asma "Após 1. Cxg6+ as pretas têm apenas uma resposta possível: 1. ...hxg6. As brancas continuam o ataque com 2. Dh6+ - mais uma vez existe apenas uma resposta possível (Bxh6 não é possível devido ao bispo branco em b2): 2. ... Bh7. Desta feita, 3. Dxg7#" acaba com o jogo.



Sangue! Sangue! Cheira a mate!
Marjasin - Kapengut
União Soviética, 1969
Ref. 0901


As brancas jogam e ganham.


Solução do Diogo (1 ponto):
1. Dxg6+!! e agora,
A ) 1. ... Rxg6 2. Bh5+ Rh7 (2. ... Rh6 Bf7#) 3. Bf7+ Bh6 4. Txh6+!! Rxh6 5. Th1#

ou então

B ) 1. ... Rf8 2. Bh5 dxc3+ 3. Re2 Db5+ 4. Re1 De2+ (só em desespero) 5. Rxe2 e é impossível evitar 6. Df7#

0,5 pontos para o Bruno e para o Manuel Dias já que acertaram no primeiro lance mas deram justificação incompleta.



Mata-mata
Weiss - Kulhanek
República Checa, 1998
Ref. 1001


Ao contrário do que é habitual, os dois lados estão a atacar na ala de rei.
As brancas jogam e ganham.


Solução (Tiago e Manuel Dias):
1. Dxh6+!
Se 1. ... Rg8 então 2. Dh8++
Se 1. ... gxh6 então 2. Txh6+ Rg8 3. Th8++



Pesca
Karpov - Topalov
Dos Hermanas, 1994
Ref. 0201



Ok, esta é complicada. Vou dar uma ajuda:
1. Cf6 (duplo à Dama e à Torre) e as negras, para evitar perder já material, são obrigadas a tomar o Cavalo com o Rei.


As brancas continuam na pesca e a lançar linha... e ganham


São as brancas a jogar e a posição parece inocente, não parece? A Dama e a Torre, na mesma coluna, estão protegidas; os Bispos, apesar de estarem na mesma linha, estão protegidos... Mas - aqui está o mas! -, as brancas não são comandadas por um jogador qualquer e o GM Anatoly Karpov descobriu um lance espectacular que levou a um final vencedor.
Consegues descobrir a combinação que ganha material? O peixe só morde se houver isco...

Solução do Manuel Pinho:
1. Be5+ (bispo e dama dão xeque) Rxb5 (para fugir tb ao xeque da Dama)
2. Dxe4+ Rxe4
3. Te1+... e vai tomar a Torre adversária em e8 e, depois, também um dos bispos.

Mais de 10 segundos

O Bruno pediu um desafio que não consiga resolver em 10 segundos. Espero que este cumpra o objectivo:

As brancas jogam e ganham.



Este exercício, retirado de uma partida "jogada a alto nível", foi publicado pelo MI Carlos Pereira dos Santos, no n.º 0 da RPX.
Se quiseres uma ajuda, podes ler online o artigo "Passando peões" (ora aqui está uma boa dica ) na p. 37 da Revista.

Ajuda: "as brancas têm que criar outra ameaça de promoção, de maneira que o rei negro seja incapaz de lidar com a ameaça da promoção do peão de E e a de outro peão".

Resposta do Manuel Pinho: 1. h3 Rf8 2. Re3 Re7 3. g3 hxg3 (é pior, se não tomar) 4. h4 Rd6 5. h5 Rxd5 6. h6... e o Rei negro já não evita a promoção do peão de h

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Elo FIDE - Julho de 2008

Aqui ficam algumas estatísticas curiosas retiradas do site da FIDE.

Exemplo:

Tiago Pinho * 23b (+48% =26% -26%) * 25p (+80% =4% -16%)

lê-se assim:

O Tiago, desde 1 de Janeiro de 2007, jogou 23 partidas com as brancas tendo ganho 48%, empatado 26% e perdido 26%; com as negras fez 25 partidas tendo ganho 80%, empatado 4% e perdido 16%.

Desde 1 de Janeiro de 2007:

André Moreira * 6b (+80% =17% -16%) * 10p (+60% =20% -20%)

António Pinho * 4b (+75% =0% -25%) * 6p (+67% =o% -33%)

Bruno Guinapo * 12b (+42% =0% -58%) * 10p (+50% =10% -40%)

Catarina Rita * 6b (+50% =17% -33%) * 0p

Diogo Bastos * 2b (+50% =0% -50%) * 3p (+33% =0% -67%)

Inês Messeder * 13b (+23% =15% -62%) * 11p (+36% =9% -55%)

Manuel Dias * 2b (+100% =0% -0%) * 1p (+100% =0% -0%)

Manuel Pinho * 17b (+59% =12% -29%) * 24p (+29% =17% -54%)

Pedro Rodrigues * 14b (+29% =14% -57%) * 16p (+50% =19% -31%)

Nuno Messeder * 8b (+50% =0% -50%) * 7p (+57% =0% -43%)

Ricardo Pinho * 23b (+35% =13% -52%) * 26p (+38% =23% -39%)

Sara Pinho * 2b (+50% =0% -50%)

Tiago Dias * 3b (+67% =33% -0%) * 1p (+0% =100% -0%)

Podem fazer as vossas pesquisas em http://ratings.fide.com/

terça-feira, 1 de julho de 2008

Agora jogas tu - adivinha o lance!

Nesta secção "Agora jogas tu" vamos fazer um exercício que já conhecem: terão que indicar qual o melhor lance para um dos lados, à medida que vos vai sendo apresentada uma partida.

A partida que vamos analisar foi escolhida pelo Mestre Bruce Pandolfini, respeitado treinador (foi o responsável pela delegação estado-unidense nos Campeonatos do Mundo de Jovens de 1990 e tem vários alunos famosos, incluindo Josh Waitzin, o jogador retratado no filme Searching for Bobby Fischer) e escritor. Escreveu, entre muitos outros, Solitaire Chess, uma obra em que compilou os exercícios deste tipo "adivinha o lance" que publicou na revista da Federação de Xadrez dos Estados Unidos, a Chess Life.

Este exercício foi publicado na edição de Outubro de 1996 dessa revista, sob o título "The Failure of Routine Play".

Walbrodt - Janowski
Hungria, 1896
Bruce Pandolfini in Chess Life, Outubro 1996

"Na Defesa Berlinense da Abertura Espanhola, as negras baseiam o seu jogo no desenvolvimento rápido das peças e no domínio do centro, procurando um jogo equilibrado dinamicamente, isto é, em que a excelente mobilidade das suas peças compense algumas fraquezas na sua posição com que poderá ter que lidar, como acontece nesta partida.""As negras podem normalmente sobreviver às fraquezas que surgem na sua estrutura quando optam pela Defesa Berlinense se conseguirem criar contra-iniciativas. Deste modo, não há espaço para perdas de tempo ou peças desenvolvidas com imprecisão. Um mero lance casual ou automático pode levar as negras para o abismo. O jogo seguinte, jogado em Budapeste entre C. Walbrodt e D. Janowski, mostra quão rapidamente o jogo das negras pode desabar se jogar sem planos e se limitar a mexer as peças..."





Devido a um lance aparentemente normal (11. ... 0-0?), as negras, que o jogaram sem critério, ficaram mal e vão para pior, já que as brancas não perderam tempo (literalmente, não perderam tempos =D) para aproveitar a debilidade da coluna D.

Novo mês, nova casa

Só um pequeno teste:




Temos diagrama! Estamos a utilizar o ChessImager que permite publicar uma posição sem ter que se fazer um diagrama num ficheiro de imagem. Basta colocar a posição em notação FEN - e para isso vou-me socorrer do site ChessKit - e o script do Steve Eddins faz o resto. Mais simples era complicado!

E ainda:



Temos visualizador de partidas! E de comentários! Esta pequena maravilha - que só aparentemente é de difícil utilização - está recheada de pormenores de classe: além de permitir ver várias variantes e ler os comentários enquanto se olha para a posição, permite trocar de lado, mexer as peças no tabuleiro (e as análises ficam disponíveis durante a sessão de trabalho!)... de resto, na folha de registo que está à direita do tabuleiro, os lances que têm uma análise comentada estão assinalados com um "A" e quando há várias variantes disponíveis aparece um triângulo azul invertido... Acho que nos podemos dar bem com isto =D

E isto é o Chess Viewer Deluxe, um excelente trabalho de Nikolai Pilafov, utilizado de acordo com a dica de Jason Repa, os dois divulgados num dos mais recentes projectos da GM Susan Polgar (é a maior!) - o forum Chess Discussion.
Nas palavras do autor, o Chess Viewer Deluxe é um "software para toda a gente usar de forma gratuita. O significado de "gratuita" é exactamente o mesmo que em "cerveja gratuita" - não tem que se pagar para usufruir. A contrapartida é que não há qualquer promessa de melhoramento ou correcção de falhas", embora o objectivo último do autor seja "eliminar todas as imperfeições do programa. (Pela mesmíssima razão pela qual [ele gosta] que a sua cerveja esteja perfeita...)". O Nikolai Pilafov também é o maior! =D