quinta-feira, 16 de outubro de 2008

O Bispo engenhocas

Esta semana estamos a rever o treino de 28 de Setembro (se precisarem de ajuda leiam o sumário).


Jogam as brancas. Como devem prosseguir o ataque?

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Livro de xadrez em português, por e para portugueses.

Como tem sido abundantemente divulgado (Viriatovitch, 7/10; 16x16, 10/10; AX Benedita e Ala de Rei, 13/10; Casa do Xadrez, 14/10...), está disponível o livro "Estratégias e Técnicas de Xadrez", dos Mestres Internacionais Sérgio Rocha e António Fróis.


A generalidade daquelas fontes indica como principal mérito da obra o facto de ser escrita em português, por reputados treinadores portugueses, a pensar nas fragilidades estruturais do xadrez jovem nacional. Assinala-se também o facto de a obra estar concluída desde Fevereiro de 2007 mas, devido ao pouco entusiasmo das editoras, só agora surgir, à laia de edição de autor, com o apoio do Plano de Desenvolvimento do Xadrez no Barreiro.

Uma obra escrita a pensar na transmissão dos rudimentos do xadrez - que pretende responder a questões do tipo "Como estudar xadrez?" ou "Como e o que devo ensinar?", como os autores assinalam na introdução - funciona como um curriculum, pelo que o facto de ficar um ano e meio na prateleira não faz desaparecer o seu interesse.


E não há dúvida que se trata de uma obra de fôlego, só comparada, na literatura nacional, ao velhinho "Introdução ao Xadrez", do GMC Álvaro Pereira (Editorial Caminho, 1988), pelo qual nutro especial carinho, pois foi o meu primeiro livro de xadrez.

Têm em comum o objectivo de ensinar, de forma sistemática e criteriosa, os elementos essenciais do jogo que permitam ao leitor não ser apenas "um jogador de café", para utilizar a expressão do MI António Fróis. A forma de exposição é também semelhante, pois as matérias estão bem delimitadas e a exposição é concisa, o que facilita a apreensão.

Além de as matérias tratadas por um e por outro serem naturalmente diferentes, pois que reflectem a perspectiva pessoal dos autores, a maior diferença estará no facto de a edição de um ser de uma das mais importantes editoras nacionais e a do outro ser uma edição de autor.

Tal não se nota, contudo, ao nível da paginação, qualidade dos diagramas ou forma de exposição, mas apenas na apresentação mais corrida deste "Estratégias e Tácticas", sem qualquer caixa de destaque na explicação passo a passo das técnicas ou no seu resumo no final da exposição.
E, bem assim, em algumas contradições menores, mesmo irrelevantes, que são habituais nas edições de autor: a mais curiosa é o facto de na primeira página o título ser "Estratégias e Técnicas de Xadrez", invertendo a ordem da capa (o que talvez se deva ao facto de esta ter sido da responsabilidade da CMB e não dos autores); outra, talvez por a obra ter sido elaborada em co-autoria e não haver o revisor da editora, está na apresentação das variantes que ora são apresentadas em parentisis, parentisis recto ou itálico; gralhas, nesta primeira leitura na diagonal, só encontrei uma, no diagrama da p. 14, em que a casa sinalizada não é a correcta (há uma seta que deveria terminar em h4 mas que segue até h5). Coisa pouca, pois.

Todavia, quanto à facilidade de leitura, que é o que interessa, o facto de as variantes estarem assinaladas - de uma maneira ou de outra - e de a variante principal ser sempre apresentada em negrito, além de as linhas do texto estarem espaçadas, permite um acompanhamento fácil da exposição que, com a grande quantidade de diagramas disponíveis, permite muitas vezes a leitura sem ser necessário montar um tabuleiro.
No entanto, um dos conselhos apresentados é o de passar as variantes no tabuleiro e, até, escrever as análises efectuadas, pois os autores defendem que a aprendizagem é tanto mais efectiva quanto forem os sentidos utilizados.




Nas 107 páginas em formato próximo do A5 e papel de boa qualidade com cerca de 80g, Sérgio Rocha e António Fróis "propõem uma viagem por todo o jogo", a pensar em "todos aqueles que querem de facto progredir no xadrez, independentemente da sua faixa etária ou da sua força de jogo".

E esta última parte é especialmente verdadeira, pois se é certo que a obra começa com mates elementares, há exercícios em que jogadores com 1800/1900 pontos de elo, talvez mais, hesitarão na resposta. Felizmente, todos os exercícios são precedidos de uma explicação teórica e as soluções são fornecidas no final, pelo que assim é possível "aferir se está a haver evolução ou mesmo se se adquiriu o conteúdo", uma das preocupações que os autores expressam na introdução.



O livro começa pelos finais, prioridade que é justificada com a experiência profissional, didáctica e internacional dos autores. A partir de alguns temas que explicam - a actividade do Rei, a promoção do Peão e a importância do Plano -, são apresentados alguns finais teóricos (que são contrapostos aos finais práticos), dando os autores indicações sobre o modo de estudar uns e outros.

A "matéria" começa na p. 12, com "Mates Simples". Primeiro, a "técnica de xeque-mate com rei e dama contra rei", que é apresentada passo a passo, modo de exposição que é seguido muitas vezes na obra. Explicitando melhor, este mate é ensinado em 4 passos: 1. Colocar a Dama em "L" ou posição de cavalo com o rei adversário; 2. Forçar a ida do rei adversário até um dos extremos do tabuleiro; 3. Aproximar o nosso rei; 4. Dar xeque-mate. Segue-se um exemplo prático, com os lances devidamente anotados com referência àqueles passos iniciais.

Nestes mates simples, além do "Duas Torres contra Rei", "Torre contra Rei" ou "Dois Bispos contra Rei", há ainda espaço para referir a "técnica de xeque-mate com rei, bispo e cavalo contra rei" e, ainda, a "técnica de xeque-mate com rei e dois cavalos contra rei e peão". Apresentação sintética, é certo, mas, convenhamos, pouco "simples" para a maioria dos xadrezistas. E é isto que distingue este livro: tudo nele é "simples" porque basilar e estruturante. Não se trata aqui da simplicidade do jogador de café, bem pelo contrário, como se disse.



Na p. 18, começa a tratar-se de "Peões e Finais de Peões", pois estes são "a base para jogar finais em geral". Após um breve enquadramento teórico, são apresentadas as primeiras regras - a do quadrado e a da oposição, directa, indirecta e distante. As preocupações didácticas são evidentes, como veremos adiante também nos finais de torre, e nunca é dito que se está a ensinar a oposição directa ou a oposição distante: os autores preferem os exemplos práticos aos nomes e, talvez para não confundir, não dão "os nomes aos bois", passe a expressão. Há ainda espaço para a apresentação de conceitos estruturais como "peão passado", "peão passado protegido" ou "peão distante", acabando o capítulo com uma bateria de mais de 20 exercícios e 2 técnicas de treino que também constam do curriculum da GM Susan Polgar.



Na p. 29, a matéria passa a ser "Finais de Torre". Os autores explicam por que é que estes finais surgem muitas vezes na prática e analisam a "Torre" de uma perspectiva estática, isto é, explicam os seus pontos fortes sem a relacionarem com as restantes peças. Só depois desta introdução é que seguem para a matéria propriamente dita, escolhendo "dois tipos de posições que importa conhecer na luta de torre, rei e peão contra rei e torre": A - Quando o rei do lado fraco não está em frente ao peão; e B - Quando o rei do lado fraco está em frente ao peão. Mais uma vez, segue-se o caminho didáctico, preferindo aquela nomenclatura aos palavrões tradicionais - Posição de Lucena e Posição de Philidor. Mas mais: junto àquela aparente facilidade, vem, quanto à posição de Philidor, além do plano tradicional, dois planos adicionais subsidiários. Está ali muito do que é preciso saber para defender uma posição de Rei e Torre contra Rei, Torre e Peão, o que é efectivamente fundamental, mas está longe da mesa de café: são posições que suscitam dificuldades a jogadores de 1900/2000. Há um ou dois anos perdi uma posição daquelas que, afinal, tinha safa - bastava usar um dos planos subsidiários...

Na p. 37 estão os finais de Bispos, apresentados através da Posição de Centurini, e a seguir vêm os finais de Rei e Dama contra Rei e Peão na 7.ª.



Segue-se "a táctica no xadrez". Na introdução do capítulo explica-se o que é a táctica, qual a diferença entre esta e a estratégia, e os autores respondem à questão "como aprender e estudar táctica?", além de distinguirem táctica de cálculo. São propostos quatro temas tácticos - ataque duplo, descoberto, pregagem e ataque ao rei - e apresentadas 4 dezenas de exercícios. A haver uma melhoria no livro, talvez a fizesse neste capítulo, pois, atentas as finalidades da obra, talvez fosse interessante explicar como é que um xadrezista pode procurar os elementos tácticos.



Na p. 68 inicia-se a parte dedicada à estratégia. São duas partidas amplamente comentadas, uma sobre o tema "ataque das minorias" e outra sobre a luta das peças menores, no caso "cavalo bom contra bispo mau".

A parte final do volume - e fim do passeio pelo jogo - é dedicada às aberturas. Também aqui há uma introdução teórica onde se abordam os tipos de aberturas (abertas, semi-abertas, fechadas, semi-fechadas e irregulares) e se alerta para a importância da compreensão dos princípios, mais que a memorização das variantes, abordando os autores o "desenvolvimento", a "ocupação do centro" e a "segurança do nosso rei". Por fim, através da análise de partidas, são explicadas a cilada da Defesa Steinitz da Abertura Espanhola e apresentados os "labirintos da Italiana", especialmente após 4. 0-0.

As últimas páginas do livro contêm as soluções de todos os exercícios.



Trata-se realmente de um trabalho abrangente, muito técnico, que apesar de suceder ao "Xadrez Mágico" e ao "Xeque-Mate" só tem a ver com estes quanto à seriedade da selecção das matérias e às preocupações didácticas. "Técnicas e Estratégias de Xadrez" não é um livro de iniciação, adequando-se antes aos níveis de introdução e aperfeiçoamento. Como diz António Fróis, "é um livro para quem sabe movimentar as peças"... tenha aprendido a fazê-lo há 6 meses ou há 6 anos, tenha 1300 ou 1900 de elo.

A obra contém ainda uma pequena biografia de cada um dos autores e está prefaciada por Joaquim Durão, Mestre Internacional, e António Bravo, na qualidade de Professor de Matemática do Instituto Superior Técnico.

Para quem gosta de fazer contas à vida, creio que este livro vale mais que os €8,00 do preço de capa. Em suma, é barato pagar cerca de € 0,07 por cada uma das 107 páginas.

A diferença entre um "xeque" e um "cheque".



Um "cheque" é um documento através do qual uma pessoa dá ordem ao seu banco para que este entregue uma quantia em dinheiro a outra. Serve, por exemplo, para pagar o preço de qualquer coisa que compres: "Paguei este livro de xadrez com um cheque."

Por isso, se escreveres que deste um cheque ao rei, estás a dizer que lhe entregaste um pedaço de papel que vale dinheiro! :P

Mas se deres um xeque, pode ser que seja mate. =D




Nas regras do xadrez não há cheques, só xeques: dá-se um xeque quando se ataca o rei adversário; se ele não se puder defender, temos um xeque especial - o xeque-mate - que termina o jogo, pois o Rei atacado não tem cobertura defensiva.

Já cheque-mate não existe. Quando muito, haverá cheque sem cobertura :)




"Cheque" e "xeque" são palavras homófonas, como qualquer dia hás-de aprender na escola. Pode ter um nome estranho mas não é nada de extraordinário... Os finais de Torre são bem piores!

A palavra «homófona» é constituída pelo prefixo "homo" (que quer dizer "igual") e o segundo elemento é "fona" (que também vem do grego e quer dizer "som"). Assim, as palavras homófonas têm a mesma pronúncia mas escrevem-se de maneira diferente, e o seu significado é também diferente. É o caso de «conselho» (opinião, recomendação: "Ele responde aos comentários do blogue, às vezes com um conselho.") e «concelho» (divisão administrativa: "Vamos jogar um torneio ao Dias Ferreira que fica no concelho de Matosinhos."), ou «aço» (metal: "Os meus peões do roque parecem uma muralha de aço!") e «asso» (verbo assar: "Enquanto asso um frango, resolvo os desafios do blogue.")." - vê esta página do CiberDúvidas.

Mate de Pillsbury

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Jogam as brancas. Como devem prosseguir o ataque?

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Partida do Rui no III Match Corunha-Porto

Para quem não jogava nem treinava há cerca de meio ano, não correu mal. Mas há questões basilares que têm se ser reparadas. Perder uma partida teoricamente empatada só tem uma justificação: falta de trabalho.

Mas como a época ainda está no início, os próximos adversários que se cuidem!

Já começou o Campeonato do Mundo.



Decorre em Bona, na Alemanha, entre 14 e 28 de Outubro, o Campeonato Mundial de Xadrez. O título máximo da FIDE está a ser disputado pelo russo Vladimir Kramnik e o indiano Viswanathan Anand.

A prova consiste num match a 12 partidas em ritmo clássico. No caso de no final daquela dúzia de partidas o resultado for um empate, será jogado um desempate no dia 30 de Outubro. Como prémio de presença, os dois xadrezistas dividem 1,5 milhões de euros.



Neste preciso momento está a decorrer a primeira partida. Kramnik joga de brancas e optou pelo Gambito de Dama, tendo Anand respondido com a defesa eslava (1. d4 d5 2. c4 c6). A partida pode ser vista, em tempo real, no site da FIDE. Com algum atraso mas com comentários em directo do GM Dimitrov, podem seguir a partida no site da Chessdom.



Anand, 38 anos, 2783 pontos de elo, n.º 5 do ranking mundial.


É o actual Campeão Mundial - conquistou o título em 2007, no México, prova que foi disputada em sistema suiço. Kramnik ficou em segundo. Entre 2000 e 2002, altura em que o título mundial não estava unificado, era o Campeão Mundial da FIDE enquanto que Kramnik era o Campeão Mundial da associação profissional.

Para o ajudar a preparar as partidas, Anand tem consigo 4 adjuntos: os GMs Peter Heine Nielsen (2662, Dinamarca), Rustam Kasimdzhanov (2672, Uzbequistão), Radoslav Wojtaszek (2599, Polónia) e Surya Shekhar Ganguly (2603, India).



Kramnik, 32 anos, 2772 pontos de elo, n.º 6 do ranking mundial.


Campeão Mundial entre 2000 e 2007: em 2000, venceu Garry Kasparov por 8,5-6,5; defendeu o título em 2004 frente a Peter Leko, e em 2006 venceu Topalov, passando a ser o único Campeão do Mundo reconhecido por todas as federações. O ano passado, o Campeonato jogou-se em sistema suiço, e não em match, e Kramnik ficou em segundo.

Para tentar recuperar o título mundial, Kramnik conta com a ajuda do seu manager e a de 3 adjuntos: os GMs Peter Leko (2747, Hungria), Sergei Rublevsky (2702, Rússia) e Laurent Fressinet (2676, França).



Nas primeiras 125 partidas jogadas entre os dois xadrezistas, Anand ganhou por 19 vezes, Kramnik 15, e as restantes terminaram empatadas. Anand tem um saldo positivo frente a Kramnik de +4, tem mais 11 pontos de elo na última lista e é o actual Campeão Mundial. A diferença não é grande e Kramnik nunca perdeu um match para o Campeonato do Mundo. Quem será o próximo campeão?

Mate de Morphy

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segunda-feira, 13 de outubro de 2008

S. João da Madeira: Vitória de André Viela no AEJ Chess FIDE Open

Por Albino Silva


André Viela - jogador do Grupo Desportivo Dias Ferreira - venceu a quinta edição do AEJ Chess Open, um torneio promovido pela Associação Estamos Juntos, de S. João da Madeira. A prova contou com a participação de 42 jogadores de 11 clubes. (...)
Notícia completa em 16x16.

Esta competição ficou também marcada por um "incidente" relativo à interpretação do artigo 6.7 das Regras de Xadrez da FIDE que regula a constituição e a consequência da Falta de Comparência.



No original, este artigo dispõe que "Any player who arrives at the chessboard more than one hour after the scheduled start of the session shall lose the game unless the rules of the competition specify or the arbiter decides otherwise".



Por sua vez, a versão portuguesa disponível no site da FPX estatui que "Qualquer jogador que chegue atrasado mais de uma hora depois do horário previsto para o início da jornada, perderá a partida, a menos que as Regras da competição especifiquem ou o árbitro decida de outra forma".



E o Regulamento do V AEJ Chess Open, na parte final do ponto intitulado "Faltas de Comparência", determina que "a não comparência após 30 minutos do início da sessão será punida com derrota".


Na primeira jornada, o Mestre Nacional José Padeiro chegou 50 minutos atrasado e efectuou o seu lance, tendo de seguida sido informado pela árbitra da competição Alzira Silva que tinha perdido a partida, por falta de comparência.

Esta decisão da arbitragem originou um pedido "de desculpas público a apresentar no site da Associação de Xadrez de Aveiro a todos os jogadores do torneio pelo facto de o Regulamento contemplar um item ferido de ilegalidade" e um pedido de indemnização. Por fim, na falta de uma resposta até ao dia 13 de Outubro, o jogador pretende "impugnar a prova não contando ela para efeitos de registo FIDE".



Esta situação é curiosa e, uma vez que o interessado a tornou pública e já terminou o prazo dado à organização da prova para responder aos pedidos efectuados, não haverá inconveniente em comentá-la. Até porque, aparentemente, a razão assiste, ou não, ao jogador de acordo com as regras que se utilizarem: se se atender à versão portuguesa das Regras, parece que o jogador tem razão no seu protesto; mas se se considerar a versão inglesa, parece que a decisão da arbitragem não merece censura.

Na verdade, na redacção inglesa não há qualquer vírgula no texto, nomeadamente a separar o requisito da falta de comparência (one hour after...) da sua consequência (shall lose the game), pelo que os dois elementos, não estando separados, são tratados como um só.
E, na parte final, a ressalva (unless the rules of the competition specify or the arbitrer decides otherwise) aplica-se àquela unidade (ao requisito e à sanção). Ou seja, o regulamento ou o árbitro podem estipular outro requisito e/ou sanção.

No entanto, na versão portuguesa há uma vírgula entre "jornada" e "perderá" que não consta da versão original e que parece alterar o sentido da frase. Esta vírgula quebra a oração, e a ressalva (a menos que...) parece abranger só a sanção: "o xadrezista perderá a partida, a menos que as regras da competição especifiquem...".

Melhor tradução seria algo do género "O jogador que se atrase mais de uma hora perderá a partida, a menos que o regulamento da competição especifique, ou a arbitragem decida, de outra forma."

Não havendo dúvidas quanto à natureza das regras em português - são apenas uma tradução das originais, e não uma adaptação -, a regra válida é a que se encontra escrita em inglês.

Assim, o regime supletivo aplicável, se nem o regulamento nem a arbitragem nada estipularem, será o seguinte: a falta de comparência ocorre uma hora após o início da sessão e é penalizada com derrota. Mas este regime pode ser substituído por outro que esteja previsto no regulamento ou seja atempadamente indicado pela arbitragem.



Neste sentido, veja-se o ponto 7.2 do Regulamento das Olimpíadas de Dresden, uma das principais provas da FIDE: "7.2 The beginning of the playing session shall be announced by the Chief Arbiter or by a single acoustic signal. At this instant, any Player who is not seated at his/her Match shall be defaulted immediately. Where both Players are absent at the beginning of the playing session, both Players shall lose the game by default."

Ou seja, nas Olimpíadas, por força deste ponto 7.2 do Regulamento que afasta o regime supletivo do artigo 6.7 das Regras, se um jogador da nossa selecção não estiver sentado no seu tabuleiro no momento em que a arbitragem sinalizar o início da sessão, perderá a partida, imediatamente, por falta de comparência.

domingo, 12 de outubro de 2008

Sacrifícios

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Jogam as brancas. Como devem prosseguir o ataque?

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Uma perda para a blogosfera xadrezística nacional


Uma das tradicionais imagens de cabeçalho do Peão Dobrado.

Na LusoXadrez, o forum de referência do xadrez português, há um post de Carlos Sirgado, com 14 respostas e mais de 1600 visualizações - é um dos mais concorridos - intitulado "A blogosfera portuguesa sobre xadrez e os cogumelos".

Os últimos posts são relativos ao blogue Peão Dobrado que é uma das referências deste (quer a nível gráfico quer quanto ao conteúdo) e o preferido de António Russo e de alguns vigorosos. Por isso, o anúncio hoje publicado, ainda que previsível, não deixa de ser marcante:

Blogue suspenso

Caros Leitores

Este Blogue está suspenso por tempo indeterminado, por indisponibilidade do seu autor.
Agradeço todos os comentários e o apoio prestado ao Peão Dobrado durante estes últimos anos.
Quando considerar oportuno voltarei a este espaço.

Cumprimentos a todos
José Pedro Regatão


Por cá, esperamos que o intervalo não seja longo e que o José Pedro Regatão volte em força.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Porto 12 - Corunha 8


Realizou-se nos dias 4 e 5 de Outubro, na Corunha, o III Match Corunha-Porto, em Xadrez Jovem, com a participação de 20 jovens de diferentes escalões etários de cada uma das metrópoles, numa organização levada a cabo em parceria entre a AGAX - Asociación Galega de Axedrecistas e a AXP - Associação de Xadrez do Porto que se tem repetido anualmente, na Corunha (anos pares) e no Porto (anos ímpares). A equipa do Porto venceu concludentemente o match por um expressivo 12-8, repetindo o resultado global obtido no I Match, em 2006, agora sem qualquer empate entre as 20 partidas disputadas.

Manteve-se assim a tradição: neste match ganham os visitantes!

Os vigorosos estão de parabéns. O Rui perdeu com Fran Pedreira (1677), um jogador com cerca de mais 200 pontos, enquanto que os irmãos Ventura venceram as suas partidas: o Nuno ganhou ao Angel Roade e o André venceu o Pedro Siaba. Neste parcial, 2-1 para nós :P

Destaque ainda para as partidas do escalão sub-12 em que os portuenses venceram por 4-0! Em contrapartida, perdemos pela mesma margem nos sub-16, enquanto que nos sub-12 e nos universitários vencemos por 3-1, e nos sub-18 houve um empate a 2. Resultados individuais disponíveis no site da AXP.



(via MCP)

Paralelamente, disputou-se o Torneio Internacional de Rápidas, disputado por 37 jogadores. Os portugueses dominaram o topo da classificação (5 lusos no top-5!), tendo o vencedor sido Bruno Figueiredo. O Rui terminou em 24.º, na mesma zona da tabela que a maioria dos portuenses da sua idade (Marta Alves, 19.º; William Fukunaga, 20.º; Pedro Pereira, 21.º; Francisco Relva, 31.º).



O encontro terminou com Torneio Virgen Del Rosario que, tal como o do dia anterior, também teve 5 portugueses no top-5, tendo a prova sido ganha por Ricardo Margarido. Os vigorosos tiveram uma prestação adequada a sua força de jogo nesta fase da época: o Nuno terminou em 19.º, o André em 22.º e o Rui em 23.º.

O dia de amanhã das convocatórias para as selecções nacionais



Desde há vários meses que muito se tem escrito sobre as convocatórias para as selecções nacionais que disputarão as Olímpiadas de Dresden, no próximo mês.



A controvérsia surgiu primeiro na selecção feminina, logo em Julho, em que a não convocatória de Bianca Jeremias originou uma exposição da própria à FPX e um abaixo-assinado das participantes no Campeonato Nacional Feminino, tendo a discussão circulado por email, chegado à LusoXadrez e à blogosfera.

Fiquei com a ideia de que, neste caso, no momento em que a convocatória foi realizada, a Bianca Jeremias reunia as condições para ser a última xadrezista convocada para a prova, como cheguei a escrever aqui.



Agora a questão coloca-se em relação à selecção masculina. O GM António Fernandes, não convocado, entende que a aplicação dos Critérios definidos pela FPX para a convocação dos xadrezistas que devem representar a selecção nacional lhe garantem um lugar na equipa, por inerência, uma vez que é o actual Campeão Nacional Absoluto.

O GM António Fernandes apresentou uma contestação, que divulgou publicamente, com a qual pretendia alterar a convocatória existente, por forma a fazer parte da equipa. Muito se escreveu, nem sempre bem: em resposta a uma solicitação da AXP, alinhavei algumas ideias sobre a questão - que foram depois divulgadas numa nota daquela Associação - que não estão correctas (desde logo, numa das hipóteses equacionei uma incompetência absoluta - que geraria a nulidade da convocatória - quando, na verdade, quando muito existiria incompetência relativa - que gera mera anulabilidade).



De qualquer modo, creio que não valerá a pena esmiuçar a questão da (in)validade da convocatória, uma vez que a solução será sempre a mesma: não havendo qualquer nulidade, os eventuais vícios que gerariam a anulabilidade da convocatória (incompetência relativa da Direcção da FPX para a prática do acto convocatório; violação do regulamento que determina os critérios de convocação para as selecções nacionais) não poderiam ser arguidos nesta altura, pois o GM António Fernandes teria que ter apresentado a sua reclamação no prazo de 15 dias a contar do momento em que teve conhecimento da convocatória.

Parece, assim, que nada há a fazer quanto à produção de efeitos da convocatória existente, pois, uma vez que a FPX já informou, mais do que uma vez, que não a alterará (a não ser em caso de impedimento dos jogadores convocados). Mas se o recurso à justiça desportiva e ao tribunal administrativo não é procedimental e processualmente possível (a não ser que fosse alegada uma nulidade, eventualmente seguindo o caminho traçado pelo Prof. Freitas do Amaral no parecer relativo à crise do Conselho Jurisdicional da Fed. Portuguesa de Futebol, relato em livro recentemente publicado; mas, mesmo aí, sempre se teria que ver se se trata, ou não, de questão "estritamente desportiva", já que a discussão destas não é admissível em tribunal), tal não significa que a questão não deva ser discutida.

E tal discussão, mais do que efectuada pelos simpatizantes da modalidade - que naturalmente desejam que a sua equipa vá a jogo com a melhor formação possível -, a troca de impressões mais relevante terá que ser efectuada pelos sócios da FPX, na Assembleia Geral desta.



São várias as questões que todos gostariamos de ver dilucidadas, nomeadamente as seguintes:

- Certo que a inscrição da selecção teria que ser efectuada até Julho para a comitiva beneficiar do alojamento e da alimentação. Mas a indicação dos jogadores não terminou apenas em 12 de Setembro? E tal não era do conhecimento público deste Junho? ("For the first time, federations have to nominate their candidates until the fixed date of 12 September 2008")

- Independentemente da validade da convocatória, tendo a selecção nacional sido inscrita em Julho para garantir o alojamento e a alimentação gratuita, uma vez que os prazo para a apresentação da equipa só terminou em Setembro, por que é que o GM António Fernandes não foi integrado na comitiva? É que, antes de terminar o prazo de apresentação das equipas, o GM António Fernandes sagrou-se Campeão Nacional Absoluto - o que, de acordo com os regulamentos aplicáveis, lhe garante um lugar na selecção, por inerência.

- De outro modo: Por que é que a FPX não alterou a constituição da sua equipa, para nela incluir aquele que é, neste momento, o melhor português graduado na última lista de elo da FIDE, quando este reunia as condições para integrar a selecção, o prazo para apresentação da equipa não tinha terminado - nos termos do Boletim 2 - e o alojamento e as refeições estavam garantidos para uma comitiva de X elementos, sendo naturalmente irrelevante se estes elementos seriam os senhores A, B, C ou os senhores 1, 2, 3?

- De forma lapidar, a questão é colocada à FPX pelo GM Luís Galego, primeiro tabuleiro da selecção, durante muito tempo o melhor jogador português no ranking internacional (e com ganas de voltar a ser :P): "(...)não sei se haveria algum prémio para a primeira equipa a ser inscrita nas olímpiadas, mas se não ganhamos devemos estar na luta... e era sobre isto que eu queria dar a minha opinião. Qualquer selecção tem que participar com os melhores jogadores e deixar o campeão nacional e agora creio o melhor elo Fide (espero que por pouco tempo heh) acho um absurdo, sobretudo porque com estes 2 resultados estes jogadores preencheriam os requisitos necessários para fazerem parte da equipa e isto é que é importante! Conclusão estes dois jogadores conseguiram realizar os resultados dentro do prazo estabelecido pela Fide e em que nós decidimos ser mais papistas do que o Papa. Não sei o que se poderá fazer a não ser tentarem tudo para a inclusão destes jogadores na equipa, a ver se começamos a fazer as coisas bem para bem do xadrez...".

- Qual foi o destino dado à exposição apresentada pela Bianca Jeremias?



Os simpatizantes da modalidade podem discutir estes e outros assuntos nos clubes e na internet, podem participar em votações e emitir as suas opiniões. Alguns até podem expor a questão a entidades supra-federativas e à comunicação social. Mas, em última análise, o local onde se podem produzir os melhores resultados é na própria FPX. E, aí, continuando a Direcção a defender a sua convocatória e a exclusão de jogadores que deveriam representar o País, compete aos sócios, na Assembleia Geral, discutir a questão e deliberar sobre a bondade de tal opção para o xadrez nacional. Da moção de confiança à destituição dos órgãos sociais, passando pela alteração dos princípios orientadores da política da FPX, as hipóteses são variadas.

A minha dúvida é a de sempre: por que é que as soluções constantes das regras de convocatória aprovadas pela FPX não foram por esta concretizadas? O GM António Fernandes e a Bianca Jeremias tinham direito a representar o país, isso parece seguro. Todavia, o mais provável é ficarem em terra porque os princípios dos regulamentos não foram observados. Que responsabilidades e que consequências vão exigir as Associções Distritais na Assembleia Geral da FPX, sendo que o GM António Fernandes as informou do que se passava e solicitou aos órgãos competentes que este ponto conste da próxima Ordem de Trabalhos?

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Al Shatrandj em português



A loja de xadrez Al Shatrandj, com sede em Armação de Pêra, no Algarve, já tem disponível uma página em português.

Por motivos promocionais além fronteiras, a versão original do site da loja estava redigida em inglês. A lacuna encontra-se superada e a loja pode ser visitada, na língua de Camões, em http://al-shatrandj.weebly.com.



De acordo com Nicholas Lanier, o responsável máximo da Al Shatrandj, a página portuguesa "vai crescer muito", pelo que recomenda a visita regular dos interessados. Neste momento, a principal promoção do site é o relógio digital DGT FIDE 2000.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

I Jogos Mundiais dos Desportos da Mente



Iniciam-se hoje, em Pequim, simbolicamente no local dos Jogos Olímpicos deste ano, os I Jogos Mundiais dos Desportos da Mente.

Como se pode ler no site da Associação Portuguesa de Go, "este evento irá decorrer no coração do complexo Olímpico - o Centro de Convenção Nacional - entre 3 e 18 de Outubro 2008.

Os Jogos são organizados pela IMSA (International Mind Sports Association) sob a direcção da GAISF (General Association of International Sports Federations).
O evento é constituidos por [5] disciplinas (Go, Xadrez, Bridge, Damas [e Xiangqi]), onde participam mais de 2000 jogadores de mais de 100 países e inclui mais de 600 funcionários (responsáveis, treinadores, árbitros…)."


Os Jogos foram divulgados, ao mais alto nível, pelas instituições das diversas modalidades - FIDE, International Go Federation, World Bridge Federation ou a Fédération Mondiale du Jeu des Dames -, pelo que teve natural repercussão ao nível nacional.




Por cá, apenas não encontrei qualquer referência no site da Federação Portuguesa de Damas.




A Associação Portuguesa de Go, apesar de ser a mais pequena e, presumo, a única sem Utilidade Pública Desportiva, foi a primeira a assumir a sua presença na competição. Portugal estará representado nesta modalidade pelos atletas Cristóvão Neto e Vasco Pimenta (que apresentaram esta modalidade no último Festival de Xadrez Dolce Vita (2 e 3 de Fevereiro), organizado pelo Estrela e Vigorosa Sport) que jogarão o Open Individual Absoluto, e por Pedro Carmona, Diogo Figueirinhas e Rui Malhado que jogarão o Individual Masculino. Os cinco atletas constituirão a selecção nacional na prova colectiva.




A Federação Portuguesa de Bridge anunciou, no dia 29 de Setembro, que estará "representada nas Olimpíadas de Beijing, inseridas nos Jogos da Mente (...) [e que] a selecção Open será constituída por Nuno Paz (Capitão jogador), António Lopes, Carlos Luis, João Sá, José Carlos Henriques e Vitor Diegues; A selecção de senhoras tem a seguinte composição: Alexandra Rosado, Ana Tadeu, Anabela Oliveira, Isabel Ferreira, Paula Lima, Teresa Kay, Luis Oliveira (Capitão) e Luis Ahrens Teixeira (Assistente); E a selecção júnior é composta por Carlos Luis (Capitão não jogador), Francisco Pereira Gonçalves, Rafael Braga, Ricardo Braga e Pedro Prates".




No dia anterior, a 28 de Setembro, a Federação Portuguesa de Xadrez emitiu um comunicado em que informa que, tendo sido informada, dois dias antes, pela FIDE, que o pagamento das viagens a Pequim não estava assegurado, ao contrário do garantido até esse momento, uma vez que não dispunha de verba orçamentada para estas despesas, a Direcção deliberou ser mais adequado não participar no evento. Lamentando a ocorrência de tal situação, a que é alheia, e os eventuais prejuízos dela emergentes, a FPX convidou os jogadores seleccionados, que já tinham visto de entrada para a viagem à China, a adquirirem os bilhetes de avião por sua conta e risco, sendo reembolsados se o patrocinador da FIDE entretanto disponibilizar o seu apoio.

Desconhece-se a resposta dos xadrezistas portugueses a este repto. Mas face ao cancelamento tão em cima do acontecimento, é provável que não estejam reunidas as condições para a sua participação. É que não há tempo útil para, tão pouco, lançar um apelo semelhante ao que a selecção Australiana normalmente faz para angariar os fundos que permitem a sua participação nas Olimpíadas.

No bridge a situação não foi muito diferente, só que atempadamente preparada, de acordo com a parte final da notícia publicada no site federativo: "O Presidente e a Direcção da FPB manifestam todo o seu apreço e reconhecimento para com todos os elementos das equipas Open e senhoras, que se deslocam a suas expensas e com detrimento das suas actividades profissionais e pessoais, dando assim provas do seu empenhamento e dedicação à modalidade ao viabilizarem a participação de Portugal numa das mais importantes competições do Bridge mundial, que se realiza apenas de 4 em 4 anos.
Todas as equipas merecem o maior apoio da FPB a qual se encontra convicta de que representarão condignamente em todos os aspectoso bridge nacional gozando de toda a estima e interesse por parte dos associados da Federação"
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No site oficial, a delegação portuguesa conta com sete xadrezistas: Diogo Fernando, Paulo Dias, Catarina Leite, Ariana Pintor, Carlos Pereira dos Santos, Antóno Fernandes e Luís Galego.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Já que estão activos, tomem lá mais dois!

Uma vez que já tenho duas respostas à espera de publicação, aqui ficam mais dois desafios.


Revisão (ainda do treino de 21 de Setembro):


Qual a melhor continuação para as negras?



E um novo, retirado de outra partida de Miguel Barriga (1953), jogada no site ChessHere.com, contra Rui Amendoeira (2017):


Qual a melhor continuação para as brancas?


Consegues descobrir a conclusão bastante vigorosa do ataque das brancas?
A partida foi apresentada na Casa do Xadrez com esta imagem elucidativa...



PS: Obviamente, não vale ir procurar a partida para ver como acaba!!!
PS 2: Este tema - como atacar quando ambos os Reis rocam curto - vai ser o objecto do treino desta semana, como podem ver na Planificação. Não esquecer que este domingo não haverá encontro no Grupo e que a aula segue por mail, como anunciado.

Balanço Oficial dos Europeus de Jovens

por Fernando Pinho em 16x16



O presidente da Federação Portuguesa de Xadrez (FPX), António Bravo, considera que os portugueses presentes nos campeonatos europeus de jovens cumpriram os objectivos.


«Esta participação foi talvez a maior nos campeonatos da Europa de jovens e, numa análise geral, pensamos que cumpriu os objectivos, trazendo também experiência internacional competitiva aos xadrezistas», afirmou António Bravo, em declarações ao 16x16.

«Nos campeonatos da Europa de partidas clássicas, embora tivéssemos tido um conjunto de resultados melhores que no ano passado, ficámos aquém das expectativas, pois consideramos que a maioria dos atletas teria condições para fazer pelo menos 50 por cento da totalidade dos pontos, opinião também partilhada pelos treinadores», referiu.

«Já nas partidas semi-rápidas achámos que a representação obteve bons resultados, destacando-se a medalha de bronze conquistada pela Ana Baptista», concluiu o dirigente.



O chefe da delegação portuguesa nos campeonatos europeus de jovens faz «um balanço positivo» da prestação lusitana em Herceg Novi (Montenegro).


«Estivemos em Montenegro com a maior delegação de sempre e foram obtidos resultados muito melhores do que em 2007. Por isso, a Federação Portuguesa de Xadrez e o xadrez jovem estão de parabéns», disse ao 16x16 o mestre internacional António Fróis.

«O xadrez nacional jovem tem de apostar nas lentas e no estudo profundo dos finais de partida todo o ano, para se ir aproximando em competitividade cada vez mais do xadrez europeu e mundial. É um trabalho lento, mas existem muitos valores que nos fazem ter muita esperança no futuro», sublinhou, acrescentando que a medalha de bronze alcançada por Ana Baptista, jogadora do Ginásio Clube de Odivelas candidata «ao percurso de alta competição».