segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Momentos Vigorosos

1. Desafios


Boletim n.º 1 - Janeiro de 2007


Boletim n.º 2 - Abril de 2007


Boletim n.º 3 - Julho de 2007


Boletim n.º 4 - Outubro de 2007


Boletim n.º 5 - Janeiro de 2008



2. IV Torneio Internacional da Figueira da Foz (2007)



O IV Festival de Xadrez da Figueira da Foz é um dos maiores e melhores da época.
Constituído por uma conferência do revolucionário Edmundo Pedro (que aprendeu a jogar xadrez durante os nove anos que passou no Tarrafal com outros perseguidos políticos) e uma simultânea dada pelo jovem prodígio da República Checa, Jiri Kociscak - 13 anos, 2223 pontos elo! -, o Festival, que na cerimónia de abertura, em que se fez uma sessão evocativa do Fado de Coimbra, teve direito a honras televisivas e à presença dos edis locais e da actriz Inês Castel-Branco, "apreciadora de xadrez e da Cidade da Figueira da Foz" [fonte: organização], tem como ponto alto a IV edição do Torneio Internacional.

Neste torneio, que decorreu de 27 de Outubro a 4 de Novembro nas instalações do Casino da Figueira da Foz, participaram alguns dos melhores jogadores nacionais, além de vários profissionais. De tal modo que este é o único torneio realizado em Portugal que, no fim das suas nove sessões, pode atribuir normas de Mestre Internacional e Grande Mestre. Não sendo, pois, de estranhar que seja "considerado o melhor torneio português de sempre" por alguns [cfr. jornal O Figueirense, 26-10-2007].



E no meio do turbilhão houve dois vigorosos (Helder e Tiago Pinho) a aproveitar a oportunidade quase única de defrontar jogadores de outra galáxia numa partida oficial em ritmo clássico...

Os resultados foram bastante razoáveis: em 9 rondas os vigorosos disputaram 6 (dois byes e uma falta de comparência), tendo obtido, em conjunto, mais de 50% dos pontos em disputa e terminado acima dos seus rankings iniciais, além de terem ganho uma dúzia de pontos de elo.

Da lista de inscritos constavam xadrezistas como o GM Kevin Spraggett (2580, já foi do top-10 mundial e o terminou o ano passado com 2633 pontos elo!), GM Oleg Romashin (2547, ex-campeão da União Soviética), GM Vladimir Dimitrov (2471, já venceu o Torneio de Linares!) ou o GM Luís Galego (2530, primeiro do ranking nacional), além de GM Dragan Paunovic (2535), GM Petr Velicka (2519), MF Anton Kovalyov (2510), MI Krasimir Rusev (2479), MI Michael Hoffman (2471), MI Paulo Dias (2443), GM Juan Bellon (2434), MF António Vítor (2371), MI António Fróis (2354), MF Pablo Martinez (2295), MF João Cordovil (2223) e, ainda, a WMI Catarina Leite (2191) e a WF Ariana Pintor (2137).

No total, participaram 53 jogadores de 10 nacionalidades diferentes, dos quais 7 Grandes Mestres, 4 Mestres Internacionais, 1 Mestre Internacional Feminina, 4 Mestres Fide, 1 Mestre Fide feminina e pelo menos os 2 Grandes Necas das Cavadas. A lista completa dos participantes bem como as estatísticas do torneio (excepto os títulos de GN dos vigorosos que a FIDE teima em não reconhecer…) pode ser consultada no site chess-results.com.

O torneio teve uma média de elo de 1984 pontos, sendo que quer o Tiago (1953) quer o Helder (1813) estavam abaixo da média, ocupando, respectivamente, o 30.º e o 37.º lugar do ranking inicial.

Do Porto, participaram também a WF Ariana Pintor (Grupo de Xadrez do Porto, sub-20, 22.ª do ranking inicial) e o Jorge Viterbo Ferreira (1902, Dias Ferreira, sub-14, 35.º do ranking inicial), sendo que estes, ao contrário dos Vigorosos, ficaram alojados durante toda a semana no Hotel SottoMayor, da rede Sabir - patrocinadora do torneio -, na Figueira da Foz.

Ou seja, além de Grandes Necas, os Vigorosos foram também os únicos turistas que fizeram 150 kms para chegar ao local de jogo e outros tantos para regressar a casa, na maioria das sessões em que participaram, além de falharem as jornadas 2, 3 e 7 por motivos profissionais... É a festa do xadrez!

Ao contrário do habitual, dado número impressionante de jogadores (muito) fortes presentes, quer o Tiago quer o Helder iniciaram o torneio na segunda metade do ranking inicial! Ou seja, na primeira jornada foram logo emparceirados com jogadores do topo do ranking, pelo que o torneio não poderia ter começado melhor.



1.ª JORNADA (Domingo, 28 Outubro)

Na primeira jornada, encontros míticos para os Vigorosos que, para não variar, chegaram atrasados, dado o trânsito apanhado na estrada nacional.

Na mesa 10, o Helder, de brancas, jogou com o Mestre Internacional Paulo Dias (2443, 4.º do ranking nacional), numa partida a relembrar as ferozes batalhas dos Nacionais de Jovens onde, apesar de tudo, a diferença entre os dois jogadores era menor. É que, apesar de serem dois xadrezistas da mesma geração, o Paulo não parou de evoluir...

Esta foi a partida que o Helder mais gostou de jogar. Durante o confronto o Vigoroso sentiu-se confortável, sendo que "na [sua] imaginação o jogo deu para aquecer". Após ter cometido um erro na abertura, o Helder corrigiu-o à custa de muito tempo no relógio e muita "especulação", factos que, juntamente com a falta de estofo para aguentar a pressão de jogar com um Mestre como o Paulo, foram suficientes para cair no clássico táctico "toma lá a minha dama".

O Tiago teve também a honra de defrontar um adversário igualmente muito ilustre, o Grande Mestre Luís Galego (2530, 1.º do ranking nacional!). Face ao melhor adversário que alguma vez defrontara, um erro infantil logo ao 4.º lance condicionou toda a partida que foi, seguramente, a sua pior dos últimos anos. Depois de ter recolhido do tabuleiro um peão que lhe foi amavelmente oferecido pelo Tiago na abertura, o Grande Mestre apertou a posição do Vigoroso num abraço pitão, levando ao abandono deste em apenas 15 jogadas! A resistência foi inglória, mercê do acerto "computorizado" do plano estratégico desenhado por Luís Galego.

Grande Neca 0 - 1 Grande Mestre, como esperado, apesar de a forma como foi consentida a derrota ter amputado a alma xadrezística do GN. Pelo menos durante aquela noite e o dia seguinte...

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2.ª e 3.ª Jornada (29 e 30 de Outubro)

Dois dias de descanso, dois meios pontos...

Byes para os Grandes Necas que, ao contrário dos GMs, trabalham para jogar xadrez.

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4.ª Jornada (Quarta-feira, 31 de Outubro)

Nesta jornada, os Vigorosos tiveram direito à simpática companhia do Engenheiro Supremo (também conhecido como Pedro Rodrigues). Depois de rumarem a Gaia profunda (zona industrial de Canelas!) onde trabalha o Helder, o GPS do Pedro mandou-nos seguir pela A29.

Em péssima hora! Certo que talvez seja o melhor caminho mas aquilo que a tecnologia não sabia é que naquela estrada, no troço de Arcozelo, tinha havido não um, não dois, não três - nem sequer quatro - mas cinco, cinco! acidentes de viação em cerca de um quilómetro de estrada!! Na síntese do Jornal de Notícias, intitulada "Acidente cortou A29 mais de nove horas" (ver), estiveram envolvidos mais de dez carros, sendo que "o acidente mais aparatoso ocorreu a cerca de 500 metros da saída da Granja, quando os automobilistas começaram a abrandar para ver o acidente que, momentos antes, tinha ocorrido"...

Presa entre o mar e a Linha do Norte, a Vigorosa comitiva viu o relógio a andar para frente e a vida a andar para trás. Depois de contactar a organização do torneio, para informar do expectável atraso, o árbitro principal da prova - o reputado Árbitro Internacional Carlos Oliveira Dias - ficou de transmitir aos nossos adversários a nossa situação.

Simpaticamente, quer o João Coimbra quer o Nuno Maltez acordaram adiar a partida por 30 minutos, pelo que o nosso atraso não teve consequências mais penosas, que não o stress de mais de uma hora parados com a urgência de ter um horário para cumprir.



Nesta jornada, o Helder não conseguiu ultrapassar o Nuno Maltez - numa partida que jogou longe do tabuleiro, sem fulgor, ainda por cima contra um Gambito de Rei recheado de truques e cuja teoria desconhecia... - enquanto que o Tiago teve uma luta de titãs com o João Coimbra que acabou por levar a bom porto, após um final de torre e peões. Mas além do desenvolvimento da partida, outros acontecimentos apimentaram o encontro que foi jogado com uma intensidade a fazer lembrar os mind games de José Mourinho.

Quando o Tiago chegou à sala de jogo - nessa noite conduziria o exército negro -, sensivelmente pelas 20h05, o relógio estava surpreendentemente a contar para as brancas e nenhum lance tinha ainda sido jogado. Contactada a arbitragem, foi o Vigoroso informado que tinha sido acordado com o seu adversário o início da partida pelas 20h00, facto de que ele era conhecedor, pelo que a essa hora, ainda que face à sua ausência, o árbitro fez o que lhe competia: pôs o relógio a contar.

Esclarecido, o Tiago dirigiu-se à sua mesa e aguardou de pé a chegada do oponente dessa noite. Quando este chegou, depois de ter amavelmente replicado ao agradecimento que lhe foi endereçado por ter adiado a partida meia hora, o João Coimbra viu que o relógio estava a contar para ele, facto que lhe desagradou. Depois de o árbitro lhe ter dito que o "roubo" era consequência regulamentar do acordado, sentou-se e avançou o peão de c uma casa, levantando-se de seguida e informando que iria ao quarto de banho.

Face a isto, o Tiago optou por aguardar pelo adversário antes de fazer o seu primeiro lance, pelo que foi ver como estavam a correr os restantes jogos. Quando viu o oponente regressar à sala dirigiu-se ao tabuleiro. Nesta altura o relógio do adversario marcava 86 minutos e o do Tiago 87. Constantando tal juntamente com o facto de as negras não terem ainda replicado... o adversário, perguntando se se tratava de alguma brincadeira, ameaçou abandonar a partida! Que não era brincadeira nem caso para abandonar a partida lhe retorquiu o vigoroso, avançando o peão do bispo do rei duas casas para a frente. Aparentemente surpreendido, o adversário parou para reflectir alguns momentos...

Algumas jogadas volvidas, o Tiago foi interpelado: "Sabia que o Sporting está a perder em Fátima?" O vigoroso não sabia, mas folgou em saber. Claro que a troca de palavras não passou despercebida à equipa de arbitragem que interpelou à distância o jogador das brancas. Este, com um breve mas incisivo sinal de mãos, pediu ao árbitro auxiliar para se aproximar e quando questionado sobre o que se passava desarmou o juiz (aparentemente sportinguista) com aquele resultado da taça da liga.



A batalha adensava-se no tabuleiro com as peças negras praticamente todas na ala de rei, a coluna f semi-aberta com uma bateria de duas torres e dama e um peão em e4 a controlar o buraco de f3, casa que por sua vez tinha por sentinelas o Rei e um Cavalo branco. Os exércitos moviam-se pela calada tentando ocultar os planos até que as negras atiram uma Torre para f3, propondo o sacrifício da qualidade. Sacrifício no mínimo temporário, se é que não teria final mais funesto para as brancas...

Nessa altura alguns voyeurs apreciavam a batalha. E o jogador das brancas içou o braço, levou-o para a ala de rei, pegou na torre, rodou-a ligeiramente nos dedos e voltou a pousá-la, regressando à sua meditação... "Era para arranjar?" "Hum?" replicaram as brancas, surpreendidas pela interrupção. "Perguntei se pegou na peça para a arranjar." "Sim, claro. Que poderia ser?" "Bom, se não avisar que pretende compor a posição, é obrigado a tomar peça, sob pena de lance ilegal." Arreliado, as brancas retorquem "Isso seria um erro elementar, não seria?" E as negras não ficam atrás: "Não sei se seria elementar, ou sequer um erro, mas que seria obrigado a tomar a torre, lá isso seria..." Uma vez mais, o árbitro tem que se aproximar do tabuleiro e, novamente com uma conduta absolutamente irrepreensível, tenta inteirar-se da situação: "Os senhores têm alguma questão?" Que não, responde o Tiago, que se tratou apenas de compor a posição... E a contenda prossegue.

Depois de ver o peão da ala de dama promover, face à melhor continuação (que permitiria às negras finalizar a partida num final de Rei e Torre contra Rei), as brancas abandonam. As mãos apertam-se, os adversários reconhecem mutuamente o esforço e o mérito da contraparte, mas se bem que "a partida foi muito interessante, [o Tiago] não precisava de se socorrer de jogos psicológicos", despediu-se, por instantes, o oponente. E os mind games continuaram já na sala de análises...

Foi a penúltima partida a terminar, instantes antes de o GM Luís Galego vencer um final de Dama e peão contra Dama, demonstrando uma técnica espectacular.


Jornada Dupla (Quinta, 1 de Novembro)

O calendário do torneio reservou para o feriado duas sessões, uma pelas 10h00 e outra pelas 19h30. O dia, primaveril, começou com o sol a recarregar as baterias dos vigorosos que, depois de terem regressado na noite anterior pelas 2h00, se fizeram novamente à estradas às 9h00.

Os 150kms da praxe fizeram-se sem incidentes, tanto mais que, depois da utilização do GPS do Pedro, a rota utilizada no domingo foi substancialmente melhorada: agora, graças à tecnologia e na ausência de acidentes, Porto-Figueira fez-se sem recurso à estrada nacional recomendada pela ViaMichelin.com.

Desta vez quem se atrasou foi o Tiago, que assim deu tempo ao Helder para tomar o pequeno-almoço que foi reforçado no Café Ipanema, a dois passos (literalmente, se dos grandes!) da entrada do casino, na simpática companhia dos proprietários que, após o lanche ajantarado do último dia (domingo) se despediram com um "Então, atá para o ano!", depois de terem perguntado quem tinha ganho, "se tinha sido aquele estrangeiro que apareceu no jornal" [revista de O Jogo]. O Café Ipanema podia ficar na Rua do Estrela e Vigorosa Sport, pelo menos a avaliar pelos horários: foi lá que na noite anterior tinhamos ceado um prego no pão para a viagem, ementa que de manhã foi substituída por um leite achocolato e um pão com manteiga (leite achocolatado... está visto porque não chegamos a GM!)

De manhã, o Tiago defrontou o angolano Vicente Silva (1809) com as peças brancas, dando oportunidade à sua Bird de se redimir do paupérrimo rendimento frente ao GM Luís Galego, numa partida que foi publicada no site do torneio e, consequentemente, era provavelmente do conhecimento do seu adversário. De isto ficou convencido quando, após 1. f4, viu as negras optar por um sistema moderno (d6, g6, Bg7...) ao qual, depois de ter aprendido com o erro de domingo, respondeu com uma stonewall (parede de pedra, assim baptizado em virtude da estrutura dos peões com c3, d4, e3 e f4). As negras optaram por tentar inverter para uma Siciliana mas, depois de falharem duas hipóteses para igualar, as brancas montaram uma teia ao Rei adversário que entretanto perdera o direito ao roque, dispondo de dois bispos que mais pareciam um par de Papas.



O Helder teve pior sorte (após um erro na abertura conseguiu paulatinamente recuperar a desvantagem até que, no final, acabou por quebrar nos apuros de tempo após tremenda especulação do adversário) e o almoço decorreu "em família" com a delegação do Porto (Ariana, Jorge e seus pais), a que se seguiu um passeio a pé pelas ruas da Figueira. Oxigenados, houve ainda tempo para jogar umas rápidas e lanchar antes do início da sessão da tarde.

Aí, o Tiago defrontou a Mestre Internacional Catarina Leite que optou pelo sistema clássico da Abertura Italiana com d3. Depois de contestar espaço na ala de Dama com a4, à proposta das negras para a troca dos bispos em e6, as brancas especularam com Db3 e, lance a lance, encostaram as negras às cordas.

Um peão em e5 com um olho em f6, um Bispo em c1 a apontar ao peão de h6, dois Cavalos em frente ao roque e uma Dama na coluna g foi o que as brancas apresentaram ao monarca negro. Este, por sua vez, refugiou-se em h7, à espreita e a segurar h6, trazendo uma Torre para g8, um Bispo para f8, um Cavalo para e6 e a Dama para d7.

E assim foram resistindo até que, quando o relógio marcava já menos de 10 minutos, as negras optaram pela versão mais aguda: Dama toma a4! Ao preço de um peão, as negras têm agora a Dama e o Cavalo no hemisfério oposto àquele em que a contenda se desenvolve. E as brancas, impávidas, continuam a preparar mais tropa - uma Torre e o peão de f4 - para a frente de ataque.

Quando o tempo começou a escassear, a Mestre decide-se: Cavalo toma em h6 e, a descoberto, deixa a dama negra que entretanto voltara a d7 atacada. O ataque é diluido à custa da entrega da qualidade por um peão e iniciativa. Os segundos escasseiam e a posição é sanguinária: peões passados na ala de rei, torres e bispo para as brancas; peões passados na ala de dama, torres, bispo e cavalo para as negras. A posição está aberta e tudo pode acontecer até que o habitual (na estatítica dos jogos do Tiago, entenda-se) avanço de duas casas do peão de f custa às negras, com uma continuação elementar depois da passagem, um peão. Tivesse a opção recaído no avanço do Rei e o resultado talvez fosse outro...

Ainda assim, quais ciclistas no sprint final, de calças arregaçadas pelos joelhos, os peões desunham-se para conseguir a merecida coroação. As brancas fazem-no primeiro mas as negras não abandonam, antes enviam o monarca atravessar o tabuleiro, no sentido de pressionar o seu congénere e à busca de um táctico salvador... que, graças à técnica precisa da WMI Catarina Leite não tem sequer oportunidade de se insinuar.

Na bifurcação, entre a morte ou a troca de Bispo e Cavalo por Torre e, consequentemente, de todo o contra-jogo, face à força da Dama, as negras abandonam. Foi uma boa partida, frente a uma jogadora de outro campeonato mas face à qual, ainda assim, a réplica não envergonhou. Foi para ter oportunidade de fazer partidas destas - e aproveitar as dicas simpáticas e pertinentes quer da Catarina quer de Paulo Dias - que os Vigorosos se inscreveram neste torneio pelo que, para o Tiago - que tinha já tido a possibilidade de jogar com o número do ranking nacional -, a prova podia terminar.



Nesta segunda ronda do dia, o Helder defrontou o João Coimbra numa partida em que, apesar de os motivos psicológicos não terem vindo à baila com tanta acuidade, o Vigoroso salientou "a obstinada capacidade de análise do adversário", presente principalmente na forma como tentava rebater continuações únicas.


7.ª Jornada (Sexta-feira, 2 de Novembro)

Devido a um aumento imprevisto do volume de trabalho para o fim de semana, os Vigorosos acabaram por faltar à sessão. Felizmente, quer a arbitragem quer a direcção de prova foram sensiveis à justificação tempestivamente apresentada e nem o Helder nem o Tiago foram excluidos do torneio.


8.ª Ronda (Sábado, 3 de Novembro)

Em face da experiência e do desgaste acumulado durante a semana, o Tiago e o Helder decidiram passar a noite de sábado para domingo no Hotel SottoMayor da rede Sabir, o confortável estabelecimento hoteleiro que patrocinou o Festival de Xadrez da Figueira da Foz.

Apesar de ser sábado, os jogadores do Vigorosa conseguiram, ainda assim, chegar atrasados à sessão, hábito que neste torneio, ao abrigo do princípio da rotatividade, dados os antecedentes deste início de época, foi da exclusiva responsabilidade do Tiago. De qualquer modo, a qualidade escaquística dos nossos jogadores não ficou prejudicada, tendo ambos vencido as suas partidas.

O Tiago viu a sua Bird facturar depois de um ataque equestre ao roque pequeno das negras e o Helder também acumulou vantagens que lhe garantiram um final sossegado com dois peões a mais.



O nosso quarto de hotel era um espectacular T0 com kitchnet onde sobressaia a vista para a piscina e a mesa de análises. O único senão, amplamente compensado com o abundante pequeno-almoço servido, foi o frigorífico estar vazio. Talvez a fama do Helder tenha já ultrapassado as fronteiras do distrito...

Aproveitámos para conhecer a Figueira by night durante três quartos de hora e recolhemos ao hotel para fazer de conta que também éramos jogadores fortes, empenhados e preocupados: depois de a Ariana ter ligado o portátil à internet para ver o emparceiramento e verificar as preferências recentes do seu próximo adversário, trocámos literatura com o Jorge. Ele levou um livro do Tiago e o Helder ficou com o segundo volume da mais recente colecção do Kasparov. Todavia, antes de terminarmos a primeira partida, o sono falou mais alto.


9.ª Ronda (Domingo, 4 de Novembro)

O dia começou bem, por volta das 11h20, com um belo pequeno-almoço (claro que servido até às 11h30... mas o José Ribeiro ainda chegou mais tarde =D ). Seguiu-se o vício (rápidas em "bota-fora"), com a particularidade de o Tiago defrontar o Jorge sempre de brancas, uma vez que o sorteio ditou que se encontrassem na última ronda com as cores invertidas.



Jogaram uma Partida dos Quatro Cavalos em que, depois de as negras permitirem a troca das damas e de todas as peças menores, à custa de 4 peões dobrados, num final quase simétrico com duas torres as brancas propuseram empate.

A Ariana perdeu com o Mestre Fróis e estes três portuenses terminaram com 4,5 pontos, seguidos de perto pelo Helder que concluiu com 4, após vitória sobre o Pedro Pinto (1954). Nesta partida, o Helder, de negras, conseguiu igualar, primeiro, e ganhar a iniciativa, depois, ficando melhor, apesar de, depois de o Pedro Pinto ter reagido energeticamente com f4, o Helder ter tido necessidade de agrupar todo o seu exército junto ao Rei para, no momento oportuno, ter disparado um peão passado que desequilibrou completamente a posição das brancas.

Seguiu-se a divulgação da classificação final e a cerimónia de entrega dos prémios, na presença dos patrocinadores (MacDonald's da Figueira da Foz, Câmara Municipal da Figueira e, principalmente, Hóteis Sabir) e, uma vez mais, dos jornalistas, encerrando-se o torneio com um cocktail de convívio.


Classificação final:

1.º - GM Kevin Spraggett (1.º do ranking inicial, 2580 pontos de elo) - 7 pontos;
2.º - FM Anton Kavalyov (6.º, 2510) - 7;
3.º - GM Juan Bellon (11.º, 2434) - 6,5 pontos;
4.º - FM Paulo Dias (10.º, 2443) - 6,5;
5.º - GM Vladimir Dimitrov (8.º, 2471) - 6 pontos;
6.º - GM Oleg Romanishin (2.º, 2547) - 6;
7.º - Diogo Alho (15.º, 2244) - 6;
8.º - GM Luís Galego (4.º, 2530) - 6;
9.º - IM Krasimir Rusev (7.º, 2479) -6;
10.º - IM Michael Hoffman (9.º, 2471) - 6;
11.º - FM António Vitor (10.º, 2371) - 5,5 pontos;
12.º - GM Petr Velicka (5.º, 2519) - 5,5;
13.º - IM António Fróis (13.º, 2354) - 5,5;
14.º - Rex Blalock (17.º, 2204) - 5,5;
15.º - GM Dragan Paunovic (3.º, 2535) - 5 pontos;
(...)
22.º - WIM Catarina Leite (18.º, 2191) - 4,5 pontos;
(...)
25.º - Jorge Viterbo Ferreira (35.º, 1902) - 4,5;
(...)
27.º - WFM Ariana Pintor (22.º, 2137) - 4,5;
(...)
30.º - Tiago Brandão de Pinho (30.º, 1953) - 4,5;
(...)
32.º - Jeronimo Tebar (32.º, 1939) - 4 pontos;
33.º - Helder Pinho (37.º, 1813) - 4;
(...)
53.º - Thomas Lochte (20.º, 2172) - 0 pontos.



«O canadiano Kevin Spraggett que já foi um dos melhores jogadores do mundo e a residir em Portugal já há quase duas dezenas de anos, venceu brilhantemente o Torneio Internacional. Depois da vitória sobre o GM Luís Galego, na 7ª ronda, o jogador canadiano estava lançado para a vitória. O empate frente ao GM da República Checa, Petr Velicka, na 8ª ronda, deixava tudo em aberto para a última onde defrontaria outro grande nome do xadrez mundial, o GM ucraniano ,Oleg Romanishin. O jogo viria a terminar num empate que se revelou suficiente para a consagração de Kevin Spraggett como vencedor do torneio.» in site da organização.

Foram atribuidas três normas internacionais.
Anton Kovalyov fez uma norma de Grande Mestre, o que não surprendeu ninguém, dado o nível extraordinário que este jovem tem apresentado no último ano e que o levará, com toda a certeza, ao TOP mundial.
Paulo Dias fez nova norma de Mestre Internacional, título que não ostenta ainda por não se ter realizado o Congresso da FIDE que o vai homologar.
O resultado individual mais espectacular foi o de Diogo Alho, jogador da Académica de Coimbra. Classificado em 7.º lugar, foi o único jogador do top-10 não titulado. Depois de, há poucos meses, Petr Velicka - também jogador da Académica - ter recebido o título de Grande Mestre, Coimbra tem novo mestre na forja...

Quanto aos vigorosos, os resultados desportivos, dadas as limitações assinaladas, foram bastante interessantes.
O Tiago, em 6 partidas, venceu três, perdeu duas e empatou uma, tendo defrontado adversários com uma média de elo de 2040 pontos, performance suficiente para ganhar 5 pontos de elo.
O Helder fez 50%, três vitórias e três derrotas, frente a adversários com uma média de 2033 pontos, pelo que ganhou 10 pontos de elo.

Este torneio foi claramente, em termos de condições logísticas, força de jogo dos adversários, nível de arbitragem e capacidade organizativa, um dos melhores torneios - senão mesmo o melhor - em que já participámos.

Para quem gosta de jogar xadrez, já não basta "ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro". Também tem que jogar o Internacional da Figueira.

É provavelmente o melhor torneio do país e merece todos os esforços de participação.


3. II Torneio de Natal Conde S. Bento



Domingo à tarde (9 de Dezembro de 2007), "decorreu em Santo Tirso, na Escola Agrícola Conde de S. Bento, o II Torneio de Natal do Conde de S. Bento, organizado pelo Núcleo de Xadrez de Santo Tirso, em que participaram 72 jogadores de todas as idades. TIAGO BRANDÃO DE PINHO, do Estrela e Vigorosa Sport, foi o vencedor isolado, com 6,5 pontos em 7 possíveis, seguindo-se no pódio os jovens ANA CATARINA LIBÓRIO, do Moto Clube do Porto/ALPI, e RAFAEL EDUARDO TEIXEIRA, do Clube Amador de Mirandela, ambos com 6 pontos". fonte: AXP



O II Torneio de Natal "Conde S. Bento" foi organizado pelo Núcleo de Xadrez de Santo Tirso, clube que, apesar de recente, tem já mais de meia centena de sócios que participam assiduamente nos torneios que se realizam ao longo da época.

Além da simpatia e bonomia dos seus elementos - com quem os vigorosos alimentam uma saudável competição -, o NXST é reconhecido pela forma sempre agradável como recebe os seus visitantes.

O II Torneio de Natal "Conde S. Bento" não foi excepção e a nossa comitiva sentiu-se em casa na Escola Profissional Agrícola Conde de São Bento, cujas instalações pertencem ao antigo Mosteiro S. Bento (fundado no século X, reedificado no XVII), actualmente classificado como Monumento Nacional.



O espaço onde a Escola se insere é extremamente rico. O miradouro sobre o rio, a mata, as estufas e o roseiral, bem como o ovil, a pocilga ou a vacaria, passando pela queijaria e a adega, são apenas alguns dos pontos de interesse.

Mas não só. Além da doçaria local, há outros pontos de interesse. Que o digam os familiares do João Alves que aproveitaram o torneio para dar um passeio enquanto este jogava e foram ao Mosteiro benedito de Singeverga, também em Santo Tirso, ver a Adoração dos Reis Magos, a recém-descoberta tela do renascentista pintor veneziano Jacopo Tintoretto. Esta obra deixou de ser referenciada no século XVIII e foi "descoberta" este ano por um especialista que, por acaso, visitava o Mosteiro e ficou muito surpreendido com o enorme painel (5x2m) que ali descobriu...



Quanto ao torneio, foi uma das competições melhor organizadas em que participámos esta época, o que não é de estranhar, dado o clube responsável. Apesar de se tratar de um torneio de semi-rápidas, havia uma sala de análises onde os jogadores podiam aguardar pela ronda seguinte quando terminavam as suas partidas, uma divisão para o secretariado e a espectacular sala de jogo que podem ver na imagem.

A arbitragem e a direcção de prova não se esqueceram, por um momento sequer, que esta era uma prova para os jogadores mais novos. Assim, os jogadores só eram convidados a sair do local de jogo quando faziam mais barulho que o aceitável. Caso contrário, não havia qualquer constrangimento à sua presença na sala, podendo acompanhar as partidas dos jogadores mais fortes. O primeiro tabuleiro era, como habitualmente, um dos mais requisitadas, mas, de maneira a não prejudicar os jogadores, a organização mantinha um "cordão de segurança" informal, pelo que, apesar de terem muitos espectadores à volta, os xadrezistas não notavam a sua presença.

Outro sinal distintivo do evento foi, a meio do torneio, a distribuição de um lanche (sumo, salgado e bolo) por todos os jogadores, bem como de um Pai Natal de chocolate antes da última sessão. Por fim, além dos prémios para os xadrezistas que obtiveram melhor desempenho nessa tarde, foi ainda sorteado, por todos, uma prendinha de Natal muito apropriada: um livro de xadrez.



A competição decorreu sem sobressaltos - bom, quase sem sobressaltos: no início da penúltima sessão, os organizadores não conseguiram evitar a presença de uma abelha ENORME que, simpaticamente, quis demonstrar todo o seu apoio ao Simão Pintor, pousando com afinco no seu braço esquerdo. O Tiago, talvez por se sentir menos acompanhado, (sobres)saltou fora, literalmente, depois de avisar (sobressaltar?) o Simão que só após vários agradecimentos (e talvez 10/15 segundos) conseguiu afastar a dedicada fã. Seria mel? ;) Desconhece-se se a abelha seguiu depois para o colo da Ana... =D Seja como for, fica aqui o primeiro prémio oficioso da crónica: o de casal de namorados mais simpático da prova.

Quanto ao segundo prémio oficioso - Prémio Fair Play - é atribuido à nossa Joana Prêza Andrade que, apesar de ter vencido três partidas, apenas amealhou dois pontos. Isto porque houve um engano na marcação de um dos seus resultados e como não verificámos a folha de resultados antes de emitido o emparceiramento, ela optou por não atrasar o torneio e aceitar o emparceiramento que lhe retirava um ponto.

De relevo, nada mais há a acrescentar, excepto a vontade com que todos ficámos de voltar a participar num torneio organizado pelo clube do Professor Ricardo, do Rui Ferreira e do Albano Moreira. E de ter oportunidade de conhecer melhor o Mosteiro e a Escola de S. Bento que bem merece o passeio!


Quanto aos vigorosos:

Tiago Brandão de Pinho - Número dois do ranking inicial, o Tiago empatou na 4.ª ronda com o número um (Emanuel Sousa, 1981, Moto Clube), ao aceitar a proposta que lhe foi apresentada numa posição muito aguda e duvidosa a que chegou depois de, especulando, sacrificar um bispo no roque adversário. Durante o torneio fez partidas muito interessantes com bons jogadores e jovens promessas (António Matos, Ana Libório, Pedro Mendes, Gustavo Oliveira, Diana Nogueira...) e com o Vitorino Ferreira, uma das referências do xadrez no Porto. Terminou em primeiro devido à derrota, por tempo, do Emanuel na última sessão, vencendo um torneio, algo que só acontecera uma vez (imediatamente antes da sua paragem de 5 anos, na ida época de 1997/98) apesar de por vezes conseguir ficar nos primeiros lugares dos torneios em que participa. "Ganhar por ganhar, ainda bem que foi em Santo Tirso", confidenciou o jogador no regresso a casa.

Bruno Guinapo - O Bruno terminou com 4 pontos e mostrou a consistência da sua crescente e rápida evolução. Apesar de ter chegado ao xadrez federado há cerca de meio ano, depois de ter feito uma surpresa na Taça AXP ao vencer um jogador de mais de 1900, fez uma prova que só não teve maior realce porque as benesses do Núcleo de Santo Tirso se ficaram pela organização... Os jogadores deste Núcleo, José Cachorreiro (1554) e Sérgio Gomes (1586), não o deixaram ir mais longe. Por agora...

(...)



Para a classificação colectiva pontuaram o Tiago Pinho, o Bruno Guinapo, o Luís Marrafa e o Tiago Dias:

Clas. Equipa Pontos
1. Moto Clube / Alpi 20,5
2. GD Dias Ferreira 20
3. CA Mirandela 19,5
4. NX Santo Tirso 18,5
5. Vigorosa 17,5
6. GD Cem Paus 15
7. GXE Boa Nova 13,5
8. Inst. Nun'Álvares 10
9. AX Gaia 6,5
10. FC Amial-Regado 4,5
11. Musas e Benfica 3

A nossa classificação é fácil de explicar: tentando retribuir educadamente a forma como fomos recebidos, ficámos em primeiro lugar... logo depois do clube organizador! =D

A lei de Lavoisier na química do tabuleiro.


I. "Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma"


Tinha pensado dar esta novidade pessoalmente, no nosso primeiro encontro desta época, mas uma vez que vou jogar, com o Bruno Guinapo, o torneio de Guimarães esta semana, tenho que antecipar o anúncio:

Para os que têm problemas na recepção da mailing list, nesta época de 2008/2009, que hoje se inicia, apesar de continuar a ser o responsável pelas aulas de domingo no Vigorosa, vou jogar por outro clube.

Quanto a nós, nada se altera: continua a haver aulas aos domingos (e/ou noutros horários a combinar), material no blog, divulgação de provas e armadas vigorosas aos torneios, comigo ao volante sempre que possível. A única diferença é que à frente do meu nome vai deixar de aparecer "Estrela e Vigorosa Sport" e vou deixar de contribuir para as nossas pontuações colectivas.

Esta decisão não foi fácil de tomar - como outros vigorosos, rejeitei com facilidade outros convites -, mas a proposta veio do Grupo de Xadrez do Porto, o meu primeiro clube, onde joguei nos escalões jovens, entre os 11 e os 19 anos (juntamente com o Helder Pinho e o Gonçalo Rodrigues, entre outros).

Depois, como já se viu em 2006/2007, não penso ter muita disponibilidade para jogar com frequência durante alguns meses cruciais para as provas colectivas, pois terei que repetir os meus exames (entre os 1300 concorrentes, fiquei graduado em 134.º lugar e só havia 99 vagas... faltaram-me 6 ou 7 décimas).

E se o ano passado já demos (equipa A) muitas faltas de comparência, agora, sem o Hélder Pinho e sem o Froufe, ainda seria mais difícil. De maneira que, com este "empurrãozinho", o Vigorosa poderá especializar-se ainda mais no seu objectivo de sempre: o xadrez jovem. Até porque com vários atletas já com ano e meio de aprendizagem, está na altura de os mais novos irem sendo atirados aos leões =D Creio que as equipas da Academia estão prontas para ser a equipa do clube, o que também me deixa contente e orgulhoso.

O convite do GX Porto é para jogar de vez em quando. Sendo suplente, só jogarei às vezes, o que se adapta melhor ao meu calendário laboral, de estudo e de exames. Por outro lado, pessoalmente é, neste momento, mais aliciante jogar de vez em quando com jogadores mais fortes, do que jogar sempre no primeiro tabuleiro num campeonato distrital, a maior parte das vezes com jovens que jogam há poucos meses/anos, embora tal me tenha dado também muita satisfação.

Pelo que, depois de falar com o “Inginheiru Supremo” Pedro Rodrigues e de alinhavarmos a próxima época do Vigorosa, tendo recebido a sua "benção" :P, resolvi regressar ao meu clube de sempre (apesar de estar a jogar no EVS, continuava sócio do Grupo, como, aliás, o Pedro, salvo erro).

Assim, não estranhem a novidade quando atentarem no Torneio Internacional de Guimarães.

Em todo o caso, os nossos encontros recomeçarão domingo a oito. Se quiserem combinar ir ao Vigorosa já este domingo jogar umas partidas para matar saudades, depois de terminar a minha partida (começará às 14h30) posso passar por lá para pormos as novidades em dia.

Qualquer dúvida ou outro assunto, escrevam-me ou liguem-me.




para habituar a vista :P

LISTA DE INSCRITOS EM 30.08.2008:

1 Padeiro Jose 2248 POR AX Gaia
2 Viela Andre Filipe Folha 2200 POR GDDF
3 Castro Henrique 2196 POR AMAS
4 Pintor Ariana 2165 POR GX Porto
5 Barbosa Fabio 2126 POR GDDF
6 Nunes Leonardo 2092 POR Diana de Evora
7 Azevedo Rui Filipe 2061 POR CAR
8 Pereira Antonio Pedro Caramez 2048 POR GDDF
9 Ferreira Jorge Viterbo 2002 POR GDDF
10 Novais Carlos Joao Fernandes 1990 POR AMAS
11 Pinho Tiago Brandao de 1963 POR GX Porto
12 Goncalves Luis Augusto Soares 1961 POR GX Bracara Augusta
13 Araujo Jose Verissimo 1936 POR AEJ
14 Lozano Sanchez Jose Antonio 1932 ESP
15 Saunders Mark 1812 ENG



II. O Estrela e Vigorosa Sport e a sua secção de xadrez



O Estrela e Vigorosa Sport surgiu em Abril de 1924 com a fusão do Estrela Sport Club com o Vigorosa Sport Club. Também conhecido como o clube das Cavadas - devido à localização da sua sede na antiga Quinta das Cavadas, junto ao nó das Antas da VCI -, naquela altura as modalidades mais importantes no clube eram o futebol, o basquetebol, o andebol e o ténis.

Cerca de 10 anos após a sua fundação, o Estrela e Vigorosa Sport deixou de dar prioridade à vertente competitiva do desporto. Ainda assim, os seus sócios gozavam de uma oferta desportiva invejável que incluía modalidades como o hóquei em campo, o atletismo, o tiro ou a ginástica e, mais tarde, o desporto automóvel, o badmington, o ballet e o karate.

Dotado de utilidade pública desde 1984, o Vigorosa continuou a aumentar a sua oferta com aulas de dança, criando também uma secção de desporto adaptado e outra de pólo aquático feminino.

Em Abril de 2006 foi criada a secção de xadrez, um projecto traçado pelo Pedro Rodrigues e acolhido pelo Dr. Páscoa, dos órgãos sociais do EVS.


Estas três imagens foram retiradas do site Jornalismo Porto Rádio, onde acompanham a peça de Marta Couto sobre o EVS


O Vigorosa é um dos clubes históricos da cidade do Porto, assumindo os seus magníficos jardins o papel de ex libris da colectividade que não esconde a influência dos clubs britânicos: pensado para ser um espaço de convivência familiar, o clube tem como objectivo oferecer aos seus associados um espaço de lazer aprazível, complementando a imensa oferta desportiva com um serviço de restauração.

Ou seja, além dos 6 courts de ténis (dois dos quais cobertos e com bancada), do pavilhão multidesportivo e de várias salas de ginásio, o clube mantém um restaurante com serviço de cafetaria e esplanada, pelo que não é estranho ver pais nestes locais enquanto esperam que os filhos terminem os seus treinos de hóquei, andebol, ballet ou karate; ou, até, como acontece amiúde no ténis e no xadrez, assistir a confrontos desportivos familiares.



A secção de xadrez tem como principal objectivo a formação e a prática recreativa da modalidade. Deste modo, funciona na nossa sala, várias vezes por semana, uma Academia de Xadrez em que se ensina o jogo a todos os interessados - temos alunos entre os 5 e os 45 anos, divididos entre turmas de jovens e de adultos e em 3 níveis diferentes de formação -, complementada com uma biblioteca/mediateca que estamos a construir.

Ainda assim, como complemento, também participamos em torneios, nomeadamente as competições oficiais da Associação de Xadrez do Porto e da Federação Portuguesa de Xadrez. E, por outro lado, organizamos os nossos próprios eventos xadrezisticos, além de darmos, o nosso apoio (logístico, material e/ou humano) a outras instituições, sempre que solicitados. Por fim, mantemos uma página na internet – http://evs.xadrezdigital.com - e, para aqueles que não têm acesso à internet, um boletim trimestral em papel em que colocamos as novidades mais relevantes.

E, em traços necessariamente muito largos, fica assim apresentado o nosso clube que se federou com 8 elementos - Pedro Rodrigues, Rui Ferreira e a esposa Sílvia Teixeira, Hélder Silva e a mulher Sónia Cardoso, António Brandão de Pinho e os filhos Tiago e Sara - mas que, no fim da primeira época, se batia já pelo título distrital colectivo e contava com mais de 30 jogadores (entre os quais Simão Ribeiro, que, juntamente com o Rui Ferreira e o Tiago Pinho participou no I Open das Cavadas, a prova de apresentação do EVS que serviu para captar os primeiros jogadores). (Na altura vi o anúncio da prova na net e como conhecia o clube - tinha lá praticado outras modalidade - decidi participar. Antes do início da competição falei com o Pedro Rodrigues e já joguei o Open como vigoroso.)


Eventos EVS

A secção de xadrez do Estrela e Vigorosa Sport tem como principal objectivo a divulgação da modalidade pelo que, além da formação, tentamos criar condições para a sua prática, designadamente fora do clube e por outras pessoas que não os nossos jogadores.

Assim, é habitual o EVS colaborar com outras entidades (escolas, bares, outros clubes...) em sessões de apresentação do jogo, organização de eventos e arbitragem de provas, o que fazemos como complemento das provas e festivais de xadrez que organizamos.

Dos alunos das escolas primárias aos noctígavos da Ribeira do Porto, passando pelos amantes da gastronomia, no centro comercial, na faculdade ou no jardim, o nosso objectivo é levar o xadrez a toda a gente, em todo o lado.

Apresentamos de seguida algumas das iniciativas que promovemos ou em que colaborámos. E se estiveres a pensar organizar um torneio com os teus amigos, fazer uma noite temática numa festa ou outra coisa qualquer relacionada com o xadrez, se achares que precisas de ajuda, entra em contacto connosco!

Open das Cavadas

O Open das Cavadas é o torneio comemorativo do aniversário do Estrela e Vigorosa Sport e da sua secção de xadrez. Trata-se, pois, de uma prova anual que tem como principal objectivo potenciar a massificação do xadrez entre todos os interessados, especialmente entre aqueles que não jogam xadrez federado e, dentro destes, os alunos das escolas básicas do Porto.



Histórico:

2.ª edição (FEUP, 1 de Maio de 2007 - 118 jogadores em representação de 26 equipas)

class. individual - 1.º - Simão Pintor 2.º - Nuno Sousa 3.º - Tiago B. Pinho
class. colectiva - 1.º GD Dias Ferreira 2.º - Vigorosa 3.º - Grupo de Xadrez do Porto
class. escolar - 1.º - EB 2/3 Paranhos 2.º - ES Alexandre Herculano 3.º - EB 1 do Covelo

1.ª edição (EVS, 30 de Abril de 2006 - 43 jogadores em representação de 14 equipas)

class. individual - 1.º - Marco Viela 2.º - Rui Mendes 3.º - Bruno Figueiredo
class. colectiva - 1.º - GD Dias Ferreira 2.º - GX Escola da Boa Nova 3.º - Academia de Xadrez de Espinho


Xadrez com Sabor

O primeiro Xadrez com sabor foi realizado no dia 18 de Maio de 2006. Trata-se de ciclos mensais de torneios em ritmo rápido e semi-rápido realizados à noite, durante a semana, que são antecedidos de um jantar no restaurante do clube. O vencedor do torneio não paga o rodízio na semana seguinte.


Xadrez com Sabor, Estrela e Vigorosa Sport, 15 de Junho de 2006



Festival Dolce Vita

O Estrela e Vigorosa Sport organizou, em parceria com o Centro Comercial Dolce Vita Porto e com o apoio logístico da Associação de Xadrez do Porto e da Danone, o I Festival de Xadrez Dolce Vita, nos dias 17 a 20 de Fevereiro de 2007.



Este Festival tinha como objectivo animar a Urban Plaza do Dolce Vita e divulgar o xadrez junto de um público não especializado. Para tal, o átrio principal do Dolce Vita foi dividido em 4 áreas: uma zona para competição, outra para prática livre (em que qualquer pessoa podia jogar uma partida), uma outra dedicada ao xadrez e a informática - com 4 pcs dotados do mais recente software de xadrez - e, por fim, uma área onde se montou um tabuleiro gigante onde, para mover as peças, os jogadores tinham que entrar e caminhar no tabuleiro.



O Festival foi um sucesso e cerca de 400 pessoas jogaram mais de mil partidas e muitos milhares tiveram contacto com a modalidade. De tal modo que a nossa presença no Dolce Vita se prolongou por mais um dia, a quarta-feira europeia em que o FC Porto defrontou o Chelsea. Só neste dia estima-se que mais de 5.000 pessoas tenham passado pelo tabuleiro gigante…



Os reflexos desta organização chegaram às páginas da imprensa nacional (em cima, página do jornal nacional Diário Desportivo) e, até, ao blogue da GM Susan Polgar (ver), um site xadrezístico de referência a nível mundial, passando pelas melhores páginas nacionais, como por exemplo pelo Peão Dobrado (ver).


Shot Chess

Com o objectivo de ajudar a levar o xadrez a todo o lado e a toda a gente, colaborámos com o Pinguim Café, reputado centro de cultura da noite portuense, na organização de um torneio escada, variante shot chess, em que a cada peça corresponde um shot.



O habitual efeito enebriante do ganho de material tem, nesta variante, um sentido mais literal. Todavia, nem as misturas do Cavalo "Até Relinchas!", nem o suave deleite de Gabriela, a Dama de ovo e canela, prejudicaram a qualidade escaquística do evento que nunca foi jogado às cegas!

Aliás, houve mesmo quem trocasse os olhos, mercê das boas combinações servidas a Granel pelos jogadores... e pelo Paulo, simpático anfitrião e barman de serviço responsável pela constituição das equipas.

Encontros Internacionais

Indivudalmente ou em parceria com a Associação de Xadrez do Porto, a nossa secção organiza amiúde encontros internacionais, normalmente com clubes ou selecções da Galiza.

Julho 2007: II Match Porto-Corunha, no Centro Comercial Parque Nascente

Novembro 2006: I Match Quadrangular Porto - Ourense, na sala do Estrela e Vigorosa Sport. A classificação da prova, arbitrada pelo Vigoroso Árbitro Internacional Pedro Rodrigues, foi a seguinte: 1.º Porto A (André Viela, 2157; WFM Ariana Pintor, 2093; Fábio Barbosa, 2036; António Caramez Pereira, 1988); 2.º Porto B (Simão Pintor, 1892; Ricardo Margarido, 1847; Tiago Brandão de Pinho (EVS), 1800; Lucas Silva, 1529); 3.º Ourense A (Elias Gil, 2225; Jesus Conde Llinares, 2142; José Saavedra, 2132; Alejandro Léon Justo, 2075); 4.º Ourense B (Salvador Torres, 1988; Daniel Garrido, 1830; Juan Conde Carvajal, 1852; Andrea Rodriguez, 1648; Aaron Mera, 1626)

Provas AXP

Também organizamos provas do calendário oficial da Associação de Xadrez do Porto.

Além das preliminares A e J do Campeonato Distrital Absoluto de 2006/2007, nesse ano ficamos também encarregues de organizar o Torneio Distrital de Honra para Jovens (ritmo semi-rápido), prova que decorreu no Centro Comercial Dolce Vita.

Em 2007/2008, fomos responsáveis pela Fase Preliminar dos diversos escalões dos Campeonatos Distritais para Jovens (ritmo clássico).


Boletins Trimestrais do Vigorosa

Os nossos boletins têm como objectivo divulgar as actividades da secção de xadrez do Vigorosa, especialmente as da Academia, junto daqueles que não têm possibilidade de consultar este site. Têm periodicidade trimestral pois é esta a periodicidade das listas de elo - um sistema de classificação pontual dos xadrezistas com a mesma finalidade que, por exemplo, os pontos ATP no ténis ou o ranking da FIFA.

Assim, na última página de cada boletim encontra-se uma secção onde é possível verificar a evolução dos nossos jogadores. Por outro lado, além das notícias do trimestre, cada edição tem ainda uma secção de desafios, com problemas adequados às diferentes forças de jogo: deste modo, todos, do leitor ocasional aos alunos da nossa academia, precisarão de mais que 4 minutos para dar como lidas as nossas 4 páginas trimestrais!

E, se gostares do que vês, fica desde já o convite: junta-te a nós e vem jogar xadrez no Vigorosa!




MELHORES RESULTADOS DA SECÇÃO DE XADREZ DO VIGOROSA (2006-2008):

Maior número de jogadores federados - 46 (Janeiro 2008)
Maior delegação do EVS num torneio de lentas - 28 jogadores na Preliminar G do Campeonato Distrital do Porto de 2007/2008 (Tiago Pinho, Filipe Froufe, Gonçalo Rodrigues, Helder Silva, Nuno Messeder, Manuel Pinho, Pedro Rodrigues, Rui Wang, Inês Ferreira, Bernardo Amorim, Bruno Guinapo, Ricardo Pinho, André Moreira, António Saraiva, António Moreno, Catarina Rita, Daniel Pereira, Diogo Bastos, Diogo Meneses, Eduardo Dias, Francisca Santos, Francisco Meneses, José Saraiva, Manuel Dias, Martim Deus, Rafael Carvalho, Sara Pinho e Tiago Dias)
Maior delegação do EVS num torneio de semi-rápidas - 19 jogadores no II Open das Cavadas (2006/2007), a saber: Tiago Pinho, Gonçalo Rodrigues, Hélder Silva, António Pinho, Nuno Messeder, Filipe Andrade, Hélder Pinho, Rui Wang, Ricardo Pinho, Nuno Lima, Manuel Pinho, Luís Marrafa, António Saraiva, Inês Ferreira, André Carvalho, José Saraiva, André Moreira, Sérgio Coelho e Rafael Carvalho.

Evento EVS com mais jogadores - 138 participantes no I Campeonato Distrital Jovem de Honra (2007)
Evento EVS com mais equipas - 25 equipas no II Open das Cavadas (2007)
Evento EVS com maior projecção - I Festival de xadrez Dolce Vita (2007): durante 5 dias, cerca de 400 pessoas jogaram mais de 1000 partidas e na quarta-feira europeia em que o FC Porto defrontou o Chelsea FC, estima-se que mais de 5000 pessoas tenham passado pelo tabuleiro gigante. O jornal "Diário Desportivo" publicou uma reportagem sobre o evento.

Torneio mais forte em que já participaram vigorosos - Internacional da Figueira da Foz 2007/2008, com as presenças, entre outros, de GM Kevin Spraggett (2580, ex-top 10 mundial), GM Oleg Romanishin (2547, ex-campeão da União Soviética), GM Dragan Paunovic (2535), GM Luis Galego (2530, n.º 1 do ranking nacional), GM Petr Velicka (2519), MF Anton Kovalyov (2510), MI Krasimir Rusev (2479), MI Michael Hoffmann (2471), GM Vladimir Dimitrov (2471, vencedor de uma das edições do torneio de Linares), MI Paulo Dias (2443), GM Juan Bellon (2434), MF António Vítor (2371), MF Pablo Martinez (2295), MF João Cordovil (2223), WMI Catarina Leite (2191), WF Ariana Pintor (2137). Participaram 53 jogadores de 10 nacionalidades, entre os quais 7 GMs, 4 MIs, 1WMI e 1 WF, e o torneio teve uma média de elo de 1984 pontos elo. Jogaram Tiago Pinho (1953, 30.º do ranking inicial) e Helder Pinho (1813, 37.º).

Provas oficiais:

TAÇAS:

Taça de Portugal - 1/16 de final na edição de 2006/2007. A equipa constituida por Tiago Pinho, Pedro Rodrigues, Helder Silva, Rui Ferreira, Nuno Lima e António Pinho foi eliminada pelos detentores do troféu e, à data, campeões nacionais da I Divisão, a Academia de Xadrez de Gaia A.
Taça AXP - 3.ª eliminatória na edição de 2006/2007. Equipa: Helder Pinho, Pedro Rodrigues, Tiago Pinho, Helder Silva, António Pinho, Nuno Lima e Rui Vaz.

CAMPEONATOS NACIONAIS INDIVIDUAIS (LENTAS):

Campeonato Nacional Individual Sub-12 - 36.º lugar, alcançado por Ricardo Pinho em 2006/2007.

CAMPEONATOS NACIONAIS INDIVIDUAIS (SEMI-RÁPIDAS):

Campeonato Nacional Sub-20 - 5.º lugar, alcançado por Bruno Guinapo em 2007/2008;
Campeonato Nacional Sub-18 - 11.º lugar, alcançado por Bruno Gonçalves em 2006/2007;
Campeonato Nacional Sub-14 - 16.º lugar, alcançado por Rui Wang em 2007/2008;
Campeonato Nacional Sub-14 Feminino - 1.º lugar, Inês Messeder Ferreira, 2007/2008.
Campeonato Nacional Sub-12 - 1.º lugar, alcançado por Rui Wang em 2006/2007.
Campeonato Nacional Sub-12 Feminino - 4.º lugar, alcançado por Felícia Tavares em 2007/2008;
Campeonato Nacional Sub-10 - 10.º lugar, alcançado por André Carvalho em 2006/2007.
Campeonato Nacional Sub-8 - 7.º lugar, alcançado por Francisco Meneses em 2007/2008.
Campeonato Nacional Sub-8 Feminino - 4.º lugar, alcançado por Matilde Ribeiro em 2006/2007.

CAMPEONATO DISTRITAL COLECTIVO (LENTAS) - Vice-campeão distrital em 2006/2007 (subida à 3.ª divisão nacional)


CAMPEONATOS DISTRITAIS INDIVIDUAIS (LENTAS):

Campeonato Distrital Individual Absoluto - 7.º lugar (Tiago Brandão de Pinho, 2006/2007)
Campeonato Distrital Individual Sub-20 - 4.º lugar na Fase de Apuramento (Bruno Guinapo, 2007/2008)
Campeonato Distrital Individual Sub-14 - 4.º lugar na Fase de Apuramento (Rui Wang, 2007/2008)
Campeonato Distrital Individual Feminino Sub-14 - 1.º lugar na Fase de Apuramento (Inês Ferreira, 2007/2008)
Campeonato Distrital Individual Sub-12 - 5.º lugar (Ricardo Pinho, 2006/2007)
Campeonato Distrital Individual Feminino Sub-12 - 3.º lugar na Fase de Apuramento (Felícia Tavares, 2007/2008)
Campeonato Distrital Individual Sub-10 - 18.º lugar na Fase de Apuramento (José Saraiva, 2007/2008)
Campeonato Distrital Individual Sub-08 - 3.º lugar na Fase de Apuramento (Rafael Carvalho, 2007/2008)

CAMPEONATO DISTRITAL COLECTIVO (SEMI-RÁPIDAS) - 7.º lugar (Setembro 2006)

CAMPEONATO DISTRITAL INDIVIDUAL (SEMI-RÁPIDAS) - 4.º lugar (Tiago Pinho, 2006/2007); 5.º lugar (Helder Pinho, 2006/2007)

Torneios de Lentas:

Open Internacional - 13.º lugar (Helder Pinho, Open Internacional Cidade de Espinho 2007)

Torneios de Semi-Rápidas:

Open Internacional - 15.º lugar, alcançado por Helder Pinho no I Open Internacional Atrium Chaby (2007), em Mem Martins, onde participaram, entre outros, GM Kevin Spraggett, GM Luís Galego, GM António Fernandes, GM Petr Velicka, MI Diogo Fernando, MI Rui Dâmaso e o MF João Leonardo


Classificação colectiva geral - 2.º lugar no I Open da Casa do Benfica de Vila Pouca de Aguiar (2007/2008, Tiago Pinho, Gonçalo Rodrigues, Helder Pinho e Manuel Dias), II Torneio das Colectividades do Porto (2006/2007, Tiago Pinho, Gonçalo Rodrigues, Helder Pinho e Nuno Ferreira), no II Open das Cavadas (2006/2007, Tiago Pinho, Gonçalo Rodrigues, Helder Silva e António Pinho), no II Azemeis Chess Open (2006/2007, Helder Pinho, Gonçalo Rodrigues, Tiago Pinho e André Moreira)
Classificação colectiva jovem - 2.º lugar no I Torneio Jovem por equipas do FCAR (2006/2007, Ricardo Pinho, Rui Wang, Inês Messeder e André Moreira)


Classificação absoluta - 1.º lugar de Tiago Pinho no II Torneio de Natal Conde de S. Bento (2007/2008)
Classificação feminina - 1.º lugar de Inês Ferreira no I Torneio do Fontes (2007); 1.º lugar de Sara Pinho no II Torneio da Festa da Cebola (Vila D'Este), em 2006
Classificação sub-14 - 1.º lugar de Inês Ferreira no I Torneio do Fontes (2007)
Classificação sub-12 - 1.º lugar de André Moreira no II Torneio das Colectividades do Porto (2007)
Classificação sub-10 - 4.º lugar de André Carvalho no II Open das Cavadas (2007)
Classificação sub-8 - 3.º lugar de Matilde Ribeiro no Torneio Dolce Vita (2007)




III – GXP: "O Primeiro de alguns, o Segundo de todos os outros"


Creio que este texto do Arlindo Vieira ajudará a demonstrar por que é que me atrevo a trocar de cores, sendo certo que pretendo manter a minha actividade no Vigorosa, pois é um dos melhores projectos de xadrez que conheço.

O clube que o José Carlos Prezado (xadrezista do CDUP) classificou como "o primeiro de alguns, o segundo de todos os outros" é assim descrito pelo Arlindo Vieira, no texto "Porque D,amores não M,engano":

Porque será que sou o sócio n.º 73 do G.X.P.? Não sei... ou talvez saiba! Sou sócio vai para anos, mas fascinado pelo G.X. Porto desde jovem adolescente.

Quinze anos, Café Palladium, sede das salas de xadrez do F.C. Porto, e do G.X. Porto, já jogador do F.C. Porto, resolvi a medo entrar pela 1.ª vez na sala do Grupo. O que eu senti na altura, ainda hoje vivo na minha memória! Uma sala linda, um silêncio pesado, umas personagens idosas debruçadas sobre umas extraordinárias mesas de madeira com tabuleiros embutidos, a mexer numas belas e esbeltas peças de xadrez castanhas amareladas e pretas, de verniz baço pela "patine" do tempo! E o cheiro, sobretudo o cheiro, a madeira mogno, a algo antigo, venerável, indefinível. Aproximei-me e ali fiquei, estático, quase sem respirar, a olhar aqueles cabelos, brancos, aquelas calvas luzidias, aquelas mãos que moviam cavalos, bispos, torres em quadrados pretos e castanhos. Que diferença do ambiente barulhento, da luz quase solar, dos tabuleiros de fórmica da sala do F. C. Porto! Aquilo sim, aquilo era um Clube de Xadrez, daqueles que eu imaginava tipo britânicos, ou americanos! Começou aí a minha paixão pelo G.X.Porto! Porque ser sócio do G.X.Porto é ...uma emoção sentida da memória, ou se quisermos um sentimento de afecto com uma história, uma tradição!

Mas sou sócio do Grupo porque, mais tarde, já na sede actual, aprendi a respeitar e ser respeitado, a crescer em inteligência xadrezista, a ter uma admiração sincera por Pessoas, umas já falecidas, outras felizmente ainda a continuar a minha educação no xadrez. Como não recordar aqui o Sr. Belmiro, o Sr. Bernardino Passos, o Jaime Gilbert, o Sr. Jacinto Alves (que me admoestava ternamente quando me ganhava uma partida: "então, amizade, anda de corpinho aberto?"), o Sr. Carvalho, o Sílvio Santos.

Gente fabulosa, esta, que algures, na eternidade, jogará uma eterna partida universal - jogará Deus Xadrez? E o Sr. Faria que ainda joga e, não vai para poucos anos, pôs numa partida comigo a minha teoria de aberturas "num oito"? E o Sr. Machado, que ainda hoje, em análise, me dá lições sobre lições em finais? E... e...

Sou sócio do Grupo do Xadrez do Porto, também por isto, pelo respeito, pelo convívio, pelas pontes geracionais que se estabelecem!

Mas sou sócio também, porque o G.X. Porto é uma espécie clube "Robin dos Bosques" que, não roubando nada a ninguém, e sendo rico de tradições, vive na pobreza das dificuldades, dos poucos sócios, do equilíbrio precário, da sede exígua. E sou sócio, porque a minha ternura pelo G.X. Porto é imensa, mas menor da que os membros das direcções sucessivas, entre elas, a actual (bem hajam!), que têm sabido manter o Grupo vivo, insuflando-lhe uma vida, uma dinâmica, um quotidiano de xadrez, que tornam menos artificial o seu respirar! Sou sócio do G.X. Porto, porque ser sócio do Grupo, é ser solidário e agradecido! É uma atitude!

Sou sócio do G.X. Porto, porque o grande campeão do Mundo, Alekhine, esteve aqui, e assinou um seu livro e, com Alekhine não se brinca!

Mas sou sócio do G. X. P. porque quem entra e sai diz boa tarde, ou boa noite. Sou sócio do G. X. P. porque é bom encontrar aos sábados os amigos, mostrar os últimos livros, as revistas, os CDs de Xadrez, sentir o barulho das peças a bater nos "desgraçados" dos relógios, pela maluquice das rápidas, de olhar partidas de ocasião entre pessoas venerandas, e não dar opinião, porque "quem está de fora, racha lenha"!

Sou sócio do G. X. Porto, porque ... SOU DO PORTO, carago! Porque sou inteligente, para ser sócio do G. X. Porto, outra vez carago! Porque AMO O XADREZ, e o G. X. Porto é o Xadrez consubstanciado em amor ao Xadrez! Porque preciso do G. X. Porto como o último bastião onde se respira Xadrez e o G. X. Porto precisa de mim, para renascer e se modernizar!

Sou sócio do Grupo de Xadrez do Porto, porque... Mas a Ternura explica-se? Sou sócio do G.X. Porto, porque ... o sou em legítima defesa, e porque isso é bom, e só isso basta!!

Arlindo Vieira



Este tinha que aceitar. Há convites que não se recusam.

Sempre vigoroso,
tiago.

domingo, 31 de agosto de 2008

Regra 9.6 - "o mais inábil contra-jogo"



No Campeonato Mundial de Xadrez Feminino que se está a disputar na Rússia, o último critério de desempate para as primeiras rondas é uma partida em sistema "morte súbita": as brancas jogam com 6 minutos, as negras com 5, ambas sem incrementos, e em caso de empate as brancas são eliminadas da competição.




No tabuleiro n.º 26, o encontro entre a polaca Monika Socko (2473) e a romena Sabina-Francesca Foisor (2337) teve que ser resolvido com recurso a este método de desempate.

A GM Susan Polgar resume deste modo, no seu blogue, o que se passou:

As negras ficaram sem tempo mas a posição no tabuleiro era de Rei e Cavalo contra Rei e Cavalo, o que, obviamente, é um empate claro. O árbitro determinou que o resultado era 1/2-1/2, o que significa que Foisor (de negras) passa à 2.ª eliminatória. Todavia, as brancas apresentaram um protesto, pelo que o resultado está dependente da decisão do Comité de Apelo.

Este órgão revogou a decisão do árbitro e atribuiu a vitória às brancas com a seguinte fundamentação:

(...)

O protesto tem por base a partida jogada, em regime de morte súbita, entre Monika Socko (brancas) e Sabina-Francesca Foisor (negras), que terminou quando ambas as jogadoras jogavam com um Rei e um Cavalo.

A seta das negras caiu, sinalizando a sua derrota por tempo.

Todavia, o árbitro principal decidiu que o jogo terminava empatado, nos termos do artigo 9.6 das Regras de Xadrez da Fide.
Fundamentou-se a decisão em que, para as brancas alcançarem uma posição em que pudessem dar mate em um, seria necessário o contributo essencial das negras, colocando intencionalmente as suas peças em casas específicas que permitissem uma posição de mate como, por exemplo, Brancas com Rc7 e Cb6, e Negras com Ra8 e Ca7.

O artigo 9.6 estatui que "A partida está empatada quando se alcança uma posição em que o xeque-mate não pode ocorrer por qualquer sequência de lances legais, mesmo com o mais inábil contrajogo. Isto imediatamente termina a partida desde que o lance que produziu esta posição seja legal."

No seu protesto, Monika Socko sustentou que havia ganho a partida, uma vez que a seta da adversária caíra.

Analisados os argumentos apresentados pela protestante e a decisão do árbitro, o Comité de Apelo constata que, nos termos do dito artigo 9.6, a posição das peças negras indicada pelo Árbitro Principal podia ser alcançada através do mais inábil contrajogo das negras, o que poderia originar um xeque-mate.

E, assim sendo, o Comité de Apelo decide que o jogo terminou com a vitória das brancas.

Final do Campeonato Nacional Individual Absoluto - clipping




Final marcada para este fim-de-semana
InforDesporto, 26 de Agosto

O Campeonato Nacional Individual Absoluto Fase Final 2007/08, organizado pela Federação Portuguesa de Xadrez começa no próximo dia 27 Agosto (quarta-feira), às 19:30, no salão da Residencial, na cidade da Amadora, prova que decorre com o apoio do Montepio Geral e da Residencial Jardim da Amadora.

Trata-se de um dos mais fortes campeonatos nacionais de sempre com a presença dos 4 melhores jogadores nacionais e, com a particularidade da quase totalidade dos atletas possuir títulos internacionais, ou seja, 2 g (Grande Mestre), 5 m (Mestre Internacional) e 2 f (Mestre Fide). Os candidatos ao título de Campeão são os seguintes: Luís Galego, Rui Dâmaso, Diogo Fernando, Paulo Dias, Ruben Pereira, António Fernandes, António Vítor, José Andrade, Vasco Diogo e Jorge Cruz.

Dado o elevado equilíbrio da maioria dos jogadores, quase todos são favoritos à vitória final, pelo que, certamente, assistir-se-á a um Campeonato, altamente, competitivo. A prova começa já a 27 de Agosto e decorre até 4 Setembro, no sistema de todos contra todos.




Final do Campeonato de Xadrez
TV Amadora, 27 de Agosto







Campeonato nacional de xadrez abre com primeira surpresa
Açoriano Oriental Online, 28 de Agosto

O xadrezista José Andrade protagonizou quarta-feira, e logo na jornada inaugural, a primeira surpresa do campeonato nacional, que decorre na Amadora, ao derrotar o várias vezes campeão nacional António Fernandes.

Andrade não foi, no entanto, o único vencedor da ronda, num dia em que o campeão nacional Rui Dâmaso, a jogar de brancas, derrotou Jorge Cruz, enquanto Luís Galego e Diogo Fernando, colegas de equipa, acordaram um empate. Nas outras partidas, empate num jogo equilibrado, a terminar com repetição de lances, entre os xadrezistas Paulo Dias e Ruben Pereira, e vitória de António Vítor frente a Diogo Vasco.

O nacional de xadrez prossegue hoje, com a segunda jornada, num total de cinco encontros.



Classificação continua disputada
InforDesporto, 29 de Agosto

Disputou-se, ontem, a ronda 2 do Campeonato Nacional Individual Absoluto Fase Final 2008, organizado pela Federação Portuguesa de Xadrez, que está a decorrer na Residencial Jardim da Amadora.

Fernandes, A., que tinha sido surpreendido na véspera, venceu o jogador mais forte do torneio, Galego, L. Também Vitor, A. e Fernando, D. venceram as suas partidas, enquanto Andrade, J., Diogo, V. e Dâmaso R., Pereira, R. empataram entre si. Vitor, A. comanda invicto a classificação, sem qualquer derrota, perseguido por um trio, a meio ponto: Diogo, Dâmaso e Andrade.

Hoje, às 19:30, no salão da Residencial, na cidade da Amadora, disputa-se a 3.ª ronda com as seguintes partidas: g Galego, Luís - f Andrade, José; f Dias, Paulo - g Fernandes, António; m Dâmaso, Rui – m Fernando, Diogo; f Vitor, António – f Pereira, Ruben; Diogo, Vasco – Cruz, Jorge.

As partidas poderão ser seguidas, em directo, através do site da fpx (http//fpx.weebly.com) ou, ao vivo, nas instalações da Residencial Jardim da Amadora.




Xeque-Surpresa
O Jogo, 29 de Agosto, p. 32

O xadrezista José Andrade foi a primeira grande surpresa da ronda inaugural do Campeonato Nacional de Xadrez, que decorre em Almada, ao bater o várias vezes campeão António Fernandes. Luís Galego e Diogo Fernandes empataram, enquanto Rui Dâmaso venceu Jorge Cruz.



Diogo Fernando lidera Nacional de xadrez
Diário de Notícias, 31 de Agosto, p. 52 (por Joaquim Durão)

Decorre na Amadora, com elevada competitividade, o Campeonato Nacional de xadrez individual, entre vários mestres portugueses mais qualificados e outros três jogadores em plena ascensão, que se qualificaram na prova preliminar.

Concluídas três sessões das nove em torneio "todos contra todos", observa-se um despique pouco vulgar: ao concluir a 1.ª jornada havia três líderes: Rui Dâmaso, que defende o título; António Vítor e José Andrade, dois estreantes. Mas concluída a 2.ª sessão o líder era António Vítor com duas vitórias. Na sessão seguinte, passou Diogo Fernando a liderar.

O Vice-Campeão Mundial Sub-18 anos, Ruben Pereira, com 2 pontos e sem derrotas, segue seguro no 2.º lugar, com Fernandes, Vítor e Andrade também com possibilidades.

Hoje destaca-se as partidas entre Fernandes-Dâmaso, Dias-Galego, Vítor-D. Fernando e Galego-Dâmaso.

Torneios de Verão de Matosinhos 2008: Jorge João Ferreira e António Caramez Pereira com domínio absoluto

Decorreram entre os dias 18 e 26 de Agosto, na sede do GD Dias Ferreira, os Torneios de Verão de Matosinhos 2008, com a participação de 20 jogadores com objectivos de melhoria do respectivo nível técnico de jogo, sendo acompanhados de aulas diárias. JORGE JOÃO FERREIRA e ANTÓNIO CARAMEZ PEREIRA terminaram cada um dos torneios em que participaram com 100% dos pontos em disputa, dominando toda a concorrência.


Fonte: AXP

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Prof. Arpard E. Elo

Professor Arpad E. Elo – a fond remembrance
Por Elmer Dumlao Sangalang (Filipinas), em Chessbase.com

Se Arpad Elo ainda fosse vivo faria hoje 105 anos - mais 3 que os 102 que era suposto viver, de acordo com a previsão que uma cigana lhe apresentou em Budapeste quando, em 1970, visitou a Hungria. Na realidade, faleceu no Wisconsin, Estados Unidos da América, aos 89 anos.
Elmer Dumlao Sangalang, seu colaborador próximo e amigo da família, relembra o homem que revolucionou o xadrez.



Agora, após o falecimento do Professor Elo, penso muitas vezes na satisfação que sentiu com a previsão da cigana, talvez por expressar um seu desejo subconsciente de ser lembrado por muito tempo. Se a razão era essa, então o seu desejo cumpriu-se, e em grande escala, pois, independentemente do passar do tempo, estará sempre presente nos nossos pensamentos.


25 de Agosto é o dia de aniversário do Professor Árpád Imre Élö que nasceu na Húngria e, aos 10 anos, emigrou para os Estados Unidos com a sua família. Frequentou a escola pública no ensino primário e secundário e licenciou-se em Física na Universidade de Chicago, tendo passado a melhor parte da sua vida profissional a ensinar física e astronomia nas Universidades de Marquette e Wisconsin.

Legado

Visionário, o Professor Elo foi um dos fundadores da Federação Estado-Unidense de Xadrez e promoveu a modalidade, no início da década de 30 do século passado, através de aulas, para crianças e adultos, ministradas ao fim da tarde em dezenas de centros sociais espalhados pelo país.

A sua contribuição mais importante foi, todavia, o desenvolvimento do sistema de rating que tem o seu nome. Este sistema potenciou a prática xadrezística para valores nunca antes alcançados e para monitorizar e proteger a certeza estatística e a integridade do seu sistema, o Professor Elo desempenhou o cargo de Secretário do Comité de Qualificação da FIDE durante muitos anos. O ex-Presidente da FIDE Florencio Campomanes descreveu melhor o legado do Professor Elo quando escreveu que "o mundo do xadrez deve-lhe nada menos que o prazer que os xadrezistas têm ao perseguir e ganhar os pontos Elo".


Texto completo na versão original.

domingo, 24 de agosto de 2008

Marco Viela comenta...

Quando passei o blog para este servidor, escolhi o Chess Viewer Deluxe para publicar as partidas comentadas, já que "esta pequena maravilha - que só aparentemente é de difícil utilização - está recheada de pormenores de classe: além de permitir ver várias variantes e ler os comentários enquanto se olha para a posição, permite trocar de lado, mexer as peças no tabuleiro (e as análises ficam disponíveis durante a sessão de trabalho!)... de resto, na folha de registo que está à direita do tabuleiro, os lances que têm uma análise comentada estão assinalados com um "A" e quando há várias variantes disponíveis aparece um triângulo azul invertido..."



Todavia, trata-se de uma ferramenta muito recente que ainda está a receber as últimas afinações. Foi o que aconteceu nas últimas semanas (obrigado, Gregory Alexander e ChessDiscussion.com!), facto que me fez adiar a publicação deste post que é especial: a sua parte mais interessante não foi escrita por mim, mas pelo Marco Viela.

O objectivo é trazer os intervenientes para a ribalta e divulgar ideias, partidas, comentários ou qualquer outra matéria xadrezística através das pessoas melhor preparadas para o fazer.



Para assinalar o título da 2.º Divisão do Dias Ferreira, pedi ao Marco Viela, jogador desta equipa, que escrevesse umas linhas sobre a sua participação. Mais do que isso, ele juntou também uma partida, analisada e comentada, jogada pelo irmão André contra o Mestre Fide Viktor Ulyanovsky.




Marco Viela dix it:


Foi jogada neste fim-de-semana [2 e 3 de Agosto] a fase final da segunda divisão. Embora o objectivo da subida já estivesse concretizado, fomos para Évora com toda a vontade de vencer a fase final, até porque sabíamos que a “brincadeira” não ia ficar barata para o Vitorino [responsável máximo do Grupo Desportivo Dias Ferreira].

Os jogos correram de forma perfeita no primeiro dia, pois além de termos vencido a Académica de Coimbra B por 3,5-0,5 estes vingaram-se nos Ferroviários, vencendo-os por 2,5-1,5. Desta forma fomos para o segundo jogo sabendo que mesmo uma derrota por 2,5-1,5 nos dava o título. Passado pouco mais de 3 horas de jogo já vencíamos por 2,5-0,5 tendo ficado para o fim o jogo do meu irmão. Infelizmente ele perdeu, mas o título já era nosso.

Aqui fica a partida:




No álbum da FPX encontra-se uma foto do início desta partida:

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Daniel Oliveira, Campeão Nacional em 1995.


Cara conhecida da nossa televisão desde há vários anos, Daniel Oliveira é um comunicador multi-facetado que, quer na SIC quer na RTP, ocupou várias funções em diversos programas (Jornal de Desporto, Operação Triunfo, Só Visto, Top+...).

O seu mérito e sucesso profissional e a sua genuína boa disposição não deixam adivinhar uma infância/adolescência complicada nem as dificuldades que viveu enquanto filho de pais toxicodependentes, como descreve na auto-biografia "1 dose droga... 1 gr. esperança?" (Texto Editora, 2001, € 5,00).

Adepto de futebol, Daniel Oliveira sabe jogar xadrez e foi atleta federado em representação do Clube de Xadrez e Damas da Amadora tendo, na época 1994/1995, sagrado-se Campeão Nacional de Xadrez, em ritmo rápido, no escalão sub-14.



«Quem me dera ter vivido antes de nascer. No tempo dos meus pais. Talvez conseguisse entender o lado bom da droga. Talvez eles me pudessem explicar qual é o exaltante fascínio que ela proporciona. Eu apenas sei, pelos 20 anos que a experiência me deu, que é uma mulher. Prostituta. (...) Conheço-a bem. Não me recordo onde me foi apresentada, nem tão pouco quando, mas foram inúmeras as vezes que privei com ela os minutos das horas que os meus pais me davam para assistir à sua degradação. De forma natural.»
Dramática e verdadeira, esta é a história fascinante de um rapaz de apenas 20 anos que testemunhou desde bebé a degradação e a decadência dos seus pais, que se renderam à poderosa força da droga. Daniel Oliveira conta-nos, sem quaisquer rodeios, e de uma forma natural a sua sofrida experiência de vida nua e crua, tal como aconteceu. Apesar de triste, esta história é-nos contada de uma forma muito leve, o que prende facilmente os leitores, e o positivismo inequívoco de Daniel perante tão sofrida experiência consegue pôr-nos a par da sua realidade, passando-nos uma mensagem de esperança
. - descrição da Editora.

(...)

"Eu tinha 11 anos e, para além de venerar o novo canal [SIC], já tinha encontrado paciência para aprender os movimentos e as tácticas que o xadrez do meu avô me tinha para me ensinar. O jogo não era tão chato quanto isso e espicaçava-me o instinto de estratégia e de análise profunda sobre o tabuleiro. Descobri mais tarde que a vida é como uma partida de xadrez: tem de ser jogada com cautela, passos acertados e tem a terrível vantagem de termos à nossa mercê o rumo que lhe queremos imprimir. Centenas de jogadas nas nossas mãos, cada uma na sequência de outra, o que nos leva a ter de dar passos seguros se queremos dar xeque-mate num futuro próximo. É certo que também depende do adversário. Pode ser imbatível, como a droga, e, se assim é, quando se comete um erro, ela é tão devastadora como o Kasparov. Só recomeçando nova partida voltamos a ter as mesmas hipóteses de triunfar, sendo que a droga joga com as brancas, ou seja, leva vantagem.
A primeira vez que vi, literalmente, o meu pai no «Xadrez» foi na Judiciária, em Lisboa.
(...)" - p. 88.

(...)

Capítulo 16

Em 1995, quando passei para o 9.º ano, já tinha ficado bem classificado no torneio de xadrez da Amadora, que se realizava na Câmara Municipal. No primeiro ano fiquei em 5.º, mas com direito a uma taça. Fui a correr para casa com o meu avô materno e aquele troféu nas mãos. Depois, os anos passavam e as taças acumulavam-se. De primeiro lugar, apenas conquistei uma, em 1994.
Participava em vários torneios pelo Clube de Xadrez e Damas da Amadora, presidido pelo Sr. Joaquim Pinheiro, e tinha como companheiros das pequenas viagens a torneios os dois Hugos. Mais tarde, juntaram-se-nos outros colegas. Reuniamo-nos às Terças e às Quintas num clube de reformados que nos alugava a sala das nove às onze da noite. Eu e o meu avô não falhávamos uma. Ele à frente e eu depois. Chegava mais tarde porque tinha treinos num clube de Futebol de 5, o Orquídea da Amadora.
(...)
Após o esforço físico exercitava o mental com partidas amigáveis ou não. Talvez por ser mais despachado, por jogar à bola e fazer um jornal, era o mais alegre, aquele que puxava por eles, a minha introversão ficava cada vez mais presa a um passado não muito distante. Não que fosse o palhaço, mas era um bom candidato. As anedotas não faltavam, mesmo quando tivemos aulas com o nosso querido professor de xadrez João Madureira.
A 15 e 16 de Julho de 1995 realizava-se o Campeonato Nacional de Xadrez na categoria de rápidas - cada jogador tem um relógio com o tempo de 5 minutos, se o exceder, perde. Estava entusiasmadíssimo, nunca tinha participado num campeonato nacional. Os jogos começaram a seguir ao almoço e, logo no primeiro desafio, calhou-me um dos melhores jogadores portugueses de sempre: António Antunes. Perdi, claro. Mas tirei duas fotografias com ele.
A tarde prosseguiu, ganhei uns, perdi outros, nada de especial. O meu avô, que me acompanhou, divertiu-se bastante, mas:
- Ele está ali a acabar um jogo, nunca mais se despacha! - disse ao meu professor Madureira.
- Então e como é que te correu o campeonato?, perguntou-me.
- Normal, joguei com o António Antunes e perdi, mas ainda dei luta. Há bocado derrotei aquele puto que está ali, fiz-lhe um mate de Dama e Bispo.
- Então és o melhor sub-14... - avisou-me.
- Mas há prémios para os sub-14? - perguntei-lhe enquanto sentia uma coisa a subir-me pelo peito.
- Claro...
- Então ganhei os sub-14...
- Parabéns!

Campeão Nacional de Xadrez
na Categoria de Sub-14, Daniel Oliveira

O meu ego explodiu. Nunca me tinha sentido tão orgulhoso. A vida ensinou-me a mover as pedras para o caminho certo e aquela medalha de campeão era a prova mais que perfeita disso. (...)
pp. 116-118

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Diana Nogueira em Espanha e em Montenegro

Diana Nogueira presente em encontro de jovens em Espanha
Texto de Afonsov no blogue do Moto Clube a 19 de Agosto. Foto de Juliana Chiu.


Diana Nogueira, Campeã Nacional e do Porto no escalão sub-10.



A jogadora sub-10, do Moto Clube do Porto / Alpi Portugal, Diana Nogueira, recebeu o convite da Federação Portuguesa de Xadrez para estar presente na Encontro de Selecções Jovens, em Badajoz (...).

O programa, constante do site da http://www.fpx.pt, discrimina as actividades em que os jovens estarão envolvidos. Ficarão alojados num belo acampamento, tendo, além do xadrez, jogos e treinos. Fazem parte das actividades, passeios a cavalo, visitas a parques naturais, piscina, etc.

(...)

A Diana Nogueira está neste momento a disputar o Torneio de Verão de Matosinhos, indo logo de seguida para o Encontro de Badajoz.

Continua com os treinos com o seu treinador Marco Viela que a está a preparar para os Campeonatos da Europa de Jovens que a Diana irá disputar, na categoria de sub-10, em meados de Setembro, no Montenegro, país saído da fragmentação da antigo Jugoslávia, nos Balcãs.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Campeão Mundial Sub-20 em Portugal?



O GM indiano Abhijeet Gupta venceu a semana passada o Campeonato Mundial de Xadrez para júniores, prova em que o campeão nacional sub-20 Ricardo Sousa terminou em 94.º.

Em entrevista ao portal India Times, o jovem xadrezista declarou que o seu sonho é conquistar o título mundial absoluto:

Juntar-se a Anand e Harikrishna deixa-o muito satisfeito, mas o GM Abhijeet Gupta, campeão mundial júnior de xadrez aos 18 anos, diz que o seu sonho é repetir o feito no escalão sénior.

Gupta, que recentemente se tornou o 3.º indiano a ganhar o Campeonato Mundial Júnior, quer tornar-se Campeão do Mundo como o seu compatriota Anand.

"Quero estar no top-100 mundial na lista de Janeiro de 2009 e, para tal, preciso de ganhar 50-60 pontos. Vou trabalhar bastante e concentrar-me ainda mais nas minhas partidas", declarou Gupta.


O indiano iniciou o Campeonato do Mundo com 2551 pontos, sendo o 19.º do ranking inicial. No final da prova, a sua performance de 2669 garantiu-lhe mais 19 pontos, que se somarão aos 12 que a FIDE estima atribuir-lhe já em Outubro. Assim, neste momento, o GM Gupta andará na casa dos 2580, sendo que o top-100 mundial fecha, entre outros, com o GM russo Oleg Korneev, bem conhecido do circuito xadrezístico nacional, nos 2631 pontos.

Daí aquela estimativa de precisar de 50-60 pontos.

E onde é que o Campeão Mundial Sub-20 vai tentar consegui-los?

"Alguns eventos como o Campeonato da Commonwealth que se disputará em Nagpur, em Setembro, uma prova que terá lugar na Holanda, em Outubro, e outra em Portugal, em Novembro, ajudar-me-ão a alcançar esse objectivo", acrescentou o jogador, tal como consta no 4.º parágrafo daquela entrevista.

No site da Chessdom, via Susan Polgar's Chess Blog, uma entrevista dá mais pormenores: o torneio holandês que jogará será o de Hoogevens e a prova portuguesa será um fechado.

Alguém sabe qual?