quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Peniche 2008 - Nacional de Jovens em Ritmo Semi-Rápido



Fonte: AXP - Decorreram em Peniche, a 16 de Novembro, os Campeonatos Nacionais de Jovens de 2008/2009 em xadrez semi-rápido, com a participação de alguns jogadores do Porto, que alcançaram, além de outras classificações honrosas, 1 título, 2 vices e 2 terceiros lugares.



O título de campeão foi alcançado pelo jovem sub-16 JORGE JOÃO FERREIRA, do GD Dias Ferreira, escalão onde MARTA SOFIA ALVES, do Moto Clube do Porto, foi 3ª feminina.



DIANA NOGUEIRA, também do Moto Clube do Porto, sagrou-se vice-campeã feminina sub-12, escalão onde a sua colega de clube CLÁUDIA FILIPA ALVES foi a 3ª feminina.


RICARDO MARGARIDO, do GD Dias Ferreira, sagrou-se, por sua vez, vice-campeão sub-18.


Como tem sido habitual nos últimos anos, estes Campeonatos Nacionais de Jovens em ritmo semi-rápido foram muítissimo bem organizados, nesta edição pela Federação Portuguesa de Xadrez e pela Associação de Xadrez de Leiria, em parceria com a Câmara Municipal de Peniche e a Secção de Xadrez da Associação Educação Física, Cultural e Recreativa Penichense.

O único ponto negativo foi o facto, quase inacreditável, de os jogadores terem sido ordenados de acordo com uma lista de elo de Janeiro, à míngua de outra mais recente. Tratando-se, ainda por cima, de jovens com elo administrativo, logo com rápida evolução, não será exagero dizer-se que não teria sido mais aleatório ordená-los por ordem alfabética...

Tal não prejudicou a boa relação com os Campeonatos, que começou logo com o bom e atempado funcionamento do site oficial dos mesmos, complementado pela absoluta disponibilidade de António Diogo para, por email, esclarecer todas as dúvidas. Por outro lado, os protocolos celebrados com diversos hóteis e restaurantes, atempadamente divulgados, permitiu que estes Campeonatos se transformassem, pela nossa parte, num verdadeiro fim de semana de lazer.


Aliás, o cuidado da organização em bem receber foi inexcedível. Logo na acreditação, ao verificar que éramos de fora, um "laranja" nos perguntou se a viagem tinha sido boa e, informado de que tinhamos pernoitado em Peniche, quis saber se houvera algum problema com a efectivação dos ditos protocolos, oferecendo-se para ajudar no que fosse necessário. Não era, porque quer no restaurante A Sardinha quer no Hotel Praia Norte, toda a gente sabia que havia os Campeonatos de Xadrez e aplicaram-nos os preços (especiais) correspondentes.


Mas mais: durante a tarde de sábado, foi organizada uma visita cultural a Peniche para os acompanhantes dos jogadores e, para aqueles que preferiram ficar a seguir as partidas, foram postos à venda, durante a tarde, pãezinhos com chouriço. À venda estavam também os mais recentes livros dos MIs Sérgio Rocha e António Fróis que, pelo menos na equipa da Escola 31 de Janeiro, se venderam... como pãezinhos quentes!


O Pavilhão da escola estava perfeitamente delimitado: no campo de jogos, fitas da Câmara Municipal de Peniche marcavam a área de jogo de cada escalão etário, à qual estava adstrita uma equipa de arbitragem e um placard para afixação dos emparceiramentos. Foi permitido aos delegados das equipas aí permanecer nos primeiros minutos, tendo depois de ocupar a área reservada ao público, nas bancadas. Um sistema de som permitia à organização comunicar com os atletas e com o público. A comandar as hostes, além de António Diogo, estava o Árbitro Internacional Carlos Oliveira Dias, em mais uma performance que me impressionou.


Para o Ricardo, o Rui e o Tiago, a Operação Peniche começou sábado à tarde, na sede do Grupo de Xadrez do Porto, onde vários elementos da turma se juntaram. Já o Nuno e o André, seguiram com os pais e a irmã directamente para os arredores de Peniche, onde pernoitaram.


Chegados a Peniche por volta das 20h30, fomos ao hotel fazer o check in e escolhemos o restaurante A Sardinha para jantar. Comemos bem e ainda assistimos à grande festa que foi, para os locais, a vitória do Leixões sobre o Sporting. No regresso ao hotel, fizemos um pequeno desvio para saber onde ficava o local de jogo, de maneira a que, na manhã seguinte, não houvesse surpresas.


Antes do recolher, houve tempo para jogar um torneio de rápidas, todos contra todos, no bar do hotel. Infelizmente, o árbitro foi muito rigoroso e atribuiu-me a derrota em duas ou três partidas, por toque de telemóvel, pelo que fiquei em último. (Em Peniche, ou pelo menos no hotel, a caipirinha faz-se com limão, em vez de lima, e aquela é minha, e não do Rui :P)


Pormenor do local de jogo do nosso torneio de rápidas, no bar do Hotel Praia Norte, em Peniche.



Antes de dormir, tive a oportunidade de explicar ao Rui e ao Tiago que, ainda eles não eram nascidos, já eu dominava o Monopólio! Claro que o facto de não haver derrota por toque de telemóvel também ajudou... o Tiago, como se pode ver, ficou arrasado!


Quando acordámos no sábado, foi esta a bela paisagem que encontrámos quando fomos à janela. Mas como era Novembro e fazia, naturalmente, algum frio...


... optámos por experimentar a piscina interior, aquecida, com jacuzzi, do Hotel Praia Norte.

Nesta altura, a dúvida que se colocava era se, mais tarde, iriamos dar um banho aos adversários ou se eles é que nos iriam dar uma banhada.


O meu quarto, do Tiago e do Rui era um quarto-duplo-quase-triplo bastante bom. Além de ter espaço para a cama extra (que me calhou a mim, uma vez que os atletas lá fizeram valer o seu ponto de que eles é que precisavam das melhores condições... e eu dei-lhes um tareão no Monopólio, mesmo cedendo no que eles apelidavam, esfregando as mãos de contente, de "negócios da China!"), tinha um quarto de banho amplo, com banheira e poliban. O que poderia facilitar todo o esquema, e teria, não fosse o Rui ter apanhado um telefone do chuveiro contestatário que, num acto de revolta, esbracejou e quase inundou a divisão...


Seguiu-se o check out e o pequeno-almoço que nos deixou bem preparados para o Campeonato. Por esta altura descobrimos que não tinhamos sido os únicos a ter tido a excelente ideia de ter ido de véspera e ter ficado no fantástico Hotel Praia Norte. Do Porto, também lá estava o Margarido e o Mateus e, de Mirandela, estavam os irmãos Martins.
Quanto ao hotel, por € 20,00 por pessoa, era impossível ser melhor: "Localizado à entrada de Peniche, integrado num vasto parque relvado, em plena região Oeste, com uma magnífica vista panorâmica sobre a Península de Peniche, este hotel dispõe de quartos e suites com todos os confortos e comodidades, incluindo varanda privativa. Conta ainda com o restaurante "Mastro Real", o bar "Adamastor" e várias estruturas para a prática de actividades desportivas (ténis, volei, golfe e piscinas interior e exterior). - fonte: LifeCooler".
Fomos bem acompanhados e todos os serviços eram bons. Uma excelente sugestão da organização da prova!


Chegados ao local de jogo, encontramo-nos com o Nuno e o André e família. Os Campeonatos começaram com um minuto de silêncio em homenagem ao Pedro. Ao almoço, os dez elementos da vigorosa comitiva repetiram a presença n' A Sardinha que, de acordo com o site LifeCooler, "[se trata] de um espaço amplo, dividido em 2 salas. Uma das salas possui com capacidade para 85 pessoas e a outra mais pequena tem capacidade para 30 pessoas. As paredes pintadas de rosa conferem-lhe um ambiente alegre. Na comida o destaque vai para a sardinha assada, mas os restantes peixes não são esquecidos. O atendimento é eficiente. Possui uma agradável esplanada." Durante o almoço, o André e o Rui jogaram várias partidas comigo... às cegas!

Por fim, mas não por último, a prova (que também é importante)!
Os resultados, não tendo sido maus, poderiam ter sido melhores, o que se justifica com o facto de, para a grande maioria dos atletas, este ter sido o primeiro torneio da época.


O André fez 4,5 pontos e terminou em 11.º lugar, nos sub-10. Estava absolutamente "eléctrico" e essa inquietação pode ter prejudicado o seu rendimento.


Após os encontros, o André vinha à bancada mostrar a partida no nosso tabuleiro de análises. Em algumas partidas mostrou que tem um espírito vigoroso, como por exemplo nesta:


Muitos jogadores abandonariam nesta posição... O André, de brancas, não. Seguiu-se:

1. ... h5 2. Re5 h4 3. Re6 h3 4. Rf7 h2?? 5. Th3# 1-0


Nos intervalos, houve tempo para fazer alguns amigos na comitiva da Escola 31 de Janeiro, campeã mundial escolar.


O Tiago (1261) era o nosso João Alves, apesar de se descalçar nos apuros de tempo. Foi o Mestre dos Empates, forma como conquistou mais de metade dos seus 2,5 pontos. Terminou em 40.º, nos sub-14, sendo de destacar o... empate, claro... frente a João Favinha (1480), de Ferreira do Alentejo.


O Ricardo (1269) era o 29.º da lista inicial, tendo terminado em 27.º, com uma performance de 1323. Nesta foto, tirada antes do início da primeira sessão, está concentradíssimo para jogar com a Maria Inês Oliveira, da Didáxis. Destaque para a sua vitória, na 4.ª ronda, sobre Paulo Barreto (1402, B'lândia) e, na 5.ª, para o empate frente a Rui Lopes (1580, Academia de Xadrez da Benedita).


O Rui era o 24.º da lista inicial e terminou em 25.º, com os mesmos pontos do 22.º.

Numa das sessões foi o último tabuleiro a terminar a partida. Ambos os jogadores estavam em apuros de tempo e, além do árbitro do escalão, a 3 metros, suficientemente longe para não incomodar os jogadores mas suficientemente perto para ver o que se passava, estava o AI Carlos Oliveira Dias.
O Rui, que jogava com Bispo a mais, não tomou todos os peões ao adversário (ainda estamos para saber se foi intencional :P), apresentando o tabuleiro esta posição [cortesia do AI C.O.D. que a enviou, para esta crónica ser absolutamente fiel], quando a seta do adversário caiu:



Enquanto o árbitro da secção dava, correctamente, a vitória ao Rui, o AI Carlos O. Dias abeirou-se do outro (surpreso) jogador para, presumo, didacticamente, lhe explicar os delicados pormenores do "mais inábil contrajogo". É um grande árbitro.


O Nuno (1351) era o 23.º da lista inicial e terminou em 24.º, com os mesmo pontos do 22.º e uma performance de 1391 pontos de elo. Foi o nosso melhor jogador nos sub-14.

O torneio serviu também para rever alguns amigos de outras andanças.


O Ivo Dias (Didaxis) ficou em 6.º nos sub-12.


A Ana Meireles (Amiguinhos Museu Alberto Sampaio) terminou em 9.º, 1.º feminino, nos sub-16.


O regresso a casa fez-se sem sobressaltos e... sábado há mais, agora a contar para a Taça AXP.


Mais informações no site dos Campeonatos e em chess-results.

Olimpíadas 2008 = Olimpíadas 2004



Em primeiro plano, Ruben Pereira - António Pereira dos Santos.


António Pereira dos Santos participou numa Olimpíada, em 1982, tendo sido Campeão Nacional em ritmo rápido, em 1976. Venceu 3 Taças de Portugal e o Torneio de Mestres em duas ocasiões. O seu curriculum desportivo, enquanto atleta, é muito vasto. Por mais recentes, destacam-se o 8.º lugar no Torneio de Mestres deste ano (6.º na edição do ano passado) e o 6.º lugar no Campeonato Nacional Absoluto em 2007.

Responsável por uma coluna de xadrez no Diário de Notícias, em 2004 era o Presidente do Conselho Técnico da Associação de Xadrez de Lisboa. Nessa altura e nessa qualidade, escreveu este texto sobre as selecções nacionais que estariam presentes nas Olimpíadas de Calvià.

Agora, "embora este triste episódio da representação nacional nas olimpíadas de Dresden tenha terminado (pelo menos nesta parte) com o lamentável fim que conhecemos, envio-vos a minha posição sobre o assunto dado que fui parte interveniente no episódio, também lamentável, da representação em Calvià 2004, para o fim que julgarem conveniente".

Trata-se de um texto que resume o essencial do Caso GM António Fernandes/Bianca Jeremias, adita novos elementos que muitos, como eu, provavelmente desconheciam, e rebate, no ponto, as justificações mal amanhadas que foram lançadas pela Direcção da FPX.


António Pereira dos Santos em discurso directo:

A partida das selecções olímpicas para Dresden foi precedida, como sabemos, por um processo de convocação polémico que só não classifico de “sem precedentes” porque os teve.

E foi uma polémica tão desnecessária quanto inevitável.
Desnecessária porque cumprindo o Regulamento das Representações Nacionais e convidando um seleccionador tendo como requisitos um conhecimento mínimo da modalidade e do conjunto dos melhores xadrezistas portugueses quer absolutos quer femininos, bom senso, isenção e capacidade de decisão, ter-se-iam levado as selecções absoluta e feminina a Dresden. Assim foram duas equipas desfalcadas.
[sic]
Inevitável, porque os casos de incumprimento de regulamentos observados nos últimos 7 anos, aceites com tanta passividade e, em alguns casos, com aprovação em AG pela maioria das associações, prenunciavam a ocorrência de novos casos de decisão discricionária.


Vejamos alguns casos ocorridos no passado recente e que referi num documento que apresentei num debate no seio da APMX:

a.
O caso Fátima Vieira em 2002. O presidente da FPX era o Luís Costa. O caso foi resolvido pela decisão de não participação na olimpíada feminina depois de algumas das xadrezistas se terem recusado a participar num torneio de selecção com a Fátima Vieira por considerarem que esta “fabricou” resultados em torneios com o intuito de fazer subir o seu Elo;

b.
O caso da selecção feminina para a olimpíada de Calvià. O presidente da Comissão Administrativa (por demissão do Luís Costa) era o António Bravo. A Comissão informou que não havia verbas para custear as passagens dos xadrezistas e estes comprometeram-se a custeá-las. A selecção feminina foi formada “misteriosamente” ignorando a campeã nacional[sic] (se não me engano já penta campeã na altura), xadrezista mais activa do país e melhor Elo feminino com uma diferença apreciável para a 2ª do ranking. Tudo com a complacência do presidente da Comissão Administrativa que até afirmou que não tinha nada a ver com o assunto. O caso foi resolvido depois da expressão da revolta pelo que estava a acontecer (um dos que se exprimiu fui eu e, por isso, fui considerado pouco responsável) e de um parecer requerido, à última hora, pelo Presidente da Comissão Administrativa ao Conselho Jurisdicional da FPX. No parecer o Dr. António Ferreira foi exemplar e, até, pedagógico orientando no sentido de como se devia interpretar o RRN.[sic] A Catarina Leite foi convocada pouco tempo antes do começo da Olimpíada e a Sofia Henriques foi designada capitã em substituição do lugar de seleccionada por se considerar que tinha ganho direitos (?!). Neste caso a selecção foi alterada quase em cima da hora.[sic]

c. O caso do protesto do GCO em 2007. O caso tem a ver com a apresentação de 4 estrangeiros por uma das equipas da II divisão. A FPX recebeu um ofício da Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto onde dava conhecimento de uma directiva comunitária que estabelecia que as federações desportivas deviam passar para a legislação nacional um articulado onde não poderia ser impedida a participação de estrangeiros em todos os tabuleiros numa partida. Este ofício foi sonegado a um ex-director da FPX (demitiu-se por esse motivo) que dele queria tomar conhecimento. O senhor Presidente da FPX (o actual) disse que não podia cumprir o regulamento da FPX (?) que regulamentava esta matéria. É importante fazer notar que uma Directiva comunitária, ao contrário de um Regulamento comunitário, não faz fé de lei nem tem o primado sobre a legislação nacional. A FPX foi a única federação desportiva que não cumpriu a lei!
[sic]

d. Finalmente o caso das actuais convocatórias que, face à constante impunidade sentida pelos dirigentes, muito devido à passividade da comunidade xadrezista, e também a alguma cumplicidade da AG, volta a enfermar de várias ilegalidades e daquelas classificações que já referi acima.


O xadrez tem este problema: os xadrezistas têm muita dificuldade em viver fora do seu umbigo. E os dirigentes comungam dessa característica pois são, praticamente todos, mais ou menos praticantes.

Recordo alguns dos passos mais importantes deste caso:

1. No dia 12 de Julho de 2008 foram colocadas na página da FPX as convocatórias das selecções absoluta e feminina dizendo que as constituições resultaram da aplicação dos critérios estabelecidos;

2. Num documento em que dá a conhecer os “critérios estabelecidos” a FPX explica por que razão decidiu abrir uma excepção aos torneios de mestres e de honra que se realizaram fora das datas inicialmente determinadas. Nada diz sobre o campeonato nacional feminino do qual já conhecia, no dia 12 de Julho, a lista de xadrezistas inscritas. Também era sabido pela FPX, creio eu, o critério que disseram ter adoptado “…participação no campeonato da época em curso…”
[sic] (os conceitos de dead line e de boletim devem variar consoante as ocasiões ou, como na prática política, conforme os interesses);

3. Não foi explicado por que razão se consideram importantes as expectativas criadas pelo calendário inicialmente previsto para aqueles 2 torneios e se consideram irrelevantes as expectativas criadas pelas datas da olimpíada, já conhecidas em Novembro de 2007, em conjunção com os torneios importantes do calendário nacional como são os campeonatos nacionais (absoluto e feminino) e o campeonato nacional por equipas, único em Portugal que dá a possibilidade de obtenção de normas até à de GM;

4. Num documento que classifico de caricato, publicado na página da federação no dia 7 de Outubro, a direcção da FPX diz que decidiu seguir os procedimentos das anteriores direcções para a convocatória e o porta-voz da direcção, neste caso o Presidente, assumiria a função de seleccionador “cumprindo as decisões da direcção
[sic]. Sobre isto deixemos esclarecido que:

a. As anteriores direcções não seguiram estes procedimentos
[sic]. Embora sejam questionáveis os critérios adoptados, por deles não resultarem as melhores selecções, o certo é que tanto para a olimpíada de 2004 como para a olimpíada de 2006 as direcções vigentes designaram um seleccionador nacional (o Spraggett para a selecção absoluta de 2004 e o Fernando Gouveia para as selecções absoluta e feminina de 2006). Os seleccionadores foram identificados pela FPX com antecedência pelo que, no melhor dos casos, o “esclarecimento” deste comunicado é legitimado pela ignorância [sic] destes factos por parte da actual direcção;

b. É um abuso de liberdade e um desrespeito pela experiência dos xadrezistas, pelo menos dos que andam nisto há alguns anos, considerar que a designação de um seleccionador implica, obrigatoriamente (depreende-se pelo modo como se esclarece), um contrato com os consequentes custos em termos financeiros;

c. Fica sem se saber se esta FPX concorda que estes critérios são os que garantem a escolha das melhores selecções ou se, pura e simplesmente, o facto de terem sido adoptados pela direcção anterior e de terem servido para convocar a selecção que jogou o torneio das 4 nações em 2007, faz deles bons critérios;

d. É confusa a informação (4 meses atrasada!)
[sic] de que o porta-voz da direcção assumiu a função de seleccionador e ainda mais confusa quando se diz que o porta-voz (ou seleccionador?!) cumpre as decisões da direcção, ou seja, não cumpre a função para a qual foi nomeado. Não sei se estão a ver? Trata-se de saber de quem é a responsabilidade. Eu fiquei na mesma. Em branco. Ainda por cima esta informação é dada em termos de esclarecimento no dia 7 de Outubro de 2008 depois de nada ser dito em várias outras ocasiões sobre este assunto, quer por escrito, quer oralmente; [sic]

e. O prazo estabelecido pela FIDE não foi 12 de Julho de 2008. Desde o início de Junho que foi prorrogado para 12 de Setembro de 2008. Pelo menos para as mentes esclarecidas. Para as ingénuas já não sei;

f. Os seleccionados não foram todos contactados como é escrito neste esclarecimento. Estas insistências por parte de FPX são vergonhosas. Classificá-las de inverdades é mesmo o melhor que se pode fazer. Eles sabem bem que não é verdade;

g. A decisão tomada não é, obviamente, válida.


Um homem com carradas de razão não pode fazer nada contra um embuste bem montado. São os aspectos negativos da democracia. Uma direcção é eleita democraticamente e dirige de forma autocrática e discricionária, cometendo todo o género de atropelos, decidindo de forma incompetente e irresponsável, não admitindo o prejuízo causado a pessoas e ao próprio país, utilizando o estatuto de utilidade pública e subsídios do IDP que deveriam ter melhor utilização.

Tudo funciona devido à falta de regras punitivas e à morosidade de intervenção em casos desta natureza que, por isso, se multiplicam.

Ainda por cima, de acordo com as informações veiculadas ao jornal Record, a responsabilidade de não se cumprir o regulamento
[sic], agora, é da APMX porque não fez nada para o alterar!

E sobre outra afirmação veiculada por este jornal desportivo, sobre o valor da selecção devo dizer que a prática de todas as direcções anteriores (desde há cerca de 30 anos) nunca testemunhou uma afirmação de que a selecção não perdia valor com o desfalque do campeão nacional e do xadrezista com melhores provas (e ranking) dadas no período que antecede a prova. Isso só aconteceu agora e em 2004.
[sic]

A selecção feminina merece um comentário à parte embora, neste caso, o ardil seja tão infantil que custe a crer que pessoas adultas que se candidataram a funções desta responsabilidade tenham decidido com tamanha desfaçatez.
A senhora Maria Armanda Plácido, vice-presidente da FPX e presidente da AX de Lisboa apresentou um desempenho sempre negativo durante as poucas provas em que participou no ano de 2008 e apresenta um elo de cerca de 1750. Há várias xadrezistas, todas elas jovens e em progressão, com valor superior e mais elo do que ela. Antes da data da convocatória a Direcção da FPX tinha em seu poder a lista das xadrezistas inscritas no campeonato nacional feminino onde constavam estas jovens e onde não constava a jogadora seleccionada. Mas a FPX preferiu gastar energias em encontrar uma excepção para incluir o torneio de mestres nas contas da convocatória e ignorou esta prova especificamente referida nos seus critérios. Acho que para os bons entendedores chega.

Sorte tem a Bianca Jeremias em poder com facilidade pedir a nacionalidade alemã. Terá mais possibilidades, apoio para evoluir e será respeitada!
[sic]

Outro argumento muito referido pela FPX foi o do prejuízo que seria causado aos xadrezistas convocados de forma ilegal que fossem substituídos por nova convocatória. Estranhamente, nunca foram referidos os prejuízos causados àqueles que
[sic], por força de uma decisão irresponsável, prepotente e com incumprimento do regulamento em vigor, não foram convocados [sic]. Vale o mesmo reparo para as expectativas criadas. É que têm mais valor as expectativas que se buscam através dos resultados obtidos do que aquelas que derivam de um benefício obtido por incúria de quem decide. Permito-me não comentar os benefícios obtidos por conflito de interesses ou favorecimento.

No caso das presentes convocatórias há a referir o grave prejuízo causado ao GM António Fernandes que, tendo conquistado o campeonato nacional a tempo de ser convocado, viu a oportunidade de lutar pelo recorde mundial de participações em olimpíadas (já participou em 14)
[sic], cerceada por esta decisão.
Acrescentem-se ainda os prejuízos nas carreiras dos xadrezistas que apresentavam, claramente, melhores registos nesta altura.
A presença numa olimpíada, até pelos contactos que se estabelecem, é sempre um benefício para a carreira de um xadrezista. E quando se ostenta o título de Grande Mestre pode, também, trazer benefícios financeiros.
E quanto à Bianca questiona-se se “cortar as pernas” a uma jovem de 19 anos com quase mais 200 pontos de Elo do que a 5ª seleccionada não é prejudicar a carreira.

Finalmente o argumento de que se deve agradecer o tempo dispendido pelos directores (candidatos por opção própria), em desfavor das suas vidas particulares, a favor da modalidade, não colhe de todo. Trata-se de mais uma aplicação do princípio do umbigo
[sic]. Há muita gente, xadrezista e não só, que dedica tão ou mais tempo, roubado à sua vida particular, à modalidade. Por opção própria. A questão de terem tomado decisões alternativas ao dirigismo na FPX é um direito que lhes assiste e que deve ser respeitado.

Cumprimentos a todos,
António P. Santos


PS:
Já depois de ter redigido este documento tomei conhecimento que, em plena AG realizada no passado dia 9 de Novembro, o presidente da FPX afirmou, penso que em jeito de justificação, que a senhora Maria Armanda Plácido não prejudicaria o desempenho da selecção feminina porque até nem iria jogar.
Uma posição que ainda descredibiliza mais todo o processo e que realça a desfaçatez com que se prejudica uma jovem de 19 anos sem pudor nenhum.
Afinal se era para não jogar, não poderia ir a Dresden como capitã da equipa e levar uma 5ª xadrezista que, obviamente irá ter de jogar algumas partidas?
Tem alguma justificação esta conduta?
São as datas e os critérios que a justificam?
Não, nem isso, nem incompetência, nem inexperiência, nem nada!

sábado, 15 de novembro de 2008

Hoje é um dia muito triste.


Na sala do Vigorosa, cuja secção de xadrez o Pedro criou.


O Pedro Rodrigues estava internado no S. João e, pela primeira vez, o nosso Engenheiro Supremo não conseguiu vencer a doença com que sempre lidou vigorosamente.

Partiu o amigo, o companheiro, o colega, o dirigente, o treinador e o jogador, mas guardamos o exemplo da sua perseverança e dedicação, um exemplo para saber viver a vida.

O funeral do Árbitro Internacional Pedro Rodrigues é amanhã, domingo, às 10h00, na Capela Mortuária da Igreja Matriz de Ermesinde. Será cremado no Prado do Repouso, ao Campo 24 de Agosto.

A missa de 7.º dia é celebrada na próxima quinta-feira, às 19h00, na Igreja de Ermesinde.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Fura, fura... furacão II

Como está essa técnica nos finais de peões?


Jogam as brancas e ganham. Como?
(temas: promoção; peão passado)

Ronda 2: Duplo confronto com Gales. 3,5 - 0,5 nos masculinos!

O "Mister" Joaquim Durão tirou o MI Sérgio Rocha e pôs na equipa o MF Ruben Pereira. Na equipa feminina, jogamos com o mesmo 4 de ontem.

Ronda 2 - absoluto: [61] Portugal 3,5 - 0,5 País de Gales [100]

Mesa 41.
1 - GM Luís Galego (2484) 1 - 0 MF Richard Jones (2307)
2 - CM Ioan Rees (2297) 1/2 - 1/2 IM Rui Dâmaso (2425)
3 - MF Paulo Dias (2406) 1 - 0 Jonathan Blackburn (2175)
4 - Alan Spice (2173) 0 - 1 FM Ruben Pereira (2437)


Ronda 2 - feminino: [49] Portugal 0 - 0 País de Gales [77]

Mesa 33.
1 - MIF Catarina Leite (2153) - Suzie Blackburn (1883)
2 - MFF Olivia Smith (1961) - WFM Ariana Pintor (2152)
3 - MFF Ana Baptista (2168) - Julie Wilson (1935)
4 - Julie Van Kemenade - MFF Margarida Coimbra (2105)


As partidas podem ser acompanhadas no blogue Xadrez Amigos, cujo clube faz hoje 5 anos!


* * *


Retirado do blogue da GM Susan Polgar:

Devido a alguns erros imprevistos relativos à ordenação das equipas, o árbitro principal, depois de ouvir a organização, decidiu adiar o início da ronda de hoje uma hora. Assim, as partidas iniciam-se às 15h00 portuguesas.

Talvez a ronda 2 tenha ido às compras, de metro.


Sapataria em Dresden. Muitos comerciantes levaram as Olimpíadas às suas montras.

Fura, fura... furacão

Como está essa técnica nos finais de peões?


Jogam as brancas e ganham. Como?
(temas: promoção; peão passado)

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Olimpíadas: Ronda 1


Ronda 1 - absoluto: [25] Eslováquia 3,5 - 0,5 Portugal [61]

Mesa 25.
Tabuleiro 1 - GM Lubomir Ftacnik (2571) 0,5 - 0,5 GM Luís Galego (2484) (clica! vale a pena :P)
Tabuleiro 2 - MI Rui Dâmaso (2425) 0 - 1 GM Jan Markos (2557)
Tabuleiro 3 - GM Tomas Petrik (2487) 1 -0 MI Paulo Dias (2406)
Tabuleiro 4 - MI Sérgio Rocha (2417) 0 - 1 MI Peter Vavrak (2478)

Comentário da jornada:
Diz o MI Sérgio Rocha sobre a sua partida (ver): "Quando joguei Cdb5 não vi o sacrifício de dama com dxc3 de imediato, só vi com 1....Dxb2 2.Tb1, dxc3 3.Txb2,cxb2 4.Cc3 com vantagem branca."
Ou seja, aquela troca de peça por dois peões foi um erro de cálculo, e não uma opção premeditada. Continuar com 14. Cxc6 talvez fosse melhor para as brancas. Mas há mais jogos e temos um feeling que o MI Sérgio Rocha vai conseguir fazer óptimas partidas!


Ronda 1 - feminino: [21] Israel 2,5 - 1,5 Portugal [49]

Mesa 21.
1 - MI Masha Klinova (2327) 1/2 - 1/2 MIF Catarina Leite (2153)
2 - MFF Ariana Pintor (2152) 0 - 1 GMF Bella Igla (2254)
3 - MIF Olga Vasiliev (2235) 1 - 0 MFF Ana Baptista (2168)
4 - MFF Margarida Coimbra (2105) 1 - 0 MFF Marsel Efroimski (2052)

Comentário da jornada:
Pelo MI António Vítor, em Viriatovitch: (...) No caso das nossas meninas não foi um resultado negativo contra uma equipa superior, perder pela margem mínima até nem foi nada mau, e até as partidas foram de luta. Força meninas de Portugal. Na Rapaziada depois de analisar rapidamente as partidas, há que louvar o Galego pelo coração enorme que teve durante toda partida para salvar uma final complicado onde desde muito cedo ficou com um peão a menos depois daquilo que me pareceu caiu em preparação caseira na abertura. (...) Vamos lutar, rapaziada! (...) Força, estamos todos a apoiar! (...)

Imprensa - Record




Quem é quem na nossa malta:


Grande Mestre Luís Galego

Jogador do Vale de Cambra (Aveiro). É um dos jogadores mais experientes do país, alcançando muitas vezes bons resultados contra jogadores mais fortes. Já participou em 9 Olimpíadas, 3 Campeonatos da Europa por Equipas e numa edição do Campeonato Mundial Sub-26. Já foi Campeão Nacional várias vezes (de juvenis, juniores, por equipas e absoluto), além de ter vencido alguns torneios importantes (Grande Prémio Nocal, Torneio Internacional de Ílhavo, Torneio Internacional de Macau, Torneio 25 de Abril...) É natural do Porto (1966) e vivemos numa aldeia global, parece que o seu instrutor de condução foi um tio meu :P



Mestre Internacional Rui Dâmaso

É jogador do Barreirense (Setúbal). Considerados por muitos como o mais talentoso jogador português - foi, recentemente, eleito o melhor xadrezista português de todos os tempos em votação promovida pelo blogue Viriatovitch -, tem no curriculum 7 participações em Olimpíadas e 3 em Campeonatos da Europa por Equipas. Foi Campeão Nacional de Juvenis e Júniores, e várias vezes Campeão Nacional Absoluto, em ritmo rápido, semi-rápido e clássico. Venceu em diversas ocasiões a Taça de Portugal e o Torneio de Mestres, sendo de destacar ainda a vitória nos Torneios de São Paulo e Camaguey (Cuba).



Mestre Internacional Paulo Dias

Jogador do G.D. Diana (Évora), nasceu em 1979.

Somos da mesma idade e fizemos o percurso de formação nos mesmos escalões (assisti - e participei, perdendo - às suas vitórias nos nacionais sub-16 (1994) e sub-20 (1998).

Venceu o Torneio de Honra em 1997 e Campeão Distrital de Lisboa em 1999.

Venceu a Preliminar do Absoluto em 2006 (foi Vice-Campeão Nacional) e, o ano passado, venceu a Taça de Portugal e foi Campeão Nacional em ritmo rápido.

No curriculum, conta ainda com 2 participações em Olimpíadas e um participação numa Olimpíada sub-16.



Actualmente, é um dos principais responsáveis pela Revista Portuguesa de Xadrez.




Mestre Internacional Sérgio Rocha

Nasceu em Alhos Vedros em 1972 e começou a jogar xadrez em 1984, com 12 anos, no G.D. da Quimigal, tendo ganho o seu primeiro título nacional em 1987, no campeonato de juvenis. Em 1993, tornou-se Mestre FIDE e conquistou a medalha de bronze no Campeonato Mundial Sub-26.
Em 1995, voltou a subir ao pódio num Campeonato do Mundo, ao conquistar a medalha de prata no mesmo escalão. No ano seguinte sagrou-se Mestre Internacional.
É, desde 2006, Treinador oficial da FIDE. Actualmente é o Director Técnico do Plano de Desenvolvimento de Xadrez do Barreiro, onde vive e joga (Barreirense), e treinador alta competição da Federação Portuguesa de Xadrez, instituição onde também é Formador de Monitores e Treinadores.
Costuma ser convocado para representar a Selecção Nacional, tendo participado em 4 Olimpíadas e 2 Campeonatos da Europa por Equipas, e escreveu os livros Xadrez Mágico, Xeque-Mate, Estratégias e Técnicas de Xadrez (em parceria com o MI e TF António Fróis) e Cadernos de Xadrez - Finais de Peões, que temos seguido nas nossas aulas.


Tem um site pessoal - http://www.sergiorocha.com.




Mestre FIDE Ruben Pereira

Jogador do AA Amadora é a grande novidade desta selecção. Ainda está nos escalões de formação - é sub-18 -, mas já é uma das referências do xadrez nacional. Tem sido Campeão Nacional de Jovens, consecutivamente, de escalão em escalão, desde 2001! Em 2005, além de Campeão Nacional Sub-14 em ritmo clássico, foi também Campeão Distrital de Lisboa Absoluto e Campeão Nacional Sub-14 em ritmo semi-rápido. Em 2007, foi Vice-Campeão Nacional Absoluto e este ano venceu o Torneio de Mestres. Esta é a sua primeira participação numa Olimpíada mas, o ano passado, foi Vice-Campeão Mundial Sub-16, e já participou em vários Campeonatos Europeus de Jovens.


É o suplente (de luxo) da equipa.




Mestre Internacional Joaquim Durão

Joaquim Durão, capitão de equipa, nasceu em 1930, em Lisboa. Aos 11 anos de idade tomou contacto com o xadrez, quando o seu amigo Carlos Pérez lhe mostrou os primeiros movimentos do jogo, durante as suas férias em Tuy, Espanha.
Com 15 anos Joaquim Durão tinha um interesse diferente: o cinema e o cineclubismo. Juntamente com outros jovens promoveu o Clube de Amadores da Arte Cinematográfica, onde conheceu Vasco Granja (ligado ao cinema de animação).
Na tentativa de seguir uma carreira no mundo do cinema, chegou a ser assistente de montagem no filme Vendaval Maravilhoso, de Leitão de Barros, sob chefia do espanhol António Martinez e com participação de Amália Rodrigues.
Durante o convívio com outros nomes ligados ao cinema, António Matos e Afonso Romano, tomou de novo contacto com o xadrez. A partir daí nunca mais deixou de o jogar, conciliando-o com o interesse pelo cinema mas pondo de parte os estudos pré-universiários.
Integrou a Sociedade de Geografia, onde estava instalado o Grupo de Xadrez de Lisboa, e ali se aperfeiçoou no jogo.
Em 1952, com 21 anos, Joaquim Durão era mestre nacional de xadrez. Dois anos mais tarde enquanto ocupava o cargo de chefe da publicidade na Sonoro Filmes, aceitou o convite para participar em três torneios de xadrez realizados em Espanha: Tarragona, Madrid e Málaga. Neste último ficou classificado em 3.º lugar, tendo derrotado o mestre holandês Lodewijk Prins. (fonte: Infopedia)
Foi Presidente da Federação Portuguesa de Xadrez e é o xadrezista com mais títulos de Campeão Nacional conquistados - 13, obtidos entre 1955 e 1973. Participou, enquanto jogador, em 10 Olimpíadas. Foi condecorado pelo Senhor Presidente da República, Jorge Sampaio, com a Ordem do Mérito, grau de comendador, pela sua actividade na prática e desenvolvimento do xadrez.



As meninas:



Mestre Internacional Feminina Catarina Leite

Nasceu em Odivelas, em 1983, e representa o G.D. Diana (Évora). É, até ao momento, a única xadrezista portuguesa com o título de Mestre Internacional Feminino que obteve em 2000, com 17 anos. Foi Campeã Nacional oito vezes consecutivas, entre 1999 e 2006, além de várias vezes nos escalões jovens. Foi Campeã Nacional Absoluta Sub-12 e Sub-14. Ficou em 6.º lugar no Campeonato Nacional Absoluto de 2006, tendo sido a única xadrezista a disputar a fase final desta prova. Participou em 7 Campeonatos Mundiais de Jovens Femininos e em 2 Mundiais Absolutos. Participou no Europeu de Jovens Feminino Sub-12, em 1996, e sénior, em 2007. Foi 4.ª classificada no Torneio de Mestres em 2001. Participou em 3 Olimpíadas e um Europeu Colectivo, sempre como primeiro tabuleiro. Foi chamada à Selecção Nacional Absoluta no amigável Portugal - País Basco, em 2003. A segunda presença esteve programada para os I Jogos Mundiais de Desportos da Mente, neste Verão, mas a equipa nacional acabou por não participar no evento.


Mestre Fide Feminina Ariana Pintor

A nossa colega de clube nasceu no Porto, em 1988, e foi a jogadora nacional que alcançou com menor idade (16 anos) o título de Mestre Fide Feminina. Foi 9 vezes campeã nacional feminina nos escalões jovens e 3 vezes campeã nacional absoluta, também nos escalões de formação. Tem vários títulos distritais femininos e absolutos do Porto, tendo sido Vice-Campeã Distrital Absoluta em 2007. Em 2006, integrou a equipa do GX Porto que foi finalista vencida na Taça de Portugal. Participou em 6 Campeonatos Mundiais Jovens Femininos e num Campeonato Europeu de Jovens Feminino e numa edição do Campeonato de Jovens da União Europeia. Representou a Selecção Nacional Feminina em duas olímpiadas e foi pré-convocada para os I Jogos Mundiais de Desportos da Mente. Em 2006, foi a 1.ª feminina no escalão sub-2300 do Torneio Internacional de Benidorm. Em 2007, venceu o IV AEJ FIDE Open e o XXV Aberto de Cucujães.



Mestre Fide Feminina Ana Baptista

É a actual Campeã Nacional e lidera o ranking feminino. Nasceu em Lisboa, em 1990, e representa o Ginásio Clube de Odivelas. Em 2000, foi a 5.ª classificada no Campeonato Mundial Sub-10. Em 2003, foi Campeã Europeia Sub-14. Foi 7 vezes Campeã Nacional Feminina e 3 vezes Campeã Nacional Absoluta nos escalões jovens. Tem vários títulos distritais femininos e absolutos em Lisboa. Participou em 7 Campeonatos do Mundo Femininos nos escalões de formação e em 2 Campeonatos de Jovens da União Europeia. Integrou a Selecção Nacional em 2 Olimpíadas e ficou em 2.º lugar no Torneio de Honra de 2004.



Mestre Fide Feminina Margarida Coimbra

Nasceu em Lisboa, em 1983, e joga no AM Palma e Arredores. Foi Campeã Nacional Feminina em 2007 e Vice-Campeã em 2002, 2003 e 2005. Nos escalões jovens, venceu o Nacional Feminino por 6 vezes, tendo sido Campeã Nacional Absoluta Sub-12, em 1995, e Vice-Campeã Absoluta Sub-14, três anos depois. Jogou em 6 Mundiais de Jovens Femininos, em Campeonatos Mundiais de Jovens Absolutos e nos Campeonatos Mundiais de Juniores Femininos em 2003. Participou, ainda, em 3 edições dos Campeonatos Europeus de Jovens Femininos. Já jogou em 3 Olimpíadas anteriores.

Tem uma norma para Mestre Internacional Feminina, alcançada o ano passado no Open de Gibraltar.




Maria Armanda Plácido

A capitã e suplente da selecção feminina nasceu em 1951. O ano passado representou Portugal no Campeonato do Mundo de Veteranos, tendo terminado em 22.º lugar, entre 34 participantes, sendo a 25.ª do ranking inicial. É Presidente da Associação de Xadrez de Lisboa, Vice-Presidente da Federação Portuguesa de Xadrez, Chefe da Comitiva na Olimpíada e Representante da FPX no Congresso da FIDE que decorre em simultâneo com a competição.

De acordo com o site da AXP, actualmente encontra-se sem clube. Não consta do site www.xadrezfeminino.com, nem do História do Xadrez de Competição em Portugal. No site da Olimpíada também não é apresentado qualquer currículo desportivo.