sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

AEJ conquista Taça de Aveiro



Notícia retirada daqui.




A Associação Estamos Juntos venceu a Taça de Aveiro de Xadrez pela décima primeira vez ao superiorizar-se por 4-0 na visita ao Núcleo de Atletismo de Cucujães. A equipa de S. João da Madeira ficou apurada para a Supertaça de Aveiro, onde vai defrontar a ACR Vale de Cambra.

Os resultados parciais foram os seguintes:



Mesa 1: Rui Costa 0 - 1 MN Stephane Silva


Mesa 2: Paulo Azevedo 0 - 1 Igor Pires


Mesa 3: Alfredo Costa 0 - 1 Fernando Pinho

Mesa 4: Joel Neto 0 – 1 Sandro Batista

A equipa secundária da AEJ, com Carlos Barbosa, Cláudio Sá, José Marques e José Sá, conseguiu o 3º lugar ao empatar 2-2 na Gafanha da Encarnação. Para o quinto lugar, o GDRC “Os Leões do Monte” venceram o Grupo Amizade Cucujães or 3-1. No 7º lugar classificou-se a UR “Os Amigos da Terra”.



No Torneio Aberto de Xadrez da Vila de Cucujães, que conta para o rating internacional da modalidade, Fernando Nora, do GD Dias Ferreira de Matosinhos é o líder isolado após quatros jornadas. Igor Pires é o melhor classificado da AEJ, em 9º lugar. Este torneio, que este ano tem a sua 26ª edição, é o torneio particular de xadrez clássico mais antigo de Portugal.

Ataque ao Rei II

Esta semana, os desafios são retirados de posições-chave de encontros da última sessão da Taça AXP.

Tiago Pinho - Carlos Costa
Taça AXP, 3.ª Ronda
4.ª mesa do GXP A - MCP B

Jogam as brancas



Qual é a melhor continuação para as brancas?

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Finais de Bispos de cor contrária: B vs B e 2 peões ligados (na 5.ª e na 6.ª)



Recomenda-se o artigo de Paulo Costa, no blogue Viriatovitch, em que está muito bem explicadinha a teoria dos finais de bispos de cores opostas com dois peões ligados, a partir dos estudos do Dr. Tarrasch.

O que lá podem encontrar:


Dois peões na sexta fila


Ganham quase sempre, independentemente da localização do Bispo.


"Quase" porque há uma excepção se se tratar de peões de Cavalo e Torre e o Bispo defensor controlar a grande diagonal.


Dois peões na quinta fila


As brancas jogam e ganham! Estuda o artigo!


As negras conseguem empatar! Estuda o artigo!



Sobre o Autor:


Por duas vezes classificado em 9.ºlugar no Campeonato Nacional Absoluto (1995 e 1997), Paulo Costa é um forte jogador na casa dos 2150/2200 pontos elo. É um dos principais dinamizadores do xadrez no distrito de Santarém, sendo o responsável pelos torneios Ozone Bowling Café (Torres Novas) e pelo blogue Xadrez no Distrito de Santarém.

Ataque ao Rei (editado)

Esta semana, os desafios são retirados de posições-chave de encontros da última sessão da Taça AXP.

Tiago Pinho - Carlos Costa
Taça AXP, 3.ª Ronda
4.ª mesa do GXP A - MCP B





A partida continuou com 22. Th3 h6 24. Dg6 (ameaça ganhar o peão h6) Rf8 25. The3 Dd6:

Jogam as brancas:



Qual a melhor continuação para as brancas?
(Ainda tinha uns bons 10 minutos no relógio e não a vi...)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Declaração Universal dos Direitos Humanos faz 60 anos


Adaptado da Wikipedia.



Abalados pela II Guerra Mundial e desejosos de construir um mundo sob novos alicerces ideológicos, os dirigentes das nações que emergiram como potências no período pós-guerra, liderados pela URSS e os EUA, estabeleceram, na Conferência de Yalta, em Inglaterra (1945), as bases de uma futura paz, definindo as áreas de influência das potências e acertando a criação de uma Organização multilateral (a futura Organização das Nações Unidas) que promovesse negociações sobre conflitos internacionais, no sentido de evitar guerras e de promover a paz e a democracia, além de fortalecer os Direitos Humanos.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi adoptada pela ONU em 10 de Dezembro de 1948. Esboçada principalmente por John Peters Humphrey, do Canadá, enuncia os direitos humanos básicos, "como o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações, com o objectivo de que cada indivíduo e cada órgão da sociedade, tendo sempre em mente esta Declaração, se esforce, através do ensino e da educação, por promover o respeito a esses direitos e liberdades, e, pela adopção de medidas progressivas de caráter nacional e internacional, por assegurar o seu reconhecimento e a sua observância universal e efetiva, tanto entre os povos dos próprios Estados-Membros, quanto entre os povos dos territórios sob sua jurisdição".

Artigo 1.°
Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.

(...)




Segundo o Guinness Book of World Records, a Declaração Universal dos Direitos Humanos é o documento traduzido no maior número de línguas (em 2004, cerca de 330). Versão em português aqui.

Brasil: Deputados propõem a criação do programa "Xadrez na Escola"



Segundo o portal Conexão Tocantins, no Estado de Tocantins, O deputado José Geraldo (PTB) apresentou, na manhã desta terça-feira, dia 9, um projeto de lei que propõe a criação do programa “Xadrez na escola: formando mentes que pensam”. O autor da matéria esclarece que o projeto visa promover um jogo que “é utilizado na educação, porque auxilia no desenvolvimento de algumas características do pensamento cognitivo como abstração, memorização, raciocínio lógico, dedução e indução”.

A proposta estabelece que as Diretorias Regionais de Ensino (DREs) da Secretaria de Educação apóiem as escolas da rede estadual com material, cursos de formação para educadores e torneios interescolares. Os professores envolvidos serão remunerados com o pagamento das horas-aula trabalhadas.



Segundo José Geraldo, o “xadrez na escola” é um projeto defendido por educadores, professores, psicólogos. “Nossa intenção é abrir um espaço para a prática desse jogo deixando que a vontade de melhorar o desempenho do raciocínio possa contagiar professores e alunos”, argumenta o deputado.



Também no Estado de S. Paulo foi apresentado um projecto de lei semelhante, baseado, de acordo com o site da Prefeitura de Apiaí, numa proposta da professora Janice Corrêa Prestes, idealizadora do “Xadrez na Escola: Formando Mentes que Pensam”, projeto inspirado em uma ação que a EE “Profª. Antonia Baptista Calazans Luz” desenvolve desde 2003 “Batalha do Conhecimento – Prazer em Aprender” e posteriormente estendido para as unidades Cemae e Escola Municipal “Honorina de Albuquerque”.

(...)
[Neste caso, o projecto foi da autoria de Carlos Giannazi], professor formado em pedagogia e história, diretor de escola municipal, professor universitário, ativista de movimentos sociais (...)".

(...)



Numa visita à escola CEMAE, o deputado pôde conhecer o trabalho dos alunos Mestres Multiplicadores Voluntários do jogo de xadrez, projeto que poderá ter sua regulamentação a nível de governo como disciplina em todas as escolas públicas do Estado – o Projeto de Lei nº. 627 de 2008, de autoria de Giannazi tramita pela Assembléia Legislativa.

Este Projeto de Lei foi, entretanto, alvo de parecer favorável no passado dia 19, e pode ser consultado na caixa de comentários.


Ainda está nas formalidades constantes da página 1, de 4, deste fluxograma do "processo legislativo do projeto de lei ordinária", mas se a política de lá for como a de cá, será chumbado: o proponente é do Partido Socialismo e Liberdade cuja bancada é constituída por 2 elementos... sendo que a Assembleia é composta por 94.

Em todo o caso, honra lhe seja feita, que está a tentar levar a bom porto uma medida que gostaria de ver por cá.
E, por isso, aqui fica:


De acordo com a Wikipedia, o Partido Socialismo e Liberdade surgiu em 2004, resultante de dissidências do Partido dos Trabalhadores e do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado, "e acolheu diversas tendências que haviam discordado de políticas do PT que tinham por conservadoras (muito especialmente a partir da Reforma da Previdência dos servidores públicos realizada no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva).

Ganhou projecção em 2005, após o "escandâlo do mensalão" e "abriga diversas correntes de esquerda, algumas delas trotskistas e eurocomunistas", tendo, aparentemente, uma organização à Bloco de Esquerda, já que "O PSOL constitui-se como uma partido de tendências, abrigando diversas correntes internas como, por exemplo, a Ação Popular Socialista (considerada por alguns políticos e criticos internacionais como de extrema-esquerda), o Enlace Socialista, as dissidências do PSTU Corrente Socialista dos Trabalhadores, o Movimento Esquerda Socialista, o coletivo Revolutas, o Poder Popular, o Coletivo Socialismo e Liberdade e a corrente Socialismo Revolucionário".


E do site pessoal do deputado estadual professor Carlos Giannazi, onde impera o slogan "Um professor em defesa da educação":
Professor formado em Pedagogia e História, com mestrado em História e Filosofia da Educação pela Universidade de São Paulo (USP), e eleito para exercer o seu primeiro mandato parlamentar em 2000 — como vereador da cidade de São Paulo (reeleito em 2004) —, Carlos Giannazi foi eleito deputado estadual em 2006 pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e entrou na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo lastreado por um longo histórico de lutas em prol da melhoria da Educação. Essas reivindicações estão baseadas firmemente na sua experiência e atuação como diretor de escola municipal, professor universitário, ativista de movimentos sociais e, principalmente, defensor da abertura de novas vagas nas escolas públicas, da gratuidade e da qualidade de ensino para todos.

Logo em seu primeiro ano de atividade parlamentar (ainda pelo PT), Giannazi presidiu uma das mais polêmicas Comissões Parlamentares de Inquérito da Câmara Municipal: a CPI da Educação, tendo sido esta a primeira (e única) a pedir a suspensão dos direitos políticos dos ex-prefeitos Paulo Maluf e Celso Pitta (e de seis ex-secretários de suas administrações) por não terem investido a verba da Educação prevista em lei.

(parece estar relacionado com o incumprimento do Orçamento Participativo que se começa a falar agora por cá - no site tem um vídeo sobre esta Comissão).

A Comissão Parlamentar de Inquérito denunciou ainda, à época, um desvio de R$ 1,6 bilhão referente ao não cumprimento do orçamento da pasta da Educação nestas duas gestões e averiguou, também, sérios indícios de superfaturamento nas reformas e construção de escolas da rede municipal de ensino. Foi também a primeira CPI a investigar e denunciar as ‘escolas de latinha’, que apresentavam condições inapropriadas para o desenvolvimento do processo de ensino e de aprendizagem.
Carlos Giannazi sempre esteve ao lado da comunidade escolar, combatendo duramente o descaso das administrações com as áreas social e educacional, principalmente nas gestões Maluf e Pitta. Foi nessa época que ele organizou o movimento que processou, por improbidade administrativa, o ex-secretário municipal da Educação Sólon Borges dos Reis pela compra superfaturada (e sem licitação) de fitas cassetes com os hinos pátrios.
O então vereador também encaminhou vários projetos de lei, como o que limita o número de alunos por sala de aula (aprovado na Câmara mas vetado pelo executivo), o que institui transporte gratuito para alunos matriculados em escolas distantes de suas casas e o que implementa o conceito de "Escola Cidadã" (...) que permite, por meio de financiamento público, a abertura e o funcionamento das escolas municipais de ensino para que funcionem como órgãos fomentadores de atividades esportivas, de lazer e culturais nos finais de semana.


Uma última referência à sala de aula Chico Buarque de Hollanda, montada num edifício devoluto, que pode ser que venha a ter xadrez brevemente, seja o Projecto aprovado:



"Na sua carreira de diretor de escola municipal, ele desmoralizou e mostrou as contradições políticas e demagógicas da política educacional do governo Fernando Henrique Cardoso (1995/2002), que em seus dois mandatos como presidente da República pouco investiu em educação pública. Na assertiva de demonstrar a burocracia e a distância entre o discurso e a prática, Giannazi, como diretor de escola, matriculou mais de 600 crianças na escola em que atuava atendendo ao ‘apelo’ público de FHC ao lançar a campanha nacional “Toda criança na Escola”. Como não havia mais vaga disponível em sua escola, ele exigiu, da União, a anexação a EMEF Miguel Vieira Ferreira de um imóvel do INSS, que encontrava-se desativado, localizado ao lado da unidade escolar. Depois de muita mobilização popular o governo federal viu-se forçado a entregar o prédio à comunidade e a iniciativa do professor fez com que centenas de crianças da região de Cidade Dutra, bairro onde se encontra a escola até hoje, tivessem o direito a uma vaga para estudar."

Entretanto, voltando ao site da Prefeitura de Apiaí, aquela visita de que se fala no início do post terminou com uma conferência na Escola Municipal “Honorina de Albuquerque”, Bairro Alto da Tenda, (...) numa mesa composta pelo diretor da Rádio da Cidade, Valter Luiz Araújo, delegado de polícia Valmir Oliveira Barbosa, presidente do Psol local Fábio Fagundes, ex-prefeito Dr. Luiz Alencar, vereador eleito Geraldo Cássio Borges, deputado Carlos Giannazi, prefeito eleito Dr. Emilson Couras da Silva e vice-prefeito eleito Dr, Raul Alencar, a diretora da EE “Profª. Antonia Baptista Calazans Luz”, professora Sueli Martins, deu boas vindas aos presentes.
Diante de um grande público formado por alunos, servidores da educação e convidados, (...) Todos os integrantes da mesa fizeram pronunciamentos em defesa da Educação e parabenizaram a professora Janice pela idealização do Projeto Xadrez que poderá levar o nome de Apiaí à grande destaque estadual, nacional e até internacionalmente
.

Este blogue não é grande veículo nem a proposta é tão boa como a sua aprovação, mas, para já, Apiaí e o Projecto "Xadrez na Escola: Formando Mentes que Pensam", já marcam presença deste lado do oceano.

Xadrez em todas as escolas...
Que deputado terá perfil para ser o José Geraldo ou o Carlos Giannazi português?


Fase Preliminar do Campeonato Distrital de Jovens, ritmo clássico




A fase de Apuramento dos Campeonatos Distritais de Jovens 2009 decorrerá em Matosinhos, nas instalações da Escola Secundária Augusto Gomes, entre os dias 19 e 23 de Dezembro de 2008, estando abertas inscrições até às 23:00 horas do dia 16 (terça-feira).


Ver mapa maior

Metro: Estação Câmara de Matosinhos (a dois quarteirões)


Na edição deste ano há maior rigor nas questões de adiamentos e antecipações de jogos: os adiamentos são proibidos e as antecipações carecem do consentimento prévio da direcção de prova e da arbitragem.

A fase preliminar será disputada em 6 sessões, sendo que, infelizmente, haverá uma jornada dupla no dia 20.

Os jogos são sempre às 15h00, excepto naquele dia 20 (sábado) em que a 2.ª jornada se jogará às 14h00 e a 3.ª às 17h00 (se às 16h45 a 2.ª jornada ainda não tiver terminado, a 3.ª começará depois das 17h00).




O André está pré-apurado para a Fase Final. Segundo a Direcção da AXP, se optar por jogar a fase preliminar, perde a inerência, ainda que jogue a fase preliminar de um escalão etário superior ao seu.

Nos sub-10 estão pré-apurados o André e o Gustavo Oliveira e, nos sub-14, o William Fukunaga, o João Vicente e o Pedro Pereira.

Na Fase Final jogarão 6 jogadores, todos contra todos.

Desafios Vigorosos

Esta semana, os desafios são retirados de posições-chave de encontros da última sessão da Taça AXP.

Tiago Pinho - Carlos Costa
Taça AXP, 3.ª Ronda
4.ª mesa do GXP A - MCP B

Jogam as negras



Qual é a melhor continuação para as negras?

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Equipa D na Taça AXP



A Taça AXP é uma prova colectiva de partidas em ritmo clássico, jogada por eliminatórias, em que as equipas são emparceiradas por sorteio (condicionado pelo o número de vitórias e derrotas alcançadas).

Assim, apesar do sorteio, em todas as rondas são emparceiradas equipas com um percurso semelhante na competição, sendo que durante as três primeiras sessões, e nas seguintes enquanto se mantiverem pelo menos 16 equipas em prova, cada equipa apenas é eliminada após a sua segunda derrota.

É um dos eventos mais participados no calendário distrital - esta edição é disputada por 28 equipas (4 das quais do Grupo de Xadrez do Porto) constituídas por cerca de 300 jogadores - encontrando-se inscritos muitos dos melhores xadrezistas da região, como é o caso de Rui Camejo Almeida (2286, AX Gaia A), José Padeiro (2245, MotoCP A), António Silva (2234, GX Porto A), João Guerra Costa (2225), Marco e André Viela (2193 e 2192, respectivamente), todos do GD Dias Ferreira A, o campeão distrital absoluto Jorge Ferreira (2153, GDDF B), MFF Ariana Pintor (2152, GXP A), Fábio Barbosa (2126, GDDF A) ou Fernando Cleto (2121, GXP A).

Aqui fica um resumo da nossa participação:



1.ª jornada: GX Porto B (8.ª) 3 - 1 (18.ª) GX Porto D

1. Fernando Nunes (2040) 1/2 - 1/2 Nuno Sousa (1387)
2. Carlos Castro (1628) 1 - 0 Ricardo Pinho (1280)
3. Adelino Botelho (1745) 1/2 - 1/2 Rui Wang (1417)
4. Francisco Reis (0) 1 - 0 André Sousa (1296)

A nossa equipa é a D do clube e na primeira ronda pudemos apresentar-nos convenientemente, já que jogamos fora mas em casa: o nosso adversário foi a equipa B do Grupo de Xadrez do Porto.

Como só perdemos em dois tabuleiros, não ficámos nada envergonhados com o resultado! As derrotas deveram-se a erros de atenção que só são desculpáveis porque foi a primeira partida lenta da época. Em contrapartida, o Nuno empatou no primeiro tabuleiro com o Fernando Nunes (2040) e o Rui empatou no terceiro com o Adelino Botelho (1745). Se o sorteio ajudar, pode ser que consigam fazer um (bom) bloco fide nesta prova!


2.ª jornada: GX Porto D (18.ª) 3 - 1 (23.ª) NX Santo Tirso B

1. Manuel B Pinho (1448) 1/2 - 1/2 Hugo Moreira (1269)
2. Ricardo B Pinho (1280) 1/2 - 1/2 Jorge Miguel Dias (1202)
3. Rui Wang (1417) 1 - 0 Rui Pedro Gonçalves (0)
4. André Sousa (1296) 1 - 0 João Pedro Colaço (1370)

Neste derby, a nossa permanência na prova começou a desenhar-se com a vitória do Rui no 3.º tabuleiro, a que se seguiu o empate do Ricardo, num final de Rei e Peões. O André deu um bom mate de dois Bispos e, face ao resultado colectivo assegurado, o capitão propôs empate no primeiro tabuleiro.


3.ª jornada: GD Dias Ferreira D (12.ª) 4 - 0 (18.ª) GX Porto D

1. Pedro Mendes (1637) 1 - 0 Manuel Dias (0)
2. Roberto Mendes (1686) 1 - 0 Rui Wang (1417)
3. Diogo Valente (1668) 1 - 0 Tiago Dias (0)
4. Gil Maio (1609) 1 - 0 André Sousa (1296)

O Dias Ferreira não facilitou na recepção à nossa equipa e fez alinhar os quatro elementos com elo internacional mais elevado. O resultado foi muito desnivelado e afastou-nos da prova na terceira ronda, o novo record da turma que tentaremos bater para o ano.

Para mais informações sobre a prova, consulta esta página.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Deixemos os Reis decidir o resultado da partida

Em comentário a um post anterior, António Viriato Ferreira sugeriu o atrevimento para a análise de partidas alheias. Realçando que os erros de análise e as críticas, positivas ou negativas, são inevitáveis, adiantou esta técnica como uma boa ferramenta de trabalho que, aos leitores, ajudaria a dar uma ideia das possibilidades que surgiram na partida.


Esta questão de perceber o que se passa nos jogos entre jogadores muito fortes, lembrou-me a proposta de Mehrdad Pahlevanzadeh, árbitro e organizador iraniano com funções de dirigente na Federação Asiática de Xadrez, que li na ChessBase e que aqui reproduzo, por me parecer uma ideia curiosa.



Deixemos os Reis decidir o resultado da partida
Uma proposta de Mehrdad Pahlevanzadeh

Há mais de cem milhões de pessoas no mundo que sabem jogar xadrez, mas apenas cem mil xadrezistas têm elo FIDE. Isto significa que em cada 1000 jogadores, apenas 1 consta do ranking internacional.

Nos encontros do Campeonato do Mundo, quando um atleta abandona a partida, mesmo alguns dos xadrezistas com elo são incapazes de perceber com facilidade por que é que o jogador desistiu.
Consequentemente, os jogos do Campeonato do Mundo de Xadrez não são perceptíveis para 99,9% das pessoas que conhecem as regras.

Se admitirmos que o apoio dado a um desporto depende do seu número de adeptos, então será verdadeira a conclusão de que quantas mais pessoas percebem o que se está a passar, mais o irão acompanhar.
Assim, se conseguirmos tornar o xadrez mil vezes mais perceptível, mais pessoas (público) se vão interessar pela modalidade.

Se os jogadores continuarem os seus jogos até ao xeque-mate, todos os espectadores poderão compreender, pelo menos, a parte final dos encontros. E como percebem as partidas, vão gostar mais delas.
Acontece que actualmente há a tendência para cortar o fim de uma boa estória e, consequentemente, os jogos tornam-se incompreensíveis, logo chatos, para a maioria dos fãs.



Mehrdad, à esquerda, explica a sua proposta ao forte xadrezista, professor de matemática, Christian Hesse.


Como consequência de se terminar o jogo só com o xeque-mate:

- à semelhança de outros desportos, como o futebol, pelo menos os últimos dois ou três lances podem ser transmitidos nos blocos noticiosos desportivos, e estes lances serão interessantes e instrutivos.

- todos os espectadores que assistam ao vivo às partidas vão apreciar mais as partidas e tentarão adivinhar os últimos lances, que serão os mais fáceis para eles. A parte final das partidas será entusiasmante.

- vão ser efectivamente jogadas boas combinações de mate em partidas.

(...)

- os amadores seguirão ao vivo as partidas jogadas ao mais alto nível e terão prazer em adivinhar os últimos lances dos campeões, o que aumentará gradualmente a sua força de jogo.

- os mais novos lutarão até ao fim dos jogos, e a sua técnica e capacidades defensivas vão melhorar, tal como as restantes. A má prática, comum em vários jogadores, de abandonar precocemente, desaparecerá.


Não proponho uma alteração radical das regras do xadrez. Muitos jogadores fortes e Grandes Mestres (como Vladimir Kramnik) já defenderam que esta é uma ideia concretizável que pode ajudar a publicitar o xadrez.
Lanço o repto ao organizadores de provas para que apliquem esta regra em torneios especiais ou jogos de exibição, lembrando que a Regra de Sophia, agora tão natural e aplicada tantas vezes que parece uma regra já adoptada, pareceu muito estranha quando foi introduzida.

Os xadrezistas profissionais têm que decidir se esta proposta aumentará a publicidade do jogo e, em consequência, se afectará rapidamente as suas receitas.
Para os espectadores, ela traduzir-se-á na possibilidade de aprenderem mais sobre o jogo a partir do final, e assim começar a perceber como as fases anteriores da partida se relacionam com a última.



Para terminar, deixem-me pedir que imaginem como seria o futebol se a FIFA permitisse que as equipas abandonassem o jogo quando achassem que não tinham hipóteses de vencer ou empatar; ou pior: o que aconteceria se as equipas pudessem acordar um empate antes de decorridos os 90 minutos, ou alguns segundos após o apito inicial. É isto que estamos a fazer no xadrez.

Figueira: GM Luís Galego 0 - 1 Jorgievsky =D


Ontem, no Internacional da Figueira, jogaram dois pesos pesados do xadrez do Porto: o consagrado GM Luís Galego e o campeão distrital em ascensão Jorge Viterbo Ferreira.




O primeiro tabuleiro da selecção nacional abriu com a Espanhola e seguiu-se a variante das trocas, deferida.

As análises ficam para quem sabe :) Talvez o Xadrezismo consiga o comentário do MI Fróis ;) Ou o Viriatovitch ponha mãos à obra! :P

Aqui só cabe o "relato" e a lembrança de que o xadrez é um jogo de erros e que toda a gente se engana, até os Grandes Mestres.



Jorgievsky, campeão nacional sub-16 em ritmo semi-rápido.


O Jorge aguentou-se na abertura e na transição para o meio-jogo. A retracção das negras foi aproveitada pelo GM Luís Galego para ganhar espaço na ala de rei, adoptando a estrutura de peões h2-g3-f4-e5.

Das trocas em e5 resultou, para as brancas, um peão passado isolado, a coluna f semi-aberta para as brancas e a possibilidade de abrir a grande diagonal para o Bb2, argumentos suficientes para o GM Luís Galego lançar um impressionante ataque ao roque negro que, ao 26.º lance, culminou num espectacular sacrifício de Torre em f6!!

Dramaticamente, dois lances depois, as brancas falharam o vencedor avanço 28. e6 que ameaçava 29. Dh8#, sendo que a única hipótese de defender o mate culminava no ganho de Dama por Torre para as brancas: 28. e6 Txe6 29. Dh8+ Rf7 30. Th7+ Dxh7 31. Dxh7+ Rf8 32. Dh8+ Rf7 33. Dxa8, variante forçada.

(se 28. e6 Dxe6??, então 29. Dh8+ Rf7 30. Th7+ Rg6 31. Tg7+ Rf5 32. Dh7 mate)

[podem fazer os lances no diagrama infra, desde que carreguem no "R" do canto inferior direito]

Após o erro 28. Dh8+?, as negras defenderam-se muito bem, ficaram a ganhar a qualidade e as brancas abandonaram, de forma elegante, ao 32.º lance.

Aqui fica a partida:



Aceito inscrições para o Jorgievsky Fan Club! ;)
Criar condições para que o adversário erre - e aproveitar o erro - faz parte do xadrez!


Finalmente, a assobiar para o lado como quem não quer a coisa, dizer apenas que o Internacional da Figueira é o torneio do calendário nacional que tradicionalmente dá normas a xadrezistas portugueses...

PS: Para terminar, já que se está a falar de grandes xadrezistas do Porto, quem conhece o Emannuel Torr, ilustre jogador do nosso circuito distrital, que está no site da consagradíssima revista francesa da especialidade Europe Echecs, por se encontrar a disputar o Tournoi International «Figueira da Foz»?

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

A fazer lembrar a APMX... [aditada adenda]


Olímpicos contra Vicente Moura: "Não se tem portado à altura"


Os atletas estão contra a continuidade de Vicente Moura à frente do Comité Olímpico de Portugal (COP) e, nesse sentido, não vão apoiar a sua recandidatura. A posição foi manifestada esta quarta-feira, no Estádio Nacional, numa conferência de imprensa que reuniu alguns dos melhores classificados nos Jogos de Pequim e o próprio medalha de ouro no Triplo Salto.

«O presidente do COP não se tem portado à altura dos atletas. Fomos abandonados quando mais precisávamos de apoio. Gostaríamos que o movimento associativo ouvisse os atletas e encontrasse alternativas. Gostávamos de uma mudança», defendeu Nuno Fernandes, presidente da Comissão de Atletas Olímpicos, ladeado por Nelson Évora, Gustavo Lima (Vela), Simão Morgado (Natação), Joaquim Videira (Esgrima), Nuno Pombo (Tiro com Arco) e Paulo Bernardo (Disco).


Dirigentes da Comissão de Atletas Olímpicos recebidos em S. Bento no início do ano.


Perante jornalistas e atletas - na assistência estavam, também, Marco Fortes (Martelo), a dupla Álvaro Marinho/Miguel Nunes (Vela), Arnaldo Abrantes (Atletismo) e Tiago Venâncio (Natação), entre outros -, Nuno Fernandes lamentou o facto de a Federação Portuguesa de Atletismo ser a «única» a ter «a coragem pública de denunciar algumas situações e de pedir uma reflexão» sobre o momento. «Isso entristece-nos», acrescentou.

Uma das consequências da recondução de Vicente Moura no cargo será a demissão de Nuno Fernandes. «Ao contrário do que aconteceu com o comandante, será a minha saída da Comissão de Atletas Olímpicos. Se sou o líder e tomo uma posição contra não tem cabimento continuar [caso Vicente Moura seja reeleito]», defendeu o antigo atleta do F.C. Porto (Salto com Vara).

«Seria bom que o movimento associativo encontrasse alternativas e não optasse pelo caminho mais fácil», perspectivou.


Noutra notícia do mesmo jornal,
«Se os atletas estão contra, por que é que as federações apoiam a recandidatura?», questiona Gustavo Lima



Gustavo Lima, quarto classificado nos Jogos de Pequim, admitiu que o relacionamento com a «actual» Direcção da Federação Portuguesa de Vela não é dos «melhores», contudo, não compreende como é possível os atletas e as associações que os representam estarem em desacordo e deixou uma pergunta.

«Se estamos contra o presidente do COP, por que é que as federações apoiam a sua recandidatura?», questionou.




Intervenções e questões que fazem lembrar a posição da Associação Portuguesa de Mestres de Xadrez sobre as convocatórias para as Olimpíadas de Dresden.

A resposta é que parece simples: porque, como naquela brincadeira de crianças em que a frase segredada no início da fila chega completamente desvirtuada ao final, os interesses dos atletas vão sendo alterados à medida que se sobem os degraus - clube, associação, federação... - da pirâmide da administração desportiva.

Adenda

Olímpicas xadrezistas em discurso directo retirado do Xadrezismo:

(...) Ariana abordou o aspecto mais melindroso desta participação Olimpica: ”Por um lado, foi bom podermos jogar as 4 em simultâneo (o que não aconteceu nas outras olimpíadas), porque mantivemos a nossa homogeneidade enquanto equipa, o que outros países não conseguiram. Nós saímos de Portugal já sabendo que íamos jogar os 11 jogos, e tinhamos acordado neste aspecto com a Armanda Plácido, nossa capitã de equipa e 5ª jogadora. Apesar do meu problema de saúde, eu fiz os possíveis para continuar em prova porque sabia que era o melhor para a equipa, e que a nossa capitã não teria disponibilidade para jogar nos últimos dias. Não se pôs a questão de eu descansar alguma sessão simplesmente porque sabíamos que era o melhor para a equipa continuarmos a jogar as 4, e eu já sabia quando saí de Portugal que iria para Dresden jogar as 11 jornadas.

Nunca pensei vir a ter de desistir de um jogo, infelizmente, isso aconteceu porque me senti mal, talvez por o jogo ter sido logo de manhã. Como foi na última sessão, não houve a questão do que fazer "a seguir", mas provavelmente não iria poder continuar a jogar nas mesmas condições.

No entanto, nada disto invalida o facto de o facto de jogarmos apenas as 4 ter tido influência nos nossos resultados. Se tivessemos uma suplente à altura os nossos resultados teriam sido obviamente melhores, porque poderiamos ter descansado nas rondas em que defrontámos adversárias mais acessíveis, ou, no meu caso, poderia ter descansado assim que me comecei a sentir pior. É de lamentar que tenha existido um lugar vago pago pela organização e a FPX não ter enviado ninguém a esse lugar...

Agora, nas condições em que nos encontrávamos e que, apesar de discordarmos, tinhamos aceite, com a Maria Armanda como 5ª jogadora, a substituição de uma de nós iria ter influência negativa na equipa pois a Maria Armanda não se encontrava em Dresden para jogar nem teria força de jogo para defrontar a maioria das adversárias que enfrentámos. Na minha opinião esta seria uma influência negativa maior do que aquela provocada por eu não me encontrar nas melhores condições de saúde.”

A esta critica, junta-se a voz da 1ª tabuleiro Portuguesa: Catarina é peremptória ao afirmar: “desde a Olimpíada de 2000, a selecção feminina não teve qualquer apoio!” e depois, com a mesma frontalidade revelada por Ariana, continuou: “foi pena que tudo se tenha decidido muito em cima da hora de início da Olimpíada. Em Outubro, pedi uma reunião à Federação, mas não tive resposta. Quase na altura de partirmos, a Maria Armanda informou por e-mail que apenas seria capitã de equipa, não estando disponível para jogar qualquer partida, a não ser que algo de transcendente acontecesse. Mas em minha opinião o problema de fundo é a inexistência de uma 5ª jogadora com força de jogo equivalente ao de nós as quatro e para isso é que a FPX devia olhar, proporcionando condições reais de evolução às restantes jogadoras
(...)

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Almoço de Natal GXP



Esta imagem foi "reciclada" a partir de uma do ano passado, como se pode ver pela publicidade :)
... e pelo peão de a6!...


A Direcção do Grupo Xadrez Porto convida todos os associados e amigos para o Almoço de Natal que vai ter lugar no Café Clássico, dia 14 de Dezembro (domingo), às 13:30 horas.

Ementa:
Bacalhau à Braga ou Assado com Batatas a Murro
ou
Vitela Assada

(com Bebida, Sobremesa, Café... e Surpresas!!)

€ 20,00

Inscrições só até terça-feira!
(se te quiseres inscrever, envia um email para a mailing list ou para os contactos disponibilizados na página do clube)

Mate em 3

Este problema foi enviado pelo André.



As brancas jogam e dão mate em 3 jogadas.

Taça AXP: sorteio para a 3.ª ronda



Panorâmica da 2.ª ronda da Taça AXP na nossa sala:
em primeiro plano a equipa D - Santo Tirso B, junto à janela a equipa A - BCP e, ao fundo, a equipa B - Gaia A.


No próximo sábado vamos a Matosinhos jogar com o Dias Ferreira D.

A 12.ª equipa do ranking inicial tem por base os seus primeiros 3 tabuleiros que são todos jogadores experientes, bem habituados a estas andanças. O Pedro Mendes (1637), o Roberto Mendes (1686) e o Diogo Valente (1668) são os principais atletas desta equipa, onde alinham outras caras conhecidas como as promessas Henish Balu (1332) e Bernardo Guerra (1313) e xadrezistas históricos como os irmãos Luís (1722) e Tiago (1581) Parcerias.

Na primeira sessão ganharam 4-0 ao Espinho B e, na segunda, perderam pela margem máxima com o Dias Ferreira A. Os "Mendes" têm jogaram nos primeiros tabuleiros e o Bernardo no 4.º. No 3.º deve jogar o Diogo Valente.

Vai ser um encontro disputado em que um resultado positivo, além de garantir a permanência na prova, poderá vir a permitir a obtenção de blocos fide.


Quanto às restantes equipas do clube:

A equipa A vai à sede do Moto Clube jogar com a equipa B local, onde pontificam Igor Kovtun (2068) e Serhiy Leshchenko (2053), acompanhados pela recente contratação João Vicente (1725) e os habitués GMs - Grande Matos, Grande Mendes e Grande Mário.

Na primeira ronda, ganharam 4-0 à equipa D do seu clube e, na segunda, empataram com o Dias Ferreira C, beneficiando da vitória no 3.º tabuleiro: os habituais titulares Igor Kovtun e João Vicente empataram, respectivamente, com o Ricardo Margarido e o Simão Pintor, enquanto que o António Matos venceu a sua partida, como já havia acontecido na primeira ronda, e o Mendes, que substituiu o Mário, perdeu no quarto tabuleiro.

O resultado poderá não ser o até agora omnipresente 4-0, mas é um encontro para ganhar.

Por outro lado, a equipa B vai a Alfena, na condição de favorita, e a C vai a Gaia jogar com a equipa B da Academia de Xadrez local. Esta equipa perdeu com a Boa Nova, na primeira ronda, por 2,5-1,5, e, na segunda, venceu a equipa B de Vila D'Este pela margem máxima. Com o primeiro tabuleiro na casa dos 1700 pontos e os restantes na dos 1300/1400, prevê-se uma eliminatória disputada mas que nos pode ser favorável, até porque o nosso primeiro tabuleiro, Artur Almeida (1753), conseguiu, na última jornada, anular o Mestre Nacional José Padeiro (2245, o segundo jogador com mais elo da prova), com quem empatou.