quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Boa Nova: Rui vence os sub-14 e GXP o colectivo!


Fonte AXP:

Decorreu em 8 de Novembro nas instalações da Escola Secundária da Boa Nova, em Leça da Palmeira, o XXXIII Torneio da Boa Nova, prova de semi-rápidas organizado pelo Grupo de Xadrez da Escola aberta a toda a comunidade, tendo participado 90 jogadores de todas as idades, com especial prevalência de jovens. EMANUEL SOUSA, do Moto Clube do Porto/ALPI, foi o vencedor destacado, totalizando 6,5 pontos, seguido por JOAQUIM BRANDÃO DE PINHO e ADELINO BOTELHO, ambos do Grupo de Xadrez do Porto, com 6 pontos. O melhor classificado dos jogadores do clube organizador foi DANIEL PRETO, na 17ª posição da classificação geral.


Colectivamente, venceu o GX Porto (22,5 pontos), seguindo-se o Moto Clube (22) e o Dias Ferreira (19). Além do Presidente Joaquim Brandão de Pinho e do Adelino Botelho, integraram a equipa o vigoroso monitor Hélder Pinho (5,5 pontos, 4.º lugar) e Carlos Castro (5 pontos, 14.º lugar - na foto, o jogador de óculos).

O Rui fez 4,5 pontos e foi o sexto melhor jogador do Grupo. Terminou em 27.º lugar da geral e foi o primeiro do escalão sub-14!


O nosso Presidente, o Adelino, o Hélder e o Rui em acção!

Parabéns, Rui!


Classificações disponíveis no site da AXP.


Fotos, como sempre, da omnipresente Juliana Chiu, aqui acompanhada pelo ávido blogger GoodChess.

Vamos brincar às caçadinhas?

Como está essa técnica de Rei e Peão contra Rei?


Jogam as brancas e ganham. Como?
(temas: regra do quadrado; actividade do Rei)

ESCLARECIMENTO: Faltam 2 dias...



Em post anterior, intitulado "Faltam 2 dias...", relativo à notícia publicada na última edição do Expresso, de que constava a frase "O Grande Mestre António Fernandes acusa António Bravo, Presidente da Federação Portuguesa de Xadrez (FPX) e simultaneamente seleccionador nacional, de “tráfico de influência” por ter deixado de fora das Olimpíadas os melhores xadrezistas portugueses", escrevi que "depois de publicadas as citadas declarações num dos semanários de maior expressão nacional, uma vez que o crime de tráfico de influências (um crime contra o Estado, previsto no artigo 335.º do Código Penal) é um crime público (ie, dispensa queixa e acusação particular), não estranharia que o DIAP fosse à FPX saber se efectivamente há indícios da prática do crime...".

num outro post, havia escrito, relativamente a uma peça do Record, que ela continha "algumas imprecisões, habituais no jornalismo actual (como se costuma dizer, "só quem nunca leu nada sobre algo que conhece é que acredita em tudo o que vem escrito na imprensa")".

Tal sucedeu nesta notícia do Expresso. De tal modo que, além de entrar em contacto com a jornalista, o GM António Fernandes entendeu que deveria "informar a comunidade jornalística", o que fez através de comentário ao dito post.

Por entender que esta informação merece maior destaque e, também, para, de algum modo, minorar os efeitos daquela minha consideração sobre o DIAP (que, sendo plausível, não deixa de poder ser considerada inquietante por alguns), deixo aqui transcrito o comunicado do GM António Fernandes:



Venho por por este meio informar a comunidade xadrezista que enviei à jornalista do Expresso, responsável pela notícia saída naquele semanário no passado sábado, uma nota do seguinte teor.

Boa noite Isabel Paulo,

Li com agrado a notícia saída no Expresso, do passado sábado, a qual corresponde à situação actual da modalidade e sintetiza com clareza a forma como foram escolhidos os membros das selecções nacionais às Olimpíadas de Xadrez e, em especial, a forma incorrecta como todo o processo decorreu.

Gostaria no entanto de clarificar o texto da notícia.
A expressão «tráfico de influência» deve ser enquadrada, até porque surge entre aspas e transmite a ideia de que eu formulei a acusação tal como vem referida. Ora, não foi minha intenção afirmar a certeza de que o Presidente da FPX exerce «tráfico de influência», muito menos com o sentido jurídico rigoroso que pode estar-lhe associado.

O que afirmei, e mantenho, foi que as irregularidades cometidas e a falta de transparência do processo fazem com que as pessoas se interroguem se, por detrás disto tudo não haverá mais do que mera ausência de bom senso e de incompetência na aplicação dos regulamentos, o que já não seria pouco!

Espero ter contribuído para esclarecer a minha posição sobre este assunto.

Com os melhores cumprimentos,
António Fernandes




Neste dia em que se joga a primeira jornada da Olimpíada, aproveito a deixa para recordar a luta pela legalidade do GM António Fernandes, sublinhar que me parece que lhe assiste a razão (não em todos os argumentos mas quanto à questão de fundo: deveria ter sido efectuada nova convocatória após o Campeonato Nacional, que o incluísse, uma vez que os pressupostos de facto da anterior se alteraram nesse momento, dado que o novo campeão nacional deveria ser convocado, por inerência, nos termos do regulamento aplicável) e, se é certo que este é um daqueles casos em que não pode haver 100% de certezas, este bem pode ser um caso emblemático da fiscalização jurisdicional da actividade administrativa de uma federação desportiva.

Além de bons xadrezistas, bons torneios, boas arbitragem, bons treinadores, bons livros, boas direcções de prova, bons blogues/foruns/discussões, bons dirigentes..., o xadrez português também precisa de uma boa administração e de boa aplicação da justiça desportiva.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Partida Comentada (Carlos Novais)

Mais um post roubado ao Xadrez Amigos


O Carlos Novais (actual campeão distrital absoluto, de rápidas e de semi-rápidas) comentou uma das suas partidas mais importantes da última época.
Esta partida foi disputada no último campeonato distrital, entre os dois principais favoritos à vitória final.




Convém referir que o Carlos Novais venceu esta prova com sete pontos, mais meio ponto que o Orphe Bolhari, que ficou em segundo lugar.

AG da FPX foge à polémica das Olimpíadas



A Assembleia Geral da FPX que decorreu no último domingo - com o ponto único "Apreciação, discussão e votação do Plano de Actividades e Orçamento da FPX para 2009" (as Olimpíadas tinham, anteriormente, ficado de fora) -, aprovou aqueles documentos. Desconhece-se a votação mas presume-se que a Associação Distrital de Faro não tenha estado presente.

A notícia não está no site da FPX mas no do diário desportivo Record.


Xadrez: Selecções sem debate
AG da FPX foge à polémica das Olimpíadas


A assembleia geral da Federação (FPX) aprovou o orçamento, mas sem contemplar o debate sobre regulamentos e critérios das Selecções para as Olimpíadas de Dresden, tal como pretendia a Associação de Mestres (APMX), que representa os jogadores mais cotados.

António Fernandes manifestou-se desapontado com o desfecho, porque a FPX alegou que a assembleia geral não reunia condições para debater a polémica, enquanto a tutela (IDP) continua a não dar resposta à contestação do grande mestre e campeão nacional, que ficou fora da equipa das quinas. O xadrezista disse de sua justiça: “As irregularidades cometidas e a falta de transparência do processo fazem com que as pessoas se interroguem se por trás disto tudo não haverá mais do que mera ausência de bom senso e de incompetência na aplicação dos regulamentos.”

A convocatória para as Selecções femininas também não é pacífica, dada a exclusão de algumas das atletas mais qualificadas.

Olimpíadas de Dresden começam hoje

retirado de Chess Base e do blogue da GM Susan Polgar


As 36.ªs Olimpíadas de Xadrez - Dresden 2008 - iniciam-se esta noite, precisamente às 20h08 alemãs, com uma grande gala de abertura que inclui performances teatrais e musicais com mais de 500 artistas. Quem não for à Alemanha pode, ainda assim, acompanhar a cerimónia de abertura e o resto do evento através do canal de tv online das Olimpíadas. E também através do Playchess que vai transmitir 32 partidas e entrevistas vídeo.

Horário
Hoje tem lugar a cerimónia de abertura. De amanhã, quinta, até segunda jogam-se as cinco primeiras jornadas. Terça, dia 18, é dia de descanso. De quarta a domingo jogam-se as sessões 6, 7, 8, 9 e 10. Segunda, dia 24, é novo dia de descanso. E na terça, dia 25, joga-se o último encontro e tem lugar a cerimónia de encerramento.

Participantes
Com 152 países participantes, Dresden terá mais sete nações que as últimas olimpíadas, em Turim, 2006. Estes 152 países apresentam um total de 275 equipas, 156 no aberto (inclui uma equipa B da Alemanha, país organizador, e equipas para as secções surdos, invisuais e correspondência). Na prova feminina participam 119 equipas. As equipas participantes são constituídas por mais de 2.000 xadrezistas.
Estes dados fazem das Olimpíadas de Xadrez o segundo maior evento desportivo em termos de representação de países, logo a seguir aos Jogos Olímpicos de Verão. Além dos participantes, os organizadores esperam 1500 espectadores por dia.

Ordenados por elo os participantes da prova aberta, constata-se que o top-100 termina com o GM esloveno Dusko Pavasovic, com 2597 pontos!! O top-50 encerra com o GM israelita Boris Avrkuh (2657)! A fechar o top-20 está outro GM israelita, Boris Gelfand (2719)! No início da lista está a elite mundial: Topalov, Morozevich, Carlsen, Ivanchuk, Kramnik, Aronian, Radjabov, Leko...
Na prova feminina, embora com menor expressão, a lista inicial não deixa de ser impressiva: o top-100 termina com a MF espanhola Natalia Vives (2299), o top-50 encerra com a MI húngara Ildiko Madl (2376), o top-20 fecha com a MI russa Nadezhda Kosintseva (2468) e o topo da lista é dominada pelas GMs Yifan Hou, Pia Cramling, Antoaneta Stefanova, Marie Sebag, Alexandra Kosteniuk e Xue Zhao.

Equipas Portuguesas
Como é sabido, Portugal apresentará duas equipas, uma no torneio aberto e outra no feminino.

A equipa do aberto tem uma média de elo de 2441 pontos e ocupa a 60.ª posição do ranking inicial, entre 154 equipas. É capitaneada pelo MI Joaquim Durão e constituída pelo GM Luís Galego (2484, 241.º do ranking inicial entre 766 xadrezistas), o MI Rui Dâmaso (2424, 304.º/766), o MF Paulo Dias (2406, 326.º/766), o MI Sérgio Rocha (2417, 315.º/766) e o suplente é o MF Ruben Pereira (2437, 294.º/766).

A equipa feminina tem uma média de elo de 2145 pontos e ocupa a 49.ª posição do ranking inicial, entre 116 equipas. O site oficial não indica a capitã. É constituída pela MIF Catarina Leite (2153, 218.º do ranking inicial entre 579 jogadoras), e as MFF Ariana Pintor (do GXP, 2152, 220.º/579), Ana Baptista (2168, 205.º/579) e Margarida Coimbra (2105, 250.º/579). A suplente é Maria Plácido (com apenas 1750, 415.º/579).


Regras Especiais
Duas regras pouco habituais serão testadas nesta prova. A primeira diz que não serão admitidas propostas de empate antes da jogada 30. E a segunda, mais radical, diz que todos os jogadores devem estar no seu tabuleiro no momento em que se inicia a ronda, sob pena de falta de comparência imediata (não haverá a tradicional hora de tolerância).
Ao contrário do que aconteceu nas edições anteriores, cada equipa será constituída por 4 titulares e um suplente. O sistema de pontuação também é novo: em vez de contar o resultado de cada tabuleiro, uma equipa receberá 2 pontos pela vitória, 1 pelo empate e nenhum em caso de derrota.

Local de Jogo


À esquerda, o Palácio onde se jogarão as Olimpíadas.


Planta do Local de Jogo


Vista Parcial da Sala de Jogo


Outra perspectiva da sala do Palácio do Congresso. Todos os tabuleiros são electrónicos e estão preparados para transmitir a partida respectiva através da internet.


Sala de Imprensa


Cobertura
A organização preparou um canal de TV online que acompanhará as partidas, resumirá os melhores momentos, apresentará entrevistas, tudo 24 horas por dia. Para ver a TV das Olimpíadas é preciso ter o Windows Vista ou XP, uma versão actualizada do Windows Media Player e uma ligação à internet de 2 Mbits. Depois basta fazer o download da aplicação que está no site oficial da prova.

Todas as regras têm excepções.

Como está essa técnica de Rei e Peão contra Rei?


Jogam as brancas e ganham. Como?
(temas: oposição; promoção)

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Selecção de xadrez embarca amputada


Desta vez é a angolana! =D



O Mestre Nacional Catarino Domingos, do Grupo Desportivo da Epal, e a xadrezista Nelma Lopes, do Progresso do Sambizanga – Escola Macovi, são os grandes ausentes das selecções de xadrez, em ambos os sexos, que seguiram ontem para a Olimpíada de Dresden, Alemanha, de amanhã a 25 do corrente.
De acordo com o secretário-geral da Federação Angolana de Xadrez (FAX), Abraão dos Reis, os xadrezistas viram os pedidos de visto recusados pela Embaixada da Alemanha, por alegados problemas migratórios. (...)


Notícia "Selecção de xadrez embarca amputada" completa no Jornal de Angola.

Follow the leader...

Como está essa técnica de Rei e Peão contra Rei?


Jogam as brancas e ganham. Como?
(temas: oposição; promoção)

1... 2... 1, 2, 3, 4!
Follow the leader, leader, leader... Follow the leader!
Hands Up! Down! Up! Down!

[Atenção! Peça tocada, peça jogada!]

Put one hand in the air
And we're going from left to right
Watch this: Left - Right!


segunda-feira, 10 de novembro de 2008

SuperTaça 2008: vitória do GD Diana (Évora)


Adaptado dos posts de Miquinhas em Xadrez Amigos


O Grupo Desportivo Diana continua o seu domínio nas provas colectivas.
Desta vez conquistou a Supertaça frente à equipa do ACR Vale de Cambra.




A prova decorreu no sábado à tarde, na Biblioteca Municipal de Vale de Cambra, e opôs o GD Diana (que a época passada conquistou a dobradinha) à equipa local (finalista vencida da Taça de Portugal). A organização esteve a cargo da Federação Portuguesa de Xadrez, com o apoio da Câmara Municipal de Vale de Cambra, da Estalagem Quinta Progresso e do clube visitado, a Associação Cultural e Recreativa de Vale de Cambra.



O confronto terminou empatado (2-2), mas a equipa de Évora conseguiu uma vitória no segundo tabuleiro (o primeiro tabuleiro terminou empatado), o que lhe deu vantagem no desempate.

Eis os resultados das quatro partidas:

CR Vale de Cambra 2 - 2 Grupo Desportivo Diana
Luís Galego (2530) 1/2 - 1/2 Miguel Hurtado (2503)
Diogo Fernando (2444) 0 - 1 Paulo Dias (2406)
Mauricio Barroche (2379) 1 - 0 Luís Santos (2400)
Jorge Guimarães (2238) 1/2 - 1/2 Fernando Silva (2353)

Todas as informações sobre esta prova podem ser encontradas aqui.

Faltam 2 dias...



Faltam 2 dias para o início das Olimpíadas de Dresden, mas parece difícil prever quando é que elas acabarão.


A feminina de Calvià - 2004 ressuscitou.
E no Expresso diz-se (com algum exagero) que no xadrez português se vive "um autêntico clima de guerra" e que "os xadrezistas nacionais estão com o sangue quente". É o que efectivamente parece, de acordo com algumas das frases da peça: "O Grande Mestre António Fernandes acusa António Bravo, Presidente da Federação Portuguesa de Xadrez (FPX) e simultaneamente seleccionador nacional, de “tráfico de influência” por ter deixado de fora das Olimpíadas os melhores xadrezistas portugueses"; "António Fernandes, 46 anos, único português a ganhar uma medalha (bronze) em Olímpiadas, em 2002, acusa o Presidente da FPX, e «autonomeado seleccionador, de manipular a verdade»"; "Esta é também a opinião de Ramiro Lopes, presidente da Associação de Xadrez de Faro (AXF), que censura António Bravo por ter feito malabarismo nas convocatórias, «privilegiando amigos» em detrimento dos melhores"; "Segundo António Fernandes e Ramiro Lopes, a pressa na convocatória «não foi inocente»".
A APMX e o GM Luís Galego foram os únicos intervenientes citados que tentaram deixar a caixa de Pandora fechada, apesar de dizerem o que entenderam conveniente, aquela sustentando "que o processo foi mal conduzido pela FPX e que «a escolha feita revelou-se um erro com preço a pagar na qualidade das selecções»", e este frisando "ser «um absurdo tudo o que se está a passar»".



Entretanto, o Ala de Rei entrevistou o GM António Fernandes e publicou o resultado em que este sintetiza, de forma clara, a sua posição quanto à convocatória.

Nesta entrevista, o GM António Fernandes parece mais resignado quanto ao facto de "ser privado de lutar por mais uma medalha olímpica" e de "lutar por um recorde mundial (...)[ - ] poder vir a tornar-me o xadrezista em todo o mundo com maior número de representações olímpicas. Por exemplo o Korchnoi participou em 16 olimpíadas, eu participei até ao momento em 14.", já que, quando questionado quanto à forma "como espera ser ressarcido", a resposta já não passa pela inclusão na comitiva (como no início disse ao 16x16), mas pelos esclarecimentos que, em tempo oportuno (as olimpíadas começam depois de amanhã...), o seu advogado entenda prestar.

Ou seja, o caminho mais provável é, como se adivinhava (uma vez que a FPX não parece estar interessada em rever a sua posição), a via indemnizatória. A caixa do artigo do Expresso (disponível na parte final da transcrição da Casa do Xadrez vai no mesmo sentido: "O campeão nacional, se não for às Olimpíadas, vai processar judicialmente da direcção da FPX e o seu presidente, alegando danos morais e desportivos".



Aquela caixa veio, ainda, esclarecer outra questão. No ponto 6 deste post, escrevi que o GM António Fernandes se dirigiu ao SEJD embora a LOPCM parecesse indicar o IDP como o órgão competente para exercer a tutela sobre a FPX. A caixa do Expresso parece dar apoio a esta posição: "Laurentino Dias remeteu a queixa para a o Instituto de Desporto de Portugal, que esta a analisar a questão."

Por fim, apesar de o xadrez nacional não estar num "autêntico clima de guerra" - apenas porque o xadrez nacional não tem cultura escaquística suficiente para tomar como verdadeiramente seu um problema que, no individualismo das coisas, só afecta o GM António Fernandes e o equilíbrio de poder da FPX -, depois de publicadas as citadas declarações num dos semanários de maior expressão nacional, uma vez que o crime de tráfico de influências (um crime contra o Estado, previsto no artigo 335.º do Código Penal) é um crime público (ie, dispensa queixa e acusação particular), não estranharia que o DIAP fosse à FPX saber se efectivamente há indícios da prática do crime...


Seja como for, estão reunidos todos os ingredientes para acções e contra-acções judiciais. E da forma como os tribunais estão atolhados, apesar de faltarem 2 dias para o início das Olimpíadas, é possível que, em Portugal, Dresden 2008 dure anos (mesmo que as partes se cansem de esperar e cheguem a um acordo antes do trânsito em julgado da (última) decisão).

T&T: Tempos e Tácticos, Lda.

Como está essa técnica de Rei e Peão contra Rei?


Jogam as brancas e ganham. Como?
(temas: oposição; actividade do rei; promoção; raio x)

domingo, 9 de novembro de 2008

O melhor caminho

Como está essa técnica de Rei e Peão contra Rei?


Jogam as brancas e ganham. Como?
(temas: oposição; actividade do Rei)

sábado, 8 de novembro de 2008

Às vezes um peão a mais... é demais!

Como está essa técnica de Rei e Peão contra Rei?


Jogam as brancas e ganham. Como?
(temas: oposição; promoção)

Encontro de domingo



Amanhã, o encontro estará a cargo do Gonçalo e do Hélder.

Caminho único

Como está essa técnica de Rei e Peão contra Rei?


Jogam as brancas e ganham. Como?
(temas: triangulação; promoção)

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Trabalho - Xadrez - Casa


"A eterna rivalidade entre «mouros» e «tripeiros» passou para as páginas de um livro ["Porto vs Lisboa", editora Guerra e Paz] pela mão de dois jornalistas, que defendem no papel as maravilhas das suas cidades e aproveitam para desdenhar os símbolos da cidade rival.

Não é um assunto novo e reza a história que já no século XIX o «ódio» existia. Pelo menos assim escreveu Eça de Queiroz: «Lisboa inveja ao Porto a sua riqueza, o seu comércio, as suas belas ruas novas, o conforto das suas casas, a solidez das suas fortunas, a seriedade do seu bem-estar. O Porto inveja a Lisboa a Corte, o Rei, as Câmaras, S. Carlos e o Martinho»."


Depois de uma adolescência vividamente portuense e uma escolaridade em recreio de escola pública marcadamente portista, parece-me agora - que além de mais velho, tenho, no último meio ano, vindo a Lisboa mais ou menos de 15 em 15 dias - que a principal diferença entre Lisboa e Porto é fundamentalmente uma: proporção.

Em Lisboa é tudo maior, desde logo porque o país não se soube desenvolver de um modo multipolar. Quase tudo, a começar pela Administração Pública, está na capital. Em consequência (talvez demasiado simplista), é a zona do país onde se concentram mais pessoas. Basta ver, por exemplo, a quantidade de malta que, todos os domingos, enche várias vezes o cais de Campanhã e vários Pendulares e InterCidades com destino ao Oriente ou Santa Apolónia. Exemplo que se multipla, quer em localidades, quer em meios de transporte, por este país fora.

É das regras do mercado que, onde há mais pessoas, exista mais procura e, se tudo estiver a correr bem, mais oferta. Do mesmo modo, em princípio, onde há mais pessoas há mais dinheiro, logo mais consumo, poupança e investimento. Não ponho as mãos no fogo por esta teoria, mas talvez ela ajude a explicar por que é que só em Lisboa é que uma pessoa (ok, um xadrezista predisposto a reparar no seu jogo) corre o "risco" de, no regresso a casa, depois de um dia de trabalho, se cruzar com o xadrez nos sítios e formas mais surpreendentes.


A Fundação PLMJ foi instituída pela sociedade de advogados com o mesmo nome e tem sede na sede desta, na Avenida da Liberdade, no coração de Lisboa.

A Fundação propõe-se contribuir para a divulgação das artes plásticas em Portugal, protagonizando uma actividade regular na área do coleccionismo onde desenvolveu um acervo ilustrativo da criação artística contemporânea. Nas suas Colecções convivem nomes reconhecidos com outros em início de carreira e, consequentemente, trabalhos de natureza vária, realizados em diversos suportes e alicerçados em múltiplas posturas processuais e estéticas.

No âmbito da sua actividade, a Fundação promove projectos editoriais e programas expositivos próprios, com destaque para a divulgação de jovens artistas portugueses nos diversos sectores das artes plásticas – Pintura, Desenho, Escultura, Fotografia e Vídeo, corporizada no projecto multidisciplinar Opções & Futuros iniciado em 2005.


A sede está extraordinariamente bem decorada com o acervo da Fundação, e houve duas peças que me ficaram no canto do olho. A primeira, no cimo de uma escada em caracol, foi este Triconight (escultura de Joana Vasconcelos, 2002):


E ao fundo da tal escada, aliás, em rigor, por baixo da mesma, mesmo defronte da Sala dos Advogados Estagiários - talvez numa pequena manifestação de humor :P - está o hiper realista "advogado morto".


«O famoso "advogado morto", na firma PLMJ (em cima) é afinal uma obra de arte da autoria de Noé Sendas» e sobre ele o artigo "Isto é arte, Sr. Empresário", publicado no suplemento Fora de Série do Diário Económico de 31 de Outubro, conta a seguinte estória: «A empregada de limpeza da sociedade de advogados PLMJ, em Lisboa, apanhou um susto de morte. À entrada do elevador encontrou um homem deitado no chão, de lado, com blazer vestido, calças de ganga e ténis, a cabeça tapada com um saco, os pés e as mãos amarrados atrás das costas. Gritou pelo segurança do edifício para ajudar a resolver o que imaginou ser um crime. Mas verificou depois tratar-se de um boneco colocado intencionalmente naquela posição e naquele lugar. O suposto defunto advogado era, afinal, uma obra de arte de Noé Sendas. Conclusão: a arte é para ser vista por todos. Para estar exposta em locais ao alcance do olhar das pessoas.»



Mais tarde, já no metro, deparei-me com uma feira do livro itinerante e um dos primeiros livros expostos era o "Jogos Reais em Vinte Pinturas", de Carlos Dugos, editado pela Hugin.

«"Jogos Reais" foi a designação dada ao conjunto de vinte pinturas que estão aqui [na obra] reproduzidas, executadas entre 1995 e 1999. Este ciclo de trabalhos foi apresentado numa exposição pública no Museu da Água da EPAL - Estação Elevatória de Barbadinhos - em Janeiro de 2000.»

Já em casa, procurei na internet informação sobre o autor, para descobrir que o Ala de Rei já dele havia dado notícia, e recentemente, à comunidade xadrezística. Carlos Dugos não parece ser um artista fácil e, de acordo com a entrevista do início do livro, produziu este álbum pictórico "segundo uma linha condutora homogénea em termos iconográficos, compositivos e plásticos, em função da mensagem patente num mesmo ciclo simbólico.
Nesta obra, com o habitual traço geométrico do seu naturalismo figurativo, modelado pela sua luminosidade tridimensional, o pintor representa diversas paisagens imaginais do Jogo de Xadrez, enquanto espelho pedagógico da Realidade da Arte e da Vida
".


1312, óleo sobre tela, 65x54cms, 1996, disponível aqui.


No prólogo, Manuel Cândido Pimentel, da Universidade Católica, diz que "Carlos Dugos adopta a versão europeia deste jogo milenar [chaturanga - ax-xa Tranj - xadrez] para fonte de sugestões estéticas, cruzando a actividade lúdica que lhe anda associada com um imaginário que vive sobretudo da dinâmica do símbolo e da sua reconcentração figurativa. A ideia de "jogo" desempenha uma importante função no mundo estético que o pintor cria, função, na verdade, arquétipa: ao colocar intencionalmente a correlação dos valores lúdicos com os valores vitais, identifica o impulso lúdico com o da vida, designada, por isso, como jogo.


Romeu e Julieta: o Acto Final, acrílico sobre tela, 120x80cms, 1998, disponível aqui.


Esta proposta concreta da vida como um jogo sublinha o jogo como uma representação da vida, o que permite contemplar no Xadrez - tabuleiro, figuras e tácticas militares - não só a dramática existência da alma humana na alternância do amor e da guerra, da vitória e da derrota, da dor e do júbilo, da ausência e da saudade, mas a própria cosmogonia do nada e da criação, da vida e da matéria, da morte e da transfiguração. (...)"

Mais um forcing do GM António Fernandes


Nas vésperas de uma assembleia geral da FPX (para discussão e votação do plano de actividades e do orçamento para 2009) e do início das Olimpíadas, o GM António Fernandes requereu a reapreciação das convocatórias para aquela prova, juntando um parecer de 2004 do então Presidente do Conselho Jurisdicional da FPX, solicitado pelo actual Presidente da Direcção, então presidente da comissão administrativa que geria a mesma federação, e informando que algumas federações nacionais alteraram a composição da sua selecção, para a dita prova, em data posterior a 19 de Setembro.

Toda a informação na Casa do Xadrez.

Todo o cuidado é pouco

Como está essa técnica de Rei e Peão contra Rei?


Jogam as brancas e ganham. Como?
(temas: oposição; promoção)
Se 1. Rf5 Rf8...


A corrida: 6 casas barreiras

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quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Precisão de Sniper!

Como está essa técnica de Rei e Peão contra Rei?


Jogam as brancas e ganham. Como?
(temas: oposição; promoção)

Rapidinhas para aquecer...



Ontem à noite, dois vigorosos deslocaram-se à sede do Moto Clube para participar no já habitual encontro de rápidas que ali se realiza às quartas-feiras.

Como sempre acontece, fomos muito bem recebidos (foi bom falar com Aníbal, o Mário, o Matos, a Juliana e o Afonso antes do início da séria competição), tendo relembrado a primeira vez que lá fui. Foi em 2006, por ocasião dos 1/64 de Final da Taça de Portugal de 2006/2007, e reza a crónica que "a equipa A foi extraordinariamente bem recebida pela sua homóloga do Moto Clube do Porto, desde logo com um cartaz afixado na via pública com os dizeres “Bem-vindo Estrela e Vigorosa Sport”!"

Nesse encontro jogou, na mesa 2 do Moto Clube, o Aníbal Nogueira que ontem fez as honras da casa. E a noitada correu como há dois anos, quando "foi para nós um prazer jogar com o Moto Clube, onde além de termos sido muitíssimo bem recebidos, fomos presenteados com um espírito de fair-play que nem sempre se encontra nos tabuleiros."


A crónica fiel do GoodChess publicada no Crazy Chess dá todos os pormenores da noitada. Mas, passe a falta de modéstia, devo assinalar que eu e o Rui, como bons convidados que tentámos ser, tivemos uma actuação digna de ser anotada pela Paula Bobone: eu fiquei em primeiro, logo a seguir ao primeiro Moto Ciclista - tendo, para o efeito, oferecido a Dama em 1 ao Luís Araújo, uma vez que, de contrário, arriscar-me-ia a ficar em primeiro à frente do primeiro jogador da casa (e ele ainda hoje pensa que foi sem querer...); já o Rui ficou em primeiro, mas a contar do fim. Tudo "socialmente correcto", pois! (em rigor, em rigor, deve ter ficado em primeiro a contar do fim depois do primeiro Moto Ciclista que ficou em primeiro a contar do fim, já que o desempate o deve beneficiar... mas desta vez, só por ter sido a primeira!, não vamos protestar :P)

Por outro lado - e esta desculpa também é boa! -, o Luís gozou de duas vantagens decisivas: não só jogava em casa, como teve mais tempo de descanso, uma vez que chegou já decorria a primeira jornada, facto que, além do mais, me desconcentrou pois deixei de ser o número um fixo.

Todavia, como o seu atraso se deveu a uma importante manifestação de apoio à noite europeia do FCP, nada a apontar. A minha exigência quanto à SPORT TV foi bem substituída por este apoio decisivo que ajudou à reviravolta no marcador (no último minuto... dos descontos!), e no fim do torneio ainda vi o resumo da televisão do Moto Clube.

Para a semana há mais!


Os momentos decisivos da jornada, com banda sonora à Diz Que É Uma Espécie de Magazine.
Para os momentos decisivos da outra jornada, há que consultar o blogue Crazy Chess.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Eleições na Associação de Xadrez do Porto




Os clubes filiados na AXP vão reunir-se em Assembleia Geral Eleitoral no dia 11 de Novembro, no Porto, para proceder à eleição dos corpos sociais da associação para o quadriénio 2009/2012.

A sufrágio apresenta-se uma lista única, que recandidata Manuel Pintor na Presidência da Direcção, Jorge Antão na Presidência da Mesa da AG e Rui Camejo Almeida na Presidência do Conselho Técnico. As Presidências do Conselho Fiscal, do Conselho Jurisdicional e do Conselho Distrital de Arbitragem são renovadas, apresentando-se respectivamente João David, Tiago Brandão de Pinho e Martinho Cardoso.


Ver Convocatória e Composição da Lista candidata.

O Programa de Candidatura da lista realça que o principal fio condutor é a continuidade do trabalho desenvolvido pela Direcção cessante, cuja maioria de elementos se recandidata. A equipa é reforçada com novos memebros que a reforçam de modo a estar preparada para enfrentar os desafios e os "tempos conturbados" (sic) que se avizinham.
Em todos os órgãos há uma mescla de elementos da equipa anterior, que asseguram a continuidade, e de elementos novos que para eles carreiam novas ideias e novos modos de trabalho.

A continuidade e a consolidação do desenvolvimento da prática do xadrez no distrito do Porto incidirá fundamentalmente nos seguintes eixos principais:
- O quadro competitivo, consolidando os avanços verificados nos formatos das competições oficiais e apostando de forma consistente no desenvolvimento de torneios e circuitos oficiosos;
- A Selecção Distrital de Jovens, reforçando a estrutura de enquadramento e apoio aos
melhores jovens, fortalecendo o seu treino e preparação e apoiando a sua participação em competições que lhes permitam uma adequada evolução técnica;
- A rentabilização de acções de sensibilização em escolas, colectividades, espaços públicos, cativando novos jogadores e novos clubes. O apoio à implementação de projectos no sistema de ensino ou de instituições de ocupação dos tempos livres, alargando o conhecimento do xadrez pela população em geral, começando pelas gerações mais novas. Para tal, dando continuidade ao reforço da base distrital de monitores e formadores;
- Alargamento da dinâmica criada pela utilização da web na política de comunicação da AXP a novos domínios, tal como a formação on-line, a divulgação de literatura e análises, e a discussão sobre temáticas relacionadas com o xadrez no distrito.


Quanto ao Quadro Competitivo, será prestada especial atenção à prevenção das Faltas de Comparência, podendo ser introduzidas cauções para participação. Por outro lado, as provas oficiais de semi-rápidas e rápidas continuarão a ser de participação gratuita, dependendo os prémios monetários dos patrocínios angariados. Quanto a torneios "de nível superior", o Open de Espinho é apresentado como um exemplo a ser seguido por outros clubes, fazendo-se também referência à necessidade de se manterem os torneios para captação de novos jogadores e manutenção dos restantes.

Finalmente, é também destacada a importância da Informação e a relação da AXP com os clubes e jogadores. Neste domínio, a internet será cada vez mais utilizada e mesmo valorizada, quer para operações administrativas (como inscrições), quer como meio de comunicação e discussão, quer mesmo como ferramenta de treino.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

APMX comenta notícia do Record



A Associação Portuguesa de Mestres de Xadrez publicou, no seu site, esta "notícia do Record e um breve comentário".

- O Presidente da FPX diz "que nem sequer tem seleccionador, alegadamente por falta de verbas". A APMX cita o documento assinado pelo Presidente da FPX em que se comunica que "o porta-voz da selecção, neste caso o Presidente, assumiria a função de seleccionador cumprindo as decisões da direcção".

- Quanto à "afirmação de que a selecção não foi lesada porque os valores são semelhantes" daquele dirigente federativo, a APMX reputa-a (e bem!) como "realmente muito infeliz", uma vez que tal constatação não se encontra fundamentada e é notório que nem o campeão nacional nem o melhor elo nacional foram convocados.

- Por outro lado, à convocatória portuguesa realizada em Julho, a APMX contrapõe a espanhola, datada de 13 de Outubro de 2008, mesmo depois, portanto, de 12 de Setembro, o que poderá reforçar a posição do GM António Fernandes e abalar a minha (ainda que continue a considerar 12/9 como a data chave do processo, até porque a comunicação espanhola de Outubro não é a convocatória oficial enviada para a FIDE. Mas, como diz o povo, "não há fumo sem fogo"...)

- Finalmente, face a uma versão tímida do tão nacional discurso do coitadinho, a APMX questiona "durante quanto tempo se é Presidente de recurso", assinalando que "as decisões tomadas foram inteiramente da responsabilidade da Direcção da FPX, quer se concorde quer se discorde", depois de ressalvar que "é louvável pessoas ocupadas aceitarem utilizar uma grande parte do seu tempo em favor do xadrez, nomeadamente ocupando muito difíceis cargos directivos".

Outro xeque-mate preciso dos Mestres nacionais.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Teoria ou Prática?


A opção entre a teoria ou a prática é uma discussão antiga. Uns dizem que "não há nada mais prático do que uma boa teoria"; para outros, a teoria nasce da prática. Uma universidade australiana está a analisar esta questão do ponto de vista dos xadrezistas. Apesar de muitas das conclusões preliminares se basearem no conhecimento empírico dos participantes, há alguns dados estatísticos curiosos.


Retirado de Chess Vibes

Quais são os efeitos da quantidade de prática, do treino orientado e da idade em que se começa a jogar na competência xadrezística de um jogador? E como é que os xadrezistas vêem conceitos como "competência" ou "talento"? O Dr. Robert Howard, da Universidade de New South Wales, na Austrália, elaborou um inquérito para analisar estas questões e os seus resultados preliminares respondem a algumas delas.

(...)

O estudo do Dr. Howard parte de um pequeno questionário online que pode ser respondido por qualquer xadrezistica que tenha, ou tenha tido, elo FIDE. (Ainda é possível participar no estudo. O inquérito encontra-se aqui). Os resultados preliminares agora divulgados são os seguintes:


Resultados Preliminares do Inquérito

"(...)
A amostra consiste, até ao momento, em 581 jogadores, entre os quais 5 GMs, 25 MIs, 67 MFs, 2 GMFs, 2 MIFs e 2 MFFs. Os resultados são apenas preliminares.

Alguns pontos-chave:

Os jogadores aprenderam as regras, em média, com 8 anos (os Mestres cerca de 2 anos antes). A idade média em que começaram a jogar com maior seriedade e em alguns torneios é 14 anos, 12 no caso dos Mestres. A maior parte dos jogadores tiveram treinos. O tempo médio de estudo é de 5 a 6 horas de estudo por semana, mas os resultados são muito díspares (de 0 a 60 horas por semana). O número de horas de estudo é um factor relevante no nível de perícia do xadrezista, embora não decisivo.

A maior parte dos xadrezista acredita firmemente que há talento natural para o xadrez e a maior parte é de opinião que os jogadores do top-10 mundial têm algo de especial, pelo que poucos podem chegar àquele nível. Todavia, muito advogam que muito treino e prática podem fazer evoluir um xadrezista. Alguns estão convictos que praticamente qualquer pessoa pode aumentar a sua força de jogo até chegar a Mestre FIDE, com a prática e estudo devidos.

As opiniões sobre o que é o "talento natural no xadrez" variam, embora haja algumas ideias comuns que incluem boa capacidade espacial, quociente de inteligência elevado, muita motivação, forte vontade de vencer, controlo das emoções e vigor psicológico.

Em média, são necessários 390 jogos FIDE para se alcançar o título de GM. A maior parte dos xadrezistas não chega, sequer, perto deste número de partidas na sua carreira, de maneira que não têm nenhuma hipótese realista de chegar àquele nível. Cerca de 2/3 dos jogadores que jogaram mais que 900 partidas a contar para elo FIDE alcançaram o título de GM. Contudo, os xadrezistas que jogam mais de 740 partidas sem chegar a GM, ficam, a maior parte das vezes, na barreira dos 2400 pontos.



A análise dos ratings dos jogadores com mais de 900 partidas FIDE contabilizadas mostra que os jogadores que têm hipóteses de chegar ao top-10 podem ser identificados nas primeiras listas FIDE de que constam. Estes jogadores obtêm elo FIDE, em média, muito mais novos que os restantes, alcançam o título de GM com pouca idade e muito depresa, e aumentam a sua pontuação elo muito mais rapidamente que os outros GMs.

A maior parte dos entrevistados é de opinião que jogar partidas oficiais e estudar é igualmente importante no desenvolvimento da competência xadrezística."

O relatório completo está disponível no site da Universidade.
O estudo conclui que o ponto máximo de performance xadrezística é limitado, quase de certeza, por um "talento natural para o xadrez" que consistirá em várias características de habilidade e personalidade. Conclui, ainda, que depois de uma prática intensa, os jogadores alcançam um tecto que poderá ser ultrapassado através de treino específico, embora realce que o talento de cada xadrezista limita o nível máximo que poderá alcançar. Todavia, quer no xadrez quer noutras áreas, a maior parte das pessoas não chega sequer perto do limite imposto pelo seu talento natural, pois não tem prática suficiente.
Teoria e prática podem aumentar a força de jogo de um xadrezista, mas não necessariamente até ao nível de GM. E, como foi sugerido por um dos participantes, talvez "haja muito talento xadrezístico no mundo por descobrir. Se toda a gente se dedicasse ao xadrez, poderiam surgir novos atletas que levassem os top-10 para mais perto dos 3000 pontos que os actuais 2800".

sábado, 1 de novembro de 2008

Pequenas Alterações ao Encontro de Domingo





Boas notícias!

Domingo vão ter, finalmente, um treinador de jeito!

O Gonçalo Rodrigues (na foto com a caneta apontada ao gasganete, em pleno Curso de Formação de Monitores de Xadrez) vai ser o responsável pelo próximo encontro que terá início às 18h30.

Divirtam-se e bom fim de semana!

ps: aproveitem para aprender qualquer coisa que se aproveite que eu não vou estar fora para sempre!

Mais um cavalo, agora em f4

Para acabar a revisão do último TPC...


Jogam as negras. Como devem prosseguir o ataque?