quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Teoria, Prática e outros.

Por Guillermo Campitelli e Fernand Gobet em ChessBase.com
Guillermo Campitelli é doutorado em psicologia, professor universitário e treinador de xadrez. Fernand Gobet é também doutorado e professor de psicologia cognitiva, além de Mestre Internacional e jogador da selecção suiça.

15.01.2009
Há uma relação entre ser destro, canhoto ou ambidestro e a competência xadrezística? Há um período crítico para aprender a jogar xadrez? Quanto tempo se demora a alcançar um elo de 2200 pontos? Os Professores Campitelli e Gobet descobriram que há uma menor percentagem de destros a jogar xadrez do que na população em geral, que 12 anos é o limite máximo para começar a estudar xadrez e que demora, em média, 11.000 horas de treino para alcançar os 2200 pontos.

Qual é o papel do talento e da prática no percurso para alcançar um nível elevado de competências? Esta questão tem atraído alguma atenção recentemente na psicologia, em áreas como a música e o desporto (veja-se, por exemplo, o estudo de Robert Howard). Durante muitos anos, estudámos vários aspectos da psicologia do xadrez, como o papel da visualização, o método decisório dos xadrezistas e as estruturas cerebrais que alicerçam o conhecimento xadrezístico. Também abordámos a questão do talento/prática em estudos recentemente publicados nas revistas Developmental Psychology e Learning and Individual Differences [1]. Aqui sublinhamos as descobertas mais importantes.

Pedimos a um grupo de xadrezistas argentinos (3 GMs, 10 MIs, 13 MFs, 39 não titulados com elo FIDE e 39 jogadores sem elo internacional) que respondesse a um questionário dividido em três partes.
A primeira tinha diversas perguntas relacionadas com questões práticas (por exemplo, "Utiliza bases de dados?", "Tem um treinador?", etc.).
A segunda continha uma grelha na qual os jogadores deveriam indicar o número de horas que dedicavam ao xadrez (individualmente e em grupo), por semana, em cada ano da sua carreira.
Por fim, os jogadores tinham que preencher um questionário que avaliaria até em que medida eram destros, esquerdinos ou ambidestros.

Descobrimos uma grande correlação entre o número de horas dedicadas ao jogo e o elo actual: os jogadores sem elo indicaram, em média, 8.303 horas; os não titulados 11. 715; os MF 19.618; e os IM 27.929. (Os 3 GMs não preencheram esta parte do inquérito).



Note-se que houve uma imensa disparidade de valores na quantidade de horas apresentada. Por exemplo, quanto aos jogadores com elo aproximado de 2200 pontos, a média foi de 11.000 horas, mas um jogador apenas precisou de 3.000 enquanto que outro gastou mais de 23.000 para alcançar o mesmo nível.
Além de que alguns jogadores estudaram e praticaram mais de 25.000 horas e não chegaram aos 2200 pontos.

Como o xadrez é um jogo visual-espacial, seria de esperar que ele activa as estruturas cerebrais especialmente ligadas ao processamento visual-espacial, que tendem a estar situadas no hemisfério direito. Devido à forma como o cérebro está "ligado", a sua parte direita também controla o lado esquerdo do corpo. Assim, seria expectável que houvesse uma maior proporção de indivíduos esquerdinos, ou pelo menos ambidestros, que jogassem xadrez do que na população em geral. Na nossa amostra, 17,9% dos xadrezistas eram esquerdinos ou ambidestros, valor significativamente superior que na amostra controlo de não xadrezistas (10,2%). Todavia, o facto de ser esquerdino ou ambidestro, ou destro, não consequenciou diferenças significativas ao nível da competência dos xadrezistas.



Outro elemento que aventámos como possibilidade de servir de indicador da competência xadrezística foi a idade em que o jogador se iniciou no jogo. Com efeito, no seu famoso livro sobre o rating no xadrez, Arpad Elo propôs que houvesse uma idade crítica para a aprendizagem do xadrez, a partir da qual seria muito mais difícil alcançar o topo da classificação - como, aliás, em qualquer outra linguagem. Os nossos resultados mostram que há uma grande correlação entre a idade em que os jogadores começaram a jogar seriamente e o seu elo actual.
A idade média em que os xadrezistas começaram a jogar seriamente foi, para cada grupo, a seguinte: jogadores sem elo, 18,6 anos; jogadores com elo, 14,2 anos; MF, 11,6 anos; MI, 10,3 anos; e GM, 11, 3 anos.



Quase todos os jogadores titulados começaram a jogar seriamente antes dos 12 anos. Na nossa amostra, a probabilidade de alcançar o título de Mestre Internacional é de 1 em 4 para os jogadores que começaram a jogar seriamente antes dos 13 anos, enquanto que nos xadrezistas que se indiciaram aos 13 anos ou depois, a probabilidade se chegarem a MI era de apenas 1 em 55.

Outro resultado interessanto foi a margem de progressão demonstrada por jogadores de diferentes níveis. Não houve diferença significativa (cerca de 80 pontos elo) no médio elo dos jogadores titulados e dos jogadores com elo nos primeiros 3 anos de séria dedicação ao xadrez. Após o 3.º ano, o ganho médio de pontos foi de 7 por ano para os jogadores titulados e apenas 1 ponto para o grupo dos não titulados.

Os resultados das actividades de treino também revelaram algumas semelhanças: 83% dos jogadores disseram jogar rápidas, 80% teve um treinador em algum momento da sua carreira, 67% utilizam bases de dados, 66% treinam com o computador, 56% seguiam as partidas sem utilizar um tabuleiro e apenas 23% jogavam partidas "às cegas". Algumas actividades eram mais praticadas pelos jogadores mais fortes: ter aulas, utilizar bases de dados e jogar rápidas. Finalmente, os jogadores mais fortes tendiam a ter mais livros sobre xadrez que os jogadores mais fracos.



Em conjunto, estes resultados sugerem que a prática é condição necessária mas não suficiente para alcançar os mais altos níveis de performance xadrezística. Ou seja, praticar milhares de horas é fundamental, mas pode não bastar. Há outros factores que podem contribuir para alcançar as maiores performances. Descobrimos que jogar seriamente a partir dos 12 anos, ou antes, é também muito importante para se alcançar pelo menos o nível de Mestre Internacional. Finalmente, os esquerdinos e os ambidestros podem ter alguma vantagem em jogar xadrez no início da sua carreira (isto pode justificar o facto de preferirem jogar xadrez numa percentagem significativamente superior ao esperado), mas esta vantagem pode diluir-se no tempo através do aumento da quantidade de prática xadrezística.

Dama, Torre, Bispo ou peão?

Bognar - Kahn
Budapeste, 1999
Ref.ª 2901

Jogam as negras



Há padrões de mate aos pontapés nesta posição.
Qual é a melhor continuação para as negras?

Hetul Shah, o tomba-GMs de 9 anos (ou um exemplo de como ninguém acerta sempre, nem um GM)

Em ChessBase.com


13.01.2009Esta é para o registo dos melhores resultados de sempre. No Open Internacional Parsvnath, em Nova Deli, Hetul Shah, sub-10, derrotou um experiente Grande Mestre, com as negras, em ritmo clássico. O seu adversário era o Grande GM Nurlan Ibrayev (Casaquistão, 31 anos) que tinha quase mais 600 pontos de elo que o rapaz, e é, agora, provavelmente, o GM mais embaraçado do mundo. Partida e imagens.

Clica aqui para acompanhares a partida num diagrama noutra janela.



Nurlan Ibrayev (2407) - Hetul Shah (1817) [A00]
7.º Open Internacional Parsvnath, Deli (1.36), 11.01.2009
1.e4 e5 2.Nf3 Nc6 3.Bb5 a6 4.Ba4 Nf6 5.0-0 Be7 6.Re1 b5 7.Bb3 d6 8.c3 0-0 9.h3 Na5 10.Bc2 c5 11.d4 Qc7 12.Nbd2 cxd4 13.cxd4 Bd7 14.Nf1 Rfc8 15.Ne3 Nc6 16.a3 Bf8 17.b3?! Este lance cria um buraco em c3 que o jovem logo aproveita: 17...Nxd4 18.Nxd4 Qc3.



Nenhum destes lances é uma novidade. Foram jogados, por exemplo, no encontro Szily-Bisguier, em 1952 (i.e. 25 anos de Ibrayev nascer e 47 antes de Hetul Shah ver a luz do mundo). 19.Ne2?! O GM deixa simplesmente a Torre no ar. A ideias por trás desta novidade está para além do nosso entendimento. 19...Qxa1 20.Qd2.



Parece uma armadilha mortal, não parece? A Dama negra está presa ao canto do tabuleiro e não tem forma de regressar ao jogo. Mas como as brancas têm alguma dificuldade em atacá-la, as negras põe em acção um plano de salvamento: 20...d5 21.b4. Arranjando sarilhos ainda maiores. 21...d4 22.Nd1 Rxc2 23.Qxc2 Rc8 24.Qd2 Nxe4 25.Qd3 Nd6 26.Bb2 Qa2 27.f4 Qc4 28.Qb1



As negras têm 2 peões a mais e a iniciativa. Mas será que um sub-10 com 1800 pontos de elo pode mesmo vencer um GM experiente? Como diria o novo Presidente dos Estados Unidos "Yes, he can!" 28...d3 29.Ne3 Qe4 30.Nc3 Qxf4 31.Ncd5 Qg3 32.Nf1 Qg6 33.Bxe5 Nc4 34.Nf4. Quase todos os lances brancos desde o último diagrama são uma perseguição equestre à Dama negra. Mas o jovem não se impressionou com a cavalaria do GM e lançou um ataque em larga escala: 34...Qb6+ 35.Kh1 Nxe5 36.Rxe5 Bd6 37.Re4 Bc6 38.Qc1. A tentar enganar o rapaz com um pregagem e um mate de corredor? Hetul Shah não deixa escapar a vitória por entre os dedos... 38...Qb7 39.Re1



39...Bxg2+ 40.Nxg2 Rxc1 41.Rxc1 Bf4 42.Rc3 d2 43.Rd3 h6 44.Kg1 Qb6+



Não há mais nada a fazer, e o GM certamente mais embaraçado do mundo estica a mão, abandonando. 0-1. [Clica aqui para veres a partida]


Portei-me mal? O mais jovem tomba-GMs da história.

O 7.º Open Internacional Parsvnath é organizado pelo Clube de Xadrez Capablanca e decorre entre 11 e 19 de Janeiro, em Nova Deli. É um torneio suiço, com 10 rondas, e distribui € 17.600 em prémios, sendo que os jogadores estrangeiros têm que pagar um imposto de 10,1% sobre o prémio que obtenham.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Taça de Portugal: resultado do último (?) sorteio



No site da Taça de Portugal pode ler-se que "devido a um lapso no sorteio realizado no dia 12 de Dezembro de 2008 não entraram duas equipas regulamentarmente inscritas, Clube Amador de Mirandela e Amiguinhos do Museu Alberto Sampaio", pelo que "foi necessário proceder a novo sorteio, no dia 14 de Janeiro, em que além daquelas duas equipas, também entrassem duas equipas inicialmente isentas, Academia de Xadrez de Gaia "A" e ACR Vale de Cambra, afectando as Zonas A e B apenas".

Com o devido pedido de "desculpa pelos eventuais transtornos causados às equipas", foi publicado o novo sorteio que, no que nos diz respeito, reza assim:



Equipa D
BCP - GXP D: À procura da surpresa.


Não será preciso atravessar a rua e descer um quarteirão para chegar junto à Rua Sá da Bandeira e visitarmos o Clube Millennium BCP, pois pediram-nos a sala emprestada. Assim, jogamos em casa (na sede do GXP) mas de pretas no 1.º tabuleiro, contra a equipa em que sobressaiem os sócios do Grupo de Xadrez do Porto Artur Rosário (1778) e Mário Marques (1790) - respectivamente, Presidente e Vice-Presidente da Assembleia Geral do Grupo -, acompanhados de Alfredo Sampaio (1628) e Eduardo Ferreira (1619). É também a equipa do omnipresente Bernardino Pereira (1493).
O BCP está apenas uns passos acima do nosso nível de jogo. Se a tarde correr de feição, pode haver surpresa na Taça!



Equipa A
GXP A - GDDF B: Abrir logo a doer!


A equipa A recebe o Dias Ferreira B, uma formação muito competitiva composta por xadrezistas de créditos firmados como Jorge Viterbo Ferreira (2153), António Caramez (2073), Daniel Quintã (2038) ou Estevão Gomes (2030).
Se os primeiros tabuleiros de cada equipa forem convocados, teremos um escaldante primeiro tabuleiro: o campeão distrital de 2007/08 defrontará o campeão de 2006/07, em casa deste!



Equipa B
Amigos Urgezes - GXP B: Só muda a letra.


Com o novo sorteio, em vez da equipa A, é a B que irá a Guimarães. Ver o post anterior.



Equipa C
GXP C - MCP C: Só muda o local.


Com o novo sorteio, são os motociclistas que vêm a Passos Manuel. De resto, tudo na mesma (ver post anterior)

* * *

Este "lapso" é incompreensível. Desde logo pela justificação apresentada: o problema não esteve no sorteio mas na absoluta desconsideração da inscrição das duas equipas em falta, já que estas não constam sequer do site Chess Results que foi actualizado, pela última vez, a 29 de Dezembro.

De qualquer modo, esperemos que os lapsos fiquem por aqui e que as eventuais falhas que existam sejam inócuas. (o documento com os dados e a constituição das equipas ainda não contempla as duas equipas que ficaram de fora do sorteio anterior; inscreveram-se aparentemente 58 equipas com sede no continente (29 tabuleiros x 2). Aparentemente pois, num breve relance, constata-se, por exemplo, que na Zona D a numeração das equipas passa da 50 para a 52. Esperemos que seja um mero lapso de numeração e não que tenha ficado outra equipa na gaveta...)

Quanto à forma como foi efectuado o sorteio, provavelmente a fase nacional vai ser antecipada para os 1/16, em vez dos 1/8 previstos - cfr. capítulo IV, pontos 3, alínea c), e 4, do Regulamento.

Exercícios - Sugestões (1)

por J... em O Puto (Bebe)

Dando o salto para o "próximo nível", aqui fica um desafio proposto pelo J..., cujo nível de dificuldade é sem dúvida mais elevado do que aquele a que estamos aqui habituados.

E como também não sei a solução, andaremos todos ao mesmo! :P Espero conseguir "comentar" as minhas primeiras sugestões esta noite. E nesta caixa de comentário, o J... é o treinador convidado. Como os comentários estão bloqueados no blogue dele, os outros exercícios lá publicados irão sendo rapinados para aqui:

Depois da breve discussão que tomou lugar aqui, ficou no ar o convite para sugestões de exercícios — ou melhor, tipos de exercício — que, de alguma forma, nos tentassem aproximar um pouco mais daquilo por que realmente passamos quando estamos diante do tabuleiro, temos um gajo (ou menina) a olhar fixamente para nós (ou a passear pelas imediações, muitas vezes em largos círculos), o «tic tac» de muitos relógios como música de fundo, a presença do nosso próprio relógio e, mais importante ainda, apenas uma tentativa para resolver vários problemas que, na altura, nunca parecem fáceis.

Dito assim, parece complicado. E é. Para mais, dado que é a primeira vez que faço isto, vamos lá ver se não sai asneira...

Pensando nas duras vicissitudes — e só nomeei algumas — a que um tipo está sujeito durante um jogo «a sério», torna-se clara uma coisa: há que complicar os exercícios se queremos aproximá-los da prática real! Porém, «complicar um exercício» não significa necessariamente colocar sob a forma de exercício um maior número de lances até um mate forçado... ou coisa que o valha. Pode complicar-se (e muito!) um exercício, por exemplo, propondo situações — que até são as mais comuns — em que nada, ou quase, é realmente forçado... Enfim, adicionar aos exercícios puramente tácticos um chapisco, por assim dizer, de planeamento. Afinal, como um grande jogador disse há muitos anos,
«Alekhine's combinations are not that hard to find; if I had the positions he gets, I would find the combinations as easily as he does. The real trick to his games is: "How does he get the positions he manages to wind up with?"». Normalmente, obter posições capazes de exercitar «também isto» implicará, apenas, recuar umas poucas jogadas em relação à posição de partida da maioria dos exercícios puramente tácticos — que, regra geral, são retirados da fase «de execução» das partidas que lhes servem de fonte.

Então, em jeito de exemplo e para começar, um nico da minha produção pessoal:


Alho — Prata
Coimbra, 2000


Depois de

1. d4 Cf6 2. c4 g6 3. Cc3 d5 4. Cf3 Bg7 5. e3 O-O 6. cxd5 Cxd5 7. Bc4 Cxc3 8.
bxc3 Cc6 9. O-O Bf5 10. a4 Dd6 11. Ba3 Dd7 12. Cd2 Be6 13. Be2 f5 14. c4 Bf7
15. Tb1 b6 16. Cf3 Tfe8 17. Cg5 e5 18. d5 Ca5 19. e4 c5 20. exf5 gxf5 21. Cxf7
Dxf7 22. Bh5 Dd7 23. Bxe8 Txe8 24. Dc2 e4 25. Bb2 Bd4 26. Tfd1 Dg7 27. Bxd4
cxd4 28. c5 Tc8 29. c6 De5 30. Dd2 d3 31. Dg5+ Rh8 32. Tb5 Tg8,

as brancas tinham o jogo praticamente ganho.



Nesta altura, após uns minutos de reflexão, jogaram

33. Dh5



Enfim, um erro.

Vindo de um jogador da craveira do Diogo, ainda por cima com tempo no relógio, não podia, contudo, ser um erro «injustificado». Assim sendo, logo se levantam duas questões:

1. Que pretendia o condutor das brancas com esta jogada?

2. Qual é o plano correcto para ganhar isto?

De volta à partida, seguiu-se

33. ... e3

34. fxe3




3. Esta jogada é forçada? Porquê?

4. E agora, o que é que as pretas fazem?

5. E o que é que conseguem?

Taça de Portugal: Se não o conseguem aplicar, alterem-no!


Ano novo, vida velha. Pelo menos no que diz respeito à Taça de Portugal.


O sorteio de anteontem vai ser repetido hoje.
Em causa parecem estar a mesmas normas que foram mal aplicadas no ano passado.


Aparentemente, a realização do sorteio da ronda inaugural da Taça de Portugal continua a ser de difícil concretização para os serviços da FPX.
O regulamento da prova mantém-se, no ponto (número 3 do capítulo IV), idêntico ao do ano passado. Todavia, esta época a eliminatória de acerto continua a dar dores de cabeça à FPX, mesmo depois de, na época passada, o primeiro sorteio ter sido anulado, e substituído por outro, por o regulamento não ter sido cumprido.

Como é que não se consegue aplicar um regulamento (vide Capítulo IV, ponto 3) que foi aprovado e é da exclusiva responsabilidade da FPX, e que já o ano passado tinha dado origem a um protesto que foi deferido (ver parte final da página) pela Federação?

Pode ser inépcia, inexperiência ou incapacidade, ou pode até não ser nenhuma destas. Mas não deixará de ser mais uma morconice, como o povo diz por aqui. A melhor justificação para o ritmo sucessivo de gaffes e polémicas poderá ser a eleição do Governo de Santana Lopes como modelo a seguir pela Direcção da FPX ;) A ser assim, em vez de uma morconice, temos uma santanice =D, o que é igual, mas mais moderno :P

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Taça de Portugal: inicia-se sábado para as equipas do continente


A Taça de Portugal é uma das provas mais emblemáticas do calendário oficial da FPX, uma vez que é a prova mais democrática da época: o emparceiramento é efectuado por sorteio, com constrangimentos, só nas primeiras eliminatórias, limitados à àrea geográfica, de maneira que uma equipa de iniciados pode ter, aqui, a oportunidade quase única de jogar contra os mais fortes jogadores nacionais, e, em alguns casos, internacionais, já que os clubes com objectivos na área da competição contam nas suas equipas com Grandes Mestres.

Estão inscritos na competição 72 equipas de 48 clubes diferentes, compostas por 802 xadrezistas, dos quais 16 Grandes Mestres, 16 Mestres Internacionais, 15 Mestres FIDE, 2 Mestres Internacionais Femininas, 3 Mestres FIDE Femininas e 1 Candidato a Mestre.

O Grupo de Xadrez do Porto inscreveu 4 equipas (é o clube com mais equipas inscritas, a par do Moto Clube do Porto e do Clube Desportivo O Neurónio) e 38 jogadores na prova.

Depois de duas eliminatórias disputadas exlusivamente pelas equipas das Regiões Autónomas, as equipas do continente entram em prova na 3.ª eliminatória que se joga no próxima sábado.

O sorteio que se realizou ontem na sede da FPX dá-nos a possibilidade de jogar com alguns dos melhores jogadores da região. Aliás, todas as equipas do Grupo de Xadrez do Porto terão, em maior ou menor medida, encontros que se afiguram complicados e disputados. Vamos realizar 3 jogos fora contra as equipas A do Dias Ferreira (da 1.ª Divisão Nacional), do Moto Clube (provavelmente a equipa que mais se reforçou esta época) e dos Amigos de Urgezes (com quem jogámos o ano passado), e também com a equipa C do Moto Clube.

EQUIPA D
GXP D - MCP A: David contra Golias.


A nossa equipa recebe a equipa A do Moto Clube onde, liderados pelo MN José Padeiro (2245),

alinham xadrezistas da valia de Igor Kovtun (2068), José Veríssimo Araújo (1949), Emanuel Sousa (1898), Luís Araújo (1893)..., todos habituais vencedores nos torneios de semi-rápidas que se vão disputando ao longo do ano. O objectivo para este encontro é aproveitar bem a experiência, uma vez que fazer meio ponto já seria uma enorme vitória.

EQUIPA A
Amigos de Urgezes - GXP A: Evitar que os Amigos sejam tomba-gigantes.

A equipa A do Grupo vai a Guimarães jogar com o GDR Amigos de Urgezes, repetindo a visita do ano passado.

Em 2007/2008, depois de os Amigos terem ido ao Vigorosa vencer por 3,5-1,5, nos 1/32 de final, a equipa B (empate do Pedro com o Vítor Costa, e derrota da Sara, da Joana e da Catarina com o João Costa, o Carlos Machado e o João Ribeiro),


foram eliminados nos 1/16, em casa, precisamente frente à equipa A do Grupo de Xadrez do Porto, tendo António Silva, Fernando Cleto, Rui Mendes e Joaquim Brandão de Pinho vencido, respectivamente, Vítor Costa, Carlos Machado, Carlos Coelho e Joaquim Machado.


Numa sintomática manifestação de desportivismo, os Amigos, cujo blogue está ali à direita na nossa lista de leituras frequentes, ofereceram, através do Prof. Fernando Costa, um livro sobre Guimarães e o seu Castelo que se encontra na biblioteca do GXP.
Este ano, as principais figuras da equipa vimaranense são Vítor Costa (1819), João Costa (1573), Carlos Machado (1566) e Diogo Silva (1541).

EQUIPA B
GXP B - GDDF A: Recepção aos "jovens" primodivisionários

A equipa B tem a motivadora tarefa de receber aquela que será, porventura, a equipa que corporiza o melhor exemplo de um trabalho de formação no xadrez. Apesar de ter "exportado" algumas das suas pérolas, como o MN José Padeiro, a escola do Dias Ferreira - durante muitos anos a que mais atletas teve em actividade - conseguiu fazer chegar à equipa principal do clube vários jovens matosinhenses, ou de paragens próximas, que ali fizeram o seu percurso de formação.

Os jovens, mas extremamente experientes (creio que todos Campeões Nacionais nos escalões jovens), João Guerra Costa (2215), Marco Viela (2193), André Viela (2192), Fábio Barbosa (2126) [não encontrei foto] e Luís Machado (2088), juntos há várias épocas, são a equipa A do Dias Ferreira, que este ano jogará na 1.ª Divisão Nacional.

Se a estes jogadores juntarmos outros como o MF Marius Ceteras (2440) ou António Rodrigues (2095), vemos que qualquer equipa que a encontre pela frente terá sempre um osso muito duro de roer. E o Jorgievsky alinha pela equipa B...
Desde que me lembro, o Dias Ferreira sempre foi o meu adversário de estimação :), pelo que um derby, ainda por cima com as cores do GXP, é algo especial. O encontro vai ser muito complicado mas os jogadores do Grupo deixarão o sangue no tabuleiro. E se o Hélder Pinho for convocado e puder jogar, ele que também gosta muito de eleger o GDDF como adversário predilecto, então a combatividade está garantida!

EQUIPA C
MCP C - GXP C: Prognósticos só no fim do jogo.

A equipa C vai à Rua Aurélia de Sousa mas desta vez não será para jogar rápidas a uma quarta à noite, mas, antes, para disputar aquele que, destes 4, será o encontro mais equilibrado. As duas equipas são compostas por jogadores com uma força de jogo entre os 1600 e os 1700 pontos pelo que o resultado de cada tabuleiro é uma incógnita, independentemente dos 4 que os capitães mandarem alinhar. Os testas de ferro da MCP C são o Aníbal Nogueira (1743), o Rui Gonçalves (1643), o Nuno Messeder (1580, ex-Estrela e Vigorosa Sport), o António Mendes (1573) e o Afonso Duarte.

Aníbal Nogueira é o líder da MCP C, sempre facilmente reconhecível:
ou está com o chapéu à cowboy ou com uma peça de roupa (na foto, a camisola) ou um acessório (óculos, cinto, relógio...) "axadrezado".

Pode ser o encontro decisivo para uma contabilidade particular: a de saber qual o clube que terá mais equipas em prova na próxima eliminatória. Seja qual for o resultado, o xadrez do Porto já está de parabéns, pois consegue aliar a quantidade de jogadores em prova à qualidade de equipas como as A referidas neste post, sem esquecer a da Academia de Xadrez de Gaia (5 GMs e mais 2 titulados).

Bons jogos!
E vamos para cima deles, malta! =P

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

(Des)Vantagem Material

Prasad - Becerra
Linares, 1999
Ref.ª 272801

Jogam as brancas



A diferença de material é um elemento quantitativo importante na avaliação de uma posição. Todavia, mais do que ter peças estaticamente mais valiosas, importa o que, dinamicamente, se consegue fazer com o nosso exército numa posição em concreto.

As brancas têm um peão por Bispo e as negras ameaçam Bg5. O que devem fazer? Abandonar?

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Parabéns, capitão! António Silva é o mais recente GMc português!


A Comissão Nacional de Xadrez por Correspondência informa:

ANTÓNIO SILVA ALCANÇA TÍTULO DE GRANDE MESTRE!!!


O ano de 2009 não podia começar melhor para o Xadrez por Correspondência português!

António Silva, valoroso xadrezista do Porto, acaba de obter a sua terceira norma de Grande-Mestre (GM) e com ela alcança, de forma brilhante e pleno direito, o título máximo do xadrez mundial.

As normas para título de GM foram obtidas nos seguintes torneios:

* 35 years CXEB (Brazil) - Group B - 10 pontos em 13 possíveis
* Interzonal 2006 (Europe A) - board 4 - 7/10
* AEAC 5 years (España) - Alcazaba - 8,5/14 (faltando ainda terminar uma partida)

Detentor de um fino estilo de jogo, apurado sentido posicional e elevado recorte táctico, António Silva é um reputado jogador "de tabuleiro" do Grupo de Xadrez do Porto, modalidade abraçou há mais de três décadas e onde ostenta um invejável palmarés.

Em 2004, iniciou-se no Xadrez por Correspondência, tendo participado já em diversos torneios internacionais e representado o nosso país, ao nível de Selecção, em vários eventos, nomeadamente, em Campeonatos da Europa e nas Olimpíadas.

Ao novo titulado endereçamos as nossas mais vivas felicitações.

Parabéns, GM António Silva!

Pois é, pois é, mas sou eu a jogar...

Euwe - Thomas
Hastings, 1934
Ref.ª 2601

Jogam as brancas



As negras parecem ter um ataque promissor contra a casa g2 e temas de corredor ("fundão" no Brasil). Toda a gente acertou no desafio das ilusões, por isso sabem bem do que é que eu estou a falar :)

Só que aqui joga o "defensor". Qual é a melhor continuação para as brancas?

Espinho: começa hoje a Preliminar B do Distrital Absoluto



A fase Preliminar do Campeonato Distrital Individual de 2009 é constituída por um conjunto de vários torneios que decorrem em diferentes locais, calendários e horários, permitindo assim que cada jogador possa escolher os moldes da sua participação, entre Novembro de 2008 e Maio de 2009.
A Final, em que participam os jogadores apurados nestes torneios e o campeão em título JORGE JOÃO FERREIRA, será jogada em sistema suíço de 7 jornadas, em local a designar da cidade do Porto, durante o mês de Junho de 2009.



O II Torneio da Academia de Espinho - Preliminar B do Campeonato Distrital Individual de 2009 - decorre entre 9 e 18 de Janeiro nas instalações da Nave Polivalente de Espinho, com 33 participantes. Estão em disputa 4 lugares na Final do Campeonato.

Participam nesta prova 3 vigorosos - Manuel e Ricardo Pinho e Rui Wang -, cujo ranking inicial é dominado por jogadores da margem sul do Douro: da Academia de Xadrez local, José Azevedo (2050) e João Cálix (1879) ocupam as duas primeiras posições, seguidos de Francisco Mateus (1845), Miguel Ferreira (1808) e José Margarido (1723), todos da Academia de Xadrez de Gaia.

Com 10 jogadores com elo FIDE entre os 33 participantes, os nossos colegas talvez consigam fazer um bloco para o ranking internacional.
Para fazer um bloco é preciso jogar pelo menos com 3 jogadores com elo fide e, contra eles, fazer pelo menos um ponto.
O objectivo não é fácil pois o torneio tem apenas 5 jornadas e um leque bastante equilibrado de jogadores, pelo que será necessário lutar muito para alcançar bons resultados.

Os jogos decorrem às 20h30 dos dias 9, 10, 11, 17 e 18 de Janeiro e a prova pode ser acompanhada no Chess Results.



Manuel Brandão de Pinho (de pêra e bigode)
1557 pontos de elo, 15.º do ranking inicial

1.ª jornada: joga com Ricardo Coelho (AX Espinho)


Rui Wang (camisola às riscas)
1417 pontos de elo, 18.º do ranking inicial

1.ª jornada: joga com João Cálix (1879 FIDE, 2.º ranking inicial, AX Espinho)


Ricardo Brandão de Pinho (de óculos)
1296 pontos de elo, 23.º do ranking inicial

1.ª jornada: joga com António Matos (1656 FIDE, 7.º ranking inicial, Moto Clube)

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Pedrada no charco!

Williams - Chernaiev
Hastings, 1999
Ref.ª 2501

Jogam as brancas



Parece que está tudo calmo mas, na verdade, as brancas podem dar uma valente pedrada no charco.

Qual é a melhor continuação para as brancas?



Como este desafio não é assim muito complicado, deixo este "bónus" extra-concurso retirado de um blogue (*) onde é apresentado da seguinte forma:

A revista Jaque, de Outubro de 2008, tem um artigo sobre "Conexão sobre os pontos débeis" escrito pelo MI Daniel Kuzawka. Depois de explorar o tema ilustra-o com uma partida do nosso MI Rui Dâmaso. Uma miniatura de 13 lances. Uma obra prima!!

Zill (2540) - Dâmaso (2415)
1996

Jogam as negras



Nos primeiros lances desta Abertura Escandinava (1. e4 d5 2. exd5 Cf6 3. d4), variante Portuguesa (3. ... Bg4), as negras sacrificaram dois peões pela segurança do Rei, pela fragilidade na diagonal e1-h4 e pelo desenvolvimento das peças.

As brancas acabaram de jogar 10. Da4. Como é que o Mestre português aniquilou o centro branco e ganhou a iniciativa?

Enviem as vossas análises com a melhor continuação para as brancas.


Dica: só para relembrar - o Rei branco não está seguro, nomeadamente por causa da abertura da diagonal e1-h4. As peças negras estão activas e o último lance das brancas foi com a Dama.


(*) Publicarei na caixa de comentário a morada do blogue depois de enviarem as vossas respostas.

Austrália: xadrezista verdadeiramente dopado.


De acordo com o blogue ChessExpress, um xadrezista australiano que disputava uma prova para sub-1600 foi punido com derrota na partida e expulso do torneio depois de ter sido encontrado no quarto de banho a consultar um programa informático.

Segundo o blogue Lousy at Chess, as primeiras suspeitas surgiram depois de o atleta ter ido ao quarto de banho 6 vezes durante os primeiros 20 lances.
Informado o árbitro, este deu indicações a um auxiliar seu para também ir ao wc se o jogador voltasse a levantar-se do tabuleiro.



O site Chess Vibes informa que o xadrezista, sub-16, foi apanhado em flagrante a consultar o conhecido software ChessMaster numa PlayStation Portable.

O árbitro declarou a partida perdida e expulsou o jogador do torneio.
Este apresentou um protesto contra a decisão que foi confirmada, por unanimidade, pelo Comité de Apelo. - fonte: Chess Chat Australia

Aqui fica a partida retirada do Chess Vibes a partir do pgn do MF Brett Tindall publicado no blogue The Closet GrandMaster.



A haver regulação antidoping no xadrez, seria com este que os responsáveis mais se deveriam preocupar.

Se as regras internacionais antidopagem o permitissem, bastaria então refinar a redacção do artigo 2.º do Regulamento Antidopagem da Federação Portuguesa de Xadrez, na versão que o seu Conselho de Disciplina tem considerado em vigor -, segundo o qual já se considera "dopado qualquer praticante da modalidade em relação ao qual o resultado de uma acção de controlo antidopagem acuse (...) a utilização de (...) métodos susceptíveis de alterarem o seu rendimento desportivo (...)".

No âmbito do actual Regulamento Disciplinar da FPX, um atleta apanhado a consultar um programa informático poderia incorrer, além daquela derrota na partida e expulsão da prova, numa sanção que poderia ir da advertência por escrito à suspensão de 1 a 18 meses - artigo 41.º.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Cuidado com as ilusões!

McDonald - Hartley
Campeonato Nacional de Jovens da Austrália, 1999
Ref.ª 2401

Jogam as negras



Esta não é difícil. Não há muitos lances candidatos, por isso basta manter os olhos abertos.

Qual é a melhor continuação para as negras?

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Vasco Diogo é o mais recente Mestre FIDE português?



É o que diz o diário algarvio Região Sul, sendo que o Vasco Diogo saiu com 2313 na lista de elo de Janeiro (de certeza que o título não tem a ver com a vitória no torneio de semi-rápidas, ao contrário do que dá a entender o jornal =D).
De qualquer modo, é informação a confirmar por quem saiba de títulos.



Vasco Diogo vence Torneio de Natal do Faro e Benfica

O xadrezista Vasco Diogo (NX Faro) venceu o Torneio de Natal do Sport Faro e Benfica, a terceira prova do V Circuito Anual de Semi-Rápidas em xadrez do clube farense.

Vasco Diogo conseguiu assim a terceira vitória nos torneios inscritos no circuito e, mais, atingiu o objectivo que vinha tentando há cerca de um ano, obter o título de Mestre FIDE.

Neste torneio, Vasco Diogo venceu a prova «ex aequo» com o seu colega de equipa Henrique Galvão, ambos com 5 pontos. José Paulino (Faro e Benfica) terminou na 3.ª posição.

Nos outros escalões, triunfaram: veteranos – Joaquim Palma (SFB); femininos – Sandra Correia (CPND Albufeira); sub-20 – Ruben Ramos (GXES Laura Ayres, Quarteira); sub-16 – Cristiano Dionísio (NXF); sub-12 – Vlas Safronov (SFB).

Circum-navegação

Flear - Holveck (variante)
Nuremberga, 1994
Ref.ª 2301

Jogam as brancas



A posição negra parece segura, mas as brancas encontraram uma maneira de contornar a defesa.

Qual é a melhor continuação para as brancas?



Dica: Especialmente para o nosso amigo brasileiro Alexandre, que considerou o desafio anterior demasiado fácil e já o arrumou, aqui fica este, cuja solução faz lembrar as loonnggas explorações marítimas...

FIDE: novo site e ChessWikipedia




A FIDE e a Global Chess vão continuar a alterar o site da federação internacional nos primeiros meses deste ano, pelo que ocasionalmente podem surgir ligações quebradas e outras complicações no acesso.

Pretendem também criar uma wiki de xadrez, pelo que solicitam a ajuda de historiadores do xadrez, jornalistas e outros voluntários, bem como a cooperação das federações nacionais, associações distritais, organizadores, jogadores e outros interessados que possam auxiliar na construção deste site sobre a história do jogo.

Os contactos da FIDE podem ser obtidos no site respectivo.

Quem anda à chuva, molha-se!

Ganbold - Sharavdori
Myanmar, 1999
Ref.ª 2201

Jogam as negras



O Rei branco está numa posição muito perigosa: está no centro, não pode rocar e sem muitas casas de fuga.

Como é que as negras deram mate?

O que faz falta... - Parte 2


Continuando este post de Setembro e a alegoria de Outubro, já se sabia em Novembro (Adenda ao post sobre a Fórmula do Sucesso) o que se leu em Dezembro.



Arthur Bloch, A Lei de Murphy - volume III, Editorial Presença.

"Como já é do seu conhecimento «se algo pode correr mal, correrá mal». Pois bem, se julgava que a lei de Murphy era coisa do passado, desengane-se, pois surgiram Outras Más Razões para as Coisas Correrem Mal. O terceiro volume da lei de Murphy é um auxílio precioso para quem não quer ter preocupações desnecessárias; afinal «o verdadeiro problema não tem solução». Portanto seja optimista, e lembre-se de que «errar é humano – mas atribuir a culpa a outra pessoa qualquer é mais humano ainda»."



Depois deste post MoNsTrUoSo de Janeiro do ElToreroBombero na Casa do Xadrez - "É a bomba: cartas polémicas que envolvem as Olimpíadas de Dresden", só os ensinamentos de Murphy poderão conseguir recolocar os pés do xadrez português no chão.
(Este título do último post do Ala de Rei é menos sensacionalista mas igualmente assertivo: "Há casos em que a vergonha não tem limites. A Vice-Presidente da Federação Portuguesa de Xadrez, Maria Armanda Plácido é um exemplo disso.")


Sobre a convocatória das selecções absoluta e feminina para Dresden:
Quarta Lei de Frothingam - A urgência é inversamente proporcional à importância.
Lei de Murphy - Se algo pode correr mal, correrá mal.
Comentário de O'Toole - Murphy era um optimista.
Corolário de Kohn à Lei de Murphy - Dois erros são apenas o início.
Princípio de Parouzzi - Se o começo for mau, os problemas aumentarão em progressão geométrica.


Sobre a jogadora-capitã-chefe de delegação:
Lei de Murphy na Administração Pública - Se algo correr mal, correrá mal em triplicado.
11.º Mandamento - Não participarás em comissões.
Lei de Perrusel - Não há trabalho tão simples que não possa ser mal feito.
Princípio de Rockefeller - Nunca faças nada que não devas ser apanhado a fazer.


Pensa a Direcção da FPX:
Lei de Tussman - Nada é tão inevitável como um erro que viu chegada a sua hora.
Lei de Maahs - As coisas correm bem para poderem correr mal.
Lei da Dualidade de Dude - Consideradas duas hipóteses, acontecerá a mais indesejável.
Observação de Mae West - O erro é humano, mas provoca sensações divinas.
Lei de Allen - É sempre mais fácil entrar em do que sair de.
Primeira Lei da Política - Ficar, apoiando os que saem.


Sobre a resposta à carta que, apesar de algumas imprecisões, tem tudo e não acrescenta nada ao que foi escrito no relatório de 17 páginas, ilustrado com fotografias e cerca de 500 páginas de anexos (versão resumida), e respostas seguintes:
Regra do Fracasso de Fahnestock - Se não for bem sucessido à primeira vez, destrua todas as provas da sua tentativa.
Lei de Zymurgy sobre a Dinâmica dos Sistemas Evolutivos - Uma vez aberta uma lata de minhocas, para as guardarmos de novo teremos de usar uma lata maior.
O Império da Lei - Se os factos estiverem contra si, ponha a lei em causa. Se a lei estiver contra si, ponha os factos em causa. Se os factos e a lei estiverem contra si, grite como um louco.
Comentário de Kaiser à Lei de Zymurgy - A menos que queira ir à pesca, não abra uma lata de minhocas.
Lei dos Grandes Problemas de Hoare - Dentro de cada grande problema há um pequeno problema que luta para se libertar.
Conversão da Lei dos Grandes Problemas de Hoare, por Schainker - Dentro de cada pequeno problema há um problema maior que luta para se afirmar.


Conclusão:
Lei de Baxter - O erro da premissa aparecerá na conclusão.
Lei de Hane - Tudo pode correr mal, até limites desconhecidos.


Próximos capítulos:
Lei da Retórica de Hartz - Se durar o suficiente, qualquer discussão acaba na semântica.
Terceira Lei do Debate de Fahnstock - Qualquer assunto digno de ser debatido também é digno de ser esquecido.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Hélder Pinho responsável pelas aulas até meados de Fevereiro




A menos de um mês do meu primeiro exame, o Hélder Pinho passa a ser o principal responsável pela turma. A actividade do blogue deve manter-se baixa, como até aqui, mas quanto aos desafios, enquanto houver participação, serão publicados novos problemas.




A ediçãoo de Natal dos Desafios foi ganha pelo Tiago Dias, agora "bicampeão". :)
Depois de, com a vitória da época passada, ter ganho uma assinatura da Revista Portuguesa de Xadrez (em conjunto com o pai), desta vez receberá um exemplar do "Técnicas e Estratégias de Xadrez", dos MIs Sérgio Rocha e António Fróis.



Para terminar, uma breve referência à lista de elo internacional deste mês.
Dados dos dois elementos da turma que dela constam:

Tiago Pinho - 1914 pontos (0 partidas contabilizadas)
203.º português, 40.247.º do mundo (jogadores activos).

Hélder Pinho - 1829 pontos (0 partidas contabilizadas)
274.º português, 47.008.º do mundo (jogadores activos).



E os dos principais jogadores do clube:

António Silva - 2234 pontos (0 partidas contabilizadas)
25.º português, 8.695.º do mundo (jogadores activos).

Hugo Martins - 2189 pontos (0 partidas contabilizadas)
38.º português, 11.995.º do mundo (jogadores activos).

MFF Ariana Pintor - 2125 pontos (-25 pontos em 11 partidas)
54.º português (3.ª portuguesa), 17.633.º do mundo (jogadores activos).

Fernando Cleto - 2121 pontos (0 partidas contabilizadas)
57.º português, 18.153.º do mundo (jogadores activos).



Portugal está em 58.º lugar, com mais dois pontos que Singapura e menos 10 que a Colômbia.
Pontuam para a classificação nacional os dez xadrezistas lusos melhor classificados - 1.º Luís Galego, 2494; 2.º Diogo Fernando, 2482; 3.º Sérgio Rocha, 2427; 4.º Ruben Pereira, 2423; 5.º António Fernandes, 2422; 6.º Rui Dâmaso, 2414; 7.º Carlos Pereira dos Santos, 2409; 8.º Paulo Dias, 2405; 9.º António Fróis, 2388; e 10.º António Vítor, 2388.