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quarta-feira, 29 de julho de 2009

Vídeo com opiniões de algumas das melhores jogadoras no penúltimo dia do Nacional Feminino.


O portal SCN.pt publicou um vídeo com as impressões de algumas das jogadoras que, no final do penúltimo dia, ainda podiam obter um bom resultado.

Clique aqui para ver e ouvir Ariana Pintor, Ana Baptista, Bianca Jeremias e Catarina Leite.

Uma excelente oportunidade para os interessados conhecerem melhor estas jogadoras.

(Há também um vídeo com uma intervenção do Presidente da Associação de Xadrez do Porto)

domingo, 23 de novembro de 2008

Ana Baptista alcança dupla norma para Mestre Internacional Feminina

Nos últimos dias, as Olimpíadas não têm tido aqui grande destaque, uma vez que há vários sites a fazer excelentes coberturas.

No entanto, esta informação publicada no site da Associação de Xadrez do Porto não tem tido muita divulgação, de maneira que aqui fica:

Está de parabéns a campeã nacional WFM ANA BAPTISTA que, no 3º tabuleiro da selecção feminina portuguesa, alcança, com a vitória de hoje [9.ª jornada, dia 22, contra a República Dominicana], os pontos necessários para norma para WIM, que vale por duas nesta Olimpíada. Restar-lhe-á alcançar mais uma norma e a fasquia dos 2200 pontos de Elo para obter esse título da FIDE.



Mestre Fide Feminina Ana Baptista

É a actual Campeã Nacional e lidera o ranking feminino. Nasceu em Lisboa, em 1990, e representa o Ginásio Clube de Odivelas. Em 2000, foi a 5.ª classificada no Campeonato Mundial Sub-10. Em 2003, foi Campeã Europeia Sub-14. Foi 7 vezes Campeã Nacional Feminina e 3 vezes Campeã Nacional Absoluta nos escalões jovens. Tem vários títulos distritais femininos e absolutos em Lisboa. Participou em 7 Campeonatos do Mundo Femininos nos escalões de formação e em 2 Campeonatos de Jovens da União Europeia. Integrou a Selecção Nacional em 2 Olimpíadas e ficou em 2.º lugar no Torneio de Honra de 2004.

E para a conhecer um pouco, aqui fica a entrevista que deu ao 16x16:
A curiosidade pelo xadrez levou-a a entrar na modalidade. Gostou e de torneio em torneio a jovem Ana Baptista nunca mais parou. Hoje é campeã nacional feminina e detentora de um palmarés inusitado, no país e além-fronteiras.
Não pretende ser profissional de xadrez, mas confessa que gostaria de alcançar o título de grande-mestre feminina.
E o xadrez em Portugal? Como está? O que deveria ser feito?
Entre outras observações afirma, em entrevista ao 16x16, que deveria haver mais crianças a aprender xadrez na escola, sendo certo - na sua opinião - que a gestão da política de apoios à modalidade não é a melhor.

O que a despertou para a prática do xadrez?
Na escola primária que frequentei havia aulas de xadrez dadas pelo Luís Reynolds. Tive curiosidade em saber o que era o xadrez e fui lá. Gostei do jogo e continuei a ir e comecei a entrar em torneios...

Não é habitual, na sua idade, ter um palmarés invejável como o seu…
Na minha idade, em Portugal não e habitual, à excepção do Ruben Pereira que tem um palmarés bem mais invejável que o meu. Mas noutros países em que o xadrez é mais apoiado e visto de uma maneira mais séria é bastante comum.

Sagrar-se campeã nacional feminina é apenas mais um título ganho ou é a confirmação de uma atleta para o futuro em termos internacionais?
Penso que ter ganho o último campeonato nacional feminino apenas confirma que naquele torneio eu era a que estava a jogar melhor, era a que estava em melhor forma.

Quais os objectivos máximos que espera atingir como jogadora de xadrez?
O que espero do xadrez, uma vez que não tenciono ser xadrezista profissional, é continuar a jogar porque é uma coisa que me dá imenso prazer e esforçar-me sempre ao máximo em cada partida e ir aprendendo sempre mais e jogando melhor. Um dos objectivos que gostava de alcançar é o título de grande mestre feminina.

Imagine-se hoje a Ana Baptista sem o xadrez… Como se sentiria?
O xadrez é muito importante para mim. É algo de que gosto muito de fazer e não me quero imaginar no futuro sem jogar xadrez. Apesar de não tencionar ser jogadora profissional, como já referi, quero continuar a praticar e/ou a ensinar ao longo da minha vida.

Tem sentido apoio da família no seu percurso de xadrezista?
Sim, desde o início. Tanto dos meus pais como dos meus avós.

Quais os momentos mais marcantes na sua carreira?
Os momentos que mais me marcaram no meu percurso xadrezístico foram os empates em simultâneas com o Topalov e, principalmente, com a Judith Polgar porque é a jogadora que mais admiro, além do 5º lugar no mundial de sub-10 feminino, o 1º lugar no campeonato da união europeia de sub-14 feminino, a vitória no campeonato nacional feminino e o 3º lugar que obtive agora em Montenegro no europeu de sub-18 feminino de semi-rápidas.

Qual a importância da participação em competições internacionais na melhoria da sua «performance» como jogadora?
As provas internacionais permitem-me defrontar jogadores de nível bem superior ao meu e como as que costumo jogar são os europeus ou mundiais ou campeonatos da União Europeia de jovens em que vou pela Federação Portuguesa de Xadrez, pelo menos naquele tempo em que decorre a prova tenho treinos e posso preparar as partidas com mestres, o que me permite aprender sempre imenso.

Pensou alguma vez integrar a selecção nacional feminina? Esse é o primeiro objectivo de qualquer jogador?
Não sei se é o primeiro objectivo... O meu, por exemplo, foi ganhar ao meu pai. Mas penso que qualquer jogador ambiciona um dia representar o seu país e lembro-me que um dos meus primeiros objectivos era esse mesmo e fiquei bastante feliz quando em 2004 o pude fazer nas Olimpíadas de Palma de Maiorca.

Qual a vitória que lhe deixa melhores recordações?
A vitória que me deixou melhores recordações foi frente à xadrezista chinesa que venceu o mundial de sub-10 feminino no ano em que fiquei em 5º lugar.

Que leitura faz da evolução do xadrez em Portugal?
O xadrez em Portugal ainda está muito atrasado. Não há grande tradição de xadrez em Portugal, como há, por exemplo, no futebol. Já há algumas escolas onde se ensina xadrez mas é necessário que haja mais crianças a aprender xadrez na escola, mais clubes, mais apoios e a criação de escolas de xadrez. Hoje em dia, o xadrez assenta na internet, nas competições oficiais e menos nos clubes.

O quadro competitivo no país está bem delineado?
Na minha opinião, o quadro competitivo não está bem delineado e a prova disso é a confusão que está gerada em torno das selecções. Os critérios são maus e mal pensados. O facto dos campeonatos de jovens terem jornadas duplas é mais um argumento.

Como vê a política de apoios ao xadrez português?
Para além de haver poucos apoios, a sua gestão não é a melhor.

Os planos de desenvolvimento da modalidade estão bem estruturados?
O plano de xadrez de Lisboa que, na minha opinião até estava bem estruturado, acabou. Os outros desconheço.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Olimpíadas: Ronda 1


Ronda 1 - absoluto: [25] Eslováquia 3,5 - 0,5 Portugal [61]

Mesa 25.
Tabuleiro 1 - GM Lubomir Ftacnik (2571) 0,5 - 0,5 GM Luís Galego (2484) (clica! vale a pena :P)
Tabuleiro 2 - MI Rui Dâmaso (2425) 0 - 1 GM Jan Markos (2557)
Tabuleiro 3 - GM Tomas Petrik (2487) 1 -0 MI Paulo Dias (2406)
Tabuleiro 4 - MI Sérgio Rocha (2417) 0 - 1 MI Peter Vavrak (2478)

Comentário da jornada:
Diz o MI Sérgio Rocha sobre a sua partida (ver): "Quando joguei Cdb5 não vi o sacrifício de dama com dxc3 de imediato, só vi com 1....Dxb2 2.Tb1, dxc3 3.Txb2,cxb2 4.Cc3 com vantagem branca."
Ou seja, aquela troca de peça por dois peões foi um erro de cálculo, e não uma opção premeditada. Continuar com 14. Cxc6 talvez fosse melhor para as brancas. Mas há mais jogos e temos um feeling que o MI Sérgio Rocha vai conseguir fazer óptimas partidas!


Ronda 1 - feminino: [21] Israel 2,5 - 1,5 Portugal [49]

Mesa 21.
1 - MI Masha Klinova (2327) 1/2 - 1/2 MIF Catarina Leite (2153)
2 - MFF Ariana Pintor (2152) 0 - 1 GMF Bella Igla (2254)
3 - MIF Olga Vasiliev (2235) 1 - 0 MFF Ana Baptista (2168)
4 - MFF Margarida Coimbra (2105) 1 - 0 MFF Marsel Efroimski (2052)

Comentário da jornada:
Pelo MI António Vítor, em Viriatovitch: (...) No caso das nossas meninas não foi um resultado negativo contra uma equipa superior, perder pela margem mínima até nem foi nada mau, e até as partidas foram de luta. Força meninas de Portugal. Na Rapaziada depois de analisar rapidamente as partidas, há que louvar o Galego pelo coração enorme que teve durante toda partida para salvar uma final complicado onde desde muito cedo ficou com um peão a menos depois daquilo que me pareceu caiu em preparação caseira na abertura. (...) Vamos lutar, rapaziada! (...) Força, estamos todos a apoiar! (...)

Imprensa - Record




Quem é quem na nossa malta:


Grande Mestre Luís Galego

Jogador do Vale de Cambra (Aveiro). É um dos jogadores mais experientes do país, alcançando muitas vezes bons resultados contra jogadores mais fortes. Já participou em 9 Olimpíadas, 3 Campeonatos da Europa por Equipas e numa edição do Campeonato Mundial Sub-26. Já foi Campeão Nacional várias vezes (de juvenis, juniores, por equipas e absoluto), além de ter vencido alguns torneios importantes (Grande Prémio Nocal, Torneio Internacional de Ílhavo, Torneio Internacional de Macau, Torneio 25 de Abril...) É natural do Porto (1966) e vivemos numa aldeia global, parece que o seu instrutor de condução foi um tio meu :P



Mestre Internacional Rui Dâmaso

É jogador do Barreirense (Setúbal). Considerados por muitos como o mais talentoso jogador português - foi, recentemente, eleito o melhor xadrezista português de todos os tempos em votação promovida pelo blogue Viriatovitch -, tem no curriculum 7 participações em Olimpíadas e 3 em Campeonatos da Europa por Equipas. Foi Campeão Nacional de Juvenis e Júniores, e várias vezes Campeão Nacional Absoluto, em ritmo rápido, semi-rápido e clássico. Venceu em diversas ocasiões a Taça de Portugal e o Torneio de Mestres, sendo de destacar ainda a vitória nos Torneios de São Paulo e Camaguey (Cuba).



Mestre Internacional Paulo Dias

Jogador do G.D. Diana (Évora), nasceu em 1979.

Somos da mesma idade e fizemos o percurso de formação nos mesmos escalões (assisti - e participei, perdendo - às suas vitórias nos nacionais sub-16 (1994) e sub-20 (1998).

Venceu o Torneio de Honra em 1997 e Campeão Distrital de Lisboa em 1999.

Venceu a Preliminar do Absoluto em 2006 (foi Vice-Campeão Nacional) e, o ano passado, venceu a Taça de Portugal e foi Campeão Nacional em ritmo rápido.

No curriculum, conta ainda com 2 participações em Olimpíadas e um participação numa Olimpíada sub-16.



Actualmente, é um dos principais responsáveis pela Revista Portuguesa de Xadrez.




Mestre Internacional Sérgio Rocha

Nasceu em Alhos Vedros em 1972 e começou a jogar xadrez em 1984, com 12 anos, no G.D. da Quimigal, tendo ganho o seu primeiro título nacional em 1987, no campeonato de juvenis. Em 1993, tornou-se Mestre FIDE e conquistou a medalha de bronze no Campeonato Mundial Sub-26.
Em 1995, voltou a subir ao pódio num Campeonato do Mundo, ao conquistar a medalha de prata no mesmo escalão. No ano seguinte sagrou-se Mestre Internacional.
É, desde 2006, Treinador oficial da FIDE. Actualmente é o Director Técnico do Plano de Desenvolvimento de Xadrez do Barreiro, onde vive e joga (Barreirense), e treinador alta competição da Federação Portuguesa de Xadrez, instituição onde também é Formador de Monitores e Treinadores.
Costuma ser convocado para representar a Selecção Nacional, tendo participado em 4 Olimpíadas e 2 Campeonatos da Europa por Equipas, e escreveu os livros Xadrez Mágico, Xeque-Mate, Estratégias e Técnicas de Xadrez (em parceria com o MI e TF António Fróis) e Cadernos de Xadrez - Finais de Peões, que temos seguido nas nossas aulas.


Tem um site pessoal - http://www.sergiorocha.com.




Mestre FIDE Ruben Pereira

Jogador do AA Amadora é a grande novidade desta selecção. Ainda está nos escalões de formação - é sub-18 -, mas já é uma das referências do xadrez nacional. Tem sido Campeão Nacional de Jovens, consecutivamente, de escalão em escalão, desde 2001! Em 2005, além de Campeão Nacional Sub-14 em ritmo clássico, foi também Campeão Distrital de Lisboa Absoluto e Campeão Nacional Sub-14 em ritmo semi-rápido. Em 2007, foi Vice-Campeão Nacional Absoluto e este ano venceu o Torneio de Mestres. Esta é a sua primeira participação numa Olimpíada mas, o ano passado, foi Vice-Campeão Mundial Sub-16, e já participou em vários Campeonatos Europeus de Jovens.


É o suplente (de luxo) da equipa.




Mestre Internacional Joaquim Durão

Joaquim Durão, capitão de equipa, nasceu em 1930, em Lisboa. Aos 11 anos de idade tomou contacto com o xadrez, quando o seu amigo Carlos Pérez lhe mostrou os primeiros movimentos do jogo, durante as suas férias em Tuy, Espanha.
Com 15 anos Joaquim Durão tinha um interesse diferente: o cinema e o cineclubismo. Juntamente com outros jovens promoveu o Clube de Amadores da Arte Cinematográfica, onde conheceu Vasco Granja (ligado ao cinema de animação).
Na tentativa de seguir uma carreira no mundo do cinema, chegou a ser assistente de montagem no filme Vendaval Maravilhoso, de Leitão de Barros, sob chefia do espanhol António Martinez e com participação de Amália Rodrigues.
Durante o convívio com outros nomes ligados ao cinema, António Matos e Afonso Romano, tomou de novo contacto com o xadrez. A partir daí nunca mais deixou de o jogar, conciliando-o com o interesse pelo cinema mas pondo de parte os estudos pré-universiários.
Integrou a Sociedade de Geografia, onde estava instalado o Grupo de Xadrez de Lisboa, e ali se aperfeiçoou no jogo.
Em 1952, com 21 anos, Joaquim Durão era mestre nacional de xadrez. Dois anos mais tarde enquanto ocupava o cargo de chefe da publicidade na Sonoro Filmes, aceitou o convite para participar em três torneios de xadrez realizados em Espanha: Tarragona, Madrid e Málaga. Neste último ficou classificado em 3.º lugar, tendo derrotado o mestre holandês Lodewijk Prins. (fonte: Infopedia)
Foi Presidente da Federação Portuguesa de Xadrez e é o xadrezista com mais títulos de Campeão Nacional conquistados - 13, obtidos entre 1955 e 1973. Participou, enquanto jogador, em 10 Olimpíadas. Foi condecorado pelo Senhor Presidente da República, Jorge Sampaio, com a Ordem do Mérito, grau de comendador, pela sua actividade na prática e desenvolvimento do xadrez.



As meninas:



Mestre Internacional Feminina Catarina Leite

Nasceu em Odivelas, em 1983, e representa o G.D. Diana (Évora). É, até ao momento, a única xadrezista portuguesa com o título de Mestre Internacional Feminino que obteve em 2000, com 17 anos. Foi Campeã Nacional oito vezes consecutivas, entre 1999 e 2006, além de várias vezes nos escalões jovens. Foi Campeã Nacional Absoluta Sub-12 e Sub-14. Ficou em 6.º lugar no Campeonato Nacional Absoluto de 2006, tendo sido a única xadrezista a disputar a fase final desta prova. Participou em 7 Campeonatos Mundiais de Jovens Femininos e em 2 Mundiais Absolutos. Participou no Europeu de Jovens Feminino Sub-12, em 1996, e sénior, em 2007. Foi 4.ª classificada no Torneio de Mestres em 2001. Participou em 3 Olimpíadas e um Europeu Colectivo, sempre como primeiro tabuleiro. Foi chamada à Selecção Nacional Absoluta no amigável Portugal - País Basco, em 2003. A segunda presença esteve programada para os I Jogos Mundiais de Desportos da Mente, neste Verão, mas a equipa nacional acabou por não participar no evento.


Mestre Fide Feminina Ariana Pintor

A nossa colega de clube nasceu no Porto, em 1988, e foi a jogadora nacional que alcançou com menor idade (16 anos) o título de Mestre Fide Feminina. Foi 9 vezes campeã nacional feminina nos escalões jovens e 3 vezes campeã nacional absoluta, também nos escalões de formação. Tem vários títulos distritais femininos e absolutos do Porto, tendo sido Vice-Campeã Distrital Absoluta em 2007. Em 2006, integrou a equipa do GX Porto que foi finalista vencida na Taça de Portugal. Participou em 6 Campeonatos Mundiais Jovens Femininos e num Campeonato Europeu de Jovens Feminino e numa edição do Campeonato de Jovens da União Europeia. Representou a Selecção Nacional Feminina em duas olímpiadas e foi pré-convocada para os I Jogos Mundiais de Desportos da Mente. Em 2006, foi a 1.ª feminina no escalão sub-2300 do Torneio Internacional de Benidorm. Em 2007, venceu o IV AEJ FIDE Open e o XXV Aberto de Cucujães.



Mestre Fide Feminina Ana Baptista

É a actual Campeã Nacional e lidera o ranking feminino. Nasceu em Lisboa, em 1990, e representa o Ginásio Clube de Odivelas. Em 2000, foi a 5.ª classificada no Campeonato Mundial Sub-10. Em 2003, foi Campeã Europeia Sub-14. Foi 7 vezes Campeã Nacional Feminina e 3 vezes Campeã Nacional Absoluta nos escalões jovens. Tem vários títulos distritais femininos e absolutos em Lisboa. Participou em 7 Campeonatos do Mundo Femininos nos escalões de formação e em 2 Campeonatos de Jovens da União Europeia. Integrou a Selecção Nacional em 2 Olimpíadas e ficou em 2.º lugar no Torneio de Honra de 2004.



Mestre Fide Feminina Margarida Coimbra

Nasceu em Lisboa, em 1983, e joga no AM Palma e Arredores. Foi Campeã Nacional Feminina em 2007 e Vice-Campeã em 2002, 2003 e 2005. Nos escalões jovens, venceu o Nacional Feminino por 6 vezes, tendo sido Campeã Nacional Absoluta Sub-12, em 1995, e Vice-Campeã Absoluta Sub-14, três anos depois. Jogou em 6 Mundiais de Jovens Femininos, em Campeonatos Mundiais de Jovens Absolutos e nos Campeonatos Mundiais de Juniores Femininos em 2003. Participou, ainda, em 3 edições dos Campeonatos Europeus de Jovens Femininos. Já jogou em 3 Olimpíadas anteriores.

Tem uma norma para Mestre Internacional Feminina, alcançada o ano passado no Open de Gibraltar.




Maria Armanda Plácido

A capitã e suplente da selecção feminina nasceu em 1951. O ano passado representou Portugal no Campeonato do Mundo de Veteranos, tendo terminado em 22.º lugar, entre 34 participantes, sendo a 25.ª do ranking inicial. É Presidente da Associação de Xadrez de Lisboa, Vice-Presidente da Federação Portuguesa de Xadrez, Chefe da Comitiva na Olimpíada e Representante da FPX no Congresso da FIDE que decorre em simultâneo com a competição.

De acordo com o site da AXP, actualmente encontra-se sem clube. Não consta do site www.xadrezfeminino.com, nem do História do Xadrez de Competição em Portugal. No site da Olimpíada também não é apresentado qualquer currículo desportivo.

sábado, 27 de setembro de 2008

Ana Baptista medalha de Bronze nos Europeus Femininos sub-18, em ritmo semi-rápido

Nove jogadoras disputaram, em sistema de todas contra todas, o Campeonato Europeu de Xadrez Feminino, escalão sub-18 anos, em ritmo semi-rápido.


Ana Baptista, com cinco pontos e apenas uma derrota, terminou em 3.º lugar.

Detalhes aqui.

Na mesma prova:

Escalão sub-18 masculino - Ruben Pereira foi o 15.º classificado;
F-14: Ana Meireles, 18.ª;
M-14: Filipe Martinho, 19.º;
M-16: Hugo Santos, 19.º;
M-16: António Vasques, 23.º;
F-12: Ana Rato, 23.º;
M-16: Miguel Silva, 24.º;
F-16: Marta Martins - 25.ª;
F-10: Diana Nogueira - 29.ª;
M-10: Henrique Aguiar - 30.º;
M-12: João Andias - 32.º;

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Campeonatos Europeus de Jovens


Terminaram os Europeus de Jovens. Os nossos representantes não conseguiram fazer a surpresa que desejavamos, mas, ainda assim, há alguns resultados a destacar e uma conclusão a repetir: a este nível o nosso xadrez de fim de semana não tem hipótese.

Ana Rato (sub-12) - 39.ª do ranking inicial com 1508 pontos, terminou em 33.º com uma performance de 1860 que lhe valeram 26 pontos.

João Andias (sub-12) - 77.º com 1672, terminou em 65.º com uma performance de 1778 (+12).

António Vasques (sub-16) - 95.º (1897), terminou em 98.º (1964, +11)

Hugo Santos (sub-16) - 107.º (1672), terminou em 111.º (1749, +8)

Filipe Martinho (sub-14) - 78.º (1907), terminou em 85.º (1938, +4)

Marta Martins (sub-16) - 65.ª (1500), terminou em 73.º (1577, +3)

Ana Meireles (sub-14) - 55.ª (1531), terminou em 66.º (1278, -12)

Miguel Silva (sub-16) - 67.º (2074), terminou em 85.º (1997, -13)

Ana Baptista (sub-18) - 11.ª (2137), terminou em 21.º (2019, -19)

Ruben Pereira (sub-18) - 16.º (2418), terminou em 32.º (2271, -24)

Henrique Aguiar (sub-10) - 28.º (1596), terminou em 101.º (0, 0)

Diana Nogueira (sub-10) - 45.ª (0), terminou em 73.ª (0, 0)

Mais info: Site Oficial e ChessResults

Neste momento estão a disputar-se os Campeonatos Europeus de Jovens em ritmo semi-rápido.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

MF Ana Baptista passeia no Nacional


Ana Baptista Campeã Nacional Feminina 2007/2008
Retirado do "Há xadrez em Odivelas"
Blogue oficial da secção de xadrez do Ginásio Clube de Odivelas


Parabéns Ana!

Terminou no passado dia 20 de Julho, no Porto, ao fim de 7 jornadas, o XXXI Campeonato Nacional Feminino de Xadrez que teve a participação recorde de 35 jogadoras, constituindo-se como o mais forte campeonato nacional feminino português de sempre.

A jogadora, do Ginásio Clube de Odivelas, Ana Filipa Baptista, com 18 anos de idade, venceu categoricamente, com 7 pontos em 7 jogos (100%), atingindo uma performance cerca de 250(!!!) pontos acima do seu Elo actual [2137]. No decorrer das jornadas venceu, categoricamente, a ainda campeã em título, Margarida Coimbra e a antiga colega de clube, Catarina Leite, que, recorde-se, ganhou esta prova durante 8 anos seguidos.

A 2ª classificada [Ana Margarida Ferreira] ficou a 1,5 pontos de diferença e o grupo das 3.ªs, onde se encontram os outros elementos da Selecção Nacional Feminina, ficou a 2 pontos de distância.

É importante relaçar que, nos últimos 10 anos, este título foi obtido 9 vezes por jogadoras do Ginásio Clube de Odivelas.

Consulta o palmarés da nova Campeã no site Xadrez Feminino.



Quanto à Inês, fez uma prova ao nível da sua força de jogo actual. Com 1341 pontos de elo, era a 23.ª jogadora do ranking inicial, tendo terminado em 26.º, com os mesmos 3 pontos que a 23.ª, e com uma performance de 1438.

Se tivesse começado melhor a competição, provavelmente teria conseguido um resultado mais favorável. Depois de fazer apenas um ponto nos primeiros cinco jogos, venceu as últimas partidas.

Foi, de qualquer modo, uma prova que lhe deu experiência e cujo resultado a deixou satisfeita e mais motivada para tentar fazer melhor no próximo ano.

Outro aspecto positivo foi a oportunidade de fazer novas amigas. No fim do Campeonato, a Inês fez uma recolha de "autógrafos" das outras jogadoras num poster da competição que lhe foi oferecida, e encerrámos a prova no Velasquez e, depois, na Cufra.


Quer para o sumo de laranja, quer para a francesinha, tivemos a companhia da algarvia Bianca Jeremias que foi a única jogadora de fora a ficar mais uma noite no Porto, já que dado o adiantado da hora, só tinha comboio para Faro na tarde do dia seguinte.

A Bianca está envolvida numa questão sensível relacionada com a convocatória da selecção feminina para a Olímpiada de Dresden. A questão estará a ser equacionada pela FPX já que, no último dia do Nacional, as jogadoras subscreveram um abaixo-assinado destinado à Federação solicitando a integração da Bianca na selecção feminina portuguesa naquela competição. Esperemos que a mão possa ser corrigida e que Portugal consiga apresentar a equipa mais forte possível.

Após o jantar, a Inês, o Pedro e o Nuno ainda foram mostrar a marginal do Porto "by night" à Bianca, de Matosinhos à Ribeira, com paragem, nas praias da Foz, para um gelado e um passeio.



Para o ano há mais! Classificações no Chess-Results.com