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sábado, 14 de março de 2009

Nacional Escolar: Apesar dos percalços, Paranhos termina em 5.º! Jorge faz 6,5/7 e Ricardo 6/7!!




Como se pode ler no blogue da Academia de Xadrez da Benedita, no dia 5 de Março realiz[ou]-se no Centro Cultural Gonçalves Sapinho - Benedita o IX Encontro Nacional de Escolas Equipas em Xadrez.
Aberto a todas as Escolas, as equipas [foram] constituidas só por alunos da mesma escola (não clube federado) ou Agrupamento de escolas. Cada Escola/agrupamento [pôde] apresentar no máximo 12 equipas.
Na edição do ano passado a equipa Campeã Nacional do 3º ciclo foi a equipa A do Externato Cooperativo da Benedita "A" (Tiago Ferreira, Mariana Silva, Rui Lopes e Lídia Ferreira).


Este ano, além do Externato Cooperativo da Benedita (1575), estavam inscritas outras boas equipas, como a Brincolândia A (1575) e B (1473) ou a EB 2/3 de S. Martinho do Porto (1435), num total de 15. O Porto esteve representado por duas equipas do Alexandre Herculano e uma vigorosa equipa da EB 2/3 de Paranhos.

Há duas ou três épocas, o Distrital de Jovens foi co-organizado pelo Estrela e Vigorosa Sport, rectius pelo Pedro Rodrigues, e teve lugar na EB 2/3 de Paranhos onde estudavam vários dos xadrezistas do clube.


A escola de Paranhos pertence ao Agrupamento Eugénio de Andrade.


No recreio está este mural que se refere ao poema daquele poeta portuense recentemente falecido:

É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.


O desporto escolar na EB 2/3 de Paranhos está, este ano lectivo, dividido por 4 modalidades - actividades de ar livre, badminton, ténis de mesa e xadrez.


O clube de xadrez reúne às terças e quintas, na biblioteca, sob a supervisão da Professora Conceição Fernandes.


Inicialmente pensámos que o resultado da equipa da Escola de Paranhos no Campeonato Nacional iria depender, em larga medida, do que conseguissem fazer dois vigorosos - o Rui Wang e o Ricardo Brandão de Pinho. Como diz o povo, "no meio está a virtude", e com um primeiro tabuleiro de outra galáxia (o Jorgievsky, actual campeão distrital absoluto e sub-16, que aparece com um elo de 1950, o que só se compreende por a lista da FPX ter já mais de um ano - podemos acrescentar, à vontade, 200 pontos!) e um quarto tabuleiro não federado (João Reis), a performance da equipa estaria dependente do segundo e do terceiro tabuleiro.


Escola Básica 2/3 de Paranhos (4.ª do ranking inicial)
1. Jorge Viterbo Ferreira, 9.º A, 1950 pontos (2150?), 1.º do ranking inicial
2. Rui Wang, 8.º E, 1417 pontos (1600?), 16.º do ranking inicial
3. Ricardo B. Pinho, 7.º B, 1269 pontos (1600?), 27.º do ranking inicial
4. João Reis, 8.º D, 1200 pontos (não federado)

Motorista/Treinador/Delegado/Acompanhante - Manuel B. Pinho

A Escola estava concentrada no apoio!


30/01/2009: Homenagem às crianças vítimas de maus tratos, no Dia Escolar da Não Violência.

Paráááánhos! Paráááánhos! Paráááánhos!


IX Encontro Escolar por Equipas
Por Manuel Brandão de Pinho

A viagem correu bem, partimos às 8 horas e chegamos "na hora", às 10h30. Como ninguém enjoou, apesar das curvas dos últimos quilómetros, chegámos em boa forma.
A "Organização" estava bastante "desorganizada", com um atraso de perto de uma hora, e portanto o Jorge resolveu levar o "pessoal" para aquecimento, organizando logo ali uma simultânea com os três colegas de equipa.
Em menos de 5 minutos tinha 30 ou 40 jogadores a assistir ao aquecimento :-) Foi um sucesso mediático!!!

Depois de aquecer os 3 colegas, continuou a fazer mais algumas simultâneas até que, finalmente, foi dado início ao Torneio.

Começámos com um fácil 4-0 e, na segunda ronda, fomos para a mesa 1, com a favorita equipa da casa.



Aí, continuando a cumpir o meu papel de Delegado, fui aferir se a equipa em jogo correspondia à equipa formalmente inscrita. Com surpresa verifiquei que não e portanto pensei "Bem, vai ser mais fácil do que pensava, vamos dar 4-0 porque os 3 primeiros jogadores não respeitaram a ordem de inscrição por tabuleiro e o 4º nem sequer está inscrito!"

Deixei o pessoal a continuar calmamente a jogar e fui efectuar o devido protesto à Organização, para que confirmassem o facto.
Aí, fiquei estupefacto porque o Sr. José Cavadas, à minha frente, alterou manualmente a lista afixada e disse que a que passava a valer era aquela, que ordenava os jogadores como estavam a jogar!!!


A equipa da lista. A equipa que jogou pode ser vista aqui.


O motivo das alterações era óbvio, pois como os pontos do 4º tabuleiro valiam tanto como os do 1º, não havia vantagem em "desperdiçar" um bom jogador no 1º tabuleiro a jogar contra o Jorge João!!!

Além disso, com a inscrição "manual" de jogadores novos, passava a subsistir a dúvida se os mesmos seriam ou não alunos do devido agrupamento escolar!!!
Ou seja, valia tudo!!!

Aí percebi que tinhamos ido à Bendita fazer nada!

De qualquer modo, continuámos a jogar e, em vez dos 4-0, ganhámos 2,5-1,5.

Aconteceu situação semelhante na 3ª ronda, com outra escola local, e mais uma vez a "Organização" corrigiu manualmente a lista de jogadores afixada (e com uma vitória de 3-1, lá se foi mais um pontito...que no fim daria para atingir os 21 que dariam o primeiro lugar...).

Nesta fase, fui tratar do almoço, para ver se as coisas melhoravam...mas tambem não tive sorte.



Apesar da simpatia das cozinheiras, a comida da cantina estava intragável, mas felizmente no Bar havia cachorros...

Lá continuámos de tarde a nossa missão e terminámos no 5º lugar (18,5 pontos), com 6,5 pontos em 7 do Jorge, 6 do Ricardo, 4 do Rui e 2 do João Reis...



Recebemos a Taça e as medalhas, com atletas de atletismo (!!!!) em vez de símbolos de Xadrez, e essa foi a "gota" que me convenceu que, com este tipo de "Organização", que tem boa vontade mas não tem qualidade, o Encontro Nacional de Xadrez não convida ninguém a voltar...

Nos muitos quilómetros de volta (chegamos por volta das 20h), enquanto uns dormiam e outros se divertiam na Play Station, dei comigo a pensar que a estratégia do treinador tambem não tinha sido muito bem montada (depois de saber os resultados, claro...), pois se tivesse posto o João Reis no primeiro tabuleiro, perdendo quase seguramente todos os jogos, o Jorge, Rui e Ricardo teriam também quase seguramente conseguido 20 ou 21 pontos e a classificação seria o 1º ou 2º lugar.

Ficou a lição e a experiência...

Não creio que o Motorista/Treinador/Delegado/Acompanhante não tenha montado bem a estratégia ;). Ninguém reparou atempadamente que o regulamento da prova era omisso quanto à forma de classificação das equipas ["a classificação é estabelecida pelo programa Swiss Manager" não quer dizer grande coisa, a não ser que a última versão do programa se consiga auto-determinar :P] e como nas provas colectivas é, actualmente, relevante o resultado colectivo (3 pontos para a vitória, 2 para o empate, 1 para a derrota e 0 para a FC), é normal não imaginar que neste encontro seriam relevantes os pontos por tabuleiro.

Já agora, do mesmo regulamento, as suas "disposições finais": "Após a apresentação da constituição da equipa ordenada por tabuleiros, no dia da prova, os jogadores não poderão trocar a sua ordem."


Os dados da prova podem ser vistos no Chess Results.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Criando laços familiares através do xadrez

Por Laura Sherman (www.yourchesscoach.com), retirado do blogue da GM Susan Polgar
(imagens acrescentadas)




Relembre-se do momento em que aprendeu a jogar xadrez. Foi a sua mãe ou o seu pai que o ensinou? Talvez um avô? Ao longo dos anos tenho ouvido, de várias pessoas, muitas estórias maravilhosamente aconchegadoras da sua introdução ao xadrez. Essas memórias são acarinhadas até à idade adulta, o que mostra que o xadrez é uma experiência que cria laços.

O meu pai ensinou-me a jogar quando eu tinha 9 anos. Eu tinha um fascínio por aqueles tabuleiros montados, espalhados por toda a sala de estar, cada um com a sua posição. Ele gostava de uma coisa chamada "xadrez pos correspondência", através do qual jogava, através do correio, com pessoas que viviam em muitos locais exóticos e distantes. A maior parte dos seus adversários viviam na Rússia, pelo que cada jogada demorava meses a chegar.



O dia em que um postal chegava, com o seu selo intrigante, era sempre excitante. Vinha com aquele código misterioso, só conhecido pelos jogadores de xadrez, que indicava ao meu pai o próximo lance.

Apaixonei-me rapidamente pelo jogo e quando venci o meu pai pela primeira vez rapidamente decidi experimentar um torneio. Apesar de o meu pai estar mais interessado na correspondência, acompanhou-me na minha primeira prova para que eu não estivesse sozinha.
A primeira coisa que notei, naquele pequeno torneio do Connecticut, foi que eu era a única rapariga e a única criança. Era um pouco intimidante mas como o meu pai estava lá também, não fazia mal. Pouco tempo depois já estava mergulhada nos meus jogos, imersa na batalha, desejosa de conquistar o meu adversário e esquecida que as previsões estavam claramente contra mim.
Não tenho a certeza de quem ficou mais surpreso e contente, se o meu pai ou eu, quando terminei no segundo lugar.

Já adulta, tirei um ano para viajar pelo país e jogar em competição. Quando participei no Open de Nova Iorque, o meu pai apanhou um comboio e veio do Connecticut para me ver jogar. Após cada jornada, discutiamos sobre os melhores e os piores momentos, analisavamos o meu jogo e ele por vezes mostrava o seu desagrado pelas minhas opções (especialmente quando optava por especular, sacrificando).



Claro que a maior parte das pessoas não chega ao nível de competição, mas mesmo assim não deixa de ser uma incrível experiência que une as pessoas. Quer levando um tabuleiro para o campismo ou para a praia, quer ficando em casa e ter um tempo para a família depois do jantar, não há nada como o xadrez para aproximar as pessoas.

Actualmente, na idade da televisão e das consolas, não seria maravilhoso ver famílias a jogar xadrez umas com as outras? E, imagine só por um momento, onde poderão as nossas crianças chegar se ganharem a confiança que as vitórias no xadrez dão.



Para alguns dos pais que me leiem, o primeiro passo pode ser aprender como jogar. Não é difícil aprender as regras e eu posso ensinar-vos as estratégias fundamentais numa hora ou duas. Se o vosso filho sabe jogar, aprendam com ele. Se nenhum sabe, procurem a ajudar de um treinador. É para isso que nós estamos aqui.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Valências de um clube de xadrez (in memoriam Pedro Rodrigues)







O que tem um bom clube de xadrez?


- Pode ter um bom local para a prática da modalidade, como, por exemplo, a sala do Grupo de Xadrez do Porto;


Estas imagens foram retiradas do site Jornalismo Porto Rádio, onde acompanham uma peça sobre o EVS.

- Pode disponibilizar o acesso a esse local a um número diversificado de pessoas para que todos os interessados possam dele usufruir, independentemente dos horários de funcionamento pré-definidos;

- Pode ter uma grande preocupação com a formação, criando e acarinhando uma Academia para os mais novos que ensine o xadrez no âmbito do "jogo" da cidadania, para além, pois, dos meros aspectos técnicos, e, portanto, preterindo a aceitação das "transferências do defeso" - que desfalcam outras escolinhas - em favor da captação de crianças que nunca tenham jogado ou não estejam activas noutro clube;

- Pode organizar todo o tipo de encontros:

a) Festas informais para jogar xadrez e computador ou ver filmes, convidando os pais dos mais novos a participar e a confeccionar "multas" para o lanche;

Xadrez Com Sabor, EVS, 15-06-2006 (prémio para o vencedor: jantar rodízio na semana seguinte, no restaurante do clube)
b) Encontros periódicos durante a semana, em horário pós-laboral, para o ensino e a prática do jogo, como o Moto Clube começou esta época a fazer, às segundas e quartas, respectivamente;


c) Uma prova anual de competião oficial que tenha qualidade e envergadura mas, ao mesmo tempo, seja idónea à massificação e captação de novos jogadores para o clube;


d) Uma prova anual que deixe o xadrez a um palmo do nariz de toda a gente!
(Festival Dolce Vita 2007: mais de 400 pessoas jogaram mais de 1000 partidas; no dia em que o FC Porto defrontou o Chelsea para a Liga dos Campeões, a Administração do shopping estima que mais de 5000 pessoas passaram pelo tabuleiro gigante que estava no átrio; os reflexos desta organização chegaram às páginas da imprensa nacional e, até, ao blogue da GM Susan Polgar, um site xadrezístico de referência a nível mundial, passando pelas melhores páginas nacionais, como por exemplo pelo Peão Dobrado)


e) Provas particulares, a qualquer hora, em qualquer lugar, para qualquer tipo de praticantes;

f) Provas oficiais nacionais - como Preliminares do Distrital Absoluto, Fase Preliminar dos Distritais de Jovens ou Torneio Distrital de Honra para Jovens;

g) Encontros internacionais, como os Matches Porto-Corunha;

h) ...


- Pode ter uma página na internet para manter o contacto com os seus sócios (conteúdo: notícias e resultados, historial do clube, melhores resultados de sempre, página pessoal de cada atleta com o seu curriculum desportivo, informações sobre a Academia (bolsa de treinadores, horário das turmas, acervo da biblioteca e da mediateca...)...;

- Pode ter uma publicação periódica em papel para manter o contacto com aqueles que não têm acesso à internet, como faz a Academia de Xadrez da Benedita;


- Pode organizar deslocações e aproveitar o xadrez para conhecer o país;

- Pode ter sempre presente a preocupação de ser rigoroso na aplicação dos princípios da gratuitidade e da igualdade na promoção da modalidade, não tendo lucro com as aulas nem criando regimes especiais de inscrição para jogadores titulados (os fixes aparecem na mesma...)


- Deve saber que um clube de xadrez pode ter as melhores valências, mas que só será bom se for um meio para os seus xadrezistas serem bons jogadores no tabuleiro da vida. A AX Benedita, por exemplo, tem uma sala de estudo onde se dá explicações de matemática.


Um bom clube de xadrez pode ser assim, mas também pode ser de muitas outras maneiras diferentes.

A secção de xadrez do Estrela e Vigorosa Sport (2006-2008) teve, na sua última época, cerca de 50 jogadores filiados, nenhum deles proveniente de outro clube onde estivesse actividade.
(aliás, a admissão da transferência de um jovem e promissor jogador - com o clube tinha muitas boas relações, por sinal -, requerida pelo próprio, foi sujeita à anuência da sua anterior equipa. Como não a quis solicitar, foi jogar para outro clube, apesar de ter sido informado que podia integrar uma turma da Academia do Vigorosa e jogar pelo clube do qual acabou por se desvincular - o único da sua localidade e que, assim, viu partir uma "jóia" da terra, lá descoberta e criada)

Esta secção foi criada em Abril de 2006, tendo sido um projecto traçado pelo Pedro Rodrigues e acolhido pelo Dr. Páscoa, dos órgãos sociais do EVS. Suspendeu a sua actividade em Setembro de 2008, no final da época.


In Memoriam Engenheiru Supremu (29/09/76 - 14/11/08)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Brasil: Deputados propõem a criação do programa "Xadrez na Escola"



Segundo o portal Conexão Tocantins, no Estado de Tocantins, O deputado José Geraldo (PTB) apresentou, na manhã desta terça-feira, dia 9, um projeto de lei que propõe a criação do programa “Xadrez na escola: formando mentes que pensam”. O autor da matéria esclarece que o projeto visa promover um jogo que “é utilizado na educação, porque auxilia no desenvolvimento de algumas características do pensamento cognitivo como abstração, memorização, raciocínio lógico, dedução e indução”.

A proposta estabelece que as Diretorias Regionais de Ensino (DREs) da Secretaria de Educação apóiem as escolas da rede estadual com material, cursos de formação para educadores e torneios interescolares. Os professores envolvidos serão remunerados com o pagamento das horas-aula trabalhadas.



Segundo José Geraldo, o “xadrez na escola” é um projeto defendido por educadores, professores, psicólogos. “Nossa intenção é abrir um espaço para a prática desse jogo deixando que a vontade de melhorar o desempenho do raciocínio possa contagiar professores e alunos”, argumenta o deputado.



Também no Estado de S. Paulo foi apresentado um projecto de lei semelhante, baseado, de acordo com o site da Prefeitura de Apiaí, numa proposta da professora Janice Corrêa Prestes, idealizadora do “Xadrez na Escola: Formando Mentes que Pensam”, projeto inspirado em uma ação que a EE “Profª. Antonia Baptista Calazans Luz” desenvolve desde 2003 “Batalha do Conhecimento – Prazer em Aprender” e posteriormente estendido para as unidades Cemae e Escola Municipal “Honorina de Albuquerque”.

(...)
[Neste caso, o projecto foi da autoria de Carlos Giannazi], professor formado em pedagogia e história, diretor de escola municipal, professor universitário, ativista de movimentos sociais (...)".

(...)



Numa visita à escola CEMAE, o deputado pôde conhecer o trabalho dos alunos Mestres Multiplicadores Voluntários do jogo de xadrez, projeto que poderá ter sua regulamentação a nível de governo como disciplina em todas as escolas públicas do Estado – o Projeto de Lei nº. 627 de 2008, de autoria de Giannazi tramita pela Assembléia Legislativa.

Este Projeto de Lei foi, entretanto, alvo de parecer favorável no passado dia 19, e pode ser consultado na caixa de comentários.


Ainda está nas formalidades constantes da página 1, de 4, deste fluxograma do "processo legislativo do projeto de lei ordinária", mas se a política de lá for como a de cá, será chumbado: o proponente é do Partido Socialismo e Liberdade cuja bancada é constituída por 2 elementos... sendo que a Assembleia é composta por 94.

Em todo o caso, honra lhe seja feita, que está a tentar levar a bom porto uma medida que gostaria de ver por cá.
E, por isso, aqui fica:


De acordo com a Wikipedia, o Partido Socialismo e Liberdade surgiu em 2004, resultante de dissidências do Partido dos Trabalhadores e do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado, "e acolheu diversas tendências que haviam discordado de políticas do PT que tinham por conservadoras (muito especialmente a partir da Reforma da Previdência dos servidores públicos realizada no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva).

Ganhou projecção em 2005, após o "escandâlo do mensalão" e "abriga diversas correntes de esquerda, algumas delas trotskistas e eurocomunistas", tendo, aparentemente, uma organização à Bloco de Esquerda, já que "O PSOL constitui-se como uma partido de tendências, abrigando diversas correntes internas como, por exemplo, a Ação Popular Socialista (considerada por alguns políticos e criticos internacionais como de extrema-esquerda), o Enlace Socialista, as dissidências do PSTU Corrente Socialista dos Trabalhadores, o Movimento Esquerda Socialista, o coletivo Revolutas, o Poder Popular, o Coletivo Socialismo e Liberdade e a corrente Socialismo Revolucionário".


E do site pessoal do deputado estadual professor Carlos Giannazi, onde impera o slogan "Um professor em defesa da educação":
Professor formado em Pedagogia e História, com mestrado em História e Filosofia da Educação pela Universidade de São Paulo (USP), e eleito para exercer o seu primeiro mandato parlamentar em 2000 — como vereador da cidade de São Paulo (reeleito em 2004) —, Carlos Giannazi foi eleito deputado estadual em 2006 pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e entrou na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo lastreado por um longo histórico de lutas em prol da melhoria da Educação. Essas reivindicações estão baseadas firmemente na sua experiência e atuação como diretor de escola municipal, professor universitário, ativista de movimentos sociais e, principalmente, defensor da abertura de novas vagas nas escolas públicas, da gratuidade e da qualidade de ensino para todos.

Logo em seu primeiro ano de atividade parlamentar (ainda pelo PT), Giannazi presidiu uma das mais polêmicas Comissões Parlamentares de Inquérito da Câmara Municipal: a CPI da Educação, tendo sido esta a primeira (e única) a pedir a suspensão dos direitos políticos dos ex-prefeitos Paulo Maluf e Celso Pitta (e de seis ex-secretários de suas administrações) por não terem investido a verba da Educação prevista em lei.

(parece estar relacionado com o incumprimento do Orçamento Participativo que se começa a falar agora por cá - no site tem um vídeo sobre esta Comissão).

A Comissão Parlamentar de Inquérito denunciou ainda, à época, um desvio de R$ 1,6 bilhão referente ao não cumprimento do orçamento da pasta da Educação nestas duas gestões e averiguou, também, sérios indícios de superfaturamento nas reformas e construção de escolas da rede municipal de ensino. Foi também a primeira CPI a investigar e denunciar as ‘escolas de latinha’, que apresentavam condições inapropriadas para o desenvolvimento do processo de ensino e de aprendizagem.
Carlos Giannazi sempre esteve ao lado da comunidade escolar, combatendo duramente o descaso das administrações com as áreas social e educacional, principalmente nas gestões Maluf e Pitta. Foi nessa época que ele organizou o movimento que processou, por improbidade administrativa, o ex-secretário municipal da Educação Sólon Borges dos Reis pela compra superfaturada (e sem licitação) de fitas cassetes com os hinos pátrios.
O então vereador também encaminhou vários projetos de lei, como o que limita o número de alunos por sala de aula (aprovado na Câmara mas vetado pelo executivo), o que institui transporte gratuito para alunos matriculados em escolas distantes de suas casas e o que implementa o conceito de "Escola Cidadã" (...) que permite, por meio de financiamento público, a abertura e o funcionamento das escolas municipais de ensino para que funcionem como órgãos fomentadores de atividades esportivas, de lazer e culturais nos finais de semana.


Uma última referência à sala de aula Chico Buarque de Hollanda, montada num edifício devoluto, que pode ser que venha a ter xadrez brevemente, seja o Projecto aprovado:



"Na sua carreira de diretor de escola municipal, ele desmoralizou e mostrou as contradições políticas e demagógicas da política educacional do governo Fernando Henrique Cardoso (1995/2002), que em seus dois mandatos como presidente da República pouco investiu em educação pública. Na assertiva de demonstrar a burocracia e a distância entre o discurso e a prática, Giannazi, como diretor de escola, matriculou mais de 600 crianças na escola em que atuava atendendo ao ‘apelo’ público de FHC ao lançar a campanha nacional “Toda criança na Escola”. Como não havia mais vaga disponível em sua escola, ele exigiu, da União, a anexação a EMEF Miguel Vieira Ferreira de um imóvel do INSS, que encontrava-se desativado, localizado ao lado da unidade escolar. Depois de muita mobilização popular o governo federal viu-se forçado a entregar o prédio à comunidade e a iniciativa do professor fez com que centenas de crianças da região de Cidade Dutra, bairro onde se encontra a escola até hoje, tivessem o direito a uma vaga para estudar."

Entretanto, voltando ao site da Prefeitura de Apiaí, aquela visita de que se fala no início do post terminou com uma conferência na Escola Municipal “Honorina de Albuquerque”, Bairro Alto da Tenda, (...) numa mesa composta pelo diretor da Rádio da Cidade, Valter Luiz Araújo, delegado de polícia Valmir Oliveira Barbosa, presidente do Psol local Fábio Fagundes, ex-prefeito Dr. Luiz Alencar, vereador eleito Geraldo Cássio Borges, deputado Carlos Giannazi, prefeito eleito Dr. Emilson Couras da Silva e vice-prefeito eleito Dr, Raul Alencar, a diretora da EE “Profª. Antonia Baptista Calazans Luz”, professora Sueli Martins, deu boas vindas aos presentes.
Diante de um grande público formado por alunos, servidores da educação e convidados, (...) Todos os integrantes da mesa fizeram pronunciamentos em defesa da Educação e parabenizaram a professora Janice pela idealização do Projeto Xadrez que poderá levar o nome de Apiaí à grande destaque estadual, nacional e até internacionalmente
.

Este blogue não é grande veículo nem a proposta é tão boa como a sua aprovação, mas, para já, Apiaí e o Projecto "Xadrez na Escola: Formando Mentes que Pensam", já marcam presença deste lado do oceano.

Xadrez em todas as escolas...
Que deputado terá perfil para ser o José Geraldo ou o Carlos Giannazi português?


segunda-feira, 20 de outubro de 2008

João Vicente distinguido na Gala Nacional do Desporto Escolar

Retirado do site da Federação Portuguesa de Xadrez.


João Vasco Vicente com o Senhor Ministro da Presidência Pedro Silva Pereira.


Realizou-se no passado dia 16 de Outubro na Escola Secundária Luís de Freitas Branco, em Oeiras, a Gala Nacional do Desporto Escolar - 2008, na qual foram premiados os alunos que se distinguiram com uma postura comportamental e resultados desportivos de excelência no ano lectivo de 2007/08, cerimónia presidida pelos Senhores Ministros da Educação e da Presidência.

Pela primeira vez em 7 edições do evento, o xadrez esteve presente, através do aluno João Vasco Vicente, atleta do Clube de Desporto Escolar do Instituto Pedro Hispano (Coimbra) e federado pela Associação Académica de Coimbra.

Em representação da sua escola, o João Vasco Vicente é bicampeão da Região Centro (DREC) e venceu o XX Torneio Aberto Escolar Peão de Ouro - Espanha, trazendo pela primeira vez em 20 edições o Troféu para Portugal.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Albufeira promove estudo da música, xadrez, exercício físico e inglês




A Câmara de Albufeira aprovou na passada semana um conjunto de protocolos com vista à promoção e desenvolvimento de actividades extracurriculares nas escolas do 1.º ciclo do ensino básico do concelho.

(...)

Ao todo, o município vai investir cerca de 300 mil euros em actividades extracurriculares, com o objectivo de “dotar os alunos das condições necessárias que determinem uma evolução com conhecimentos mais abrangentes”.

Assim, vão ser reintroduzidas actividades extracurriculares como o estudo da música, o xadrez, o exercício físico e o inglês.



“O exercício físico nas escolas do 1º ciclo do ensino básico visam incentivar características como a destreza, a calma, bem como o domínio do movimento e a orientação. O desenvolvimento intelectual, com o xadrez, vem permitir alargar características como a criatividade, a inteligência, o raciocínio lógico – dedutivo, a concentração e a análise. No estudo musical serão introduzidas noções básicas, como a aprendizagem do ritmo, canções e o vocabulário musical”, explica a Câmara de Albufeira.