Por motivos pessoais e outros relacionados com a própria revista, o Mestre Internacional Paulo Dias comunica, no blogue da RPX, a sua demissão da função de editor da Revista Portuguesa de Xadrez.
Apontando a insuficiente implementação da RPX no seio da comunidade xadrezística e a total ausência de publicidade e patrocinadores para o facto de a revista estar a ser fonte de prejuízo financeiro para a Federação, o editor despede-se agradecendo aos assinantes, leitores e colaboradores, bem como ao co-responsável Vasco Diogo - o ideólogo do projecto -, que o acompanharam durante este período.
Finaliza desabafando que o xadrez português atravessa uma crise de motivação e que só uma profunda mudança de mentalidades poderá fazer com que esta situação se altere.
Depois da suspensão do jornal electrónico 16x16, o futuro da RPX apresenta-se sombrio, com Paulo Dias a informar que só tiragens acima dos 1500 exemplares seriam auto-suficientes. Infelizmente, a continuidade da Revista não está assegurada pois é dito que os assinantes serão ressarcidos, na proporção do número de revistas em falta, caso a RPX deixe de ser editada.
É uma pena ver assim abalado aquele que, provavelmente, é o melhor projecto da Federação Portuguesa de Xadrez. Algumas ideias para o necessário brainstorming:
- Dada a reconhecida importância e qualidade da revista, será possível aumentar a taxa de filiação na FPX de maneira a que todos os jogadores federadores pagarem e receberem a Revista? As pessoas deixariam de se filiar? Não fiz as contas, mas um aumento na ordem dos € 15/20 parece ser suficiente, dadas as actuais taxas de filiação e de assinatura para grupos;
- Qual o impacto da redução do número de páginas da revista / diminuição da gramagem das folhas?
- Os apoios à imprensa regional e local têm vindo a diminuir. Ainda assim, haverá algum para a imprensa específica? Valerá a pena os mais jovens chegarem-se à frente e constituir uma associação juvenil (maioria dos elementos até aos 30 anos), unicamente dedicada à edição da revista, e, desta forma, candidatar a Revista aos apoios do Instituto Português da Juventude? Há uns anos, o IPJ tinha verbas orçamentadas para estas associações.
- Uma revista exclusivamente electrónica teria sucesso? Quem quisesse, podia imprimir (e encadernar) um ficheiro .pdf. Por outro lado, estaria online, por exemplo como a Waribashi, em que a Associação Portuguesa de Go participa.