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quarta-feira, 17 de junho de 2009

Sorteio da Taça de Portugal

A eliminatória de acesso à Final Four disputa-se a dia 7 de Julho.

in SCN



A Taça de Portugal é uma das provas mais emblemáticas do calendário oficial da Federação Portuguesa de Xadrez, uma vez que é a prova mais democrática da época: o emparceiramento é efectuado por sorteio, com constrangimentos, só nas primeiras eliminatórias, limitados à àrea geográfica, de maneira que uma equipa de iniciados pode ter, nesta prova, a oportunidade quase única de jogar contra os mais fortes jogadores nacionais, e, em alguns casos, internacionais, já que os clubes com objectivos na área da competição contam nas suas equipas com Grandes Mestres.

Inscreveram-se na competição 72 equipas de 48 clubes diferentes, compostas por 802 xadrezistas, dos quais 16 Grandes Mestres, 16 Mestres Internacionais, 15 Mestres FIDE, 2 Mestres Internacionais Femininas, 3 Mestres FIDE Femininas e 1 Candidato a Mestre.

Neste momento já só estão em prova 8 formações, sendo que o sorteio quis que o tomba gigantes dos oitavos de final - o Clube de Xadrez de Sintra (2052) - recebesse o Grupo de Xadrez do Porto (2175), o que desde logo garantirá a presença de um destes clubes, que militam na segunda divisão, na Final 4 da Taça de Portugal, o que possibilita à equipa da invicta repetir o feito alcançado na época passada.

Nos outros encontros, o Grupo Desportivo Dias Ferreira (2260), que subiu este ano à primeira divisão, defrontará, em Matosinhos, o Grupo Desportivo Diana (2560), de Évora, actual campeão nacional, enquanto que os Amiguinhos do Museu Alberto Sampaio (2161), de Guimarães, receberão na cidade berço a fortíssima equipa da Academia de Xadrez de Gaia (2627). O último encontro coloca frente a frente a Associação Cultural e Recreativa de Vale de Cambra (2498) e a Associação Académica da Amadora (2342).

Os quartos de final serão jogados no dia 7 de Julho.

CX Sintra é o tomba gigantes na Taça de Portugal


in SCN

Jogaram-se neste fim de semana os oitavos de final da Taça de Portugal, prova organizada pela Federação Portuguesa de Xadrez.

A maior surpresa aconteceu no Barreiro onde a equipa local, fazendo alinhar apenas dois jogadores, foi surpreendida no 4.º tabuleiro. Com duas derrotas por falta de comparência nas mesas intermédias, o único resultado satisfatório para o primodivisionário FC Barreirense seria a vitória na primeira e na última mesa, uma vez que, nos termos regulamentares, apesar de o resultado final ser um empate a 2, passaria à próxima eliminatória por vencer no tabuleiro superior.

Mas o objectivo só foi alcançado parcialmente: se no primeiro tabuleiro não houve surpresa - o Mestre Internacional Sérgio Rocha (2417), jogador da selecção nacional, venceu Paulo Fanha (2023) -, na última mesa o sintrense Luís Maninha (1603) conseguiu empatar com Vasco Ramos, um jogador com cerca de mais 250 pontos elo. E com este resultado o Clube de Xadrez de Sintra superiorizou-se à equipa do Barreiro por 2,5-1,5, passando aos quartos de final e colocando fora de prova a equipa da primeira divisão.

A equipa de Sintra terá, na próxima eliminatória, a companhia do Grupo de Xadrez do Porto (2175) que, no único encontro entre equipas de divisões inferiores, se superiorizou à equipa da EDP Lisboa (2127) pelo mesmo resultado - 3-1 - com que esta eliminara, com alguma surpresa, o Ginásio Clube de Odivelas (2265), nos 1/16 final.

Nos dois encontros entre equipas da primeira divisão, o Vale de Cambra não deu qualquer hipótese ao Núcleo de Xadrez de Faro/Rentauto, obtendo uma vitória pela margem máxima, enquanto os vimaranenses dos Amiguinhos do Museu Alberto Sampaio, com um 4 muito homogéneo, venceram por 3-1 a Mata de Benfica.

Nas restantes partidas as equipas da primeira divisão eliminaram as das divisões inferiores.

Os resultados e respectivos parciais estão disponíveis aqui.

Assim, os 1/4 de final serão disputados pela Academia de Xadrez de Gaia (2627), pelo Grupo Desportivo Diana, de Évora (2560), pela Associação Cultural e Recreativa de Vale de Cambra (2498), pela Associação Académica da Amadora (2342), pelo Grupo Desportivo Dias Ferreira, de Matosinhos (2260), pelo Grupo de Xadrez do Porto (2175), pelos Amiguinhos do Museu Alberto Sampaio, de Guimarães (2161) e pelo Clube de Xadrez de Sintra (2052).

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Taça de Portugal: GXP vence AEJ por 4-0 e passa aos oitavos de final. Na equipa B, Carlos Castro empata com o MI Roberto Paramos (2429)!!


O sorteio para os dezasseis-avos de final da Taça de Portugal, que se realizou a 18 de Abril, ditou uma deslocação a S. João da Madeira onde defrontaremos a Associação Estamos Juntos.



A AEJ é a equipa do Mestre Stephane Silva e do Igor Pires, já nossos conhecidos, e de outros xadrezistas campeões, como Fernando Pinho, Sandro Batista ou Daniel Mota. Estes atletas pertenceram à equipa que, no ano passado, venceu a Taça de Aveiro e foi campeã distrital em ritmo rápido e semi-rápido.

Mas o ano de 2008 também foi proveitoso ao nível individual:
O Mestre Stephane Silva integrou a equipa nacional que venceu o Mundial da Inatel e sagrou-se campeão distrital em ritmo semi-rápido e em ritmo rápido.
O Igor Pires foi campeão distrital no escalão sub-18, em ritmo clássico, e sub-20, em ritmo semi-rápido.

Esperava-nos um adversário complicado, apesar dos elos enganadores (na casa dos 1850 pontos, excepto Stephane Silva que passa os 2200) que, nos 1/32, arrumaram os Leões do Monte por claros 4-0.

Apesar de uma ligeira alteração no 4 inicial (o Sandro substituiu a Ariana), a equipa obteve o resultado máximo, com os seguintes parciais:

MN Stephane Silva (2210) 0-1 MN António Silva (2234)
Igor Pires (1861) 0-1 Hugo Martins (2193)
Fernando Pinho (1881) 0-1 Fernando Cleto (2121)
Albino Silva (1663) 0-1 Sandro Fernandes (2006)



Já a equipa B defrontrou a primodivisonária Academia de Xadrez de Gaia A que alinhou com 3 espanhóis (MF Manuel Pena Gomez, 2467; MI Roberto Paramos, 2429) e Miguel Caride 2211) e José Serra (1950) que defrontaram, respectivamente, Fernando Nunes (2040), Carlos Castro (1628), Adelino Botelho (1677) e Rogério Oliveira (1606).

A surpresa surgiu no segundo tabuleiro, onde o Senhor Castro travou o forte Mestre Internacional espanhol!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Taça de Portugal: Destaques do Amigos de Urgezes - GX Porto B


Retirados do blogue dos Amigos de Urgezes, aqui ficam os comentários às partidas do encontro que opôs aquela equipa ao GXP B, relativo aos 1/32 da Taça de Portugal 2008/09.



Uma Oportunidade Perdida, por Alexandre Mano.

No xadrez não há bolas no poste, nem golos falhados de baliza aberta. Mas no final do encontro com a equipa do Grupo de Xadrez do Porto, no passado sábado, a sensação que eu tinha era a de termos falhado uma série de oportunidades, e em consequência disso, termos sido impiedosamente goleados.
Depois de mais ou menos uns quarenta minutos decorridos na sessão, levantei-me para observar os meus colegas. O Vítor parecia estar em dificuldades, mas ao Carlos e a mim os jogos estavam a correr bem. O jogo do Hugo era demasiado complexo para que pudesse ter uma opinião, mas até aí, nada mal. Passado pouco mais de uma hora, já eu e o Carlos tínhamos perdido, enquanto nos outros tabuleiros pouco havia mudado. Foi só ao fim de três horas e meia que a nossa derrota se tornou oficial. Os jogos não merecerão uma análise muito aprofundada, mas vou tentar capturar os momentos críticos, quando o curso do encontro poderia ter sido alterado. A nosso favor, é claro.


Destaques da partida Vítor Costa (1704) - Hélder Pinho (1829)


Começando pelo jogo do tabuleiro 1, o Vítor deu (ou perdeu) um peão no final da abertura, mas conseguiu um peão passado na coluna b. As pretas conseguiram avançar os peões centrais, mas nesta posição



o Vítor escolheu dar um xeque em a2 com a dama. O xeque em b3 com o bispo, no entanto, obrigaria a uma troca de torres na coluna c e o consequente enfraquecimento do ataque na ala do rei. Pouco depois as brancas têm outra oportunidade.



As pretas jogaram 33…Te8. Mas o cavalo pregado em d5 é um problema, e se as brancas jogam 34. f4, o melhor para as pretas parece ser tomar o peão, permitindo às brancas trocar a torre pelos dois cavalos. Depois de 34, f4 exf4 35. Txe3 dxe3 36. Dxe5+ Rh8 37. Ce5



qualquer resultado é ainda possível. O mais provável é que o jogo termine com xeque perpétuo. E pouco mais à frente, ainda uma última chance para as brancas.



Se as brancas tomam a dama, qual peão é mais perigoso? O de b5 ou d4? Depois de 37. Qxe7 Txe7 38. Tb2, não seria fácil apostar num resultado final. Diga-se que o Vítor já tinha pouco tempo no relógio nesta fase do jogo (menos de 10 minutos) e que mesmo depois de toda a tensão acumulada num jogo tão complexo as pretas fecharam com uma excelente combinação. Notável a presença de espírito do Hélder Pinho ao final de mais de três horas de xadrez!


Destaques da partida Carlos Castro (1628) - Carlos Machado (1628)


No segundo tabuleiro, tudo estava calmo até que o Carlos (de pretas) ganhou um peão ao lance 24. Devolveu-o logo a seguir e esta posição foi atingida no lance 29.



O peão de c5 é indefensável, mas os dois peões passados são perigosos. O Fritz sugere 29…Cd3, mas incrivelmente, o Carlos jogou 29…d3, a que se seguiu (claro) 30. Dxc5. O Carlos lutou até final, mas com uma peça a menos já não havia muito a fazer. Embora tenha tido o maior número de lances de todo o desafio, este foi o primeiro jogo a acabar.


Destaques da partida Alexandre Mano (1564) - Joaquim Brandão de Pinho (1821)



O meu jogo já foi analisado pelo Joaquim Pinho, pelo que só vou relatar as minhas impressões. A abertura correu-me muito bem, e as pretas foram obrigadas a enfraquecer o roque e isolar um peão numa coluna aberta para evitar males maiores. Chegado a esta posição



pus-me a pensar que não deveria ter permitido os dois últimos lances das pretas (Cbd7 e Bd5), que fortaleceram a defesa, enquanto os meus (De2 e Tae1) não seriam muito relevantes. Ainda a pensar no que deveria ter feito e não no que devia fazer, decidi que não podia deixar o peão de e6 avançar que o bispo estaria melhor em e5 que em g5. E daí joguei 17. Bf4. O meu adversário não demorou mais de um minuto a ver que o bispo em f4 era um alvo fácil e o resto está na análise do jogo. Mas depois deste disparate, o meu cérebro bloqueou e só passei a ver lances parvos, além de ter ficado imediatamente convencido que estava perdido, quando uma análise fria ter-me-ia convencido que eu nem pior estaria. O meu adversário, claro, foi implacável e ganhou convincentemente.


Destaques da partida Hugo Silva (1518) - Francisco Reis (2040)


Já o jogo do Hugo foi muito complexo, e é natural que tenha havido vários erros de parte a parte. Depois de perder um peão ao lance 13, o Hugo teve algumas hipóteses para recuperar o material, mas não as aproveitou. Mas nesta posição, com os dois jogadores já nos últimos minutos do seu tempo,



um lance normal como 36…Bd7 teria ainda deixado tudo em aberto, embora as brancas mantenham o peão a mais. Mas o Hugo jogou 36…Ta8 ao que o Francisco Reis imediatamente respondeu com 37. Dh6. Um esforço fantástico do Hugo, que acabou de forma inglória.

Conclusões? Como escrevi no início, não há “ses” no xadrez, mas 4-0 foi um resultado cruel para nós. É claro que temos de melhorar, mas acredito que resultados destes tornar-se-ão cada vez mais raros, porque estamos a crescer. E uma última palavra aos nossos adversários: limparam-nos o sebo, mas será difícil recebermos equipa mais simpática que os amigos do Grupo de Xadrez do Porto. Mas, como o Vítor disse no final, vejam lá se para o ano não mandam a equipa C para nos dar um enxerto!

domingo, 18 de janeiro de 2009

Taça de Portugal: Resultados das equipas do GX Porto nos 1/32 de final


Aqui ficam os resultados dos encontros das equipas do GXP nestes trinta e dois avos de final. As equipas A e B passaram invictas, a D empatou mas foi eliminadas por ter perdido no tabuleiro superior e a C foi derrotada. É a informação e a reportagem fotográfica possível! =D

Ao longo da semana serão apresentados os momentos críticos das partidas a que tiver acesso.



Equipa D
BCP 2 - 2 GXP D
(vitória do BCP no 1.º tabuleiro)

Não foi preciso atravessar a rua e descer um quarteirão para chegar junto à Rua Sá da Bandeira e visitarmos o Clube Millennium BCP, pois pediram-nos a sala emprestada. Assim, jogámos em casa (na sede do GXP) mas de pretas no 1.º tabuleiro, contra a equipa em que sobressaiem os sócios do Grupo de Xadrez do Porto Artur Rosário (1778) - que não jogou - e Mário Marques (1790) - respectivamente, Presidente e Vice-Presidente da Assembleia Geral do Grupo -, acompanhados de Alfredo Sampaio (1628) e Eduardo Ferreira (1619). É também a equipa do omnipresente Bernardino Pereira (1493).
Como se previa, o BCP está apenas uns passos acima do nosso nível de jogo e quase que havia surpresa na Taça!


A equipa do BCP, com o Mário Marques censurado :), talvez por ter sido este membro da Mesa da Assembleia Geral do GXP o último responsável pela eliminação da equipa D do Grupo. Se quiser tirar satisfações, como o Rogério e o Sandro estão na foto, o fotógrafo deve ter sido o Fernandes! :)


No primeiro tabuleiro, o jogo entre o Mário Marques e o Manuel Dias começou de forma pouca ortodoxa (1. d4 d5 2. e4, tendo invertido para uma Francesa com 2. ... e6). As brancas começaram melhor mas as negras conseguiram dar a volta ao (meio)jogo. No entanto, alguns erros fizeram desaparecer a vantagem e, com menos espaço e dois peões a menos, o Manuel Dias não conseguiu evitar a derrota num final de Torres.


O Nuno em acção enquanto o Silva espreita o Corus


No segundo, do que me pude aperceber, a estória do jogo fica marcada por uma desatenção do Nuno. Com um Bispo em c4, ele reforçou o ataque a f7 com Db3. O problema é que depois de ... d5, o Bc4 ficou sem casas! Ainda assim, vigoroso que é, apanhou um bocado de ar e voltou ao jogo com a garra que a foto docomenta, sendo que alguns lances mais tarde vi que tinha uma posição dinâmica (coluna g semi-aberta com as Torres aí dobradas, Dama também a apontar para o roque e, salvo erro, um Cavalo também no meio da confusão), mas aparentemente trocou as peças e acabou por não conseguir anular a desvantagem no final.

No terceiro, o Tiago Dias, qual olho de lince, resolveu o jogo à base dos tácticos, embora tenha deixado passar alguns mais ou menos evidentes. O Jorge Cruz optou por uma Espanhola, variante das trocas, e depois, malandro, foi tomar o peão a e5. O Tiago, que é novo mas já sabe umas coisas, jogou Dd4 e a partida logo começou a descair para o lado das negras. As brancas não conseguiram desenvolver as peças da ala de Dama e, com muitas diagonais abertas e poucas peças activas, era difícil evitar as manobras do par de Bispos das negras que culminou num ganho de qualidade. Ainda teria sido possível optar por um plano que ganhava um Cavalo ou um táctica que ganhava uma Torre, mas a vantagem já era decisiva e o Tiago acabou por vencer.

No último tabuleiro, o André, benjamim de oito anos, venceu o omnipresente Bernardino Pereira que, aos setenta e oito, não falha uma prova!



Equipa A
GXP A 3 - 1 GDDF B


A equipa A recebeu o Dias Ferreira B, uma formação muito competitiva composta por xadrezistas de créditos firmados como Jorge Viterbo Ferreira (2153), António Caramez (2073), Daniel Quintã (2038) ou Estevão Gomes (2030). O GDDF apresentou-se perto da máxima força, trocando Quintã por Fernando Nora (1874) outro jogar muito experiente que, há poucos meses, andava na casa dos 1950.
Os primeiros tabuleiros de cada equipa forem convocados, o que ocasionou dois primeiros tabuleiros escaldantes: no primeiro, o campeão distrital de 2007/08 defrontou o campeão de 2006/07, em casa deste. No segundo, o vice-campeão distrital de 2007/08 defrontou a vice-campeã distrital de 2006/2007, na casa desta.


As partidas foram disputadas, mas não foi caso para deixar os jogadores desfocados! Já meti um requerimento à Direcção, solicitando a contratação da Juliana Chiu, com urgência e independentemente do preço pedido pelo empresário Afonsov Duarte Abramovich! Os flashes dela são os melhores do xadrez nacional...


No primeiro tabuleiro, o Jorgievsky propôs empate ao Silva em posição inferior, mas dada a natureza colectiva do encontro, o mais recente GM português aceitou a proposta uma vez que, no segundo, a MFF Ariana Pintor tinha encontrado um táctico que acabou por ser decisivo na sua partida com o Caramez.

No terceiro tabuleiro, o Estêvão, de negras, jogou uma Siciliana com o pé no fundo e um ataque directo ao roque pequeno do Cleto, tendo a partida terminado empatada, ficando, consequentemente, garantida a passagem da equipa à próxima eliminatória.

No último tabuleiro jogaram as reservas. O Nora entrou em substituição do Quintã e o eu joguei em vez do Hugo Martins. As oscilações dos nossos elos tem sido semelhante, pelo que se perspectivava uma partida equilibrada. O Gambito Escocês do Nora fez-me recuar uns meses no tempo, até ao Torneio de Guimarães, para tentar recordar os ensinamentos do Igor Pires, de Aveiro, que na altura me alertou para os perigos dos sacrifícios em f7. Lá sobrevivi à abertura e o meio-jogo é marcado por um sacrifício estratégico de peão das brancas que dão o peão de E de forma às negras ficarem com peões dobrados e isolados nessa coluna: o objectivo era recuperar o primeiro e ter um alvo permanente no segundo. Após o sacríficio as brancas não continuaram da melhor maneira possível e as negras conseguiram descobrir o antídoto que puniu as duas imprecisões brancas. Com peão e (muito) espaço a mais, as negras seguiram confortavelmente para o final. Apesar de tudo estar já decidido, rejeitaram uma proposta de empate perto dos apuros e acabaram por vencer por tempo, apesar de a vantagem no tabuleiro aparentar ser já decisiva.
A equipa local segue invicta, como a cidade, para a próxima eliminatória.



Equipa B
Amigos Urgezes 0 - 4 GXP B


Por Joaquim Machado no blogue dos Amigos:

Desenrolou-se no passado dia 17 (Sábado), o encontro referente aos 1/32 de final da XXXI taça FPX.

Recebemos na nossa casa a equipa do Grupo de Xadrez do Porto B, e o resultado repetiu-se mais uma vez, a exemplo da época passada com a equipa A do mesmo clube. Perdemos 4 –0.

No inicio do encontro, os dois capitães trocaram garlhadetes entre os clubes.




De seguida todos foram para a mesa, e deu-se inicio ao “confronto” que se adivinhava, prolongado e renhido.



O encontro decorreu em ambiente quase perfeito para a prática da modalidade, apenas perturbado temporáriamente pelo “broooááá….” da multidão que se encontrava no exterior (decorria em paralelo um jogo de futebol com a equipa de juvenis do clube), facto de que os jogadores se conseguiam felizmente alhear não perdendo a concentração no jogo. Apenas mais um ligeiro percalço, quando com o avançar das horas a sala foi arrefecendo, havendo necessidade de proceder ao aquecimento da mesma.

A nossa derrota, ou a vitória do nosso adversário, não merece contestação, mas o numero (4 – 0), parece-me um pouco pesado para a nossa equipa, que apesar de em força de elo, ser inferior, conseguiu no entanto bater-se de igual em todas as mesas, ficando o resultado em aberto, até à 3ª vitória.

Parabéns ao nosso adversário pela vitória alcançada, desejamos-lhes felicidades e que vão o mais longe possivel na prova. Um dia tornaremos concerteza a encontrar-nos.

A foto do encontro:





Este ano terminou cedo a nossa participação na taça FPX, não desistimos e prometemos voltar na próxima edição.

Oportunamente serão aqui publicados os jogos do encontro.




Equipa C
GXP C 1,5 - 2,5 MCP C




Apesar de o Artur Almeida ter vencido o Aníbal Nogueira no primeiro tabuleiro, duas derrotas nos últimos tabuleiros (José Lopes - Nuno Messeder e Adriano França - Afonso Duarte), deixaram o resultado do encontro dependente do do segundo tabuleiro onde José Costa não conseguiu mais que um empate frente a Rui Gonçalves.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Taça de Portugal: resultado do último (?) sorteio



No site da Taça de Portugal pode ler-se que "devido a um lapso no sorteio realizado no dia 12 de Dezembro de 2008 não entraram duas equipas regulamentarmente inscritas, Clube Amador de Mirandela e Amiguinhos do Museu Alberto Sampaio", pelo que "foi necessário proceder a novo sorteio, no dia 14 de Janeiro, em que além daquelas duas equipas, também entrassem duas equipas inicialmente isentas, Academia de Xadrez de Gaia "A" e ACR Vale de Cambra, afectando as Zonas A e B apenas".

Com o devido pedido de "desculpa pelos eventuais transtornos causados às equipas", foi publicado o novo sorteio que, no que nos diz respeito, reza assim:



Equipa D
BCP - GXP D: À procura da surpresa.


Não será preciso atravessar a rua e descer um quarteirão para chegar junto à Rua Sá da Bandeira e visitarmos o Clube Millennium BCP, pois pediram-nos a sala emprestada. Assim, jogamos em casa (na sede do GXP) mas de pretas no 1.º tabuleiro, contra a equipa em que sobressaiem os sócios do Grupo de Xadrez do Porto Artur Rosário (1778) e Mário Marques (1790) - respectivamente, Presidente e Vice-Presidente da Assembleia Geral do Grupo -, acompanhados de Alfredo Sampaio (1628) e Eduardo Ferreira (1619). É também a equipa do omnipresente Bernardino Pereira (1493).
O BCP está apenas uns passos acima do nosso nível de jogo. Se a tarde correr de feição, pode haver surpresa na Taça!



Equipa A
GXP A - GDDF B: Abrir logo a doer!


A equipa A recebe o Dias Ferreira B, uma formação muito competitiva composta por xadrezistas de créditos firmados como Jorge Viterbo Ferreira (2153), António Caramez (2073), Daniel Quintã (2038) ou Estevão Gomes (2030).
Se os primeiros tabuleiros de cada equipa forem convocados, teremos um escaldante primeiro tabuleiro: o campeão distrital de 2007/08 defrontará o campeão de 2006/07, em casa deste!



Equipa B
Amigos Urgezes - GXP B: Só muda a letra.


Com o novo sorteio, em vez da equipa A, é a B que irá a Guimarães. Ver o post anterior.



Equipa C
GXP C - MCP C: Só muda o local.


Com o novo sorteio, são os motociclistas que vêm a Passos Manuel. De resto, tudo na mesma (ver post anterior)

* * *

Este "lapso" é incompreensível. Desde logo pela justificação apresentada: o problema não esteve no sorteio mas na absoluta desconsideração da inscrição das duas equipas em falta, já que estas não constam sequer do site Chess Results que foi actualizado, pela última vez, a 29 de Dezembro.

De qualquer modo, esperemos que os lapsos fiquem por aqui e que as eventuais falhas que existam sejam inócuas. (o documento com os dados e a constituição das equipas ainda não contempla as duas equipas que ficaram de fora do sorteio anterior; inscreveram-se aparentemente 58 equipas com sede no continente (29 tabuleiros x 2). Aparentemente pois, num breve relance, constata-se, por exemplo, que na Zona D a numeração das equipas passa da 50 para a 52. Esperemos que seja um mero lapso de numeração e não que tenha ficado outra equipa na gaveta...)

Quanto à forma como foi efectuado o sorteio, provavelmente a fase nacional vai ser antecipada para os 1/16, em vez dos 1/8 previstos - cfr. capítulo IV, pontos 3, alínea c), e 4, do Regulamento.

Taça de Portugal: Se não o conseguem aplicar, alterem-no!


Ano novo, vida velha. Pelo menos no que diz respeito à Taça de Portugal.


O sorteio de anteontem vai ser repetido hoje.
Em causa parecem estar a mesmas normas que foram mal aplicadas no ano passado.


Aparentemente, a realização do sorteio da ronda inaugural da Taça de Portugal continua a ser de difícil concretização para os serviços da FPX.
O regulamento da prova mantém-se, no ponto (número 3 do capítulo IV), idêntico ao do ano passado. Todavia, esta época a eliminatória de acerto continua a dar dores de cabeça à FPX, mesmo depois de, na época passada, o primeiro sorteio ter sido anulado, e substituído por outro, por o regulamento não ter sido cumprido.

Como é que não se consegue aplicar um regulamento (vide Capítulo IV, ponto 3) que foi aprovado e é da exclusiva responsabilidade da FPX, e que já o ano passado tinha dado origem a um protesto que foi deferido (ver parte final da página) pela Federação?

Pode ser inépcia, inexperiência ou incapacidade, ou pode até não ser nenhuma destas. Mas não deixará de ser mais uma morconice, como o povo diz por aqui. A melhor justificação para o ritmo sucessivo de gaffes e polémicas poderá ser a eleição do Governo de Santana Lopes como modelo a seguir pela Direcção da FPX ;) A ser assim, em vez de uma morconice, temos uma santanice =D, o que é igual, mas mais moderno :P

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Taça de Portugal: inicia-se sábado para as equipas do continente


A Taça de Portugal é uma das provas mais emblemáticas do calendário oficial da FPX, uma vez que é a prova mais democrática da época: o emparceiramento é efectuado por sorteio, com constrangimentos, só nas primeiras eliminatórias, limitados à àrea geográfica, de maneira que uma equipa de iniciados pode ter, aqui, a oportunidade quase única de jogar contra os mais fortes jogadores nacionais, e, em alguns casos, internacionais, já que os clubes com objectivos na área da competição contam nas suas equipas com Grandes Mestres.

Estão inscritos na competição 72 equipas de 48 clubes diferentes, compostas por 802 xadrezistas, dos quais 16 Grandes Mestres, 16 Mestres Internacionais, 15 Mestres FIDE, 2 Mestres Internacionais Femininas, 3 Mestres FIDE Femininas e 1 Candidato a Mestre.

O Grupo de Xadrez do Porto inscreveu 4 equipas (é o clube com mais equipas inscritas, a par do Moto Clube do Porto e do Clube Desportivo O Neurónio) e 38 jogadores na prova.

Depois de duas eliminatórias disputadas exlusivamente pelas equipas das Regiões Autónomas, as equipas do continente entram em prova na 3.ª eliminatória que se joga no próxima sábado.

O sorteio que se realizou ontem na sede da FPX dá-nos a possibilidade de jogar com alguns dos melhores jogadores da região. Aliás, todas as equipas do Grupo de Xadrez do Porto terão, em maior ou menor medida, encontros que se afiguram complicados e disputados. Vamos realizar 3 jogos fora contra as equipas A do Dias Ferreira (da 1.ª Divisão Nacional), do Moto Clube (provavelmente a equipa que mais se reforçou esta época) e dos Amigos de Urgezes (com quem jogámos o ano passado), e também com a equipa C do Moto Clube.

EQUIPA D
GXP D - MCP A: David contra Golias.


A nossa equipa recebe a equipa A do Moto Clube onde, liderados pelo MN José Padeiro (2245),

alinham xadrezistas da valia de Igor Kovtun (2068), José Veríssimo Araújo (1949), Emanuel Sousa (1898), Luís Araújo (1893)..., todos habituais vencedores nos torneios de semi-rápidas que se vão disputando ao longo do ano. O objectivo para este encontro é aproveitar bem a experiência, uma vez que fazer meio ponto já seria uma enorme vitória.

EQUIPA A
Amigos de Urgezes - GXP A: Evitar que os Amigos sejam tomba-gigantes.

A equipa A do Grupo vai a Guimarães jogar com o GDR Amigos de Urgezes, repetindo a visita do ano passado.

Em 2007/2008, depois de os Amigos terem ido ao Vigorosa vencer por 3,5-1,5, nos 1/32 de final, a equipa B (empate do Pedro com o Vítor Costa, e derrota da Sara, da Joana e da Catarina com o João Costa, o Carlos Machado e o João Ribeiro),


foram eliminados nos 1/16, em casa, precisamente frente à equipa A do Grupo de Xadrez do Porto, tendo António Silva, Fernando Cleto, Rui Mendes e Joaquim Brandão de Pinho vencido, respectivamente, Vítor Costa, Carlos Machado, Carlos Coelho e Joaquim Machado.


Numa sintomática manifestação de desportivismo, os Amigos, cujo blogue está ali à direita na nossa lista de leituras frequentes, ofereceram, através do Prof. Fernando Costa, um livro sobre Guimarães e o seu Castelo que se encontra na biblioteca do GXP.
Este ano, as principais figuras da equipa vimaranense são Vítor Costa (1819), João Costa (1573), Carlos Machado (1566) e Diogo Silva (1541).

EQUIPA B
GXP B - GDDF A: Recepção aos "jovens" primodivisionários

A equipa B tem a motivadora tarefa de receber aquela que será, porventura, a equipa que corporiza o melhor exemplo de um trabalho de formação no xadrez. Apesar de ter "exportado" algumas das suas pérolas, como o MN José Padeiro, a escola do Dias Ferreira - durante muitos anos a que mais atletas teve em actividade - conseguiu fazer chegar à equipa principal do clube vários jovens matosinhenses, ou de paragens próximas, que ali fizeram o seu percurso de formação.

Os jovens, mas extremamente experientes (creio que todos Campeões Nacionais nos escalões jovens), João Guerra Costa (2215), Marco Viela (2193), André Viela (2192), Fábio Barbosa (2126) [não encontrei foto] e Luís Machado (2088), juntos há várias épocas, são a equipa A do Dias Ferreira, que este ano jogará na 1.ª Divisão Nacional.

Se a estes jogadores juntarmos outros como o MF Marius Ceteras (2440) ou António Rodrigues (2095), vemos que qualquer equipa que a encontre pela frente terá sempre um osso muito duro de roer. E o Jorgievsky alinha pela equipa B...
Desde que me lembro, o Dias Ferreira sempre foi o meu adversário de estimação :), pelo que um derby, ainda por cima com as cores do GXP, é algo especial. O encontro vai ser muito complicado mas os jogadores do Grupo deixarão o sangue no tabuleiro. E se o Hélder Pinho for convocado e puder jogar, ele que também gosta muito de eleger o GDDF como adversário predilecto, então a combatividade está garantida!

EQUIPA C
MCP C - GXP C: Prognósticos só no fim do jogo.

A equipa C vai à Rua Aurélia de Sousa mas desta vez não será para jogar rápidas a uma quarta à noite, mas, antes, para disputar aquele que, destes 4, será o encontro mais equilibrado. As duas equipas são compostas por jogadores com uma força de jogo entre os 1600 e os 1700 pontos pelo que o resultado de cada tabuleiro é uma incógnita, independentemente dos 4 que os capitães mandarem alinhar. Os testas de ferro da MCP C são o Aníbal Nogueira (1743), o Rui Gonçalves (1643), o Nuno Messeder (1580, ex-Estrela e Vigorosa Sport), o António Mendes (1573) e o Afonso Duarte.

Aníbal Nogueira é o líder da MCP C, sempre facilmente reconhecível:
ou está com o chapéu à cowboy ou com uma peça de roupa (na foto, a camisola) ou um acessório (óculos, cinto, relógio...) "axadrezado".

Pode ser o encontro decisivo para uma contabilidade particular: a de saber qual o clube que terá mais equipas em prova na próxima eliminatória. Seja qual for o resultado, o xadrez do Porto já está de parabéns, pois consegue aliar a quantidade de jogadores em prova à qualidade de equipas como as A referidas neste post, sem esquecer a da Academia de Xadrez de Gaia (5 GMs e mais 2 titulados).

Bons jogos!
E vamos para cima deles, malta! =P

domingo, 6 de julho de 2008

Eu bem queria assistir às provas...


Esta semana decorreram no Hotel AS Lisboa os Torneios de Mestres e de Honra. Ontem e hoje, no mesmo local, joga-se a Final 4 da Taça de Portugal, na qual participa o Grupo de Xadrez do Porto.

Daí que, na semana passada, quando estive em Lisboa a realizar a segunda bateria de exames, tivesse decidido que, se passasse à terceira e última fase - que seria ontem - iria ficar alojado no Hotel daquelas competições. A minha ideia era assistir à última jornada dos torneios de Mestres e de Honra na sexta e ver a final da Taça de Portugal domingo, já que no sábado teria que realizar o meu exame.

Consultei a página do hotel - onde só estão divulgados os preços praticados... em 2006!! (€70,50 o quarto duplo) - mas, como tinha lido o Aditamento ao Regulamento da Taça de Portugal e sabia que a FPX tinha protocolado com o hotel condições especiais para acompanhantes, enviei um email à Federação na madrugada de quinta-feira.

Nesta mensagem perguntava se as condições especiais de alojamento para acompanhantes (€ 65,50 por quarto duplo, com pequeno-almoço) eram extensíveis a pessoas sem qualquer ligação às equipas, apontando que sou jogador federado e sócio do GXP.

Logo no início da manhã de quinta-feira, a FPX respondeu-me, informando-me que sendo sócio do GXP e xadrezista reunia condições para beneficiar daquelas condições.

Respondi ainda naquela manhã, uma hora depois de receber o email, alertando para um pormenor que me pareceu importante e que não tinha informado antes: que o motivo principal da minha ida a Lisboa era a realização de um exame no sábado à tarde; que apesar de ser sócio do GXP, não iria assistir à meia-final nem à final da Taça; que o meu interesse pela estadia não era devido à Taça de Portugal mas aos torneios que estavam a decorrer. Terminava solicitando confirmação de que podia beneficiar das ditas condições.

Na sexta-feira à tarde, antes de ir para Campanhã, sem ter podido concluir a reserva do alojamento via FPX, tentei fazê-lo no site do hotel. Todavia, o link "Reservas Online" só pisca: quando é accionado dá uma mensagem de erro!
Ainda assim, apontei o n.º de telefone do Hotel, para onde liguei. Contudo, ninguém atendeu o meu telefonema.

Chegado ao Oriente, apanhei um taxi. Destino: Hotel AS Lisboa, na Av. Almirante Reis. Quando lá cheguei vi, logo no átrio, uma tela com partidas e, numa mesa, em frente a um computador portátil, estava o Jorge Guimarães. (Que na meia-final de ontem, aviou o Joaquim Brandão de Pinho, num encontro em que o Vale de Cambra limpou o GX Porto pela margem máxima).


Nos próximos dias vou tentar anotar esta partida que me parece muito interessante.

Infelizmente, isto foi tudo o que vi das provas nos breves instantes em que estive no Hotel.

É que, apesar de ser um cliente altamente motivado para ali pernoitar, coisa que já tinha planeado desde há vários dias, o senhor que me atendeu conseguiu convencer-me a não querer lá ficar, nem que me pagassem.
Depois dos cumprimentos da praxe, questionei o senhor da recepção sobre a lotação do hotel, tendo sido informado que havia quartos livres. Entretanto, como estava a atender uns hóspedes, pediu-me para aguardar. Passados uns instantes, fui atendido por um colega seu que, depois de confirmar novamente que havia quartos livres, me disse bruscamente que "para esta noite só lhe posso fazer € 125 pelo quarto duplo".

Absolutamente surpreendido com a diferença de preços, perguntei se havia alguma razão especial para aquele preçário. Que não, respondeu-me com alguma rispidez, que era o preço para aquela noite.

Aquela conversa à laia de segurança de discoteca a negociar o consumo mínimo não me caiu bem. Mas pior ficou quando o informei que esse preço era muito diferente daquele que estava anunciado no site e das condições protocoladas com a FPX. O funcionário desdenhou esses preços: "Mas falou com a Federação?" Sim, embora não ao ponto de ter acertado a reserva e efectuado o pagamento, disse-lhe, notando o aceno de cabeça e a contracção da face naquela última parte.
"Pois então nada feito", grunhiu ele. E à minha réplica que acentuou que me estava a propor o dobro do preço, limitou-se a empertigueitar "Olhe, por que é que não reservou na internet?"

Mais pela atitude do que pelo conteúdo - se bem que a pergunta é idiota: ele devia saber melhor do que eu que o site do hotel não está funcional na parte das reservas! -, limitei-me a trocar um olhar com a minha namorada e tendo percebido que nenhum de nós estava para aturar aquele cromo, limitei-me a dizer "olhe, até à próxima!" e, pegando na mala, saimos.

Metemo-nos no metro em direcção ao Rossio e a sorte sorriu-nos, e de que maneira, logo no primeiro hotel em que entrámos: o Métropole, em plena Praça do Rossio.



A entrada do Métropole é bastante sóbria. Uma porta não muito larga, protegida por um toldo arqueado com o nome do Hotel, dá acesso a um corredor estreito. As únicas informações disponíveis são de que se trata de um hotel de 3 estrelas e que a recepção fica no primeiro andar. Todavia, a entrada, apesar de exígua, é toda em granito o que lhe dá um ar acolhedor.

Chegados à recepção, ficamos a saber que havia um quarto livre e que o melhor preço possível era o tabelado para empresas - € 100. Ainda assim, a Irene disparou um desarmante "Diga-me sinceramente: aqui à volta, conseguimos dormir por menos desse preço?".

Talvez surpreendido, ao olhar para aqueles dois turistas carregados e já com gotas de suor no rosto, o senhor da recepção foi de uma atenção extrema. Pegou no telefone e começou a ligar para a concorrência, para ver se havia quartos livres com preços para um jovem casal. E na verdade arranjou! Mas aquela atitude foi decisiva para lá ficarmos.
E foi a melhor decisão que podiamos ter tomado.
Tendo manifestado a nossa intenção de ali pernoitar, o recepcionista deu indicação para que nos mostrassem o quarto, e , dizendo que apenas fez o que gostava que lhe fizessem a ele, informou-nos que ainda iria falar com a responsável máxima do hotel.


Subimos ao terceiro andar eo quarto era absolutamente FA-BU-LO-SO, enormíssimo, com vista para a Praça do Rossio e com o Castelo em fundo.

Regressámos à recepção para confirmar a estadia, caso a Directora do Hotel não visse inconveniente em que ficássemos no único quarto livre. E para essa ocasião estava reservada a cereja no topo do bolo: fomos brindados com um desconto sobre o preço de empresa, especialmente autorizado pela responsável máxima do estabelecimento. Quando voltámos ao quarto e vimos o preço "normal" para a "época alta" que tinha começado no dia 1 de Julho... verificámos que o preço que nos fizeram equivalia a um desconto de 50% face ao preço tabelado para esta época do ano.

Programado não poderia ter corrido melhor.
Acabámos por jantar na baixa, onde também demos umas voltas, e com o passar do tempo e um exame no dia seguinte, a chatice que tinha ocorrido no AS Lisboa acabou por se tornar numa pequena peripécia anedótica e o xadrez deixou de ser prioridade. Se bem que mesmo neste particular, fiquei servido:


Não vêem um tabuleiro de xadrez no chão da Sala de Estar do Métropole? =D
(e no móvel dos livros e dos jogos estava lá um jogo de xadrez, em plástico, pequeno mas jogável)

Não é uma das hipóteses analisadas na Ala de Rei mas não deixa de ser um caso curioso em que as circunstâncias afastaram da modalidade dois espectadores altamente motivados...
Quanto à reserva via FPX, ainda hoje aguardo pelo email da federação que confirme a minha estadia no local da prova.

E quanto ao concurso, que finalmente terminou - 6 meses e 8 provas após o seu início -, correu bem, embora provavelmente não o suficiente: correu bem porque das 1300 almas que o iniciaram, fiz parte das 183 que chegaram ao fim por nunca ter tido classificação inferior a 10; não o suficiente porque é provável que não consiga uma das 99 melhores classificações, as únicas que garantem desde logo uma vaga no curso que se inicia em Setembro. Resta esperar mais umas semanas...

Entretanto, a partir do próximo fim de semana, podemos retomar os nossos encontros de xadrez "offline". E já sabem: mesmo que a FPX continue a organizar as provas na Av. Almirante Reis, vale a pena ficar no Métropole. Até porque não vos disse tudo mas podem ficar com uma ideia se vos disser que ficarão por cima do Café Nicola, em frente à pastelaria Suiça e ao lado do Teatro Nacional D. Maria II...