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segunda-feira, 22 de junho de 2009

Distrital do Porto é liderado pelo duo Daniel Quintã e Hélder Pinho (ou olha um vigoroso em primeiro!! :P)

Jorge Viterbo e Luís Machado não conseguem melhor do que o empate na 3.ª ronda.

in SCN


Fotos de Juliana Chiu (Quintã à esquerda, Pinho à direita)

Na terceira jornada do Distrital Absoluto do Porto, a maior parte dos principais candidatos ao título, após as dificuldades sentidas nas rondas anteriores, viram-se impedidos de triunfar nas suas partidas.

Na mesa 1, Jorge Viterbo (2186), antecipando uma continuação demolidora para o seu adversário no meio-jogo, propôs empate a Francisco Mateus (1876) que o aceitou, enquanto que no segundo tabuleiro, após mais de quatro horas de jogo e muita luta, Bruno Figueiredo (1929) conseguiu anular Luís Machado (2078).

Quem aproveitou estes resultados foi Daniel Quintã que, na terceira mesa, se superiorizou a Benito Barbero. Curiosamente, o emparceiramento desta ronda proporcionou um encontro entre um jogador do Grupo Desportivo Dias Ferreira e outro da Academia de Xadrez de Gaia nas três primeiras mesas.

Na frente da prova, em co-liderança com Quintã, segue agora apenas mais um xadrezista, Hélder Pinho (1881), do Grupo de Xadrez do Porto, que venceu José Veríssimo Araújo (1955, Moto Clube do Porto), numa partida em que conseguiu tirar todo o rendimento do seu par de bispos.

Arrasador esteve também Lucas Silva que, na 6.ª mesa, castigou fortemente a troca de lances na abertura (Espanhola, variante Schliemann) do seu oponente Tiago Pinho que, curiosamente, apresentava o mesmo elo - 1905 pontos.

Terminando a visita aos primeiros tabuleiros, destaque ainda para a vitória, na mesa 5, de Emanuel Sousa frente a Joaquim Brandão de Pinho, num final de duas Torres e peões contra Dama e peões.

O topo da classificação encontra-se assim ordenado:
1.º - Daniel Quintã, 2063, GD Dias Ferreira, 3 pontos
2.º - Hélder Pinho, 1881, GX Porto, 3 pontos
3.º - Jorge Viterbo Ferreira, 2186, GD Dias Ferreira, 2,5 pontos
4.º - Bruno Figueiredo, 1926, AX Gaia, 2,5 pontos
5.º - Francisco Mateus, 1876, AX Gaia, 2,5 pontos
6.º - Luís Machado, 2078, GD Dias Ferreira, 2,5 pontos
7.º - Emanuel Sousa, 1992, Moto Clube, 2,5 pontos

Na última jornada, 5 xadrezistas garantiram a realização de um bloco FIDE, performance que lhes pode permitir ser integrados no ranking internacional. São eles Benito Barbero (bloco de 1886 pontos até ao momento), Fernando Nunes (1788), José Pedro Cachorreiro (1627), Nuno Messeder Ferreira (1574) e José Manuel Lopes (1595).

Esta noite, a partir das 20h30, com entrada gratuita para os interessados em assistir ao vivo, jogam-se as seguintes partidas entre os primeiros classificados: Hélder Pinho - Daniel Quintã, Luís Machado - Jorge Viterbo Ferreira, Emanuel Sousa - Bruno Figueiredo e Francisco Mateus - Paulo de Morais.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Preliminar GXP: António Silva, Francisco Reis e vigoroso Hélder na Final! Ricardo, Manuel e André Dias também com boas prestações!




O 5º Torneio do Grupo de Xadrez do Porto - Preliminar E do Campeonato Distrital Individual de 2009 - decorre entre 6 de Fevereiro e 13 de Março, com 22 inscritos, colocando em jogo 3 lugares para a Final do Campeonato.

Participam nesta preliminar vários elementos da turma dos domingos, acompanhados por outros jogadores do Grupo de Xadrez do Porto e pelo Senhor Bernardino, do Millennium BCP.

O grande destaque da 6ª jornada, a última, vai para FRANCISCO CARDIGOS DOS REIS, que vence o anterior líder, HELDER PINHO, que cai para o 3º lugar, ultrapassando-o e ficando na frente com os mesmos pontos de ANTÓNIO SILVA, que, com melhor desempate, vence o torneio.
Os três citados, todos do Grupo de Xadrez do Porto, têm lugar reservado na Final.


A prova pode ser acompanhada no Chess-Results.


Helder Pinho
1829 pontos de elo
, 3.º do ranking inicial
4,5 pontos, 3.º classificado, ganhou 35 pontos elo

1.ª jornada: venceu o Ricardo (1296)
2.ª jornada: venceu José Costa (1608)
3.ª jornada: venceu Samuel Leite (1995)
4.ª jornada: venceu Adelino Botelho (1677)
5.ª jornada: empatou com António Silva (2234)
6.ª jornada: perdeu com Francisco Reis



Ricardo Brandão de Pinho
1296 pontos de elo
, 14.º do ranking inicial
3 pontos, 11.º classificado

1.ª jornada: perdeu com o Hélder (1829 FIDE)
2.ª jornada: venceu Luís Neto
3.ª jornada: perdeu com Fernando Nunes (2040)
4.ª jornada: venceu André Dias
5.ª jornada: empatou com Pedro Escudeiro
6.ª jornada: empatou com José Costa (1608)




Manuel Dias
sem elo

3 pontos, 13.º classificado

1.ª jornada: perdeu com José Lopes (1606)
2.ª jornada: perdeu com André Dias
3.ª jornada: venceu Hermenegildo Ribeiro
4.ª jornada: venceu Luís Neto
5.ª jornada: perdeu com Samuel Leite (1995 FIDE)
6.ª jornada: venceu Augusto Pires (1462)



André Dias
sem elo, estreia no xadrez federado

2,5 pontos, 15.ª classificado

1.ª jornada: perdeu com Manuel Pintor (1710 FIDE)
2.ª jornada: venceu Manuel Dias
3.ª jornada: empatou com José Manuel Costa (1608)
4.ª jornada: perdeu com o Ricardo
5.ª jornada: venceu Bernardino Pereira (1493)
6.ª jornada: perdeu com Carlos Castro (1608 FIDE)



Rui Wang
1417 pontos de elo
, 13.º do ranking inicial
2,5 pontos, 17.º classificado

1.ª jornada: perdeu com o Samuel Leite (1995 FIDE)
2.ª jornada: venceu Hermenegildo Ribeiro, por FC
3.ª jornada: perdeu com Pedro Escudeiro Ferreira por FC
4.ª jornada: empatou com Bernardino Pereira (1493)
5.ª jornada: empatou com Augusto Pires (1462)
6.ª jornada: empatou com o Eduardo Dias



Tiago Dias
sem elo

2,5 pontos, 18.º classificado

1.ª jornada: perdeu com Fernando Carvalho (1484)
2.ª jornada: venceu Eduardo Dias
3.ª jornada: perdeu com Bernardino Pereira (1493)
4.ª jornada: empatou com Augusto Pires (1462)
5.ª jornada: perdeu com José Costa (1608)
6.ª jornada: venceu Hermenegildo Ribeiro



Eduardo Dias
sem elo, 1.º torneio pelo GX Porto

2 pontos, 20.º classificado

1.ª jornada: perdeu com Adelino Botelho (1677)
2.ª jornada: perdeu com o Tiago Dias
3.ª jornada: empatou com Luís Neto
4.ª jornada: venceu Hermenegildo Ribeiro
5.ª jornada: perdeu com Fernando Carvalho (1484)
6.ª jornada: empatou com o Rui Wang (1417)



* * *

Estão neste momento apurados para a Fase Final:

1 - António Silva, 2234, Grupo de Xadrez do Porto, 1.º Preliminar E
2 - Jorge Viterbo Ferreira, 2144, Dias Ferreira, actual campeão

3 - José Manuel Azevedo, 2050, AX Espinho, 4.º Preliminar B
4 - Francisco Mateus, 1845, AX Gaia, 1.º Preliminar B
5 - Hélder Pinho, 1829, GX Porto, 3.º Preliminar E
6 - Miguel Ferreira, 1808, AX Gaia, 2.º Preliminar B

7 - Hélio Pinto de Sousa, 1834, AX Espinho, 3.º Preliminar B
8 - José Pedro Cachorreiro, 1628, NX Santo Tirso, 1.º Preliminar A
9 - Francisco Reis, ?, GX Porto, 2.º Preliminar E
10 - Hugo Soares, ?, AC Alfenense, 2.º Preliminar A
11 - Paulo Topa, ?, Pontex, 3.º Preliminar A

terça-feira, 10 de março de 2009

3.ª Divisão: Vigorosos perdem com GXP II pela margem mínima. Rui vence, André empata e Nuno perde por tempo numa boa partida.



A 3.ª Divisão do 51.º Campeonato Nacional por Equipas, referente à época 2008/2009, é disputada em 8 séries de 8 equipas cada, sendo 7 do Continente e uma dos Açores.
O primeiro classificado de cada série sobe à 2.ª Divisão, e o Campeão Nacional da 3.ª Divisão é apurado em prova a disputar a uma volta entre àqueles. As duas últimas classificadas de cada série descem aos distritais.
São atribuídos 3 pontos por vitória, 2 por empate, 1 por derrota e 0 por falta de comparência. Para efeito de desempate releva, consecutivamente, o resultado entre as equipas empatadas, a soma de pontos obtidos nos tabuleiros em todos os encontros, o critério BSV e, finalmente, o menor elo médio dos 4 primeiros tabuleiros.

O Grupo só teria, em princípio, direito a participar com uma equipa (a GXP II) na 3.ª Divisão. Todavia, dada a existência de um clube, pudemos inscrever outra, a GXP III, que iria jogar nos distritais e que conta com alguns vigorosos. As duas equipas disputam a série B da 3.ª Divisão.

São os seguintes os vigorosos inscritos:
GXP II - Hélder Pinho;
GXP III - Gonçalo Rodrigues, Nuno Ventura Sousa, Ricardo Brandão de Pinho, Rui Wang, Manuel Brandão de Pinho, André Ventura Sousa e Fernando Ventura Sousa.


Próxima Jornada (14 de Março): [ver calendário]

Grupo de Xadrez do Porto II - Academia de Xadrez de Gaia III
Moto Clube do Porto - Grupo de Xadrez do Porto III



Hélder Pinho, 1829 (GX Porto II)

1.ª jornada: empatou com o Rui Costa (1973, NA Cucujães) no 1.º tabuleiro - vitória por 3,5-1,5.
2.ª jornada: não convocado (vitória por 2,5 - 1,5 frente ao GXP III)


Ricardo Brandão de Pinho, 1296 (GX Porto II)

1.ª jornada: venceu Eduardo Ferreira (1619, BCP) no 2.º tabuleiro - empate
2.ª jornada: não convocado


Rui Wang, 1417 (GX Porto II)

1.ª jornada: perdeu com Jorge Pinheiro (1548, BCP) no 3.º tabuleiro - empate
2.ª jornada: venceu Manuel Pintor (1710 FIDE, GXP II) no 2.º tabuleiro (ver)- derrota por 2,5 - 1,5


Manuel Brandão de Pinho, 1557 (GX Porto II)

1.ª jornada: perdeu com Bernardino Pereira (1493, BCP) no 4.º tabuleiro - empate
2.ª jornada: não convocado


Nuno Ventura Sousa, 1387

1.ª jornada: não convocado
2.ª jornada: perdeu com Álvaro Brandão (1805 FIDE, GXP II) no 1.º tabuleiro - derrota por 2,5 - 1,5


André Ventura Sousa, 1296

1.ª jornada: não convocado
2.ª jornada: empatou com Carlos Castro (1628 FIDE, GXP II) no 3.º tabuleiro - derrota por 2,5 - 1,5


Fernando Ventura Sousa, sem elo

1.ª jornada: não convocado
2.ª jornada: perdeu com Adelino Botelho (1677 FIDE, GXP II) no 4.º tabuleiro - derrota por 2,5 - 1,5

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Trintão =D



Parabéns, Mestre!


Ainda bem que fazes anos em Fevereiro.
Assim tenho alguns meses para me habituar à ideia :P

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Taça de Portugal: Destaques do Amigos de Urgezes - GX Porto B


Retirados do blogue dos Amigos de Urgezes, aqui ficam os comentários às partidas do encontro que opôs aquela equipa ao GXP B, relativo aos 1/32 da Taça de Portugal 2008/09.



Uma Oportunidade Perdida, por Alexandre Mano.

No xadrez não há bolas no poste, nem golos falhados de baliza aberta. Mas no final do encontro com a equipa do Grupo de Xadrez do Porto, no passado sábado, a sensação que eu tinha era a de termos falhado uma série de oportunidades, e em consequência disso, termos sido impiedosamente goleados.
Depois de mais ou menos uns quarenta minutos decorridos na sessão, levantei-me para observar os meus colegas. O Vítor parecia estar em dificuldades, mas ao Carlos e a mim os jogos estavam a correr bem. O jogo do Hugo era demasiado complexo para que pudesse ter uma opinião, mas até aí, nada mal. Passado pouco mais de uma hora, já eu e o Carlos tínhamos perdido, enquanto nos outros tabuleiros pouco havia mudado. Foi só ao fim de três horas e meia que a nossa derrota se tornou oficial. Os jogos não merecerão uma análise muito aprofundada, mas vou tentar capturar os momentos críticos, quando o curso do encontro poderia ter sido alterado. A nosso favor, é claro.


Destaques da partida Vítor Costa (1704) - Hélder Pinho (1829)


Começando pelo jogo do tabuleiro 1, o Vítor deu (ou perdeu) um peão no final da abertura, mas conseguiu um peão passado na coluna b. As pretas conseguiram avançar os peões centrais, mas nesta posição



o Vítor escolheu dar um xeque em a2 com a dama. O xeque em b3 com o bispo, no entanto, obrigaria a uma troca de torres na coluna c e o consequente enfraquecimento do ataque na ala do rei. Pouco depois as brancas têm outra oportunidade.



As pretas jogaram 33…Te8. Mas o cavalo pregado em d5 é um problema, e se as brancas jogam 34. f4, o melhor para as pretas parece ser tomar o peão, permitindo às brancas trocar a torre pelos dois cavalos. Depois de 34, f4 exf4 35. Txe3 dxe3 36. Dxe5+ Rh8 37. Ce5



qualquer resultado é ainda possível. O mais provável é que o jogo termine com xeque perpétuo. E pouco mais à frente, ainda uma última chance para as brancas.



Se as brancas tomam a dama, qual peão é mais perigoso? O de b5 ou d4? Depois de 37. Qxe7 Txe7 38. Tb2, não seria fácil apostar num resultado final. Diga-se que o Vítor já tinha pouco tempo no relógio nesta fase do jogo (menos de 10 minutos) e que mesmo depois de toda a tensão acumulada num jogo tão complexo as pretas fecharam com uma excelente combinação. Notável a presença de espírito do Hélder Pinho ao final de mais de três horas de xadrez!


Destaques da partida Carlos Castro (1628) - Carlos Machado (1628)


No segundo tabuleiro, tudo estava calmo até que o Carlos (de pretas) ganhou um peão ao lance 24. Devolveu-o logo a seguir e esta posição foi atingida no lance 29.



O peão de c5 é indefensável, mas os dois peões passados são perigosos. O Fritz sugere 29…Cd3, mas incrivelmente, o Carlos jogou 29…d3, a que se seguiu (claro) 30. Dxc5. O Carlos lutou até final, mas com uma peça a menos já não havia muito a fazer. Embora tenha tido o maior número de lances de todo o desafio, este foi o primeiro jogo a acabar.


Destaques da partida Alexandre Mano (1564) - Joaquim Brandão de Pinho (1821)



O meu jogo já foi analisado pelo Joaquim Pinho, pelo que só vou relatar as minhas impressões. A abertura correu-me muito bem, e as pretas foram obrigadas a enfraquecer o roque e isolar um peão numa coluna aberta para evitar males maiores. Chegado a esta posição



pus-me a pensar que não deveria ter permitido os dois últimos lances das pretas (Cbd7 e Bd5), que fortaleceram a defesa, enquanto os meus (De2 e Tae1) não seriam muito relevantes. Ainda a pensar no que deveria ter feito e não no que devia fazer, decidi que não podia deixar o peão de e6 avançar que o bispo estaria melhor em e5 que em g5. E daí joguei 17. Bf4. O meu adversário não demorou mais de um minuto a ver que o bispo em f4 era um alvo fácil e o resto está na análise do jogo. Mas depois deste disparate, o meu cérebro bloqueou e só passei a ver lances parvos, além de ter ficado imediatamente convencido que estava perdido, quando uma análise fria ter-me-ia convencido que eu nem pior estaria. O meu adversário, claro, foi implacável e ganhou convincentemente.


Destaques da partida Hugo Silva (1518) - Francisco Reis (2040)


Já o jogo do Hugo foi muito complexo, e é natural que tenha havido vários erros de parte a parte. Depois de perder um peão ao lance 13, o Hugo teve algumas hipóteses para recuperar o material, mas não as aproveitou. Mas nesta posição, com os dois jogadores já nos últimos minutos do seu tempo,



um lance normal como 36…Bd7 teria ainda deixado tudo em aberto, embora as brancas mantenham o peão a mais. Mas o Hugo jogou 36…Ta8 ao que o Francisco Reis imediatamente respondeu com 37. Dh6. Um esforço fantástico do Hugo, que acabou de forma inglória.

Conclusões? Como escrevi no início, não há “ses” no xadrez, mas 4-0 foi um resultado cruel para nós. É claro que temos de melhorar, mas acredito que resultados destes tornar-se-ão cada vez mais raros, porque estamos a crescer. E uma última palavra aos nossos adversários: limparam-nos o sebo, mas será difícil recebermos equipa mais simpática que os amigos do Grupo de Xadrez do Porto. Mas, como o Vítor disse no final, vejam lá se para o ano não mandam a equipa C para nos dar um enxerto!