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sexta-feira, 3 de julho de 2009

Francisco Mateus é o novo campeão absoluto do Porto (com fotos comentadas)

Jogador da Academia de Xadrez de Gaia terminou invicto com 6,5 pontos.




A Fase Final do Campeonato Distrital Individual de 2009 decorreu entre 15 de Junho e 1 de Julho, no Museu do Vinho do Porto, após sete meses de provas preliminares de apuramento. Dos 35 finalistas, com idades entre os 11 e os 56 anos, 22 pertenciam ao ranking internacional, tendo, durante esta fase final, alcançado blocos de acesso a este ranking 7 jogadores.

O título foi brilhantemente conquistado por Francisco Mateus, jovem sub-16 da Academia de Xadrez de Gaia, que concluiu a prova final com seis vitórias e apenas um empate, cedido perante o vice-campeão (campeão distrital em 08/09) Jorge Viterbo, xadrezista da mesma idade que terminou com 5 vitórias e 2 empates. A última posição do pódio foi ocupada por Daniel Quintã, também do Grupo Desportivo Dias Ferreira, o melhor de um trio com 5 pontos.

Os jogadores que mais pontos amealharam no ranking internacional foram Francisco Mateus (+43), Mário Fernandes (+12, apesar de ter concluído na penúltima posição) e Lucas Silva (+11). Os que mais desceram foram José Veríssimo Araújo e Pedro Guimarães (-15) e Hugo Saraiva (-13).

Benito Barbero (1994), Fernando Nunes (1852), Nuno Ventura Sousa (1763), José Pedro Cachorreiro (1688), Nuno Messeder Ferreira (1632), José Manuel Lopes (1595) e Fernando Azevedo (1495), xadrezistas que não figuram nas listas da FIDE, alcançaram os blocos assinalados para acesso a este ranking.

Benito Barbero, da Academia de Xadrez de Gaia, Nuno Ventura Sousa e José Manuel Lopes, ambos do Grupo de Xadrez do Porto, já constarão da próxima lista internacional, sendo de assinalar que o Nuno V. Sousa deverá sair com mais de 1700 pontos, o que fará dele um dos melhores sub-14 nacionais - actualmente, os três melhores xadrezistas neste escalão etarário são Luís Santos (Escola 31 de Janeiro, 1852), João Vicente (Moto Clube do Porto, 1744) e João Meira (Associação Académica da Amadora, 1737).

Na imagem que ilustra esta peça, Manuel Pintor, presidente da Associação de Xadrez do Porto, entrega o troféu ao sorridente campeão. Atrás encontra-se Rogério Oliveira, árbitro da prova.

Na galeria de fotos poderá ver uma selecção das melhores fotografias tiradas por Juliana Chiu durante a competição.

Francisco Mateus apenas depende de si para conquistar o título

Lucas Silva empata Jorge Viterbo na luta pelo bi-campeonato.



Na penúltima jornada do Distrital Absoluto do Porto, Lucas Silva (1905) consegue anular Jorge Viterbo (2186) na primeira mesa, deixando o actual campeão distrital a meio ponto de Francisco Mateus (1876) que venceu Daniel Quintã (2063) na segunda.

Com estes resultados, se Francisco Mateus vencer mais logo, com as negras, Lucas Silva, sagrar-se-á campeão distrital. Se empatar e Jorge Viterbo, também de negras, vencer Hélder Pinho, o título será discutido através de um match de desempate, constituído por 4 partidas que serão jogadas a um ritmo de 15 minutos por jogador, com incremento de 5 segundos por lance.

Mas outras combinações de resultados são possíveis: por exemplo, se Lucas Silva, Hélder Pinho e Benito Barbero vencerem, terminarão todos com os mesmos 5,5 pontos que Francisco Mateus, e terá de ser jogado um torneio de desempate entre estes quatro jogadores, em sistema de todos contra todos, a uma só volta, e no mesmo ritmo de 15+5.

Entretanto, na 6.ª jornada, mais três xadrezistas alcançaram um bloco FIDE: Nuno Ventura Sousa, do Grupo de Xadrez do Porto, Emanuel Luís Sousa, da Associação de Proprietários de Vila D'Este e Fernando Azevedo, do Núcleo de Xadrez de Santo Tirso.

Foto de Francisco Mateus tirada por Juliana Chiu

Na recta final, Distrital Absoluto do Porto é dominado por dois sub-16

Jorge Viterbo e Francisco Mateus lideram prova com 4,5 pontos.



A quinta jornada do Distrital Absoluto do Porto vê subir à liderança dois xadrezistas do escalão menores de 16 anos, Jorge Viterbo e Francisco Mateus, que chegam a esta fase da prova tendo empatado entre si e vencido as restantes partidas.

Jorge Viterbo, campeão em título, venceu na primeira mesa o anterior líder, Daniel Quintã, também do Grupo Desportivo Dias Ferreira, de Matosinhos, enquanto que Franciso Mateus, no segundo tabuleiro, não teve dificuldades em castigar um erro na abertura do seu colega da Academia de Xadrez de Gaia, Bruno Figueiredo.

A sessão foi, aliás, aziaga para a Abertura Bird: Figueiredo trocou a ordem dos lances, não jogou atempadamente o Cavalo para f3, e o xeque de Dama em h4 foi devastador; mas atrás, no sétimo tabuleiro, Alexander Cardoso, de negras, foi surpreendido pela abertura de Paulo de Morais e logo perdeu também material.

Lucas Silva continuou o seu bom percurso até ao momento e derrotou, na mesa 3, José Margarido. Na 4, Hélder Pinho desforrou-se das sucessivas derrotas que Pedro Mendes lhe havia imposto, a época passada, na competição distrital por equipas, e na 5, Benito Barbero, o único a ter vencido Lucas Silva até ao momento, voltou a surpreender, desta feita derrotando Luís Machado (2078).

No topo, a classificação é a seguinte, a duas jornadas do fim:

1.º - Jorge Viterbo, 2186, Dias Ferreira, 4,5 pontos
2.º - Francisco Mateus, 1876, AX Gaia, 4,5
3.º - Daniel Quintã, 2063, Dias Ferreira, 4
4.º - Benito Barbero, sem elo, AX Gaia, 4
5.º - Lucas Silva, 1905, Dias Ferreira, 4
6.º - Hélder Pinho, 1881, GX Porto, 4


Os jogadores com melhor evolução no ranking internacional, até ao momento, são Francisco Mateus (+24), Lucas Silva e Helder Pinho (+14); inversamente, os xadrezistas que mais pontos perderam nas primeiras cinco jornadas foram José Veríssimo Araújo e Pedro Guimarães (-15), Miguel Ferreira e Hugo Saraiva (-13).

Na quinta jornada, nenhum novo xadrezista garantiu a obtenção de um bloco de ingresso no ranking internacional. Continuam apenas garantidos os de Benito Barbero (1905), Fernando Nunes (1796), José Pedro Cachorreiro (1688), José Lopes (1595) e Nuno Messeder (1543).

Os jogos mais relevantes desta noite serão Jorge Ferreira - Lucas Silva, Francisco Mateus - Daniel Quintã e Benito Barbero - Hélder Pinho.

Fotos de Juliana Chiu (Jorge Viterbo à esquerda, Francisco Mateus à direita).

quinta-feira, 25 de junho de 2009

A três jornadas do fim, Daniel Quintã é líder isolado no Distrital

Jorge Viterbo, Bruno Figueiredo e Francisco Mateus são os perseguidores.

in SCN


Foto de Juliana Chiu (os três primeiros tabuleiros na quarta ronda, com Daniel Quintã em primeiro plano, à esquerda)

Na quarta jornada do Distrital Absoluto do Porto, Daniel Quintã (2063), do Grupo Desportivo Dias Ferreira, mantém a liderança, agora isolado, mercê da sua vitória sobre Hélder Pinho (1881), do Grupo de Xadrez do Porto, antigo co-líder.

Jogada mais de metade da prova, o líder é perseguido, a apenas meio ponto de distância, por um trio constituído por Jorge Viterbo (2186), Bruno Figueiredo (1929) e Francisco Mateus (1876) que venceram, respectivamente, Luís Machado (2078), Emanuel Sousa (1922) e Paulo de Morais (1863).

Merecem ainda destaque as vitórias inesperadas de José Pedro Cachorreiro (26.º do ranking inicial com 1628 pontos FPX), do Núcleo de Xadrez de Santo Tirso, e do jovem Pedro Mendes (17.º, 1637 FIDE), do GD Dias Ferreira, sobre adversários bem mais cotados, respectivamente Tiago Brandão de Pinho (8.º, 1905 FIDE), do GX Porto, e Miguel Ferreira (12.º, 1846 FIDE), da Academia de Xadrez de Gaia.

O topo da classificação encontra-se assim ordenado:

1.º - Daniel Quintã, 2063, GD Dias Ferreira, 4 pontos
2.º - Francisco Mateus, 1876, AX Gaia, 3,5 pontos
3.º - Jorge Viterbo Ferreira, 2186, GD Dias Ferreira, 3,5 pontos
4.º - Bruno Figueiredo, 1926, AX Gaia, 3,5 pontos


Até ao momento, os jogadores que mais pontos amealharam para o ranking internacional foram Francisco Mateus (15,6), Bruno Figueiredo (14,4), Mário Fernandes (11,8) e Lucas Silva (10,1). Em sentido inverso realçam-se José Veríssimo Araújo (-14,9), Pedro Guimarães (-14,5), Miguel Ferreira (-13,4) e Hugo Saraiva (-9,8), sendo que o primeiro abandonou a prova, não tendo sido já emparceirado na 4.ª jornada, pelo que será sancionado financeiramente pela direcção da prova.

Quanto a blocos FIDE, estão garantidos para Benito Barbero (2008), Fernando Nunes (1796), José Pedro Cachorreiro (1791), José Lopes (1595) e Nuno Messeder (1574).

Esta noite, a partir das 20h30, com entrada gratuita para os interessados em assistir ao vivo, jogam-se as seguintes partidas entre os primeiros classificados: Daniel Quintã - Jorge Viterbo e Bruno Figueiredo - Francisco Mateus.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Distrital do Porto é liderado pelo duo Daniel Quintã e Hélder Pinho (ou olha um vigoroso em primeiro!! :P)

Jorge Viterbo e Luís Machado não conseguem melhor do que o empate na 3.ª ronda.

in SCN


Fotos de Juliana Chiu (Quintã à esquerda, Pinho à direita)

Na terceira jornada do Distrital Absoluto do Porto, a maior parte dos principais candidatos ao título, após as dificuldades sentidas nas rondas anteriores, viram-se impedidos de triunfar nas suas partidas.

Na mesa 1, Jorge Viterbo (2186), antecipando uma continuação demolidora para o seu adversário no meio-jogo, propôs empate a Francisco Mateus (1876) que o aceitou, enquanto que no segundo tabuleiro, após mais de quatro horas de jogo e muita luta, Bruno Figueiredo (1929) conseguiu anular Luís Machado (2078).

Quem aproveitou estes resultados foi Daniel Quintã que, na terceira mesa, se superiorizou a Benito Barbero. Curiosamente, o emparceiramento desta ronda proporcionou um encontro entre um jogador do Grupo Desportivo Dias Ferreira e outro da Academia de Xadrez de Gaia nas três primeiras mesas.

Na frente da prova, em co-liderança com Quintã, segue agora apenas mais um xadrezista, Hélder Pinho (1881), do Grupo de Xadrez do Porto, que venceu José Veríssimo Araújo (1955, Moto Clube do Porto), numa partida em que conseguiu tirar todo o rendimento do seu par de bispos.

Arrasador esteve também Lucas Silva que, na 6.ª mesa, castigou fortemente a troca de lances na abertura (Espanhola, variante Schliemann) do seu oponente Tiago Pinho que, curiosamente, apresentava o mesmo elo - 1905 pontos.

Terminando a visita aos primeiros tabuleiros, destaque ainda para a vitória, na mesa 5, de Emanuel Sousa frente a Joaquim Brandão de Pinho, num final de duas Torres e peões contra Dama e peões.

O topo da classificação encontra-se assim ordenado:
1.º - Daniel Quintã, 2063, GD Dias Ferreira, 3 pontos
2.º - Hélder Pinho, 1881, GX Porto, 3 pontos
3.º - Jorge Viterbo Ferreira, 2186, GD Dias Ferreira, 2,5 pontos
4.º - Bruno Figueiredo, 1926, AX Gaia, 2,5 pontos
5.º - Francisco Mateus, 1876, AX Gaia, 2,5 pontos
6.º - Luís Machado, 2078, GD Dias Ferreira, 2,5 pontos
7.º - Emanuel Sousa, 1992, Moto Clube, 2,5 pontos

Na última jornada, 5 xadrezistas garantiram a realização de um bloco FIDE, performance que lhes pode permitir ser integrados no ranking internacional. São eles Benito Barbero (bloco de 1886 pontos até ao momento), Fernando Nunes (1788), José Pedro Cachorreiro (1627), Nuno Messeder Ferreira (1574) e José Manuel Lopes (1595).

Esta noite, a partir das 20h30, com entrada gratuita para os interessados em assistir ao vivo, jogam-se as seguintes partidas entre os primeiros classificados: Hélder Pinho - Daniel Quintã, Luís Machado - Jorge Viterbo Ferreira, Emanuel Sousa - Bruno Figueiredo e Francisco Mateus - Paulo de Morais.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Distrital: Após duas jornadas, prova ainda é liderada por um pelotão.

Jorge Viterbo, Daniel Quintã, Bruno Figueiredo, Helder Pinho, Luís Machado, Francisco Mateus e Benito Barbero são os totalistas.

in SCN


Foto: Juliana Chiu


A segunda jornada do campeonato distrital do Porto decorreu sob o signo da competitividade.

Nas últimas mesas, onde se perspectivavam encontros equilibrados entre os tabuleiros 11 e 15, os jogadores que conduziram as peças brancas conseguiram potenciar a vantagem de ter o direito à primeira jogada.

No meio da prova, Benito Largo deu mais um passo na caminhada para o ingresso no ranking internacional ao vencer um jogador que dele já consta e Emanuel Luís Sousa (sem elo), o segundo participante mais novo, venceu Aníbal Nogueira (1743), o decano do campeonato.

Nas primeiras mesas, os três principais candidatos ao título venceram as suas partidas, mas após sentirem algumas dificuldades.

Na mesa 1, Jorge Viterbo, que defende o título, optou pela Defesa Holandesa para evitar o Sistema Londres que Miguel Ferreira habitualmente joga, mas teve que ultrapassar um meio-jogo ligeiramente inferior fruto do melhor posicionamento das peças menores (o par de bispos) do adversário.

No segundo tabuleiro, Luís Machado teve largos minutos de desvantagem no relógio mas conseguiu converter uma posição aguda, com roques em alas opostas e uma tempestade de peões, numa vitória que Paulo de Morais sempre tentou contrariar.

E na terceira mesa, à meia-noite e meia, Daniel Quintã se degladiava com José Margarido num final de Torre e três peões contra Torre e dois peões que parecia destinado ao empate. Todavia, no limite do tempo disponível para ambos os jogadores, Quintã conseguiu evitar a divisão do ponto e manteve-se no topo da classificação onde, além dos principais candidatos, se encontram também Bruno Figueiredo, Helder Pinho, Francisco Mateus e Benito Barbero, todos com duas vitórias em dois jogos.

Esta noite, a partir das 20h30, joga-se a 3.ª jornada nas instalações do Museu do Vinho do Porto, agora em sentido mais lato, uma vez que a organização da prova modificou a distribuição espacial das mesas, alargando a zona útil de jogo que agora se encontra espalhada pelo museu, acompanhando o espólio das colecções expostas.

Apenas as três primeiras mesas se mantêm no espaço individualizado, mais recatado, onde todas as partidas foram jogadas na primeira jornada.

Quanto a esta, na sua estreia como colaborador do scn, Jorge Viterbo, campeão em título, escolheu os momentos-chave das primeiras dez mesas, que sumariamente legendou, e que podem ser vistas na "galeria de fotos" que acompanha esta peça.

Os principais jogos desta noite são Jorge Ferreira - Francisco Mateus, Bruno Figueiredo - Luís Machado, Daniel Quintã - Benito Barbero e Helder Pinho - José Veríssimo Araújo, partidas que reduzirão drasticamente o número de jogadores no comando da competição.


* * *

Momentos chave da 1ª Jornada do Distrital de Xadrez do Porto

Análise de Jorge Viterbo quanto aos momentos chave das partidas da 1ª jornada da edição de 2009 do campeonato distrital do Porto.

Ex:


Aceder à Galeria de Fotos para ver a colecção completa.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Distrital Individual do Porto começa com a imposição da lei do mais forte. (com fotos)

Nuno Andrade é a excepção que confirma a regra ao empatar com José Veríssimo Araújo.

in SCN



A jornada inaugural do campeonato distrital individual do Porto, apesar de algumas dificuldades sentidas pelos jogadores melhores classificados no ranking, não proporcionou grandes surpresas.

Ainda assim, no primeiro tabuleiro, Jorge Viterbo, campeão em título, precisou de trabalhar duramente para furar a resistência de Alexander Cardoso (1633), da Academia de Xadrez de Espinho, que, além de ter jogado de negras, tinha menos cerca 550 pontos elo que o seu adversário. A abertura, atípica, acabou por se aproximar de uma Defesa Holandesa, variante Leningrado, em que as negras jogaram e6, ousadia que o campeão não conseguiu castigar de imediato. A partida acabou por ser decidida através de um final teórico de Torre e Peão contra Torre, ao fim de cerca de quatro horas de jogo e 63 lances, tendo sido a última a terminar.

Na mesa 2, Luís Machado venceu Mário Fernandes em 26 jogadas, enquanto que o outro candidato ao título, Daniel Quintã, só precisou de 19 para derrotar Hugo Saraiva no 3.º tabuleiro, sendo que nas duas partidas a diferença de elo entre os jogadores também era de cerca de 500 pontos.

Inesperado foi o resultado da quarta mesa, onde se registou um empate, em apenas 16 lances, entre Nuno Andrade (1487) e José Veríssimo Araújo (1955) - na foto. Este, de negras, optou pelo Gambito Budapeste e o efeito surpresa permitiu-lhe igualar rapidamente, fruto das imprecisões do seu adversário. Todavia, as peças negras acabaram por ficar descoordenadas na transição para o meio-jogo e um erro no 14.º lance permitiu às brancas ganhar um peão duas jogadas depois. E face a uma vantagem material frente a um adversário mais cotado, Nuno Andrade não quis arriscar continuar a partida e preferiu acender o cachimbo da paz, acordando o empate.

Nos restantes tabuleiros, com maior ou menor dificuldade, os favoritos acabaram por vencer. No entanto, como o scn já havia assinalado alguns jogadores com elo sub-avaliado fizeram valer a sua força de jogo real.

Foi o que aconteceu na vitória de Benito Barbero (sem elo) sobre Pedro Guimarães (1650) e no 6.º tabuleiro, na partida entre Fernando Nunes e Emanuel Sousa que terminou empatada apesar de só este se encontrar graduado no ranking da Federação Internacional de Xadrez. Curiosamente, Emanuel Sousa (1922 FIDE) também optou pelo pouco habitual Gambito Budapeste, o que poderá indiciar a existência de trabalho específico na academia do Moto Clube do Porto / ALPI Portugal, clube a que pertencem quer o Emanuel quer o Veríssimo. Tratar-se-á de reportório construído no laboratório do Mestre Nacional José Padeiro, primeiro tabuleiro e treinador desta equipa?

Tal como na partida do seu colega de equipa, um erro prematuro deu, nesta, vantagem de um peão às brancas logo no lance n.º 9, com a agravante de se tratar do peão de g7, ter sido tomado por um Cavalo e de o xeque ter colocado o Rei negro na casa f8, retirando-lhe, portanto, a possibilidade de fazer roque. Face a esta desvantagem, o Emanuel Sousa optou por uma continuação especulativa através do avanço do peão de H, e a receita veio a revelar-se proveitosa uma vez que um erro das brancas permitiu às negras colocar um Cavalo num ponto de apoio em d3, onde deu xeque, também retirou às brancas a possibilidade de rocar e permitiu a recuperação do peão, o que devolveu as negras ao jogo, ainda que em posição ligeiramente inferior.

Estava-se no lance 15. Na jogada 23.ª, as brancas poderiam voltar a ganhar um peão se tivessem jogado o Bispo para e1, mas optaram, antes, por colocar a Dama em a3, para, três lances e algumas trocas depois, regressar à casa de partida em c3. Só na 28.ª jogada é que as brancas jogaram Be1, ganhando depois o peão de h4, altura em que, face à clara vantagem material e posicional (o peão de H estava isolado, apesar de se encontrar ainda na linha 3 mas apoiado pelo da coluna G), Fernando Nunes (2040 FPX) opta por acordar o empate num momento decisivo, pois se a sua jogada seguinte fosse 30. g4 poderia ganhar uma Torre, embora com alguma compensação para as negras.

A segunda jornada joga-se hoje, a partir das 20h30, no Museu do Vinho do Porto, sendo de destacar as partidas Miguel Ferreira (1846) - Jorge Viterbo (2186), Luís Machado (2078) - Paulo Morais (1863) e José Margarido (1726) - Daniel Quintã (2063), nas quais os favoritos poderão sentir dificuldades. A entrada é gratuita.

Veja na galeria de fotos a reportagem fotográfica de Juliana Chiu durante a primeira jornada.

Distrital do Porto começa a ser discutido segunda-feira

Jorge Viterbo defenderá o título. Luís Machado e Daniel Quintã são os principais adversários.

in SCN





Jogar-se-á na próxima segunda-feira, a partir das 20h30, no Museu do Vinho do Porto, sobre o rio Douro, a primeira jornada do Campeonato Distrital Individual Abosluto do Porto, prova disputada por 35 xadrezistas com idades entre os 11 e os 56 anos.

Situado num armazém do século XVIII, no rés-do-chão do edifício dos "Armazéns do Cais Novo", o Museu do Vinho do Porto, com cerca de 600 metros quadrados, explora, como se pode ler página da Câmara Municipal do Porto, a relação entre a actividade comercial da cidade, em especial o comércio do vinho do Porto, e o desenvolvimento da própria urbe. Inaugurado em 2004, este espaço será o local de jogo da fase final do campeonato distrital.

Para aí chegar, os 35 finalistas tiveram que superar a fase preliminar que decorreu ao longo de sete meses, entre Novembro de 2008 e Maio de 2009, e foi constituída por 11 torneios que foram disputados por 289 xadrezistas. Em média, por cada 8 participantes num torneio preliminar apurou-se 1 para a final.

Por motivos profissionais, académicos e pessoais, alguns dos apurados não vão jogar a fase final, tendo sido substituídos pelos suplentes que participaram no mesmo torneio de apuramento. As ausências mais notadas são as de António Silva e de João Padeiro (ambos com 2230 pontos elo, 24.º do ranking nacional exaequo), e Marco Viela (2193, 38.º do ranking nacional), pois qualquer um destes jogadores seria um fortíssimo candidato ao título.

Ainda assim, é expectável que o actual campeão Jorge Viterbo (2186, 41.º do ranking nacional) enfrente dificuldades na tentativa de renovar o título que venceu pela primeira vez o ano passado, então com apenas 14 anos. Luís Machado (2078, 81.º do ranking nacional) e Daniel Quintã (2063, 87.º) serão os principais adversários, embora haja alguns outsiders a ter em consideração como José Veríssimo Araújo (1955), Bruno Figueiredo (1929), Emanuel Sousa (1922) ou, numa segunda linha, Francisco Mateus (1876), Paulo Morais (1863), Miguel Ferreira (1846), José Margarido (1726) ou Fernando Nunes (2040, sem elo internacional) que também poderão conseguir resultados surpreendentes, uma vez que os seus elos não se adequam, por defeito, às suas actuais forças de jogo.

Dos 35 finalistas, 22 pertencem ao ranking internacional da Federação Internacional de Xadrez (FIDE), apresentando uma média de cerca de 1800 pontos, o que faz adivinhar uma prova muito competitiva embora de nível bastante mais baixo do que aconteceria se os principais ausentes participassem.

De acordo com a página da Associação de Xadrez do Porto, André Mateus, o actual campeão distrital sub-12, nascido em 1997, é o benjamim da prova, enquanto que o decano dos finalistas é Aníbal Nogueira, nascido em 1953. O clube mais representado é o dos três candidatos ao título, o Grupo Desportivo Dias Ferreira, de Matosinhos, com 8 xadrezistas, seguido de perto pelo Grupo de Xadrez do Porto, com 7.

A entidade organizadora destaca ainda a maior delegação de sempre do Núcleo de Xadrez de Santo Tirso (4 participantes no ano em que celebra o seu 4.º aniversário), e a estreia dos dois clubes de Vila de Este, o Grupo Desportivo dos Cem Paus e a Associação de Proprietários local, cada um através de um atleta dos escalões de formação. O Moto Clube do Porto, com 6 séniores, e a Academia de Xadrez de Gaia, com 2 séniores e 4 jovens, vêem o seu habitual contingente reforçado este ano.

A prova será disputada em 7 sessões, em sistema suiço, sistema que, em cada jornada, faz um jogador defrontar outro que tenha uma performance semelhante. Cada jogador terá 90 minutos iniciais para terminar a partida, recebendo 30 segundos extra sempre que fizer uma jogada. Se um jogador deixar o seu tempo acabar, perde o jogo.

O local de prova é o Museu do Vinho do Porto, sito na Rua de Monchique, 45 a 52, e as sessões têm lugar pelas 20:30 horas dos dias 15 (segunda-feira), 17 (quarta), 19 (sexta), 22 (segunda), 25 (quinta) e 29 de Junho (segunda), sendo a última jornada disputada a 1 de Julho (quarta). A entrada é gratuita.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Jorgievsky é o novo Campeão Distrital Absoluto!

Jorge João Viterbo Ferreira, 2002, sub-14, Dias Ferreira


O título de Campeão Distrital Absoluto do Porto, época 2007/2008, foi justamente conquistado pelo nosso amigo Jorgievsky.
Foi o corolário de um ano de progressão extraordinária do Jorge em que, além de centenas de pontos elo, se notam inúmeros torneios disputados, vários primeiros lugares e classificações de topo, alguns resultados espectaculares (como o empate com o GM Liuben Spassov no Internacional Cidade das Burgas e, cof! cof!, o empate comigo no Internacional da Figueira da Foz =D ;) :) :P ), tudo alicerçado num trabalho intenso orientado pelo treinador António Caramez que, curiosamente, foi o finalista vencido do match de atribuição do título de Campeão Distrital Absoluto.


Eu com cabelinho à membro da Juventude Centrista, o Caramez e o Jorgievsky, após o Torneio da Fontes deste ano, absolutamente dominado pelo Mestre e o Pupilo que terminaram 100% vitoriosos. Foram os maiores da minha rua!


Fico muito satisfeito por, depois de referências como o António Silva ou o Marco Viela, continuar a ter no meu distrito um Campeão que sabe que para jogar xadrez, mais do que dominar a técnica do jogo, é preciso ter e saber tratar o adversário. Está de parabéns, juntamente com os pais, treinador e colegas de equipa. E pode ser que surpreenda o país escaquístico que ainda não atentou convenientemente no actual vice-campeão nacional sub-14...



O jovem disse ao abade do mosteiro:
"- Gostava muito de ser monge mas não aprendi nada de importante na vida. Tudo o que os meus pais me ensinaram foi a jogar xadrez que não serve para a iluminação. Além do mais, aprendi que qualquer jogo é um pecado."
- Pode ser um pecado mas também pode ser uma diversão e quem sabe se este mosteiro não está a precisar um pouco de ambos - foi a resposta.
O abade pediu um tabuleiro de xadrez, chamou um monge e mandou-o jogar com o rapaz. Mas, antes da partida começar, acrescentou:
"Embora seja preciso diversão, não podemos permitir que toda a gente fique a jogar xadrez no mosteiro. Há outras coisas importantes a fazer. De maneira que aqui ficará apenas o melhor jogador; se o nosso monge perder, sairá do mosteiro e abrirá uma vaga para ti."
O abade falava a sério. E o rapaz sentiu que jogava pela sua vida e sentiu gélidas gotas de suor a descerem-lhe pelas costas...
O tabuleiro tornou-se o centro do mundo. O monge saiu mal da abertura e o rapaz espremeu-o como uma cobra pitão no meio-jogo. Num momento de alívio da pressão que sentia, enquanto esfregava as mãos nos joelhos, passou os olhos de relance pelo adversário e reparou no seu olhar. A partir daquele momento, o rapaz deixou de jogar os melhores lances: afinal de contas preferia perder porque achava que aquele monge seria mais útil ao mundo no mosteiro do que ele.
De repente, o abade atirou o tabuleiro ao chão:
"Tu aprendeste muito mais do que te ensinaram" - disse. "Concentraste-te o suficiente para vencer, foste capaz de lutar pelo que desejavas. Depois, tiveste compaixão e disposição para te sacrificares em nome de uma nobre causa. Sê bem-vindo ao mosteiro porque sabes equilibrar a disciplina e a solidariedade."


... o Jorge não vai para o mosteiro. Vai jogar a Fase Preliminar do Campeonato Nacional Absoluto de Xadrez, para a qual se apurou meritoriamente, e se tudo correr normalmente as feras nacionais vão sentir no capado a força do seu xadrez.